POR Erik Rodrigues 11 MESES ATRÁS
COMPARTILHE

por Erik Rodrigues *
convidados@blogdacomunicacao.com.br

Na ultima rodada do Campeonato Brasileiro, não foram os gols nem os jogos que mais chamaram a atenção. O baixo público presente nos estádio foi, para mim, o principal destaque do torneio. No jogo Portuguesa x Atlético/GO, 1.407 pessoas pagaram para ver a partida ao vivo. No Morumbi, 6.505 testemunhas assistiram São Paulo x Santos. A média de torcedores, até a quarta rodada, é de pífios 9.937 cidadãos.

Ok, o feriado prolongado e o frio espantaram o torcedor. Mas isso não é desculpa na Europa, por exemplo, onde o rigoroso inverno atinge temperaturas abaixo de zero e os estádios estão sempre cheios.

E por falar no velho continente, um campeonato que vem crescendo ano a ano e tem chamado a atenção é o alemão. A Bundesliga tem a maior média de público do mundo, com 98% dos estádios lotados a cada rodada. A média de público chega a 41 mil pessoas por jogo, contra 35 mil na Inglaterra e 28 mil na Espanha. Na rodada inicial da competição, há eventos promocionais como cerimonial de abertura, venda de produtos comemorativos e muita festa.

Bundesliga: estádios sempre cheios garantem espetáculo e valorizam a competição - Crédito: Divulgação

E é isso que falta no Brasil. Como disse sabiamente o jornalista Paulo Vinicius Coelho, no programa Linha de Passe da ESPN Brasil: “O circo, quando chega a uma cidade, anuncia que está por lá. Faz promoção, chama o público. O Campeonato Brasileiro nem isso faz”. A analogia é válida, uma vez que a Confederação Brasileira de Futebol nem anuncia o começo do Brasileirão nos jornais ou revistas.

Se a CBF fosse séria e se preocupasse com seu produto, criaria uma campanha para atrair o público aos estádios. Qual o efeito, para um anunciante, em associar sua marca a um evento sem público presente? A transmissão pela TV ainda mantém o futebol atrativo. Mas até quando? Certo é que os estádios vazios desvalorizam, e muito, a competição nacional.

* Erik Rodrigues é formado em Jornalismo pelo Centro Universitário Nove de Julho. Trabalha há dez anos com Assessoria de Imprensa e Relações Públicas, com clientes nas áreas de TI e Telecom. Atuou ainda em trabalhos de Comunicação Esportiva nos ultimo três anos e atualmente cursa MBA de Gestão e Marketing Esportivo na Trevisan Escola de Negócios.

TAGS: , , , ,

2
COMENTÁRIOS
MAIS SOBRE Erik Rodrigues
Erik Rodrigues é formado em Jornalismo pelo Centro Universitário Nove de Julho. Trabalha há onze anos com Assessoria de Imprensa e Relações Públicas, com clientes nas áreas de TI e Telecom e Esportes. Atuou ainda em trabalhos de Comunicação Esportiva nos ultimo três anos e cursa MBA de Gestão e Marketing Esportivo na Trevisan Escola de Negócios.
CONFIRA TODOS OS POSTS DO AUTOR
  • Guilherme Freitas

    Erik, assisti alguns jogos da Bundesliga na temporada passada e fiquei impressionado por os estádios estarem sempre lotados, mesmo no frio, com chuva. Os alemães são muito organizados e cobram ingressos com preços acessíveis aos torcedores porque os querem perto e na arquibancada vibrando. Na Inglaterra a média de publico é alta, mas o ingresso é mais caro. O problema aqui no Brasil é que os clubes não modernizaram seus estádios, que não tem conforto. O preço do pay per view é compatível com a renda da população, que prefere ficar em casa. Também você disse tudo: não há marketing e nem divulgação dos jogos. Quem ganha é a TV que aumenta a audiência. E quem perde é o clube que tem as despesas do estádio pré e pós-jogo para pagar. Abraços.

  • Erocha

    Erik, isto também se deve a má campanha publicitária que os times fazem. Por exemplo, o meu coringão, não importa o campeonato sempre lota e sabe por que? Toda semana recebo informativo sobre os jogos, comentários e até mensagens do programa Fiel Torcedor. Este tipo de trabalho do marketing deixa o torcedor mais perto do seu time e também, exalta a importância da sua participação.

Você é a favor da legalização das drogas?
Powered by Hotcourses Brasil