PARAISÓPOLIS: VOCÊ PODE FAZER A DIFERENÇA!6
Escrito por James Freitas | Postado em Cidades | Tags: Gilson Rodrigues, guerra do futebol, James Freitas, Operação Saturação, Paraisópolis, Poder público, Polícia Militar, Tropa de Choque, União dos Moradores de Paraisópolis

Crédito: Último Segundo
por James Freitas
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Díficil alguém não ficar assustado ao ver cenas como as vistas em Paraisópolis na última segunda-feira, 2 de fevereiro, quando ouve confronto entre “manifestantes” e policiais militares formando-se uma verdadeira “Guerra urbana” que lembrou e muito os confrontos entre polícia e traficantes em morros do Rio de Janeiro. Vendo a comunidade repleta de carros, sacos de lixo e pneus incendiados a tropa de choque foi chamada para intervir no caso. A versão oficial divulgada pelos veículos de comunicação até então dão conta de que o protesto dos moradores deu-se em razão da morte de um foragido da justiça pela polícia no último domingo, 1 de fevereiro, numa fiscalização onde o morador morreu após trocar tiros com a polícia. Extra-oficialmente há quem diga que a ordem do motim partiu de dentro das penitenciárias do Estado porém até agora nada foi provado.
Se para o blogueiro que vos fala a situação é assustadora não tenho palavras para descrever os momentos de terror que homens, mulheres e crianças de bem foram submetidos na última segunda-feira. Assim sendo, procuramos o órgão que representa a sociedade da comunidade entrevistamos rapidamente Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores de Paraisópolis responsável direto por diversas melhorias e investimentos que a região teve nos últimos anos para saber as consequências que este incidente pode causar para a população de Paraisópolis, confira:
James Freitas: Qual a sua posição sobre a ocupação da comunidade de Paraisópolis pela polícia militar?
Gilson Rodrigues: Não somos contra que a polícia cumpra o papel dela. Se ela avaliou que isso mantém a segurança dos moradores nós apoiamos. Só não queremos violência na comunidade, vinda de onde vier (polícia ou bandido). Esse conceito de segurança imediatista de ocupação não resolve o problema. Dá apenas uma sensação de segurança. Daqui alguns dias a polícia vai embora. Ficamos aqui.
JF: Como a união dos moradores de Paraisópolis pretende agir para evitar novos episódios como os de segunda?
GR: Vamos cobrar do governo ações concretas voltadas a prevenção deste tipo de ação a curto, médio e longo prazo. Isso se dá através de projetos de prevenção, educação e empregabilidade. A medida em que os jovens tem oportunidades não se envolvem com coisas erradas.
JF: Em qual momento a união dos moradores tomou ciência das dimensões do que estava acontecendo no local?
GR: Foi uma surpresa, a comunidade não esperava que isso pudesse acontecer. Nunca aconteceu algo parecido. Ficamos sabendo na hora quando já estava acontecendo.JF: Acredita que esse episódio pode denegrir a imagem da comunidade afastando investimentos tanto públicos quanto privados na região? Acredita que a sociedade mudará sua visão sobre a comunidade de Paraisópolis?
GR: Não. Acho que prejudicou a comunidade mas as pessoas que já atuam na comunidade sabe que essa não é uma ação caracteristica da comunidade. Costumamos nos organizar sim para buscar solucionar os nossos problemas, mas não com violência. Sinto, principalmente do poder público e principalmente pela repercussão e a pressão da comunidade o poder público tende a investir mais. Se não o fizer vamos buscar e lutar para que isso aconteça. Com relação a pessoas e empresas privadas estamos buscando envolver toda a sociedade para resolver o problema. Não adianta ficar apontando, reclamando de braços cruzados e dizer “para isso que pago meus impostos”. Pague os impostos, mas ajude. Você pode fazer a diferença.
E você caro internauta? O que achou das cenas vistas na última segunda? Vocês acreditam que a imagem da comunidade será arranhada com este episódio? Vocês acreditam que a sociedade pode fazer a diferença?
Opine, sugira, critique…e o mais importante: PARTICIPE! O espaço agora é de vocês….

