set 2011 16

Afundada em crise a Europa não sabe como fazer para se reerguer. A saída pode ser a ajuda dos Brics, antes considerados figurantes e agora são a bola da vez

por Guilherme Freitas
internacional@blogdacomunicacao.com.br

Ela dominou e colonizou o planeta durante séculos. Reinou soberana até a II Guerra Mundial e sempre se manteve como uma das maiores influências do mundo. Mas agora parece que está cada vez mais abatida e perdida. A Europa vai muito mal das pernas e pede socorro. Economia afundada em dívidas, população sem emprego e tensão social são alguns dos fatos que ilustram bem a situação do velho mundo. Esta é a dura realidade do continente que passa por uma das suas maiores crises.

Tudo começou com a quebra do banco americano Lehman Brothers, em 2008, do outro lado do Oceano Atlântico. A pequenina Islândia quase foi para o buraco com o quebra-quebra de bancos, mas conseguiu se reerguer. Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha e Itália, com população e economia muito superior ao país nórdico, não tiveram a mesma sorte. Irlanda e Portugal foram resgatados pelo FMI, a Espanha sofre com o desemprego, a Itália vê sua dívida pública aumentar e os gregos não saem do buraco mesmo com ajuda internacional. E agora a crise está se aproximando da França, que viu agências de risco rebaixarem as notas de cortes de dois de seus principais bancos.

Bandeira da União Europeia - Crédito: Divulgação

Um dos maiores medos é o desemprego. Boa parte dos países europeus tem taxas altas, acima da casa dos 10%, mas nada se compara ao drama espanhol: 20% da população está sem emprego e o número atinge quase 50% dos jovens que terminam a faculdade e não encontram trabalho em suas áreas e são obrigados a arrumar empregos de baixa remuneração. Muitos espanhóis que largaram o campo para tentar a sorte na cidade estão voltando para o interior para trabalhar com agricultura criando conflitos com imigrantes africanos. O desemprego e a queda na economia geram tensões sociais. Na Inglaterra tumultos populares fizeram Londres arder em chamas e em Berlim carros estão sendo incendiados para chamar atenção do governo alemão. Vale lembrar que os subúrbios de Paris tiveram dias tensos em 2006 devido a protestos de imigrantes revoltados com o governo.

Esta semana ocorreu um fato curioso. O grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) confirmou que se reunirá nos próximos dias para discutir as formas de ajuda a Europa[bb]. Alguém um dia imaginou ver esses países emergentes, que há poucos anos atrás eram considerados periferia do planeta, ajudando grandes potências? Creio que pouca gente. A lição também vale para os Estados Unidos, que enfrentam uma crise sem fim e pode ter um final similar. Como diz o ditado, o mundo dá voltas.

ago 2011 29

Por João Paulo Denófrio

politica@blogdacomunicacao.com.br

A presidente Dilma Rousseff começou a semana participando de encontros importantes com as áreas de economia do governo, a base aliada e até sindicalistas. O objetivo não foi falar só sobre o risco de uma nova crise financeira mundial, mas também medidas de prevenção que poderiam ajudar a combater, inclusive, a crise política interna.

A ideia do governo é ficar de olho no superávit primário para aí sim pôr em prática o que muitos governos prometem há tempos: reduzir de forma “decente” a taxa básica de juros, que atualmente está em 12,5% ao ano – uma das mais elevadas do mundo. Os sindicalistas estão confiantes de que a queda possa refletir na geração de mais empregos e em outros resultados positivos para as indústrias e o comércio.

Dilma anuncia medidas econômicas contra crise - Crédito: Evaristo Sá/AFP

Primeiro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, decidiu ampliar de R$ 81 bilhões para R$ 91 bilhões a meta de superávit primário, que representa o quanto o governo pretende economizar. E não é nenhum esforço não, já que novamente a arrecadação com impostos foi recorde. Segundo Mantega, esse aperto nos gastos deve resultar na manutenção da aceleração da economia, no crescimento de forma geral e irá refletir na taxa de juros.

É fato que Dilma está mirando vários aspectos em medidas como essa, até a avaliação sobre o andamento do governo. Tudo o que ela menos quer a saída de mais um ministro em meio a denúncias da imprensa. Portanto, mantendo a economia em franco aquecimento, será o bastante para afastar o Brasil da quebradeira mundial e evitar críticas internas sobre seu governo.

ago 2011 22

Por Renata de Tullio Monteiro

tecnologia@blogdacomunicacao.com.br

Enquanto milhões de pessoas trabalham e investem honestamente o seu dinheiro em pequenos luxos, como um DVD original de seu artista preferido, outros milhões vivem e sobrevivem da falsificação desses mesmos produtos.

