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	<title>Blog da Comunicação &#187; degradação ambiental</title>
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		<title>POLUIÇÃO, CALOR E KILIMANJARO DERRETIDO</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 01:15:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Henrique Oliveira meioambiente@blogdacomunicacao.com.br Num ano marcado por intensos debates sobre os problemas ambientais que rondam o nosso planeta, a discussão acerca do aquecimento global ganhou grande fôlego. Isso porque os países desenvolvidos, por incrível que pareça, ainda não aceitaram totalmente a ideia de assumir sua maior responsabilidade no controle das emissões de gases de [...]]]></description>
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<p>meioambiente@blogdacomunicacao.com.br</p>
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<div id="attachment_6915" class="wp-caption alignleft" style="width: 260px"><img class="size-thumbnail wp-image-6915" src="http://www.blogdacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2009/11/QUEIMADAS-250x250.jpg" alt="Fonte: www.greenpeace.org" width="250" height="250" /><p class="wp-caption-text">Fonte: www.greenpeace.org</p></div>
<p>Num ano marcado por intensos debates sobre os problemas ambientais que rondam o nosso planeta, a discussão acerca do aquecimento global ganhou grande fôlego. Isso porque os países desenvolvidos, por incrível que pareça, ainda não aceitaram totalmente a ideia de assumir sua maior responsabilidade no controle das emissões de gases de efeito estufa no mundo. E o Brasil (não esqueçamos dos nossos “quintais”), dono da maior floresta tropical do planeta, ainda não alcançou uma política para evitar as perigosas queimadas que enchem a nossa atmosfera com o famigerado CO2 (gás carbônico).</p>
<p style="text-align: justify">No entanto, em meio a tanta má vontade e letargia, o Banco Mundial divulgou um relatório onde passa uma visão até otimista para o nosso “futuro climático”: Segundo o balanço divulgado em meados de setembro, ainda poderemos reverter o processo de destruição atual, apesar dos altos (mas não impossíveis) investimentos. Em um artigo bastante ilustrativo publicado no portal “<a href="http://www.oeco.com.br/suzana-padua/49-suzana-padua/22817-clima-continua-o-jogo-de-empurra-empurra">O eco</a>”, a presidente do IPÊ &#8211; Instituto de Pesquisas Ecológicas e doutora em educação ambiental, Suzana Pádua afirma que “o esforço prioritário deve ser em prol de energias limpas. Os países desenvolvidos, que emitiram as maiores quantidades de gases de efeito estufa no passado, são os que têm mais possibilidade de agir de maneira a garantir que o clima se mantenha estável no futuro. Já os países em desenvolvimento devem mudar suas práticas para aquelas que produzem menores emissões de carbono enquanto promovem desenvolvimento e redução da pobreza. Estes passos novamente dependem do apoio financeiro e técnico dos países ricos, como ressalta o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, quando ressalta: ‘Os países em desenvolvimento são afetados desproporcionalmente pelas mudanças climáticas – uma crise que não foi produzida por eles e para a qual estão menos preparados. Por esta razão um acordo equitativo é de importância vital’”.</p>
<p style="text-align: justify">Em outras palavras é preciso que o mundo se uma num esforço conjunto para que se mude toda essa conjuntura de degradação que nasceu do nosso capitalismo industrial. Não se pode mais pagar o preço do desenvolvimento com a degradação do nosso próprio meio. Todos os dias o planeta clama, em diversos lugares, por um socorro que parece nunca chegar. Para se ter uma ideia, a neve do monte africano Kilimanjaro (veja a foto), que antes se considerava eterna, segundo um estudo liderado pela pesquisadora Lonnie Thompson, da Universidade de Ohio (Estados Unidos), está derretendo gradualmente. Devido ás altas temperaturas e aos climas cada vez mais quentes, as neves do monte que fica a 5.800 metros de altura, segundo o estudo que será publicado esta semana no site <a href="http://www.pnas.org" target="_blank">www.pnas.org</a> e depois na edição impressa da <em>Proceedings of the National Academy of Sciences</em>, podem desaparecer completamente em 20 anos.</p>
<div id="attachment_6912" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-medium wp-image-6912" src="http://www.blogdacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2009/11/kilimanjaro-500x334.jpg" alt="Em 20 anos neve do Kilimanjaro pode desaparecer - Foto: www.oeco.com.br" width="500" height="334" /><p class="wp-caption-text">Em 20 anos neve do Kilimanjaro pode desaparecer - Foto: www.oeco.com.br</p></div>
<p style="text-align: justify">Ou seja, o exemplo do kilimanjaro mostra que estamos sendo morosos com um assunto que demanda rapidez. Estamos beirando a um estado de emergência e isso não é mais um exagero! Os governos dos países desenvolvidos e em desenvolvimento precisam dar às mãos para conter os estragos que eles mesmos fabricaram. Afinal, quantas Amazônias teremos que queimar e quantos Kilimanjaros derreter, para que coloquemos a mão na massa?</p>
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