out 2009 16

Todas as sexta-feiras é dia de indicações de excelentes blogs no Blog da Comunicação. Essa semana indicamos aos nossos leitores o blog Pululu, de autoria do escritor e acadêmico angolano Eugénio Almeida. O Pululu é o blog mais popular e acessado em Angola e está entre os 150 mais vistos da África, segundo o portal Afrigator. Este blog também é muito citado na mídua angolano e no portal Global Voice. Há cerca de dois anos, foi indicado pelo jornal brasileiro Gazeta do Povo como um dos 50 blogs onde se podem entender o Mundo. Ano passado o Pululu foi finalista na categoria Repórteres Sem Fronteira do Prêmio Mundial The Bobs.

Eugénio afirmou que se lançou na blogosfera porque achava que a África, em geral, e Angola, em particular, tinham pouca divulgação na blogosfera. “Além de que a criação do blog serviu também, como apoio às investigações que fui fazendo para o meu doutorato, o qual, incidia, naturalmente, sobre África e Angola”, disse o escritor que entrou para blogosfera a convite do jornalista de Guiné-Bissau Aly Silva, para escrever algumas coisas para o blog Ditadura do Consenso.

Homepage do blog Pululu - Crédito: Reprodução
Homepage do blog Pululu – Crédito: Reprodução

O blogueiro angolano afirmou que gosta de escrever artigos sobre a África e Angola, sua pátria e questões sociais, políticas e intervenções de natureza cívica. “O continente Africano, em geral, e Angola, em particular, ainda têm muita coisa que necessitam ser denunciado. Quando caso, e, ou, aplaudido, infelizmente menos do que seria desejável, quando aplicável”, diz Eugénio.

O Blog da Comunicação indica essa semana o blog Pululu (http://pululu.blogspot.com/). Semana que vem tem mais. Boa leitura!

Se você quiser indicar seu blog ou site para o Blog da Comunicação envie sua dica para blog@blogdacomunicacao.com.br ou deixe o link lá na comunidade oficial do BGC no Orkut, clicando aqui.

out 2009 15

por Henrique Beirangê
mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

Porta voz da liberdade de expressão, tribuna dos descontentes, difusora do conhecimento e da informação. A internet[bb]chegou para ficar e rompeu com o monopólio da verdade ditada pela imprensa, mas são os meios de comunicação ainda os detentores da agenda do debate mundial. São os jornais quem efetuam o recorte da realidade e impõem os temas a serem discutidos e repercutidos. Um grande telejornal costuma receber por dia cerca de 500 matérias produzidas, e apenas de 10 a 20 vão ao ar. A imprensa orienta o modo como observamos a realidade e condiciona nosso olhar sobre com o que devemos nos preocupar e com o que “precisamos” descartar. Os grandes meios de comunicação se tornaram mastodontes do capitalismo mundial.

A Globo, só para efeitos elucidativos, acaba de renovar o patrocínio da temporada de Fórmula 1 de 2010 com seus cinco anunciantes atuais – Santander, Mastercard, Schincariol, Renault e Petrobras. Cada uma das empresas pagará R$ 56,3 milhões para associar suas marcas aos 19 GPs previstos para o ano que vem. Uma continha rápida: quem somar a venda antecipada de patrocínio dos campeonatos estaduais e brasileiros de 2010; Copa do Mundo; e da F1 2010 chegará a um total de R$ 1,3 bilhões.

A mídia cresceu, agigantou-se. A imprensa se tornou um consorciado de grandes oligopólios que detém o controle de mentes e corações. Os veículos de comunicação já não são mais pequenos redutos de revolucionários e subversivos. São aglomerados econômicos instituídos na nova ordem econômica mundial, guiam-se através da fúria e compulsão pelo capital. Padrões éticos, valores morais, princípios… parecem não fazer mais parte da ordem do dia, o lucro fácil obscureceu a sensibilidade dos grandes formadores de opinião.

Os novos cães de guarda - Crédito: Reprodução
Os novos cães de guarda – Crédito: Reprodução

Aclamada por muitos e detestada por tantos outros. O papel dos meios de comunicação em uma democracia é condição sine qua non para que o exercício do direito à crítica seja feito de forma plena. Não existe liberdade onde há imprensa sofra embaraços para seu exercício. Não existe democracia[bb] onde o tripé liberdade, igualdade e participação não coexistam, e é a imprensa o principal diapasão desses valores. A mídia é a última fronteira de denúncia que o cidadão pode contar. A concorrência e o imperativo do “furo” são suas garantias.

