nov 2009 09

A ANTIGA LUTA FEMININA2

Escrito por Henrique Oliveira | Postado em Concursos&Empregos | Tags: , ,

Crédito: www.clicrbs.com.br

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por Henrique Oliveira

concursos@blogdacomunicacao.com.br

Depois de tantas conquistas e avanços alcançados pelas mulheres nas últimas décadas, no Brasil, ainda hoje, se pode perceber uma discrepância entre a colocação de homens e mulheres no mercado de trabalho. Segundo levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo, realizado a partir dos cálculos da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) para o anuário “Melhores & Maiores”, da revista “Exame”, em nenhuma das cem maiores empresas nacionais (que movimentaram US$ 552 bilhões em vendas, US$ 30 bilhões de lucro e empregaram 1,236 milhão de funcionários em 2008) se encontram mulheres na presidência. Isto mesmo. As mulheres simplesmente ainda não conseguiram ocupar os mais altos cargos da empresas mais lucrativas do nosso país.

Segundo especialistas, por a entrada da mulher no mercado do trabalho ser ainda um fenômeno “novo”, essa característica da menor colocação das mulheres nos altos cargos de chefia das grandes empresas é até normal e ocorre em todo o mundo – nos Estados Unidos, por exemplo, apenas 6% das grandes empresas são presididas por mulheres –, no entanto, no Brasil essa condição se intensifica. Conforme publicado pela reportagem da Folha, “o primeiro freio à ascensão das mulheres nas grandes corporações é o machismo. Antes, a ideia por trás do prejulgamento era a de que elas possuíam conhecimento técnico inferior ao dos homens. Entretanto, seu desempenho acadêmico já não dá brecha a esse pensamento [...]. Outra alegação para que sejam preteridas nas promoções aos cargos mais altos na hierarquia é o temor de que não consigam suportar a pressão, a qual só faz aumentar conforme se avança na escalada [...]. No meio do caminho, problemas políticos atrapalham. ‘Existem conflitos éticos -os que dizem respeito à corrupção, por exemplo- que as mulheres têm menos estômago para administrar’, diz Ana Cristina Limongi França, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gestão de Qualidade de Vida no Trabalho da FIA (Fundação Instituto de Administração)”.

No entanto é, talvez, a própria escolha pessoal das mulheres que mais tenha efeito na alimentação desse preconceito. Ainda acredita-se que a mulher, por estar envolvida com múltiplas questões em seu dia-a-dia (família, emprego, relacionamentos…), não consiga se doar inteiramente ao trabalho e ás funções massacrantes de um cargo de chefia. Na verdade, o maior cuidado feminino com a família e com as questões pessoais leva o mercado à ilusão de achar que a mulher não esteja apta a cuidar das funções superiores das empresas. Mesmo já se tendo provado que as mulheres têm uma especial aptidão para desempenhar diversas funções simultaneamente, ainda se acredita que a divisão do tempo feminino entre as relações pessoais e o trabalho ainda seja um ponto negativo na ascensão das mesmas nas empresas.

Em outras palavras, o nosso país ainda não conseguiu se livrar das rusgas machistas que tanto oprimiram as mulheres durante séculos. Apesar dos inúmeros avanços, ainda precisamos rever e repensar as marcas que firmam condutas preconceituosas no nosso cotidiano. As mulheres há muito tempo, já se mostraram competentes para brigar de igual para igual com qualquer homem no mercado profissional. Porém, toda uma cultura não é uma coisa que se mude da noite para o dia…

nov 2009 09

por Guilherme Freitas
mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

O jornalista inglês Dan Williams - Crédito: Reuters/Divulgação
O jornalista inglês Dan Williams – Crédito: Reuters/Divulgação

Em setembro estive em uma palestra do correspondente da Reuters para o Oriente Médio, Dan Williams em São Paulo. Em quase 1 hora de apresentação ele falou da rotina dos jornalistas estrangeiros na região, famosa pelos conflitos étnicos e religiosos. Após a palestra tentei conversei com o jornalista inglês[bb], mas ele estava de partida para Jerusalém. Havia prometido aos leitores do Blog da Comunicação uma entrevista com ele e aqui está. Conversei com Dan sobre sua carreira, Oriente Médio e política internacional ele foi atencioso e respondeu a tudo. Confira abaixo a entrevista com Dan Williams da Reuters[bb].

