jan 2011 10

Por Leandro Lopes
cidades@blogdacomunicacao.com.br

O ano sempre termina com uma parte da população participando de certas “cerimônias” que visam atrair boa sorte para o ano seguinte. Pular sete ondas é uma dessas cerimônias.

Alguns moradores da cidade de São Paulo (especialmente os da zona Leste) conseguem pular as ondas sem sair da capital! Dentro de suas casas! E isso não traz exatamente sorte.

A terra da garoa suporta somente garoas. Chuva forte em São Paulo é sinônimo de trânsito, caos e, claro, enchentes.

Já é de conhecimento de todos que a tarifa do ônibus em São Paulo subirá para R$3,00. O retorno financeiro obtido com esse aumento devia ser investido em um transporte alternativo para dias de chuva! Você consegue imaginar?!

Você está no trabalho, o ônibus não passa e de repente um bote coletivo aparece! A tarifa devia ser a metade do valor normal! Ah, caso você queira o colete salva-vidas, paga a tarifa inteira! (Não podemos abusar!) Um corredor pode ser feito ali nas Marginais e nos outros pontos críticos.

Os políticos tem que procurar alternativas para problemas que não conseguem resolver.

Imagem: globo.com

Bater na tecla da educação para os cidadãos não adianta. Conscientização, reciclagem, transporte público, não jogar lixo nas ruas e todos esses pequenos verbetes seriam uma solução simples e eficaz. Seriam. É questão de educação, e isso não se muda de uma hora para outra.

O calendário é o mesmo todo ano: janeiro começa e com ele vem a chuva, os deslizamentos, as mortes, os desabrigados e lodo em seguida… O Carnaval!

Um bote seria realmente eficaz. Não tão rápido quanto um carro e não tão lento quanto esperar o nível da água na rua voltar ao normal…

A situação seria cômica se não fosse trágica. Vejo pessoas andando de galocha no local onde trabalho. Algumas meninas estilizaram as galochas com faixas coloridas, algumas florzinhas e tudo mais. Sabemos improvisar! Disso ninguém pode nos acusar!

Os impostos estão aí junto com os problemas. O que não vemos mesmo é a solução! Não se esqueça do seu IPVA amigo!

Chove chuva, chove sem parar!

Leandro Lopes
@falecomleandro

fev 2010 03

Os editoriais serão publicados regularmente e estarão disponíveis na homepage do site e depois na aba “Editorial”, localizado no cabeçalho do blog. O editorial representa as ideias e opiniões dos editores e idealizadores do Blog da Comunicação: James Freitas e Guilherme Freitas. Boa leitura!

O drama paulistano – Crédito: Globo.com

O velho ditado que intitula este editorial do Blog da Comunicação cai como uma luva para o caso das enchentes em São Paulo. O mês de janeiro e agora fevereiro estão sendo uma tortura para o cidadão paulistano que enfrenta os transtornos da chuva na maior cidade do Brasil. Alagamentos, deslizamento de terras, trânsito e mortes, tristes assuntos que insistem em não sair do noticiário. Mas de quem a culpa de todo esse problema? Não dá para culpar o pobre São Pedro, que nada tem a haver com isso. A sociedade em si tem culpa em todo este problema.

Os órgãos públicos são os maiores culpados de todo esse problema. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o governador José Serra (PSDB) não podem se omitir nessas horas e dar desculpas a cada transtorno que ocorre na capital. Culpar gestões anteriores também é um erro, pois agora é hora de por a mão na massa e trabalhar para contornar o problema. O fato de a Prefeitura ter cortado gastos com a varrição agravou o problema dos alagamentos e as obras do governo estadual na Marginal Tietê também contribuíram para mais transtornos. É obrigação das autoridades fiscalizar obras, visitar os lugares crônicos e observar as áreas de risco, proibindo construções nestes locais. Ficar de braços cruzados ou apenas dando desculpa não é bom para a cidade. São Paulo precisa de mais ação.