Mas por que então a imprensa mudou? Mudou a imprensa ou mudamos nós? Os veículos de comunicação se tornaram palco de idéias elitistas e reacionárias. O pensamento preconceituoso, dissimulado é claro, parece dominar o esqueleto de textos e pensatas. A imprensa não mais sugere, impõe. A imprensa não mais convida ao debate sadio e ao diálogo, tiraniza.

Precisamos de liberdade de imprensa. Precisamos de novos pensadores e promotores de novos ideais. Não precisamos e não queremos, cães de guarda do status quo.

out 2009 15

por Leandro Lopes

economia@blogdacomunicacao.com.br

Em meados do ano passado o mundo se assombrava com uma crise oriunda dos Estados Unidos, a população assistia grandes potências econômicas sucumbirem e empresas enormes encerravam atividades por conta do vicioso ciclo da crise ‘hipotecária’.

Há poucos pares de anos o Brasil assistia as grandes potências econômicas mundiais tomarem as “rédeas” do mundo e decidirem todo o processo econômico, nosso país devedor do FMI pouco ou não participava de forma verdadeiramente ativa.

Há cerca de uma ou duas décadas, a nação verde-amarela, certamente predominante no futebol mundial, acompanhava as decisões da FIFA e simplesmente preparava as malas e aguardava o check-in para a viagem até a sede da Copa do Mundo.

Ainda décadas no passado, a escolha para a sede dos Jogos Olímpicos era evento acompanhado de longe pela mídia brasileira e mais uma vez, assim como na Copa do Mundo, a escolha não passava de destino de viagem para os atletas brasileiros olímpicos e paraolimpicos.

Políticos tiveram participação essencial no êxito do Rio 2016 - Crédito: Getty Images
Políticos tiveram participação essencial no êxito do Rio 2016 – Crédito: Getty Images

O fato é que em 2009 o nosso país tem uma imagem completamente diferente daquela fraca imagem que circulava pelo mundo anteriormente, como nesses momentos citados acima, por exemplo.

A crise mundial, segundo estudiosos, está no seu fim, ou muito próximo dele. As recessões e as grandes manchetes estão sumindo e o mundo em tempos de pós-crise começa a engatinhar rumo ao pleno estado econômico anterior. E o nosso país passou forte durante a crise. Manteve sua imagem de economia estabelecida e saiu fortalecido.

Anteriormente devedores do FMI a nação brasileira agora é credora do Fundo Internacional, o que significa que não somente sanamos as dívidas como agora emprestamos dinheiro e temos direitos a receber.

A esquadra canarinho, em 2014 não viajará para o primeiro mundo europeu como em 2006, tão pouco até a Ásia como em 2002. Em 2014 a seleção brasileira mandará seus jogos em estádios verde e amarelo como fora em 1950 em um mundo visivelmente diferente.

O mais recente passo de nosso país, a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 mostra a atual confiança do mundo no momento em que o país vive.

É inegável a mudança, é inegável o avanço. Sem mencionar o pré-sal, a força dos bancos brasileiros, a cadeira cativa na ONU, a forte posição em relação ao presidente deposto de Honduras, o senhor Zelaya… O Brasil mostra-se forte e avança. Obviamente ainda coberto de problemas, corrupção, violência, educação e saúde precárias.

Existem, portanto pontos a se exaltar e pontos a se criticar, porém, exaltaremos um só responsável? Quem é ou quais são os grandes ‘mentores’ desse avanço brasileiro? O atual presidente? O ex-presidente e a base deixada? Simplesmente acontecimentos naturais? Força da política? O povo?

O fato é que a auto-estima brasileira está mais convincente e forte que em qualquer momento.

Siga-me no Twitter.

De olho neles.

