SONHOS INTERROMPIDOS12
Escrito por Victor Oliveira | Postado em Comportamento | Tags: confiança, desejos, erros, reflexão, sonhos
por Victor Oliveira
comportamento@blogdacomunicacao.com.br
O que fazer quando não se consegue aquilo que tanto batalhou? Chora? Reclama? Fecha a cara e o tempo para quem está próximo a você? Não sei. Cada um tem seu meio de mostrar descontentamento com as adversidades que a vida nos traz. Feliz ninguém fica e isso é consenso. Talvez a única alternativa reconfortante seja pensar que aquele momento não era o ideal para se ter a coisa almejada.
Ninguém gosta de perder. A gente pode até saber perder, e é importante que saibamos mesmo. Mas gostar de perder é um sentimento difícil, para não dizer impossível, de ser encontrado. Perder nos faz tirar lições, ver onde erramos, onde erraram conosco, ver o que poderia ter sido diferente. Ainda assim não é possível definir com exatidão o que teria acontecido caso tivéssemos feito diferente. De todo modo, é chato não conseguir as coisas, ainda mais quando se batalha tanto para isso.
Uma coisa é certa: ficar lamentando, somente, não adianta. Ainda mais quando essa lamentação vira um hábito de vida. Chega uma hora que ninguém mais tem pena de você, as pessoas nem querem mais ouvir suas histórias. A vida é assim. A gente sensibiliza as outras pessoas por um tempo, mas depois isso só tem importância mesmo para nós. Se com a morte, evento terrível, acontece isso, que dirá com um problema seu, uma coisa mal resolvida.
É, caro amigo, as coisas não andam sempre da maneira que a gente acha que deva andar. E que bom que é assim, senão o mundo seria uma verdadeira bagunça, já que os gostos, as vontades e desejos são variáveis. Ótimo que seja assim também para que possamos crescer como pessoas, para encarar as coisas com mais seriedade, dedicando nosso tempo e nossas habilidades com mais afinco.
Chega de lamento! A fase ruim se foi como uma gota de chuva que passou. O ciclo da água é lento, mas é certo. Com o tempo a gota que passou vai evaporar, virar nuvem e voltar. Como a fase ruim, a chuva com aquela gota nem sempre vai atingir a mesma pessoa, nem sempre a crise retorna. Não faça a dança da chuva, não atraia novas crises. Dê um ponto final nessa história e recomece outra. O final nunca é igual, pois o enredo vai mudar, você vai mudar, e para melhor, tenha certeza absoluta disso. Quando a gente quer de verdade, nem sempre a gente consegue, mas sempre a gente arruma forças para superar o que não deu certo.
É isso.

Turismólogo, estudante de Direito, servidor público, flamenguista. Escrevo sobre nosso cotidiano, sobre percepções que tenho das relações humanas. Não pretendo impor verdades e nem determinar caminhos. Leia, absorva o que achar interessante e descarte o que lhe parecer prejudicial. É isso.












Nossa a frase que li hoje neste texto me inspirou a levantar a poeria após longos tempos de crise.. obrigada por dizer o que poucos querem escutar, mas o que muitos se dizem a fazer.
beijos
Olá Juliana!
Fico muito feliz por ter tocado em algum sentimento seu com esse texto. Isso realmente me motiva a escrever mais, a tentar mostrar coisas que talvez não consigamos enxergar apenas por isso nos ser mais confortável.
Espero sempre sua vinda aqui no BLOG DA COMUNICAÇÃO!
Beijos!
agradeço pela indicação e parabenizo por tão belo site,
bjs
Bruna.
Olá Bruna!
Obrigado pelo elogio e pela visita. Volte sempre e fique à vontade para comentar, sugerir temas, criticar, etc…
Beijos!
Em suma:
“O que não me mata me fortalece” (Nietzsche).
E por falar em Nietzsche “O homem é definido como um ser que evolui, como o animal é imaturo por excelência”. É assim que me sinto.
Obrigada pelas palavras de conforto.
Olá Novinha!
Também gosto de Nietzsche (apesar de nunca lembrar como escreve o nome dele direito, hehehe).
Não concordo muito com essa segunda frase dele. Acredito, em alguns casos, que os animais são mais evoluídos que os seres humanos… mas isso é pauta para um outro (e longo!) texto.
Para finalizar, cito outra frase dele que gosto: “O medo é o pai da moralidade”.
Beijos e volte sempre!
Victor, a vida é assim mesmo. Vitórias em alguns dias e tropeços em outros. Sempre foi assim e sempre será. A nós, resta levantar a cabeça diante o fracasso e buscar fazer o melhor (seja na vida profissional, pessoal) sempre. Abraços.
Olá Guilherme,
Não nos resta muita alternativa mesmo. Acho que faz a diferença quem encara isso sem se abater, que entende que as fases dos tropeços são necessárias para nosso crescimento.
Abraços.
Victor, adorei “não faça a dança da chuva, não atraia novas crises”. E a coisa de ficar se lamentando um tempão e de as pessoas se cansarem da gente é real mesmo. O bom de querer melhorar (porque não tem nada ver com o avanço da idade, tem gente que nunca amadurece) é que a gente percebe essas coisas mais rápido e interrompe logo a ladainha. O jeito é tomar uma chuverada, caprichar no sorriso (mesmo que saia amarelo no início) e seguir em frente. Tristeza vai ter mesmo, ninguém gosta de sentir frustração, mas tem que ter hora pra acabar. Beijo, Jaci
Olá Jaci!
Muito obrigado pelo comentário e pelo elogio. Escrever sobre esse tipo de atitude é bom, numa tentativa de internalizar o comportamento para as próximas vezes que isso ocorrer. Vamos evoluindo, encarando as decepções de uma forma melhor, menos traumática. Superar com dignidade, buscar forças para recomeçar é que todos nós deveríamos, ao menos, tentar.
Beijos!
Não tinha me ligado em algumas coisas queo texto diz.
A gente tem a péssima mania de ficar se lamentando, mais isso cansa….
As pessoas no inicio tem pena, depois se enchem de ouvir a mensma coisa.
Lamentações ´não são boas de jeito nenhum ,primeiro pq desperta um sentimento não muito nobre: a PENA e depois ainda enche a paciência de quem escuta.
Bola pra frente…
Olá Fran!
Ter pena é muito ruim. Pior ainda é ficar contando com a compaixão de outras pessoas apenas porque elas sentem pena da gente. Não é bom e não resolve. O negócio é tocar a vida pra frente, mudar o que estiver incomodando, porque aí sim as coisas começam a melhorar.
Obrigado pelo comentário.