dez 2008 08

O jornal Folha de S. Paulo, publicou hoje uma pesquisa sobre a próxima eleição presidencial. O levantamento do Datafolha indica que o atual governador de São Paulo, José Serra é grande favorito para suceder Lula. Pegando embalo na questão levantada pelo jornal,o Blog da Comunicação quer saber: “Quem é o favorito para vencer as eleições presidenciais de 2010?“. Votem na nossa enquete, localizada na barra lateral do lado esquerdo do seu monitor.

RESULTADO - A enquete anterior era: Qual é a melhor maneira de saber as notícias do Brasil e do mundo? Mostrando a força da internet, 55% disseram que preferem acompanhar as novidades em primeira mão através dos sites de notícias. A TV e o jornal vieram logo em seguida, com 17% e 14% da preferência dos leitores. O rádio e os blogs, foram citados por apenas 7% dos votantes.

dez 2008 08

por Henrique Beraingê *
blog@blogddacomunicacao.com.br

Segundo um dicionário que tenho em mãos, dissimulação é: Não revelar os sentimentos ou desígnios. Ocultar com astúcia, Agir dissimuladamente, Não deixar transparecer.

Adorei o ocultar com astúcia, é a cara das cenas dos últimos capítulos que temos vivido in loco. O verme dessa iniqüidade humana parece que tem contaminado a cada dia que passa mais e mais pessoas e instituições. Vejo em declarações de autoridades, tanta desfaçatez, tanta demagogia e hipocrisia que o que antes me causava revolta, já me causa indiferença. O fenômeno da banalização acerta em cheio muitas vezes aquilo que temos de mais resolvido.

Tento relativizar essa idéia querendo acreditar que essa sensação é decorrente de um amadurecimento emocional, uma espiritualização maior, sei lá, que portanto me torna menos sensibilizado as nossas mediocridades do dia a dia. Vou explicar.

Lendo o site do jornalista Paulo Henrique Amorim, a notícia sobre a condenação do banqueiro Daniel Dantas, fato quase que pitoresco, tratando-se de um país onde a justiça (deve ser escrita com letra minúscula mesmo) é tão parcial quanto nossa imprensa (haja vista a última pesquisa da Associação dos Magistrados Brasileiros mostrando que nunca houve uma condenação no Supremo Tribunal Federal sobre agentes políticos) , é seguida de um link para uma reportagem da Carta Capital. Ávido em ler o conteúdo da reportagem que trata de um suposto envolvimento do presidente do STF com um amigo de Hugo Chicaroni, preso pela operação Satiagraha por ofertar dinheiro a um delegado da polícia Federal com o intuito de livrar Dantas de um inquérito.

Segundo a matéria, Gilmar Mendes (esse nome tem me dado repugnância) presidente do STF, ao saber da decisão do juiz Fausto de Sanctis em condenar Dantas, ficou furioso com o conteúdo da sentença, e soltou o impropério, “Agora pego esse cara”, disse o “ilustre” magistrado. Isso pra mim é coisa de gângster. Gente perigosa. “ Agora pego esse cara”, então quando ele encontrar De Sanctis vai ser o que? “ Perdeu Playboy”, “Tu vai pra vala”.

Na reportagem, o motivo que desassossegou o “nobre” ministro foi que na sentença Na página 281 da sentença há o registro de que, entre 4 de junho e 7 de julho, Hugo Chicaroni, condenado a sete anos de prisão por tentar corromper o delegado federal Victor Hugo Ferreira, ligou nove vezes para o telefone do coronel da reserva do Exército, Sérgio de Souza Cirillo. A dupla pertencia aos quadros da mesma empresa, o Instituto Sagres, especializada, de acordo com o próprio site, em política e gestão estratégica aplicada. É de Chicaroni a jurisprudência, firmada em conversa gravada pela PF, de que Dantas usufrui de “facilidades” nos tribunais superiores do Brasil. Cirillo havia sido contratado por Mendes, 23 dias depois de deflagrada a Operação Satiagraha, para montar um núcleo de inteligência no STF. A investigação rastreou a troca de telefonemas a pedido da defesa de Chicaroni, que solicitou a quebra do sigilo à Justiça.
Ao tomar conhecimento do fato, Mendes declarou-se “surpreso” e solicitou uma investigação ao Ministério Público para saber se o coronel tem relações com Dantas.

Vivendo esses dias negros, me recordo da música do cantor Gabriel Pensador, “ Até quando?”

