POR Douglas Azevedo 2 ANOS ATRÁS
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por Douglas Azevedo*
convidados@blogdacomunicacao.com.br

Hodiernamente, a quantidade de relacionamentos efêmeros aumenta de forma vertiginosa. Algumas pessoas culpam o período do feriado de Carnaval como o estopim para o término do relacionamento duradouro. Mas será que tem fundamento trocar um relacionamento perene por um efêmero?

A sociedade está querendo tudo de forma célere, e no relacionamento não poderia ser diferente. Constantemente temos conhecimento de pessoas que se separam logo após casarem ou ficarem noivos. É até difícil conhecer alguém que esteja namorando há bastante tempo, pode contar nos dedos de uma mão quantas pessoas do seu ciclo de amizades namoram há mais de dois anos.

Uma pesquisa de uma revista estadunidense revelou que 68% da população está fadada a viver sozinha após os 30 anos. Estamos construindo a era da solidão, e esse fato chega a ser contraditório, pois temos tantos meios de comunicação à disposição e não conseguimos nos comunicar com eficiência e construir um relacionamento auspicioso. E a tendência, segundo a revista, é aumentar ainda mais o número de pessoas solitárias após os 30 anos. Conforme diz George Carlin: “O paradoxo dos nossos tempos é que temos edifícios mais altos e pavios mais curtos; estradas mais largas e pontos de vista mais estreitos”.

Discutir a relação está virando passado, poucos pedem perdão por um erro, sentem vergonha, mas uma das formas mais lindas e construtivas de crescer é pedir perdão, da mesma forma, perdoar alguém nos engrandece, mas raramente vemos uma pessoa aceitar o pedido, passando a impressão de que ela nunca errou e que não está suscetível a erros. Estamos regredindo na maneira de agir, preferimos conhecer uma nova pessoa a ajudar àquela que errou conosco a não cometer os mesmos equívocos; a mesma que um dia fez parte da nossa vida e que juramos amor eterno.

Vale salientar que os relacionamentos efêmeros não apagam o amor verdadeiro, nenhuma das 30 bocas que você supostamente beijou no feriado de Carnaval vai substituir o beijo da pessoa que te ama, não pense que a princesa ou o príncipe encantado aparecerá, não ache que o namoro das outras pessoas é um mar de rosas e que só o seu namoro é imperfeito, não acredite nas falácias das novelas e, principalmente, lembre-se dos casais de idosos que você vê passeando de mãos dadas, imagine quantos momentos difíceis eles já passaram juntos e nem por isso desistiram.

Portanto, acorde para a vida, peça perdão, aceite o perdão de alguém, ame de verdade, tome a liberdade de correr riscos, lembre-se que é melhor correr o risco de salvar uma pessoa culpada do que condenar uma inocente, e evite pecar por ego, pois conforme diz David Guimarães: “Só aquele que enxerga a ironia em sua própria inópia, consegue glória em meio a tanta agonia!”.

* Douglas Azevedo é diretor de criação da Revista Brifando (www.brifando.com), pesquisador do CNPq e trabalha na área de planejamento de mídias sociais e escreve mensalmente nesta seção.

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COMENTÁRIOS
  • Guilherme Freitas

    Douglas, primeiramente obrigado por ter aceito o convite para escrever no Blog da Comunicação. Quanto ao seu artigo, acho que a sociedade atualmente não está disposta a mergulhar em relacionamentos sérios. Parece que há um medo de se comprometer com alguém e que é melhor “experimentar” o máximo que puder. A sociedade e mídia não ajudam, basta ver o tanto de traições que existem em filmes e novelas atualmente. Acho que no futuro serão raros os casais com mais de 30 anos de casamento. Abraços.

    • Autor

      Guilherme, escrever para um site emblemático como é o blog da comunicação é um prazer enorme.
      Concordo com sua posição em relação à mídia. O exemplo das novelas e filmes foi muito bem lembrado.
      Infelizmente tenho de concordar com você sobre o futuro. O q

  • http://www.benfazeja.com/2012/01/sonho-lucido.html Jefferson de Morais

    Douglas, meu amigo, ótimo texto! Muito bem escrito e elegante. Além disso, acho muito oportuno o tema que você escolheu. Hodiernamente, com apenas um clique tem-se a possibilidade de interagir com pessoas de qualquer canto do mundo, e os indivíduos, em contrapartida, estão cada vez mais distantes daquele contato físico essencial: beijos e abraços são mais frequentemente escritos do que dados; o sorriso, o choro, os sentimentos e as expressões em geral são representados por emoticons e afins. É triste, mas concordo com você: talvez seja a “era da solidão”; estão todos juntos e ao mesmo tempo separados, e os relacionamentos efêmeros se multiplicam a cada dia mais… Abraços.

    • Autor

      Estamos vivendo a era da solidão e da celeridade, ninguém tem mais paciência com os erros, basta você dar uma fechada sem querer em alguém no trânsito que ganha um inimigo. No relacionamento é igual, qualquer erro é motivo para findar namoros que poderiam ser lindas histórias de amor. A sociedade está vivendo conforme a velocidade da internet, quer tudo em um instante, inclusive a felicidade.

      Fico honrado por suas palavras, meu amigo. Obrigado.

  • Lybna Abreu

    Douglas, gostei muito de seu artigo,infelizmente o que escreveu esta sendo a pura realidade…mais acredito que um dia essas pessoas cairão em si e verão que no mundo que vivemos não é possível viver sozinho,temos que ter uma companhia para nos ajudarmos a reerguemos nas dificuldades e sorrir na felicidade. abraço Lybna Abreu.

  • Amanda

    Só tenho uma coisa a dizer, parabéns pelo texto! Concordo plenamente com o que foi discutido. É bom saber que existem pessoas que ainda olham pelo outro lado da moeda. Parabéns protetor! 

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