NA PEQUENA CIDADE DE VILCABAMBA, NO EQUADOR, MÉDIA DE VIDA É DE 120 ANOS.3
Escrito por Roberto Roncolato | Postado em Cidades | Tags: Beto Roncolato, Equador, longevidade, vida, Vilcabamba
Por Beto Roncolato
Qual o segredo da longevidade? Essa pergunta intriga não apenas a cientistas, mas a população em geral, que busca ao longo do tempo viver com a melhor saúde possível, e para isso, entram em “estado de sítio”, evitando comidas gordurosas, bebidas alcoólicas, cigarros, drogas, enfim, tudo o que, segundo os médicos, faz mal para o organismo.
Mas, em Vilcabamba, um pequeno povoado no Equador, com cerca de 4 mil habitantes, essas regras passam longe. Além de não ficarem doentes, a média de vida da população desse local é de 120 anos! E acredite, o dia a dia desse lugar é regado de bebidas alcoólicas, fumo, café e uma droga chamada chamico, que é uma planta tóxica e alucinógena, também conhecida localmente como erva-do-diabo. “Seus primeiros efeitos podem ser comparados com a maconha, depois de algumas tragadas, com o da cocaína. Traz Alucinações, pensamentos fantásticos, perda de memória, excitação e fúria” diz o médico e escritor argentino Ricard Coler, autor do livro sobre Vilcabamba, intitulado “Eterna Juventud – Vivir 120 años”.
Por ali é comum encontrar idosos de 110, 120 anos, que lêem sem óculo e ainda conservam os dentes originais. A maioria ainda trabalha e tem vida sexual ativa. Os cabelos ficam brancos, mas depois, sem nenhuma explicação, voltam a cor natural.
Jose Medina, um habitante de Vilcabamba, parou de beber sistematicamente aos 106 anos, e hoje, com 112 anos, de vez em quando ainda toma “um puro” (aguardante), não mais do que “um por dia”, mas ainda não consegui largar o cigarro de chamico.
Em Vilcabamba, Coler diz que as pessoas não sofrem com doenças durante anos. Um dia sentem-se mal e morrem.
São muitas as teorias que tentam explicar o que acontece com os habitantes de Vilcabamba. Cientistas americanos afirmaram que era a composição da água que bebem. Franceses dizem que é o clima da região. Outros dizem que é o ar, a alimentação a base de milho, vegetais, batata e pouca carne, ou a vida tranqüila. Nenhuma explicação foi comprovada até hoje. Até os cachorros vivem mais, cerca de 25 anos. Existem também as teorias pseudocientíficas, que afirmam que a causa da longevidade está na eletricidade no ar ou a possível presença de óvnis e extraterrestres.
Vilcabamba está atraindo todo tipo de gente, desde a cientistas, a milionários, crentes, políticos. Todos querem ganhar uns anos a mais na terra.
Não sei vocês, mas já sei onde vou passar umas “férias” quando chegar nos meus sessenta e poucos anos!
Fonte: FOLHA ONLINE – www.folha.com.br

Beto Roncolato tem 24 anos, leciona aulas de informática em sua própria escola há cerca de quatro anos e esta "empacado" no 5º Termo de Comunicação Social (Jornalismo) pela Unoeste, em Presidente Prudente, São Paulo. Empacado sim, pois infelizmente, por motivos pe$$oais teve que trancar a faculdade nesse semestre. Vive de forma intensa e prazerosa, valorizado coisas simples do dia a dia, porque sabe que a vida é breve e única. Tem fascinação por motocicletas, e curte experiências únicas e inesquecíveis em suas viagens sobre duas rodas. Anseia, e muito, em ser repórter de revistas especializadas em motocicletas. Um trabalho como esse seria um verdadeiro orgasmo. Seu maior objetivo de vida atualmente é consegur terminar a faculdade!












Vilcabamba, um pequeno povoado no Equador? Será que é pequeno? Eu vejo como uma grande localidade e depois dessa reportagem estou até pensando em ir para lá..Rssss, Será que viver tanto assim é bom?
Um grandfe abraço
Interessante esse povoado de Vilcabamba. Acredito que a razão de quase todos os seus moradores viverem “eternamente” deva ser uma combinação de tudo o que os especialistas disseram. Porém a ganética deve ajudar, afinal o povo não deve ser muito miscigenado.
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