Porém, não se pode apenas culpar as autoridades e a chuva pelo caos que o cidadão paulistano esta enfrentando. A população muitas vezes colabora de maneira negativa com a cidade, jogando lixo nas ruas e nos bueiros, gerando mais transtorno. Alguns abusam desfazendo-se de móveis em plena rua, achando que é obrigação da Prefeitura recolhê-los. Outro problema são as construções em locais públicos ou em áreas condenadas. É irresponsabilidade de uma família levantar uma casa nestes locais mesmo quando elas não têm lugar para morar. A prática da invasão de terrenos públicos em São Paulo continua a agravar ainda mais a situação! Todos devem ter lugar regularizado para morar! Regularizado! E dotado de infra-estrutura mínimas se viver, como por exemplo: Saneamento básico, água, asfalto e eletricidade! A culpa de todo caos que vivemos em Janeiro é dos dois lados! E cabe as autoridades abrir diálogo com a sociedade buscando entendimento para evitar com que cenas assistidas em todo o verão não se repitam nos próximo anos!

Falta muita coisa para esse problema ser resolvido. Falta principalmente, comunicação, diálogo entre governo e população. A Prefeitura começará a divulgar uma campanha publicitária alertando sobre o risco de jogar lixo nas ruas e desencadear em enchentes. É uma boa iniciativa, mas apenas publicidade não resolve o problema. A Prefeitura tem que melhorar, e muito, seu serviço de varrição (que sofreu cortes de orçamento em 2009) e fazer um trabalho mais responsável. Se todas as esferas da sociedade colaborarem, os verões paulistanos serão mais tranquilos e seguros.

James Freitas e Guilherme Freitas
Editores e Idealizadores do Blog da Comunicação
blog@blogdacomunicacao.com.br
www.blogdacomunicacao.com.br
 

jan 2010 12

Por Leandro Lopes

cidades@blogdacomunicacao.com.br

Importante que cada grupo dentro de uma mesma sociedade seja capaz de discutir pontos positivos e negativos do meio em que vivem e assim sendo, sejam igualmente capazes de traçar metas para a melhoria do espaço de uso coletivo.

Dentro de um país, um estado, uma cidade ou até mesmo um bairro a convivência harmoniosa entre população e liderança política envoltos em problemas que atingem a sociedade é sempre tema para saudável discussão.

Recentemente o prefeito de São Paulo, senhor Gilberto Kassab, em visita a bairros da zona leste da cidade que enfrentam problemas com alagamento há pouco mais de um mês, acabou por finalizar a visita de forma inesperada por sofrer constante pressão da população durante o ‘evento’. Saiba mais.

De fato é necessário que se cobre de autoridades que assumiram a responsabilidade de responder pelos interesses de toda uma população, é necessário que se exija melhorias e soluções para problemas como os que enfrentam os moradores daquela região, porém, é também de essencial importância que outros meios de liderança se manifestem e tenham a consciência de que muitas vezes a solução ou a prevenção do problema pode vir do próprio povo.

A forma correta de se avaliar um governo justo passa pelo conceito de “mandar, mas mandar obedecendo”. Esta seria uma clara análise de que o governo “manda” porém “obedecendo” as decisões de uma maioria que o elegeu e o designou para tão somente transpor suas convicções.

Levantar a voz, pressionar de forma pacífica, sugerir soluções e participar de discussões que acarretam em mudanças na vida de todos que vivem na sociedade é de direito – por diversas vezes obrigação – de todos.

A conscientização para que não se jogue lixo nas ruas, a participação efetivamente ativa nas escolas, o diálogo interno entre pais e filhos, a reeducação quanto aos programas que assistimos na TV, seriam no mínimo de grande ajuda para a prevenção de problemas como os que vivem os moradores do Jardim Romano (referido bairro da zona leste de São Paulo).

São Paulo, por exemplo, tem 31 subprefeituras. Que tal uma visita? Saiba mais.

Que se cobrem dos governantes absolutamente, mas que se faça algo enquanto maior poder político desta e de qualquer outra sociedade, o povo.

Imagem de Amostra do You Tube

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De olho neles.

Abraço,

Leandro Lopes.