jan 2010 27

por Guilherme Freitas
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Acessar a internet na China é um grande desafio. Conseguir informações sobre temas polêmicos ou que são reprovados pelo regime comunista é algo mais complicado ainda. Alguns sites ocidentais são bloqueados no país graças ao Grande Firewall, a muralha chinesa digital. Graças a censura, surgiram algumas cópias de sites ocidentais, versões chinesas e rigorosamente vigiadas pelo governo. Um desses “clones” é o Baidu, o buscador chinês semelhante ao americano Google[bb].

O buscador foi fundado em 2000. Hoje é presidido por Robin Li e conta com mais de 3 mil funcionários. O Baidu é o maior buscador da China e o terceiro do planeta, ficando atrás apenas do Google e do Yahoo!. Ele tem outros serviços, como o Baidu Baike (uma espécie de Wikipédia chinesa) e Baidu 500 (um ranking de músicas mais buscadas na web). Hoje o site está entre os dez sites mais acessados do mundo. Ao todo há cerca de 740 milhões de páginas, 80 milhões de imagens e 10 milhões de artigos em áudio e vídeo em seu índice.

O logo do Baidu – Crédito: Reprodução

O Baidu continua investindo na web. Recentemente o buscador abriu uma página no Japão: www.baidu.jp. É o primeiro site fora de território chinês a fazer tal serviço. Boatos também dizem que o site recebeu uma licença do governo para abrir um canal de notícias, como o Yahoo!, por exemplo. Procurar por violação dos direitos humanos[bb], libertação do Tibete e autoritarismo no Baidu é a mesma coisa que perder tempo. O governo censura tudo que é crítico ao seu regime.

O Google andou tendo problemas em solo chinês, pois sofreu um cyberataque de hackers e acusou o governo. Pequim disse que não tem nada a ver com a história e ameaçou banir o Google de seu território. A crise chegou até a Casa Branca e aborreceu o presidente Barack Obama, que se declarou “muito preocupado”. Os chineses estão preparados caso o Google feche seus escritórios no país. Eles têm o Baidu.