Blog da Comunicação: A vida no Oriente Médio é muito diferente do Ocidente como muita gente diz?
Dan Williams:
É difícil generalizar, mas na verdade é sim. Há grandes diferenças, principalmente no campo cultural. Mas enquanto o Oriente Médio é o berço de algumas culturas bastante monolítica e antigas, também se viu grande o tráfego internacional ao longo dos séculos. A presença do petróleo e da tecnologia (no caso Israel) trazem bastante investimento à região também. Assim, enquanto algumas liberdades “ocidentais” e as normas podem faltar, o Oriente Médio ainda se sente “ligado” para o resto do mundo.

BGC: Como um correspondente internacional de imprensa ocidental é visto pelo povo da região? As pessoas gostam deles?
DW:
Geralmente o Oriente Médio é um local hospitaleiro, onde os correspondentes são bem-vindos. Porém, depende muito do local onde o repórter está instalado, já que existem alguns governos que respeitam a liberdade de imprensa e outros que não se esforçam para respeitá-la.

Mapa do Oriente Médio - Crédito: Reprodução
Mapa do Oriente Médio – Crédito: Reprodução

BGC: Foi difícil se adaptar a Jerusalém? Como você se sentiu ao chegar em um lugar tão diferente?
DW: Jerusalém é uma cidade muito intensa, com diversos grupos religiosos competindo entre si. Mas ao mesmo tempo, é uma cidade moderna e amena. Para os jornalistas é um bom local de trabalho, com muitas histórias sobre a política e a cultura.

BGC: Conte-nos como foram seus primeiros dias no Oriente Médio trabalhando como correspondente internacional?
DW: Foram dias de muito trabalho. A guerra está sempre presente. Jornalistas recém-chegados a região são sempre instruídos desde cedo para aprender sobre os fatos históricos e contemporâneos em termos de poder de força política e da zona de combate, onde se deve ter muito cuidado ao trabalhar.

BGC: Qual foi sua melhor reportagem ou história sobre a região?
DW:
Minha melhor recordação é de ter uma colhido uma informação sobre a decisão tomada por Dan Halutz, chefe das forças armadas de Israel, durante a guerra contra o Hezbolah no Líbano em 2006. Ele renunciou em desgraça, enviando ondas de choque através do Oriente Médio e dando a reconhecer que Israel havia fracassado.

O ex-premiê de Israel, Ariel Sharon - Crédito: Divulgação
O ex-premiê de Israel, Ariel Sharon – Crédito: Divulgação

BGC: Em todos esses anos você conheceu muitas personalidades políticas. Qual foi a figura que mais te marcou?
DW:
Creio que foi o Ariel Sharon (ex-primeiro ministro de Israel e que está em coma desde 2006). Sua jornada de herói de guerra (nos olhos dos israelenses) de criminoso de guerra (aos olhos dos árabes) ao estadista que projetou em 2005 a retirada de Gaza foi extraordinária.

BGC: Você tem intenção em se tornar correspondente internacional em outro lugar do planeta?
DW:
Sim, tenho interesse em trabalhar em Washington e em cobrir as atualidades no Afeganistão e Paquistão, que trarão muitos problemas No futuro.

nov 2009 08

ISSO É UMA VERGONHA!3

Escrito por Elisabete Lima | Postado em Esportes | Tags: , , , ,

Por Elisabete Lima

esportes@blogdacomunicacao.com.br

A frase de Boris Casoy é a que melhor se encaixa diante dos números que serão apresentados.

