Sábado, 31 de julho, convocação para reunião de condomínio: como de costume participei. Foi um dia ensolarado com pouca esperança do futuro. A reunião me deixou frustrada e desacreditada em meus vizinhos. A principal pauta da reunião colada em cada bloco destacava a reeleição do atual “administrador” ou a eleição de um novo síndico.
Como sempre, os poucos foram chegando na segunda chamada. Até então nada de novo. O atual síndico fez a leitura da pauta e, deu espaço para possíveis candidatos. Resultado, ninguém se candidatou. Você então deve estar perguntando, qual a novidade?
A novidade é que dos 192 condôminos, apenas 30 participaram da reunião de votação, quer dizer reeleição do atual síndico.
A cena que presenciei foi lamentável. Sentado diante de 30 condôminos, o síndico após perguntar: não existe nenhum candidato? Após um silêncio ensurdecedor, tomou um pouco de água, engoliu seco e disse: esse silêncio significa que serei reeleito? Em coro a resposta: sim!
Enquanto o procedimento de assinaturas se dava, comecei a pensar sobre toda a situação que presenciava e me perguntei: Como uma pessoa em dia de eleição para decidir o “administrador” do local onde mora, deixa o seu direito passar? Como será no dia das eleições para decidir os governantes do nosso país?
Em 10 meses morando neste condomínio, já presenciei várias críticas ao atual síndico, várias reclamações quando o síndico resolveu aplicar o estatuto aprovado pelos próprios condôminos. Será que os mesmos que reclamam estão presentes nestas reuniões? Porque reclamar se não fazem parte da construção e discussão das melhorias ou sansões quando existem regras quebradas?
Não acredito que o voto para a reeleição ou eleição de um síndico, representante de sala, seja menos importante do que o voto para vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e presidente. Estar dividido entre um candidato ou outro, como demonstrado na matéria da Revista Istoé do mês de agosto (País Dividido), pode ser comum. Mas, não dar importância ao voto, aos próprios direitos, soa incoerente.
Pensando estar refletindo sozinha, comecei a ouvir cochichos dos demais presentes. Para meu alívio, percebi que alguns concordavam com o pensamento que acabara de ter.
Nestas reuniões, um representante é super válido. É uma participação de toda família e é um ensino para os filhos.

Crédito: Dilvulgação
Nas eleições de outubro, não há como delegar representantes, assuma seu direito. Eleição é coisa séria. Não deixe que outro escolha por você!