Abraço,

Leandro Lopes

out 2009 14

O GRITO DO CERRADO2

Escrito por Henrique Oliveira | Postado em Meio Ambiente | Tags: , ,

Fonte: http://www.emdiacomacidadania.com.br

Fonte: http://www.emdiacomacidadania.com.br

 Por Henrique Oliveira

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

O Brasil é um país extremamente rico em recursos naturais. Reconhecidamente, somos um dos países que mais concentram riquezas naturais e biodiversidade no planeta. Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga, Cerrado e outras dos nossos patrimônios ambientais são invejados por nações desertificadas ou completamente urbanizadas por todo o mundo. Não é à toa que a floresta amazônica é alvo de tanta cobiça internacional. O nosso país é realmente privilegiado quando se fala em meio ambiente.

Teoricamente, então, deveríamos estar felizes com a nossa condição, além preocupados em poupar nossas riquezas. Mas, infelizmente, não é isso que estamos vendo nos últimos tempos. Para se ter um exemplo de como a nossa biodiversidade está sendo atacada de maneira irresponsável, recentemente, a ONG ambientalista Conservação Internacional Brasil (CI-Brasil) divulgou um estudo que mostra que o cerrado, importante bioma nacional, está completamente degradado. Segundo informações divulgadas no portal “ambiente Brasil”, o estudo indica que “o Cerrado deverá desaparecer até 2030. Dos 204 milhões de ha [hectares] originais, 57% já foram completamente destruídos e a metade das áreas remanescentes estão bastante alteradas, podendo não mais servir à conservação da biodiversidade. A taxa anual de desmatamento no bioma é alarmante, chegando a 1,5%, ou 3 milhões de ha/ano. As principais pressões sobre o Cerrado são a expansão da fronteira agrícola, as queimadas e o crescimento não planejado das áreas urbanas. A degradação é maior em Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso, no Triângulo Mineiro e no Oeste da Bahia”. 

Ou seja, a devastação no nosso Cerrado é, mais uma vez, uma lastimável expressão da velha ambivalência entre progresso e preservação do meio. O fato é que, ainda, não sabemos como expandir as atividades econômicas sem agredir de maneira intensa nossas riquezas naturais, e isso é, com certeza, um dos maiores (se não o maior) problema do século XX. Estamos novamente diante da velha questão: quanto custa o progresso?

Enquanto não soubermos responder com firmeza a esta pergunta, continuaremos nos deparando com um Brasil cada vez mais devastado e pobre. Porque a riqueza não se concentra somente em fábricas e mercadorias. Mas, sim, numa forma de crescimento econômico adaptada aos problemas de um planeta doente. A cada desmatamento num bioma específico, temos um impacto geral. O meio ambiente nunca está isolado em cápsulas e, por isso, é tão perigoso esse vertiginoso desgaste das nossas matas e florestas. Para que tenhamos uma noção, muitos problemas nascem dessa agressão ao cerrado que citamos acima. E não estamos falando apenas de problemas imediatos: rios importantes (como o São Francisco e o Tocantins), habitats vitais para diversas espécies da nossa fauna, e uma série de plantas de alta potencialidade medicinal (que poderia nos curar de doenças no futuro) também acabam sofrendo com a destruição.

Então, é preciso que nos desvencilhemos do imediatismo e da sedução do progresso industrial a qualquer custo causa. É de suma necessidade que façamos algo por nós mesmo, pelo nosso futuro, nossa sobrevivência. Talvez, só assim, passemos a enxergar mais o que acontece com a nossa casa…

out 2009 14

por Guilherme Freitas
internacional@blogdacomunicacao.com.br

Recebi por e-mail semana passada uma mensagem da Assessoria de Imprensa do Cembri (Centro de Mídia Brasil-Israel). O motivo da mensagem foi algo que me deixou revoltado e chateado. Um programa infantil de TV[bb] produzido pelo Hamas (Movimento de Resistência Islâmica), incita as crianças palestinas a matarem judeus e os expulsarem de sua terra. O nome do programa é “Tomorrow Pioneers” (Pioneiros do Amanhã), um nome bem sugestivo, onde a palavra pioneiros pode ser substituída por mártires.

No último dia 22 de setembro, o programa infantil apresentou um urso de pelúcia chamado Nassur que conversava pelo telefone com uma menina chamada Saraa, que estava assistindo ao programa. Nassur disse: “Nós queremos matá-los, Saraa; eles devem ser expulsos de nossa terra, certo?”. E a garota diz: “Sim. É isso, nós vamos expulsá-los de nossa terra usando todos os meios”. Antes do diálogo, Nassur se intitula um mártir pronto para pegar em armas e combater.