Desde que o Brasil foi anunciado como sede da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas 2016, criou-se uma atmosfera de felicidade, afinal, que orgulho sediar os dois maiores eventos de esporte da atualidade. E, ao mesmo tempo, de desespero. Como vamos bancar tudo isso? Teremos dinheiro, estrutura, segurança? Todas essas questões foram discutidas milhares de vezes. Muita gente apoiando e outras tantas, abominando as decisões da FIFA e do COI.

De acordo com números oficiais, coletados no site do Contas Abertas (www.contasabertas.com.br), ponto para os que são da torcida ‘do contra’. Os números equivalem a 2009 (de janeiro a outubro).

O Ministério do Esporte apresenta o pior desempenho de todos os órgãos dos poderes da República. Dos R$ 1,4 bilhão da dotação inicial, foram gastos apenas R$ 84 milhões, quer dizer, o Ministério usou apenas 5,9% do dinheiro disponível em 2009.

O Ministério do Turismo[bb], por sua vez, gastou 15,10% do seu orçamento. O que equivale a R$ 405,9 milhões. E o Ministério das Comunicações executou 14,2% (R$ 922 milhões).

Quer saber qual é a real?
Três órgãos do governo federal com envolvimento direto na Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas 2016 são os que pior usam os recursos orçamentários disponíveis. Ou seja, juntos, Comunicação, Turismo e Esporte ficam em vergonhosos 35% de aplicações de suas verbas.

O principal motivo desse fracasso é o contingenciamento que os ministérios da Fazenda e Planejamento impõem a cada início de ano, limitando os gastos, principalmente dos órgáos que têm maior número de emendas orçamentárias dos parlamentares (verbas para quadras, de esporte etc).

É dificil entender porque o governo investe tantos e tantos milhões em campanhas para conquistar o título de país sede e depois, o empaca em sua própria ‘burrocracia’.

nov 2009 08

Carregadores

por James Freitas

esportes@blogdacomunicacao.com.br

“E aos treze anos de idade eu sentia
todo o peso do mundo em
minhas costas” Trecho da música MARVIN – Titãs

O automobilismo mundial comemora o retorno da família Senna a Fórmula 1, Bruno Senna, sobrinho do tricampeão mundial Ayrton Senna, debutará na categoria carregando um fardo imenso por ser sobrinho de um dos mitos da historia do automobilismo mundial.

Christian Fittipaldi sobrinho do campeão Emerson Fittipaldi e Nelson Ângelo Piquet, popular Nelsinho, filho do também campeão Nelson Piquet iniciaram a linha de sucessão dos nossos saudosos ídolos porém ambos não conseguiram representar nas pistas atuações similares ao de seus antecessores. O primeiro atuou pela Minardi e Arrows disputou 43 corridas sem conquistar nenhum pódio! Abandonou a categoria após dois anos de sucessivos fracassos! Já Nelsinho Piquet ficou mais conhecido por contribuir numa armação premeditada por Flavio Briatore e o engenheiro chefe da Equipe Renault, Pat Symonds no GP de Cingapura em 2008, quando Nelsinho Piquet bateu de propósito para beneficiar o espanhol Fernando Alonso e também conseguir a sonhada renovação de contrato. No mais, obteve um segundo lugar no GP da Alemanha em 2008 e só! A história de confusões envolvendo a família Piquet continua…

Esperamos com ansiedade a estréia de Bruno Senna! Um piloto que não passou por todas as etapas de preparação para a F-1 mas que sempre apresenta-se muito rápido arrancando suspiros de lendas da categoria como Jackie Stewart que ao ver a performance de Bruno na chuva afirmou: “Esse garoto vai longe”! Senna fará sua estréia pela também estreante Campos Grand Prix em 2010!

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A culpa dos pífios resultados de Chisritian Fittipaldi e Nelsinho Piquet é de quem? Daqueles que apostaram na genética para lançar esses pilotos ou pelo fardo do sobrenome pesar demais nos ombros desses pilotos? E Bruno Senna? Fará jus ao sobrenome? Ou colocará seu nome na lista de insucessos da Fórmula 1?

