nov 2011 14

por Guilherme Freitas
politica@blogdacomunicacao.com.br

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff - Crédito: Antonio Cruz/ABr

Na edição do último domingo, dia 13 de novembro, a Folha de S. Paulo publicou uma matéria bem interessante de página dupla sobre o perfil “pavio curto” da presidente Dilma Rousseff. A reportagem mostrava broncas em reuniões fechadas e depoimentos de membros do governo, que confirmam esse “estilo explosivo” da presidente. É uma mudança radical para quem estava presente no governo Lula[bb] (2003-2010). O ex-presidente também dava broncas, porém era muito menos enérgico nos pitos e adorava fazer reuniões com amigos.

Dilma por outro lado mostra-se muito mais workaholic. É centrada nas reuniões e focada no trabalho. Lê contratos e projetos de lei nos mínimos detalhes e não gosta de enrolação. Quando duvida de um auxiliar ou assessor, coloca esta pessoa em uma sabatina para testá-lo. Nem ministros escapam da fúria da presidente e muitos já ficaram abalados e furiosos com as broncas de Dilma. Segunda a Folha, três pessoas que trabalhavam na Presidência pediram demissão por não suportar a pressão. Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que ela acabou com uma tradição do ex-presidente: as festas juninas na Granja do Torto, que reuniam várias figuras políticas. Este ano não rolou festinha…

Como podemos ver, Dilma tem um perfil muito diferente do ex-presidente Lula, seu guia e tutor. O estilo pavio curto de Dilma rendeu vários quadros humorísticos, como um no Kibe Loco. O curioso é que a presidente acha graça quando assiste a esses programas. Técnica, ela não admite erros e gafes cometidas por membros do governo. Trata-se do perfil ideal para um presidente da República.

nov 2011 07

A situação no campus da Universidade de São Paulo (USP) continua tensa e longe de uma resolução. Desde que três estudantes foram flagrados por PMs usando drogas no campus no mês passado, alguns alunos da USP[bb] causam tumultos na Cidade Universitária. Um grupo de estudantes está dentro da sede da reitoria e afirma só sair de lá quando tiver suas reivindicações antedidas, que vão desde a saída da PM do campus até o fim de processos da USP contra eles. Até o momento as duas partes (invasores e Universidade) não se entenderam e os estudantes devem desocupar o prédio devido a ordem judicial. Mas o que vocês caros leitores acham dessa história? Os métodos adotados pelos invasores foi o correto? Vote na nova enquete do Blog da Comunicação, localizada na barra lateral a direita do seu monitor.

Estudante encapuzada durante a invasão a reitoria - Crédito: Lalo de Almeida/Folhapress

RESULTADO - Na última enquete perguntamos aos leitores o que eles acharam da nomeação do deputado federal Aldo Rebelo como Ministro dos Esportes. Queríamos saber se os leitores concordaram com a escolha de Dilma. Para 74% a presidente errou e deveria ter nomeado um técnico da área de esportes para o cargo. Os demais 26% aprovaram a escolha da presidente e confiam no novo ministro. A votação também rolou no Facebook e teve o resultado semelhante: 80% não concordaram com a presidente e os demais 20% sim.

out 2011 30

Caiu mais um ministro no Governo Dilma Rousseff, o sexto. Orlando Silva (PC do B) era o titular de uma das pastas mais importantes, a do Esporte. Com a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, Silva foi mantido a pedido do ex-presidente Lula e a contra gosto de Dilma. Após denúncias de corrupção dentro do Ministério feitas por um policial, Orlando Silva não resistiu e deixou o governo. Em seu lugar assumiu Aldo Rebelo, também do PC do B e um político experiente. O que queremos saber de vocês caros leitores é o seguinte: a presidente Dilma acertou em nomear Aldo Rebelo para o Ministério? Vote na nova enquete do Blog da Comunicação, localizada na barra lateral a direita do seu monitor.

O novo Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo - Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

RESULTADO - Na última enquete perguntamos aos leitores o que eles acharam da morte do ex-ditador líbio Muammar Gaddafi. Queríamos saber se o fim do tirano foi justo ou não. Para 60% Gaddafi deveria ter sido preso e julgado, antes de ser condenado a morte. Os demais 40% afirmaram que o ex-ditador pagou com a vida pelo seus atos de tirania e abusos. A votação também rolou no Facebook e teve o mesmo resultado.

out 2011 10

HORA DE ENCARAR OS PROBLEMAS DE CASA1

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Política | Tags: , , , ,

Por João Paulo Denófrio

politica@blogdacomunicacao.com.br

A presidente está de volta ao Brasil depois de fazer história ao discursar na ONU e de um tour pela Europa. Na bagagem, Dilma Rousseff traz acordos comerciais, apoios, além de pedidos de ajuda em meio a uma ameaça de crise internacional.

É hora de a presidente arregaçar as mangas e começar a cuidar da lição de casa, além de levar em conta que o Brasil não parou. Essa semana Dilma deve ouvir do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre do ano deverá ser menor que o esperado, refletindo o mesmo recuo esperado para a base anual.

