por Guilherme Freitas e Leandro Lopes
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Na última sexta-feira foram sorteados os grupos da Copa do Mundo
de 2010, que será realizada na África do Sul. As 32 seleções foram divididas em oito clubes bem equilibrados, onde um tropeço na primeira fase pode ser fatal para qualquer seleção. Confira abaixo uma análise especial feita pelo Blog da Comunicação sobre todos os grupos da Copa de 2010. E aguardem pois ano que vem estaremos de olho na África do Sul!
GRUPO A

A chave que conta com os anfitriões da África do Sul, México, Uruguai e França é uma das mais equilibradas do torneio. A seleção Bafana Bafana torcia para que o sorteio das chaves fosse generoso e ele não foi, mesmo assim, a equipe comandada pelo brasileiro Carlos Alberto Parreira conta com o apoio da torcida para almejar uma classificação. O México com 13 participações no maior evento do futebol é tido como uma equipe difícil de ser batida, além de experiente em competições internacionais. Experiência também é trunfo do Uruguai, bicampeão mundial e com uma camisa que ainda pesa no cenário do futebol. A real cabeça de chave do grupo, a seleção da França chega cercada de questionamentos após o polêmico gol irregular no jogo contra a Irlanda e tem justamente em Henry sua maior esperança.
GRUPO B

É a chave do nosso maior rival, a Argentina, que conta ainda com Nigéria, Coreia do Sul e Grécia. Depois de suar nas eliminatórias, nossos hermanos terão osso duro pela frente. A equipe de Maradona tem Tevéz e Messi, mas não tem padrão tático algum, é uma bagunça. Falta Riquelme nesse time. Os nigerianos voltam a Copa com uma equipe mais jovem, porém veloz e habilidosa e será um adversário de respeito. A Coreia do Sul não vai repetir o brilho do Mundial de 2002, quando chegou as semifinais, e será coadjuvante. Os gregos são um time duro de enfrentar, graças a sua retranca onde é quase impossível fazer gol. Foi assim que eles venceram a Eurocopa de 2004. A Grécia fará as partidas mais chatas e burocráticas da Copa.
GRUPO C

Um grupo dos que ao menos na teoria serão menos disputados é o grupo C, de Inglaterra, Estados Unidos, Argélia e Eslovênia. Os ingleses entram com imenso favoritismo na chave, não só pelo ótimo elenco, mas também pelo renomado técnico Fabio Capello. Os americanos demonstraram nova força na Copa das Confederações e chegam com boas esperanças de classificação. A Argélia participa de sua segunda Copa do Mundo e o grande prêmio para eles é mesmo participar da grande festa, porém, se derem chances de incomodar com certeza o farão. Também em sua segunda Copa a seleção da Eslovênia deixou para trás seleções de maior prestigio como Republica Tcheca e Rússia, vem, portanto como a zebra do torneio.
GRUPO D

Grupo D de dureza: Alemanha, Austrália, Sérvia e Gana. Tradicional “bicho-papão” em Mundiais, a temida Alemanha terá fortes adversários logo na primeira fase. O time germânico aposta nos gols de Klose e na categoria de Ballack para conquistar o tetra que escapou no último Mundial. Os australianos, de novo na Copa, vão pra casa após o jogo com a Sérvia. Mais forte do que na ultima Copa quando decepcionou, a Sérvia tem uma defesa forte com os gigantes Vidic e Ivanovic e a habilidade de Stankovic no meio-campo e pode engrossar o caldo para os alemães, assim como os ganeses. A equipe africana conta com um dos melhores meias do mundo, Essien do Chelsea e tem velocidade para atordoar as fortes defesas adversárias.
GRUPO E

Mais um grupo que por decisão do sorteio de bolinhas encontra-se muito equilibrado. A diferença técnica existente entre Holanda, Dinamarca, Japão e Camarões pode ser compensada com aplicação tática e preparo físico, característicos principalmente de Japão e Camarões. A seleção holandesa cabeça de chave tem em Robin van Persie seu maior jogador e sua maior esperança de gols, sempre “grande” a esquadra holandesa não deve ser desprezada, mesmo depois de resultados não tão empolgantes nos últimos jogos – foram três 0 a 0. A Dinamarca desbancou nas eliminatórias as seleções de Portugal e Suécia, favoritas antes do inicio da competição, sempre com resultados medianos a seleção dinamarquesa vem com esperanças de atingir melhores colocações que em participações anteriores.
GRUPO F

A chave reúne Itália, Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia. Atuais campeões mundiais, os italianos tradicionalmente penam na fase de grupos e avançam aos trancos e barrancos. A base é quase a mesma da última Copa. Um time forte e experiente, porém, quatro anos mais velho. Mas camisa pesa e a Itália é sempre favorita. O Paraguai é um forte rival para a Itália, pois engrossou nas eliminatórias com os gigantes Brasil e Argentina. Deve ser o segundo do grupo. Nova Zelândia e Eslováquia serão coadjuvantes, pela pouca experiência em Mundiais: ambos vão a segunda Copa (embora a FIFA considere a Eslováquia, assim como a Republica Tcheca, herdeira dos feitos da Tchecolosváquia).
GRUPO G

O grupo que se encontra a seleção brasileira é considerado por muitos como o grupo da morte. Acompanhados de Coréia do Norte, Costa do Marfim e Portugal os brasileiros não terão vida fácil para avançar para as oitavas. A equipe norte-coreana é uma incógnita para o mundo do futebol e, portanto a maior zebra do grupo. Os africanos da Costa do Marfim, companheiros de Drogba chegam com o rótulo de melhor time africano e, portanto esperançosos de classificação. A seleção portuguesa comanda pelo astro Cristiano Ronaldo é sempre forte candidata e vem sempre apostando na força do conjunto para a classificação. O esquadrão canarinho deverá preparar-se com seriedade e encarar os jogos com a concentração ainda mais elevada, já que os adversários já demonstram antes do inicio do torneio que podem dar trabalho.
GRUPO H

Talvez a chave mais fácil da Copa com as equipes da Espanha, Suíça, Honduras e Chile. Campeã européia e líder do ranking da FIFA, a Espanha é favorita para passar com 100% de aproveitamento pela primeira fase. Comandados por Fernando Torres e Xavi, os espanhóis jogam um futebol clássico e ofensivo, com muito toque de bola. Os suíços terminaram a última Copa sem levar gols e desta vez pretendem fazer o mesmo, mas será difícil. Honduras vai a Copa apenas para participar, já que o time é fraco. Os chilenos do “louco” Bielsa apostam em Valdívia para avançar para as oitavas.