 

Opine, critique, sugira…. PARTICIPE! O espaço agora de vocês……

nov 2009 07

O assunto é polêmico e divide opiniões na América do Sul. As bases americanas em solo colombiano preocupam boa parte do continente que veem nessa questão a interferência de Washigton na região. A Venezuela de Hugo Chavéz a mais crítica ao acordo e acusa os americanos de usar as bases para espioná-la. O Brasil criticou as bases, mas adotou um tom mais moderado. E você caro leitor, o que acha disso? Deixe seu voto na nova enquete do Blog da Comunicação, localizada na barra lateral a direita do seu monitor.

RESULTADO - Na pesquisa anterior pergutamos aos leitores qual teria sido o fato mais marcante do mês de outubro. A maioria, 64%, disse que foi a escolha do Rio de Janeiro como cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Outros 20% citaram a violência urbana no Rio e 8% a entrega do Prêmio Nobel da Paz para o presidente americano Barack Obama. Para 5% nada foi mais importante do que o título de Fórmula 1 de Jenson Button e para 3% a compra do Diário de S. Paulo pela Traffic de J. Hawilla.

nov 2009 07

por Henrique Beirangê
politica@blogdacomunicacao.com.br

Do ponto de vista geopolítico, optar pelo caça francês Dassault Rafale é a decisão mais acertada. Fechar negócio com os americanos pela aquisição do F18, significaria contribuirmos com a já asfixiante presença dos EUA no mercado militar internacional. Tal escolha implicaria em um retrocesso da política externa brasileira. A imagem do Brasil se engrandeceu nos últimos anos devido a um trabalho contínuo do Itamaraty em alargar os horizontes de nossas relações internacionais. A expansão das relações comerciais Sul-Sul, quadruplicaram nossas exportações e demonstraram definitivamente que o unilateralismo, antes predominante em nossa política externa, nos fazia refém do atraso. As subserviências aos desmandos de Washington são e devem ficar no passado. Fica claro que o novo desenho de relações de poder que se constroem no mundo, como observamos no contínuo crescimento de importância de países como Brasil, Índia, China e Rússia evidenciam que os anseios mundiais se direcionam para políticas multilaterais.

A assinatura do contrato com a empresa francesa inauguraria uma era onde, assim como os Estados Unidos possuem a Inglaterra como aliado estratégico na Europa, o Brasil poderia começar a edificar uma relação semelhante com a França. É importante salientar que os franceses já se manifestaram por diversas vezes favoráveis ao Brasil pelo direito a uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. Sinalizações políticas como essas, demonstram que a construção de uma parceria de tal tamanho deve ser examinada com muito carinho. A França[bb] já possui atualmente outros contratos com o exército brasileiro, como a venda de 50 helicópteros e a construção de um casco para um submarino nuclear, tal parceria é mais uma comprovação que se essas relações forem estreitadas, os franceses se empenhariam com afinco para implantar um aliado na América do Sul, assim como a Rússia já fornece armamentos para a Venezuela e os americanos para os colombianos.

Atualmente a FAB possui apenas 12 caças[bb] Mirage 2000, aviões antigos e defasados, além de caças F-5, comprados de segunda mão dos EUA, tendo já sido utilizados na Guerra do Vietnã. O projeto FX2, estimado em R$ 2 bilhões de dólares[bb], visa adquirir 36 caças para reequipar a força aérea brasileira.

Nota técnica:
O site Milavia, especializado em aviação, informou que na Operação Red Flag 08-4, realizada em agosto, os Rafale do Armée de l’Air (Força Aérea Francesa), duelaram com os F18 da US Navy (Aviões da Marinha Americana), durante um treinamento e obtiveram uma vitória de 6:2 contra os aviões americanos. A matéria também diz que os Rafale obtiveram ótimos resultados nas operações ar-solo, permanecendo quase imunes às ameaças superfície-ar, graças à sua suíte eletrônica de auto-defesa spectra.

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