“Pioneiros do Amanhã” é uma atração voltada ao público infantil[bb], que muitas vezes apresenta conselhos educativos as crianças como se comportar na escola ou respeitar os pais, porém também transmite mensagens antissemitas ao público. Vídeos desse tipo podem ser encontrados no Youtube. Basta digitar Tomorrow Pioneers para assistir.

Estou postando neste artigo dois vídeos deste programa. O primeiro é sobre a história do urso Nassur citada acima. O segundo é sobre o Mickey local, chamado Farfour, que vai a Israel reaver as terras de seu avô e é agredido e preso por soldados israelenses. A garota que apresenta o programa o chama de “querido mártir” ao fim do vídeo.

Imagem de Amostra do You Tube

Imagem de Amostra do You Tube

NOTA DO BLOG: Totalmente desprezível este programa dirigido às crianças palestinas. Utilizá-las como arma para agredir os israelenses é algo que não tem perdão. Essas crianças deveriam ser preparadas para batalhar pela paz. Elas são o futuro do planeta e não merecem viver em um clima hostil de guerra e preconceito. É assim que se criam novos fanáticos terroristas. É por estas e outras, que o Hamas não tem credibilidade alguma no mundo e continuará sendo visto como uma ameaça a paz mundial.

Fontes: The Jerusalem Post e Centro de Mídia Brasil-Israel.

out 2009 13

Os editoriais serão publicados regularmente e estarão disponíveis na homepage do site e depois na aba “Editorial”, localizado no cabeçalho do blog. O editorial representa as ideias e opiniões dos editores e idealizadores do Blog da Comunicação: James Freitas e Guilherme Freitas. Boa leitura!

O presidente dos EUA Barack Obama - Crédito: The Wall Street Journal
O presidente dos EUA Barack Obama – Crédito: The Wall Street Journal

Na semana passada o mundo se surpreendeu com o anúncio do vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2009. Barack Hussein Obama II, presidente dos Estados Unidos da América, foi eleito pela comissão julgadora do prêmio[bb], pelos seus esforços em reforçar o papel da diplomacia internacional e a cooperação entre os povos. No cargo há nove meses, Obama vem enfrentando uma queda de popularidade interna e externa.

O prêmio entregue para Obama tem um valor sentimental e político. Não há dúvidas que a figura do presidente americano é realmente marcante. Ele é jovem e soube unir o povo americano na eleição presidencial ano passado apostando em mudanças e na esperança de transformar para melhor a imagem do país, arranhada por oito anos de George W. Bush. Tem carisma, respeito e simpatia por pessoas do mundo inteiro e superou a barreira do racismo ao se tornar o primeiro presidente negro[bb] dos EUA.

O peso político deste prêmio é o fato de Obama ser líder da maior potência militar e econômica do planeta. Os EUA estão no meio de dois conflitos (Afeganistão e Iraque) e estão totalmente perdidos, sem saber como sair do buraco. A indicação à Obama mostra que a comissão do Nobel respeita os EUA (país que teve dezenas de laureados), mas significa que caso o presidente americano não trabalhe pela paz no Oriente Médio e pelo fim dos conflitos, enfrentará grande pressão mundial. Obama não é tolo e sabe que pode tirar vantagens do Nobel. Seu histórico é favorável, já que quando era senador sempre condenou a invasão ao Iraque e trabalhou pelo desarmamento da população civil americana. Agora está tentando dar um jeito na péssima a saúde pública do país.

Dizer que o presidente Obama merecia o Prêmio Nobel da Paz é algo prematuro, pois ele acabou de iniciar seu mandato. Foi realmente uma grande surpresa o anúncio da premiação do presidente americano, não esquecendo que ele seria sempre um favorito a levar o Prêmio por tudo que representa. O Blog da Comunicação parabeniza o presidente Obama e deseja que ele faça jus à honra que recebeu. E torcemos para que em breve algum brasileiro tenha a honra de ganhar algum Prêmio Nobel.

James Freitas e Guilherme Freitas
Editores e Idealizadores do Blog da Comunicação
blog@blogdacomunicacao.com.br
www.blogdacomunicacao.com.br

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