* Henrique Beirangê, é jornalista e colunista especial de política e economia do Blog da Comunicação.

dez 2008 07

por Elisabete Vital*
blog@blogdacomunicacao.com.br

No dia em que o Corinthians caiu, eu estava muito longe do Brasil. No horário do jogo, eu estava num ônibus indo de Belfast (Irlanda do Norte) para Dublin (Irlanda). Tentei ligar para São Paulo diversas vezes e não consegui completar a ligação. Eu não tinha a mínima noção do que estava se passando na partida, foi a viagem mais angustiante da minha vida. Chegando a Dublin, um amigo, torcedor do Sport conseguiu ligar para Recife e seu pai disse que faltavam cinco minutos para o término do jogo e tudo indicava que o Corinthians cairia. Passados os cinco minutos, ele ligou novamente e teve a confirmação. Eu simplesmente não acreditei.

Estávamos no centro da cidade, esperando um ônibus para voltar para casa. Quando Bruno reparou que eu estava roxa, e não era de frio (a temperatura estava perto de 0º C), ele me disse: “Betão, é sério! O Corinthians caiu! Me dê aqui um abraço”. Naquele momento, por mais que ele estivesse feliz com a aquela situação, tudo que eu precisava era abraçar um amigo. E eu chorei muito no ponto de ônibus, dentro do ônibus e depois que desci do ônibus.

Chegando à casa onde estava morando, todos perguntaram o que eu tinha visto de tão ruim em Belfast para estar com aquela cara de velório. Expliquei o que estava se passando e eles pouco se importaram, afinal, os irlandeses não ligam para futebol. A noite foi terrível! Eu não podia chorar alto porque dividia o quarto com uma garota mexicana e não queria incomodá-la. Então, me deitei, virei pro lado e chorei baixinho, quase em silêncio. Eu pensava em meu pai, em meu irmão e em todos os meus amigos corintianos que estavam chorando junto comigo naquele exato momento. E claro, pensava também na imensa Fiel.

Na manhã seguinte, ao chegar à escola, corri para o computador e lá estava tudo o que eu não queria ver. Lá estavam e-mails e mensagens de pessoas que não se importaram em me perguntar uma única vez como estava sendo a experiência do intercâmbio, mas que naquele dia queriam rir de mim. Por outro lado, recebi também o apoio de muitos amigos que sabiam como eu estava me sentindo.

Após a aula, liguei para o meu irmão e para tentar me alegrar, ele me disse que nunca tinha visto tantos corintianos pelas ruas, que todos estavam de cabeças erguidas, que havia mais alvi-negros com o escudo no peito que numa segunda-feira pós-título. Ele usou também essas palavras: “Não se preocupe! Você sabe que ano que vem, seremos campeões”. Meu pai foi mais sucinto: “Esse jogo acabou com o meu domingo!”. Na verdade, acabado estava ele.

Já faz um ano! Meu irmão não é profeta, mas acertou a previsão. Na verdade, nenhum dos torcedores esperava menos. O clube com a segunda maior torcida do Brasil tinha a obrigação de dar esse título aos seus fiéis seguidores. Que a administração do Corinthians tenha aprendido o quanto dói e o quanto se perde quando não há planejamento. E que, definitivamente, os grandes clubes que recebem verdadeiras fortunas com publicidade, autorização para transmissão de jogos e arrecadação de ingressos, usem de forma inteligente esse dinheiro.

Inferno - O capitão Betão se desepera com o rebaixamento - Crédito: Globo.com

O capitão Betão se desepera com o rebaixamento do Corinthians no ano passado- Crédito: Globo.com

  * Elisabete Vital é jornalista e colunista especial de esportes do Blog da Comunicação.

dez 2008 07

UNIDOS, CORREREMOS!1

Escrito por Renata Monteiro | Postado em Esportes | Tags: , ,

por Renata Monteiro

renata@blogdacomunicacao.com.br

Confesso: nunca fui pré-disposta aos esportes. Sempre achei que a pessoa já nascia com esse dom de…. enfim… de se matar na academia, ou nas pistas de corrida.  Sem exageros, eu era sedentarismo puro. Me lembro dos meus únicos momentos nômades, quando dancei jazz, dos 12 aos 14 anos. Depois tentei mais um pouco de academia e achava um tédio.  Era aquela sem-vergonhice de ”semana-sim, semana-não”. 

Não demorou para os efeitos colaterais do sedentarismo começarem a bater na minha porta. E isso não tinha nada a ver com ficar gordinha. Eram noites agitadas de sono, sonolência diurna, preguiça constante, mau humor. Foi quando resolvi caminhar todos os dias na ciclovia próxima à minha casa e, logo depois, comecei as minhas tentativas de corrida. Pasmem: achei o máximo!!!! Não no começo, claro. Mas faz bem, é estimulante, gostoso. Depois que você começa, fica difícil parar.

