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O presidente da CBF, Ricardo Teixeira - Crédito: Divulgação
Não foi dessa vez! A seleção brasileira partiu confiante e como favorita para disputar a Copa do Mundo na África do Sul, mas o tão desejado hexacampeonato não veio. Após duas belas exibições diante Costa do Marfim e Chile, uma estreia dura contra a Coreia do Norte e uma pelada contra Portugal, o Brasil mediu força contra a Holanda
pelas quartas de final. E sucumbiu diante a equipe laranja. Após um belíssimo primeiro tempo, onde Robinho marcou um belo gol e a seleção massacrou o adversário, a equipe canarinho mostrou uma outra postura na segunda etapa. Tomou dois gols bobos, se descontrolou e deu adeus ao Mundial. Mas de quem é a culpa pelo tropeço em solo africano?
Dunga e Felipe Melo foram eleitos pela grande maioria da sociedade brasileira os grandes vilões. Para nós, Editores-chefes do Blog da Comunicação, eles têm uma parcela de culpa igual ao de todos os demais jogadores e membros da comissão técnica. Mas não podem ser crucificados como “responsáveis pela derrota”. A cultura brasileira de punir jogador de seleção que falha em momentos cruciais é muito cruel e injusta. Lembrem-se que Barbosa (1950), Zico (1986) e mais recentemente Roberto Carlos (2006) carregam a fama de responsáveis por fracassos. Dunga errou ao levar muitos volantes e privar a equipe de jogadores criativos como Ronaldinho ou Ganso, mas não podemos esquecer que durante quatro anos ele conquistou um belo currículo. Já Felipe Melo fez uma boa Copa em números e deu uma linda assistência a Robinho diante a Holanda. Seu erro capital foi o pisão em Robben e a expulsão, que acabou de vez com o time.
Mas o time todo não rendeu. Kaká não foi o grande craque que esperávamos e teve apenas lampejos durante a Copa. Michel Bastos não emplacou na lateral-esquerda, Daniel Alves não se acertou como meia, Júlio César falhou no lance capital e Robinho e Luis Fabiano marcaram gols insuficientes. O capitão Lúcio foi de longe do melhor jogador da seleção na Copa e é uma pena que não vai poder erguer a taça. A torcida esteve sempre ao lado da seleção durante a Copa, mas sem com um pé atrás com Dunga. Ela não deve crucificar o técnico e os jogadores. O Brasil perdeu para si mesmo, para seu péssimo preparo emocional.
Não podemos esquecer da imprensa. Ela tem sua parcela de culpa na história. Antes do Mundial muitos veículos de comunicação infernizaram a seleção durante os treinos. O clima estava tão ruim que Dunga ofendeu um jornalista TV Globo durante uma coletiva. Chega a ser engraçado ver os mesmos jornalistas que reclamavam da bagunça de Weggis, por último, reclamavam do pouco contato que tinham com a seleção. Mas não podemos nos esquecer de Ricardo Teixeira, o presidente da CBF. Pouca gente lembrou do cartola nesta Copa. Ele esteve mais preocupado com a Copa de 2014 e com a exclusão do estádio do Morumbi (projeto de seu desafeto político, Juvenal Juvêncio) do que com a equipe que lutava pelo hexa na África do Sul.
Teixeira quer o comando da Fifa e só pensa em si mesmo. Não liga a mínima para a situação do futebol brasileiro. Teixeira deveria se espelhar no ex-presidente da Federação Francesa de Futebol, Jean-Pierre Escalettes, que pediu desculpas públicas e demissão do cargo após o fiasco da França neste Mundial. É preciso começar a mudar do topo para recolocar o futebol brasileiro no caminho das glórias. Nós editores do Blog da Comunicação perguntamos a você, caro internauta, de bate pronto, sem auxilio ao Google
: Qual o nome do último presidente da CBF antes do inicio da “era Ricardo Teixeira” e quanto tempo ele ficou à frente da instituição?
James Freitas e Guilherme Freitas
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