De um lado, o lucro impiedoso da indústria fonográfica, que certamente poderia cobrar preços mais justos e democráticos. De outro, a poderosa máfia da falsificação e pirataria, cujos ganhos são igualmente suntuosos, mas trazem de arrasto famílias inteiras que se submetem a condições de trabalho subumanas, em troca de um salário de subsistência.

O nosso sistema capitalista é um dos grandes responsáveis pela convivência mútua dessas realidades, pois dá espaço para que os dois tipos de negócio tenham pleno êxito na sociedade. Assim como o contrabando e o tráfico de drogas, penso que a pirataria é um crime porque, por trás de suas cortinas falsificadas, existe um universo de pessoas prejudicadas. Ora pela desvalorização do trabalho digno de artistas, ora pela exploração indevida de trabalhadores que, por falta de melhores opções, acabam por colaborar com o crescimento indômito desse mercado negro.

Pirataria: de quem é a culpa? Crédito: divulgação

Cerceados por uma cultura de alto custo, os consumidores ficam com opiniões divididas sobre o assunto e, na verdade, dançam conforme a música. Se lhes sobra algum dinheiro no bolso ou a consciência fala mais alto, não hesitam em comprar CDs e DVDs originais. Caso contrário, contentam-se em recorrer ao comércio pirata mais próximo de suas casas. Mas nem por isso devem ser considerados os culpados.

Embora ainda seja alvo de polêmicas, penso que a Internet pode ser um bálsamo para esse cenário. O ambiente democrático da web abre portas para que artistas revelem seus talentos e ganhem dinheiro com isso, beneficiando diretamente o público, que tem acesso livre à música e à cultura, sem precisar gastar muito dinheiro, nem colaborar com o injusto crescimento da pirataria.

jun 2011 27

A DIFÍCIL UNIÃO DO MERCOSUL1

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Política | Tags: , , ,

Por João Paulo Denófrio

politica@blogdacomunicacao.com.br

Essa semana a presidente Dilma Rousseff terá a oportunidade de acompanhar, pela primeira vez como chefe de Estado, a cúpula do Mercosul na terça e quarta-feira. Os líderes vão tentar alinhar assuntos divergentes, falar sobre economia e achar um caminho único para integrantes tão diferentes. O próprio Itamaraty afirmou em nota que a viagem de Dilma, ao Paraguai, será para uma “reflexão” sobre o Mercosul e pouco acordo.

Um dos pontos que devem dominar os debates é a questão do crescimento econômico, já que o Brasil faz questão de ajudar para que os outros países integrantes não fiquem para trás nessa onda de prosperidade, afinal isso iria desestabilizar ainda mais o bloco regional. O problema é que são nações culturalmente e economicamente bem diferentes, por isso, nos últimos anos, foram ineficazes os esforços para unir o Mercosul. São pontos de vista, ideologias e interesses bem distintos. Sozinho, o Brasil representa 54% da economia de toda a América do Sul.

Dilma vai participar de "reflexão" sobre Mercosul - Crédito: Juan Mabromata/AFP

O Itamaraty nega que o Mercosul esteja sem rumo, mas admite que a integração poderia “estar melhor”. De qualquer maneira, já na chegada a Assunção, a presidente Dilma vai tratar de um tema controverso, mas já resolvido: a aprovação no Congresso que autoriza o Brasil a pagar três vezes mais pela energia elétrica excedente comprada do Paraguai, na usina de Itaipu.  Essa questão já havia sido prometida pelo ex-presidente Lula e ratificado por Dilma.

O jeito é esperar que o encontro do Mercosul gere planos mais concretos a fim de integrar mais a região, apesar das diferenças, e que isso possa facilitar o comércio e o fortalecimento das moedas nacionais.

mai 2011 09

por Ruither Ferrão

turismo@blogdacomunicacao.com.br

Os brasileiros que gostam de viajar estão sendo beneficiados cada vez mais com as facilidades oferecidas pelas companhias aéreas no que tange aos baixos preços e ótimas condições de pagamento. Diferente de alguns anos atrás, as pessoas de menor poder aquisitivo que sonhavam em fazer uma viagem de avião e não podiam, por causa das elevadas tarifas aéreas, hoje podem fazê-lo até com uma certa frequência, uma vez que os preços promocionais praticados ultimamente são muito convidativos.