Pode parecer aquelas propagandas de produto para emagrecer, mas preciso dizer que  depois de praticar a atividade com frequência, meu humor mudou muito, estou mais disposta e leve (tanto na alma, quanto nos quilinhos a menos).

Indico, recomendo, e incentivo aqueles que querem começar e ainda não criaram coragem.  Aí vão algumas dicas:

* Corra a uma velocidade que seja confortável e que lhe permita completar o tempo de corrida desejado.

* Para começar, algo em torno de dez a quinze minutos de trote é o suficiente - não se esqueça de aquecer antes. Se for preciso, intercale o trote com a caminhada e lembre-se de que o objetivo é ter prazer com a atividade.

* Em algumas semanas você vai se sentir em condições de aumentar esse tempo. Antes de três meses, com essa rotina de corrida – três vezes por semana -, você estará correndo mais de trinta minutos sem esforço.

* Durante a corrida, algumas necessidades do corpo são ajustadas automaticamente, sem que precisemos pensar nelas. O ajuste da respiração é assim: automático. À medida que a velocidade de corrida aumenta, passamos a respirar tanto pelo nariz quanto pela boca.

Lembre-se: correr deve ser uma atividade prazerosa! Aqueça antes de correr, evite disputar o asfalto com carros, correndo em lugares seguros. Disfrute!!!!!

dez 2008 06

Duas grandes exposições artísticas terão início à partir das 19h da próxima terça-feira, dia 9 de dezembro, na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Os eventos “Um Mundo a Perder de Vista: Guignard” e “Lugares Desdobrados” ocorrem na Fundação Iberê Camargo, localizada na Avenida Padre Cacique, 2000, na capital gaúcha. As exposições terão a entrada franca e terminam no dia 8 de março de 2009. O evento tem o patrocínio da Gerdau, Itaú, Camargo Correa, Vonpar e De Lage Landen.

A exposição “Um Mundo a Perder de Vista: Guignard“, inaugura o terceiro andar do prédio da Fundação com 43 obras de Alberto da Veiga Guignard, um dos maiores nomes da arte contemporânea nacional e primeiro mestre de Iberê Camargo. Já “Lugares Desdobrados“, exibe obras inéditas das artistas Elaine Tedesco, Karin Lambrecht e Lucia Koch e será realizada no quarto andar do edifício, que se estende pelas janelas, clarabóias, rampas de acesso e área externa do prédio.

Imagem de Guignard que faz parte da exposição - Crédito: Eduardo Eckenfels

Imagem de Guignard que faz parte da exposição - Crédito: Eduardo Eckenfels

Para mais informações acesse o site da Fundação Iberê Camargo, clicando aqui. Ou entre em contato com a Neiva Mello Assessoria em Comunicação, responsável pela divulgação do evento, através dos telefones: (51) 33881935/ (51) 33315996/ (51) 33325099. Abaixo o edifício da Fundação Iberê Camargo. 

Esta divulgação de evento nos foi enviada pelo jornalista Róbson Pandolfi, da Neiva Mello Assessoria em Comunicação. Se você também quer colaborar conosco envie seu material para blog@blogdacomunicacao.com.br.

dez 2008 06

Por Daiane Torres

daiane@blogdacomunicacao.com.br

Há quem pense que São Paulo é a capital de acidentes e mortes no trânsito, devido ao seu volume, caos e alto engarrafamento. Por mais que o motorista sofra com a lentidão, ele está mais seguro. Uma pesquisa revela que as pequenas e médias cidades representam maior risco.

O Ministério da Saúde fez a comprovação: O risco de um acidente fatal, numa batida ou mesmo atropelamento, é muito maior nas pequenas e médias cidades brasileiras do que nas grandes metrópoles.

Considerou-se o número de mortes em relação ao tamanho da cidade. As cidades com mais de 500 mil habitantes tiveram 15,8 mortes por ano para cada 100 mil pessoas. Nas cidades de 100 a 500 mil, foram quase 20 mortes, já nas cidades de 20 mil a 100 mil habitantes, o trânsito foi mais perigoso.

São Miguel do Iguaçu, no Paraná, é uma das cidades mais perigosas, possui 25.341 habitantes e registra quase 46 mortes por ano.

Segundo a Associação de Medicina de Tráfego são mais de 35 mil mortes por ano no país. Um dos motivos apontados é o crescimento acelerado de moradores às margens das rodovias, sem nenhum planejamento urbano.

Muito cuidado nas viagens de férias e fim de ano, a pressa pode acabar com a sua festa para sempre.

 

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