NOVO SISTEMA, MESMOS VALORES2
Escrito por Júnior Batista | Postado em Cidades | Tags: Cidades, Estradas, Júnior Batista, pedágio urbano, Rodovias, são paulo, situação das estradas brasileiras
Hoje o Jornal O Estado de S. Paulo estampou, em sua capa do caderno Metrópole, o seguinte: “Estado terá pedágio por km rodado; testes vão começar por Campinas”. A julgar a notícia pela capa, qualquer pessoa diria que isto é ótimo. E será, caso fique mais barato para o bolso do consumidor, é claro. Mas pelo jeito, não é bem isso que vai acontecer. O Presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacyr Duarte, declarou para o diário Estado que é “Evidentemente não vai haver redução na tarifa, mas uma ampliação da base de cobrança, o que vai beneficiar as pessoas que hoje já pagam pedágio, que aí, sim, poderia ser reduzido”.
De uma maneira mais simplificada, é claro que o brasileiro continuará pagando, e caro, pelos pedágios. O novo sistema conta com radares que fará uma leitura automática nos carros, que terão um chip identificador e o valor do pedágio será cobrado automaticamente através de débito automático ou boleto bancário a ser entregue em casa. Isso vai desafogar o trânsito nas chamadas “praças” de pegádios.
Ainda assim, é necessário um índice de 80% para que este sistema dê certo, segundo o assessor de tecnologia da informação da Artesp, Giovanni Pengue Filho. “O índice de 80% é um padrão que verificamos nos principais locais do mundo que mudaram a forma de cobrança”.
Mas, os chips que serão colocados nos carros, chamados pelos técnicos de tags, terá também o seu valor, que ainda não foi divulgado. Em países mais desenvolvidos, sistemas alternativos deram certo. Em Austin, no Texas, não há praças de pedágios, o sistema de detecção é automático e a cobrança vai para a casa da pessoa, pelo correio.
Ainda assim, por mais que pareça bom, é necessário a massificação destas tags, além de uma maneira para baratizar os pedágios, que, no estado de São Paulo, são um dos mais caros do mundo. “O alto valor cobrado para manter as estradas paulistas em bom estado equivalem ao cobrado em países como França e Noruega, onde o trabalhador ganha cinco vezes mais. Em Portugal, os motoristas também têm de pagar um alto preço em estradas muitas vezes sub-utilizadas”, diz a reportagem do R7.
No entanto, os testes deste sistema com chip serão feitos somente no fim do ano. E o mais importante, os valores aproximados a quem interessa, a população, não foram estudados. Tentar importar meios para facilitar a vida das pessoas, é ótimo, o que tem-se que saber, é quanto isso vai custar nos nossos bolsos. Afinal, na Noruega e na França deu certo, mas lá eles ganham nada menos do que cinco vezes mais que nós, os subdesenvolvidos.

















