POR Fernanda Garcia 5 ANOS ATRÁS
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por Fernanda Pereira
fernanda@blogdacomunicacao.com.br

O HPV, papilomavírus humano, é responsável por quase 100% dos casos de câncer de colo de útero, o que pouca gente sabe é que o vírus do HPV não é uma exclusividade feminina, ele também pode afetar os homens. Pesquisa recém-divulgada pelo INCA (Instituto Nacional do Câncer), em parceira com o Instituto de Virologia da Fundação Oswaldo Cruz, mostra que o HPV está associado a até 75% dos casos de câncer de pênis.

“A má higiene do pênis, associada à presença de fimose, costuma provocar grande parte dos casos do câncer no órgão genital masculino”, afirma o oncologista Sergio Daniel Simon, especialista, que atua no Hospital Albert Einstein, na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e no Centro Paulista de Oncologia. . Mas também admite que o HPV pode causar uma série de modificações genéticas que, posteriormente, desencadeariam a doença. “Esse tumor se localiza basicamente na pele, mas pode haver penetração profunda”, alerta.

Segundo o urologista Antonio Augusto Ornellas, coordenador do estudo, os dados não são capazes de comprovar se o vírus é o principal causador do tumor, mas ao menos deixa claro algum envolvimento no aparecimento da doença. “O HPV pode ajudar a proliferar as células do câncer”, sugere Ornellas, médico responsável pelo setor de Urologia do INCA e do Hospital Mário Kröeff.

Identificando e tratando
As lesões e verrugas em formato de couve-flor (de diversos tamanhos) – uma característica da presença do HPV no organismo – são mais visíveis e fáceis de ser identificadas no pênis (na glande ou no prepúcio) do que na vagina ou no colo do útero. Por isso, nesse aspecto, os homens saem em vantagem na luta contra o vírus.

Uma vez descobertas, lesões e verrugas são tratadas com procedimentos como cauterização, uso de pomadas, crioterapia e cirurgia a laser.

O problema é que nem sempre esses sinais aparecem. E aí, tanto o diagnóstico quanto o tratamento podem ser mais complicado para eles do que para elas. Por isso, caso a parceira seja diagnosticada com a doença, mesmo que não haja marcas no pênis, o homem precisa passar por um exame preventivo.

A falta de um diagnóstico precoce e alguns obstáculos, como cepas (tipos) resistentes do vírus e imunidade baixa, porém, podem tornar o tratamento complicado e ineficiente. Nesses casos, o risco do HPV provocar um câncer aumenta, assim como a necessidade de retirada de boa parte do pênis. “Mesmo com a amputação, felizmente, há como deixar uma parte do órgão que possibilite ao homem ter relações sexuais e urinar”, lembra o urologista do Inca, Antonio Augusto Ornellas.

Prevenindo
O HPV é transmitido sexualmente ou pelo contato via oral ou genital com fluidos contaminados, que afeta a área genital e a mucosa oral. Portanto, assim como toda doença sexualmente transmissível, o vírus também pode ser barrado com o uso de camisinha – tanto feminina quanto masculina. Essa proteção, porém, não é tão eficaz para o HPV quanto é para outras DSTs. “O homem pode contrair o vírus pela bolsa escrotal, por exemplo, que não recebe a proteção da camisinha”, alerta Ornellas.

Quanto à vacina contra o HPV – três doses, com um custo alto ainda no Brasil e indicada apenas para mulheres sexualmente ativas – teoricamente, ela também poderia ser um recurso de prevenção para os homens. Mas, segundo os especialistas, além de brecar a atuação apenas dos tipos mais comuns de HPV, ainda não há estudos comprovando a eficácia ou atuação da vacina para o sexo masculino.

Para saber mais
Centro Paulista de Oncologia e da Universidade Federal Paulista
Instituto Nacional do Câncer
Sociedade Brasileira de Urologia

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COMENTÁRIOS
MAIS SOBRE Fernanda Garcia
, 25 anos. Sou a filha mais nova e inconseqüente de uma família paulistana, uma paulista solta nesse mundão de meu Deus. Estudante do 3° ano de Comunicação Social - com habilitação em Jornalismo na UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul). Nunca pensei em ser jornalista por dinheiro, pra ficar rica, pra aparecer na TV, pra ser famosa. Jornalismo para mim está muito além de tudo isso. Quero contar as boas histórias do cotidiano, da vida real, das pessoas comuns de todos os dias. Jornalismo é arroz com feijão, todo o resto é uma mera fantasia da profissão. Me decidi pelo Jornalismo muito antes de entrar na faculdade, e hoje vivo a certeza inconstante de que ele é tão indissociável de mim quanto a vodcka do limão. Sou uma “ledora” inveterada, leio tudo o que me cai em mãos, leio o tempo todo. “Escrevedora” compulsiva, viajante apaixonada, adoro música e às vezes ataco de cantante. Mas gosto mesmo é de café, forte. O Blog da Comunicação é meu primeiro trabalho na área, com prazos e temas a cumprir e vou trabalhar com paixão e acima de tudo personalidade para fazer desse espaço algo que valha a pena, não só para quem escreve, mas acima de tudo para vocês que lêem.
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  • Guilherme Freitas

    Bom artigo Fernanda. Agora os homens devem fazer a sua parte, se prevenindo para evitar mais contaminações.

  • http://esquizofreniavirtual.blogspot.com Igor Garcia

    Fê,

    Muito boa matéria sobre uma das DSTs mais comuns! Apesar de alguns tipos de HPVs não sejam transmitidos ao homem, todos nós devemos nos prevenir. Mesmo que a pessoa não seja judia, como o meu caso, a retirada da fimose auxilia em muito a higiene, o uso da camisinha, a prevenção, o cuidado e o tratamento, caso haja alguma suspeita.

    Bjokas!

  • Marcela

    Oi…. Fernanda

    O HPV deveria ser mais informado e a vacina mais divulgada…
    Mais de 10 Anos indo ao Ginecologista e nunca nenhum deles me falou de HPV!
    Porque será?????

  • pedro henrique

    bom artigo,mas pramim não me ajudou muito,pois estoou fazendo minha monografia,e a minha e pesquisa de campo,e precisaria de mas material!!!
    mas tudo bem
    passar bem!!

  • mateus

    a 20 dias depois de uma relaçao de risco apareceu umas verrugas muito pequenas….e meu corpo todo ta cossando…pdc hpv ou hiv alguem ai mi ajuda por favo?

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