James Freitas, 25 anos, antes de tudo Sãopaulino! Idealizador do Blog da Comunicação, colunista do site SPFC 1935! Intitula-se dessa forma: Nem certo nem errado, nem quente nem frio, nem muito nem pouco, ou será o contrário?












O grande problema acontece quando não há punições duras para quem participa desses ataques. Imaginar que o que ocorreu em São Paulo ficou totalmente impune e que mesmo os presos em flagrante delito foram soltos poucas horas depois é revoltante.
O recado claro que se passa a marginalidade é: Façam o que quiserem.
Leis mais duras e punição rápida e exemplar acabariam completamente com o poder dessas facções e com os aproveitadores que dão cobertura ao crime nessas comunidades.
Acredito que o grande problema é a impunidade. Manifestações são importantes e devem ser respeitadas, mas o que se viu foram baderneiros e bandidos, já´que destruíam carros, casas, estabelecimentos comerciais, etc.
E alguém foi punido? Não. É a mesma coisa que acontece com brigas em estádios. Os caras destroem tudo, vão pra delegacia e levam bronca, como se fossem crianças. Ridículo.
Certamente veremos tais cenas se repetirem, e não vai demorar muito.
Abração
Ficarei muito entristecido se a versão oficial for verdadeira. Creio que as comunidades de bairro devem lutar por outros ideiais e de outra maneira. Trocar flechas não adianta, definitivamente.
Creio que o Gilson deveria ser o primeiro a levantar a mão e dizer, em nome da comunidade, que errou. A criminalidade em Paraisópolis diminuiu sensivelmente nos últimos quatro anos graças, dentre outras coisas, a união e o poder de reinvindicação dos moradores. Usar esse poder conquistado para fins excusos ou suspeitos, para mim, só vem a manchar um trabalho bem feito.
As cenas do confronto entre baderneiros e policiais foi muito triste. Há semanas estive presente na cerimônia de posse da equipe do Gilson e pude conversar com ele e outros moradores da comunidade. Os responsáveis por essa bagunça com certeza não estavam presentes lá, naquele dia.
Existem muitos trabalhos sociais legais em Paraisópolis e tanta gente honesta e trabalhadora no local, que não merece passar por essa situação, já que a imagem da comunidade está sendo arranhada para o resto da população paulistana. Isso é ruim para Paraisópolis. Quanto os bagunceiros, a Polícia e o Estado devem tomar atitudes, identificando e punindo os responsáveis.
Já chega de violência em protestos. Se alguém quer protestar, deve se unir e preparar algo pacífico. Nada de depredar ou queimar.
Todo manifestação é justa desde que pacífica. Os baderneiros são controlados pelos traficantes então cadeia para eles. A comunidade não pode ficar sofrendo esses horrores e a verdade é que o estado já perdeu o controle. Infelizmente.
Olá, a manifestação quando é ordeira e pacífica é louvável e deve até ser incentivada, mas quando é acompanhada de violência devem ser exacrada em qualquer local ou situação. O caso específico de Paraisópolis, segundo que me informaram, estavam calcada em indivíduos pertencentes ao crime organizado e a outros tipos de pessoas que pretendiam chamar a atenção da sociedade e das autoridades. Eu acho que as autoridades deveriam banir o crime organizado de nosso Estado e deixar livre somente as pessoas de bem, pessoas que respeitam as outras pessoas e buscam o seu sustento e de sua família por meio de seu trabalho limpo e honesto. Esse crime organizado há anos que domina os presídios e os bairros mais pobres das mais diversas cidades do Estado de São Paulo. Já é tempo do nosso governo estadual exterminar esse sistema criminoso que assombra toda nossa sociedade.
Abraços
Francisco Castro