nov 2009 24

Os editoriais serão publicados regularmente e estarão disponíveis na homepage do site e depois na aba “Editorial”, localizado no cabeçalho do blog. O editorial representa as ideias e opiniões dos editores e idealizadores do Blog da Comunicação: James Freitas e Guilherme Freitas. Boa leitura!

Vista do centro de São Paulo durante o apagão - Crédito: IG
O apagão deixou São Paulo e outras milhares de cidades sem luz – Crédito: IG

Este mês de novembro registrou dois grandes incidentes para o governo (leia-se PT) e para a oposição (leia-se PSDB). Um apagão de energia elétrica deixou milhões de brasileiros sem luz em quase duas dezenas de estados. Depois, três vigas de concreto em uma obra viária despencam do céu em plena pista e deixam feridos e carros destruídos pelo caminho. Nessas horas todos lamentam o fato, mas tentam tirar sua responsabilidade pela fatalidade. Ninguém tem coragem e humildade de assumir o erro e pedir investigações mais completas. Nesse sentido, governo e oposição são todos iguais.

Primeiro foi o apagão de energia elétrica ocorrido em Itaipu, que deixou 18 estados brasileiros e uma parte do Paraguai sem energia elétrica na noite do dia 10 e madrugada de 11 de novembro. No dia seguinte, já com a luz estabelecida, o governo deu informações divergentes sobre o blecaute. O ministro da Justiça Tarso Genro (PT), que não entende nada do assunto, disse que ocorreu um micro incidente. O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão (PMDB) deu explicações que não convenceram. A presidenciável e ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT) sumiu nas primeiras horas e dois dias depois declarou que “o problema estava resolvido”, sem dar mais detalhes. Do governo, apenas o presidente Lula (PT) cobrou por uma investigação. E claro, o assunto foi um prato cheio para a oposição criticar o governo de olho no pleito do ano que vem.

Três dias depois foi a vez do governador de São Paulo, José Serra (PSDB) levar um duro golpe. Na noite do dia 13 de novembro, três vigas que ligariam uma ponte na obra do Rodoanel desabaram no município de Embu e deixaram três pessoas feridas. A viga despencou sob carros e as obras foram suspensas. Serra jogou a culpa nas empreiteiras, que não se manifestaram sobre o ocorrido. A oposição paulista criticou a condução da obra e cogita abrir uma CPI para investigar o acidente. Acusam o governo de acelerar as obras para que fiquem prontas em março, época onde os candidatos as eleições serão conhecidos. O governo tucano nega que elas façam parte de propaganda eleitoral e que estão no prazo.

O governo e a oposição estão com a cabeça em 2010. Estão mais preocupados com as eleições do ano que vem do que com os problemas do cotidiano, que são minimizados a cada incidente. Quando algo positivo acontece é uma tremenda festa para os marqueteiros. As propagandas de TV que o digam, parece que tudo é uma maravilha. É uma pena que ambos não têm humildade para reconhecer seus erros, porque acidentes acontecem e podem acontecer a qualquer momento, caso haja descaso de seus responsáveis. As eleições serão daqui a quase um ano. Falta muito tempo ainda. Neste período as autoridades bem que poderiam cuidar do hoje, e deixar o amanhã para depois.

James Freitas e Guilherme Freitas
Editores e Idealizadores do Blog da Comunicação
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Guilherme Freitas

Nasceu em São Paulo, no dia 5 de fevereiro de 1986, é jornalista formado pela UniFIAMFAAM, pós-graduado em Globalização e Cultura pela FESPSP e vegetariano desde os quatro anos. É correspondente de imprensa da FINA (Federação Internacional de Natação) no Brasil e jornalista responsável pela revista Swim Channel. Também já trabalhou no LANCE! e no Diário de São Paulo. Em 2006, iniciou com seu amigo e também jornalista James Freitas na época da faculdade o BLOG DA COMUNICAÇÃO, que cresceu e ganhou ares de profissionalização. Em abril de 2010 fez um estágio na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York e planeja fazer um mestrado em Relações Internacionais, tendo a África como foco de estudo.

1 comentário

  1. Rodrigo Piva disse:

    Concordo plenamente. Os políticos sempre se preocupam com a eleição seguinte. O resto é resto.

    Haja vista o número de vereadores que deixará o cargo para tentar uma vaga na assembleia legislativa ou câmara federal. E quem vai assumir são suplentes dos quais nunca ouvimos falar e não receberam voto algum. Que compromisso terão com a população?

    É triste.

    Abraços

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