jan 2010 07

por Sônia Mesquita

cidades@blogdacomunicacao.com.br

A virada do ano não foi muito feliz para muitos moradores de Angra[bb] dos Reis, no litoral sul Fluminense[bb], que além de perderem parentes com desabamentos tiveram casas  soterradas ou invadidas por águas.

Fato semelhante aconteceu em 2002 quando as autoridades de Angra desalojaram moradores das áreas de riscos e com ajuda do governo federal construíram novas casas para os desabrigados junto à Rodovia Mário Covas, antiga Rio-Santos, no bairro do Bracuí.

O bairro Perequê, um dos locais de Angra sempre sujeito a inundações, recebeu canalização de parte do córrego que  transborda na época de chuva e também infra estrutura de esgoto junto à Av. Francisco Magalhães de Castro, principal rua do bairro. Mas pelo visto o trabalho não foi suficiente para impedir novas inundações. Junte-se a isto uma ocupação desordenada do local.   Creio que somente projetos sérios de ocupação planejada podem mudar este panorama.

Inundação no bairro do Pererê, em Angra dos Reis – Crédito: Divulgação

Há previsão de novas chuvas[bb] para quinta-feira, segundo o serviço de previsão meteorológica Clima Tempo.

Como medidas imediatas o serviço de assistência da prefeitura de Angra tem arrecadado dinheiro e coleta de alimentos e roupas. O governador do estado do Rio de Janeiro disse que tem reunião com o presidente Lula em Brasília  no dia 31 de janeiro para pedir 253 milhões para o Rio e Angra. Em 2002 foram 125 milhões para Agnra.

A quantia se destina a tirar pessoas dos locais de risco mas ainda não há definição para onde levá-las.

TURISMO EM ANGRA

Buscando melhorar a imagem da cidade, que foi prejudicada pelas últimas notícias,  o presidente da Fundação de Turismo de Angra dos Reis, Marcus Veníssius, declarou na TV Rio Sul, filiada à TVGlobo, que a Ilha grande tem 109  praias além da que foi danificada. As principais pousadas estão na  Praia do Abraão, onde não houve danos. Pede que os turistas  se informem melhor para não cancelarem suas reservas.

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Sônia Mesquita

Formada em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes.

2 comentários

  1. Olá, Sônia!

    É lamentável que a iresponsabilidade do governador do Rio de Janeniro e do prefeito de Angra dos Reis que permitiram que fossem construídas casas e estabelecimentos comerciais em incostas, embaixo de morros, etc. Inclusive, em áreas protegidas. Isso deveria levá-los ao impedimento de continuarem a seguirem governado as unidades da federação. A rsponsabilidade é também de quem havia autorizado antes dos atuais.

    Abraços

    Francisco Castro

  2. A situação é caotica em Angra e boa parte da culpa é dos governantes, que não fiscalizam e permitem que pessoas construam casas em áreas de risco. Mas não podemos excluir que as chuvas estão fortes, até aqui em SP, e elas fazem a diferença.

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