 

Dilma terá semana agitada após série de viagens - Crédito: Presidência da República

 

No campo político, ela precisa escolher quem será a futura ministra do Supremo Tribunal Federal, com a aposentadoria de Ellen Gracie. Dizem nos corredores do Palácio do Planalto que a presidente criou um pequeno grupo que vai lhe ajudar na tarefa.

 

Dilma deve ainda se concentrar em mudanças estratégicas que deverão ser feitas em breve no governo por causa das eleições municipais de 2012. Muitos ministros e assessores devem deixar os cargos para concorrer. Pelo PSD, por exemplo, foi praticamente efetivada a candidatura do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, à prefeitura de São Paulo.

 

set 2011 23

por Guilherme Freitas
internacional@blogdacomunicacao.com.br

Começou na última quarta-feira na sede da Organização das Nações Unidas em Nova York, a 66ª Assembleia Geral da ONU. Este é o encontro anual dos países membros da instituição onde questões importantes são votadas e debatidas. Além disso, sessões especiais podem ser convocadas a pedido do Conselho de Segurança. A reunião acontece sempre em setembro, na sede da ONU.

Um dos temas que mais esperados e debatidos na Assembleia foi a questão da criação do Estado Palestino. Durante seu discurso o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, afirmou que luta pela criação do seu Estado, mas criticou a forma de negociar do governo de Israel. Abbas pediu mais participação de outras nações e da ONU. Por outro lado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse estar aberto ao diálogo e a paz. Porém, o israelense disse que não aceitará um acordo através de resoluções da ONU, apenas por meio das negociações. Netanyahu concentrou suas críticas na ONU, a quem acusou de estar contra o Estado de Israel.

A presidente Dilma discursa na Assembleia Geral das Nações Unidas - Crédito: Roberto Stuckert Filho/PR

Devido ao impasse no Oriente Médio. a crise econômica mundial ficou relegada ao segundo plano. Até mesmo o presidente dos EUA, Barack Obama falou pouco sobre o assunto, se concentrando mais no tema entre palestinos e israelenses. Assim como o americano, o francês Nicolas Sarkozy também preferiu falar sobre o Oriente Médio. Na semana passada a França viu dois de seus bancos terem suas notas de corte rebaixadas. Já o G77 (grupo de 77 países emergentes mais a China), anunciou que buscará um maior protagonismo no cenário internacional e por um sistema menos excludente.

A presidente Dilma Rousseff teve a honra de abrir a Assembleia Geral e tornou-se a primeira mulher a fazê-lo. Em seu discurso, Dilma falou sobre o papel cada vez mais importante do Brasil no cenário internacional, cobrando um lugar permanente ao país no Conselho de Segurança (onde o Brasil é membro rotativo) e ainda cutucou Estados Unidos, Europa e China devido a crise mundial. Citou a importância da mulher na sociedade e defendeu a criação do Estado Palestino. Como previsto, foi aplaudida e elogiada. Depois, Dilma se reuniu com outros Chefes de Estado em Nova York.

No ano passado fiz um estágio na Rádio ONU para português em Nova York, na sede das Nações Unidas. A equipe da rádio está fazendo uma super cobertura sobre a Assembleia Geral. Deem uma olhada no site deles, aqui. Vale a pena!

ago 2011 29

Por João Paulo Denófrio

politica@blogdacomunicacao.com.br

A presidente Dilma Rousseff começou a semana participando de encontros importantes com as áreas de economia do governo, a base aliada e até sindicalistas. O objetivo não foi falar só sobre o risco de uma nova crise financeira mundial, mas também medidas de prevenção que poderiam ajudar a combater, inclusive, a crise política interna.

A ideia do governo é ficar de olho no superávit primário para aí sim pôr em prática o que muitos governos prometem há tempos: reduzir de forma “decente” a taxa básica de juros, que atualmente está em 12,5% ao ano – uma das mais elevadas do mundo. Os sindicalistas estão confiantes de que a queda possa refletir na geração de mais empregos e em outros resultados positivos para as indústrias e o comércio.

Dilma anuncia medidas econômicas contra crise - Crédito: Evaristo Sá/AFP

Primeiro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, decidiu ampliar de R$ 81 bilhões para R$ 91 bilhões a meta de superávit primário, que representa o quanto o governo pretende economizar. E não é nenhum esforço não, já que novamente a arrecadação com impostos foi recorde. Segundo Mantega, esse aperto nos gastos deve resultar na manutenção da aceleração da economia, no crescimento de forma geral e irá refletir na taxa de juros.

É fato que Dilma está mirando vários aspectos em medidas como essa, até a avaliação sobre o andamento do governo. Tudo o que ela menos quer a saída de mais um ministro em meio a denúncias da imprensa. Portanto, mantendo a economia em franco aquecimento, será o bastante para afastar o Brasil da quebradeira mundial e evitar críticas internas sobre seu governo.

Página 1 de 1012310...Última »