Viajar de avião hoje é tão simples como pegar um táxi. Dependendo para onde se vai, sai mais barato ir de avião ao invés de enfrentar longas horas a bordo de um ônibus. É o caso do funcionário público Julimar Pereira, de 37 anos, que viajou de Belo Horizonte para São Paulo no mês passado. Segundo ele, a passagem de ônibus de ida e volta ficaria em R$ 176,00. Como ele pesquisou os preços na interent, conseguiu viajar de avião por R$136,00, ida e volta, incluindo as taxas de embarque.

Devido ao aumento significante de passageiros viajando de avião nos últimos anos, a maioria dos aeroportos brasileiros estão enfrentando problemas sérios, principalmente em feriados prolongados e datas especiais. Como o país sediará a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, medidas emergenciais deverão ser tomadas afim de evitar que o Brasil passe vergonha como anfitrião em dois eventos mundiais tão importantes. De acordo com a presidenta Dilma Rousseff, as obras de melhorias nos aeroportos brasileiros não serão somente para atender a grande demanda durante essas duas competições. “Esses dois eventos são importantes, mas faremos obras para atender à demanda dos brasileiros que querem viajar de avião”, afirmou.

Viajar de avião nunca foi tão barato – Crédito: Reprodução/GOL

As pessoas que querem encontrar passagens mais baratas devem ficar atentas às promoções lançadas pelas companhias aéreas. Se a sua intenção é economizar, nunca compre sem antes fazer uma pesquisa. Com as facilidades da internet é possível fazer uma boa pesquisa em questão de poucos minutos e vale a pena. É preciso também ficar atento às diferenças de tarifas entre horários no mesmo dia. Em alguns casos pode haver uma diferença muito grande! Conforme simulação feita  no site de uma determinada companhia aérea, uma passagem de São Paulo para Salvador no voo das 07h30 sai por R$ 289,90. Já no mesmo dia, porém às 10h30 pode chegar a R$ 1.389,90.

Mas não vá esperando receber um excelente serviço de bordo com delicioso lanche, vinho, champagne etc! As empresas aéreas deixaram prestar esse tipo de serviço justamente para poderem baixar os preços das passagens. Esse procedimento já é adotado nos Estados Unidos e países da Europa há muitos anos. Portanto, se você deseja ser bem servido no avião, não tem problema, mas saiba que para tal você deverá que pagar a parte. Outro detalhe importante para quem está em busca de economia, nunca compre sua passagem em sites que prestam serviços para as companhias aéreas. Todos eles cobram uma taxa adicional. O ideal é fazer a sua compra diretamente no site da própria empresa. Boa viagem!

Fonte: Valor Online

jan 2011 02

Após oito anos de governo, o 39º presidente do Brasil Luis Inácio Lula da Silva, passou a faixa presidencial para sua sucessora, Dilma Vana Rousseff. Em quase 3.000 dias no cargo mais importante do país, Lula[bb] acumulou popularidade, prestígio e críticas. Vamos relembrar alguns momentos de A a Z.

Aerolula

O avião foi comprado por Lula logo nos primeiros meses de governo. Com o presidente viajou para diversos cantos do mundo. Após reclamação do presidente, pode ser substituído.

Bolsa Família

A grande plataforma do governo Lula. O projeto social, muito criticado pela classe média, ajudou a contemplar a renda de famílias pobres com um suporte financeiro a famílias.

Casa Civil

Foi o setor que mais deu dor de cabeça para Lula. José Dirceu assumiu em 2003 e caiu com o mensalão. Dilma ficou até a disputa da eleição e Erecine assumiu, caindo em seguida após novo escândalo.

Dilma Rousseff
A ministra da Casa Civil foi indicada por Lula para ser sua sucessora. Após uma árdua disputa eleitoral venceu José Serra e tornou-se a primeira mulher presidente do Brasil.

Economia

Em seu governo a economia do Brasil[bb] cresceu como nunca e tornou-se a oitava do mundo. O país foi um dos poucos não afetados seriamente pela crise econômica de 2008.

Lula fez de Dilma sua sucessora – Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom

Fome Zero

Carro chefe do governo Lula no primeiro mandato, o projeto que visava erradicar a fome no país, acabou fracassando ao longo dos anos e perdeu espaço para o Bolsa Família.

G20

Durante o governo Lula o Brasil tornou-se um candidato a potência mundial e entrou de vez para o grupo dos países influentes. No G20, que reúne as maiores economias, o Brasil teve destaque.

Henrique Meirelles

O economista presidiu o Banco Central do Brasil durante todo o governo Lula. Foi um dos grandes responsáveis pelo avanço da economia brasileira nos últimos oito anos.

Imprensa

Manteve uma relação de amor e ódio com o presidente. Bateu forte quando foi preciso, mas muitas vezes exagerou em críticas. Foram raras as vezes que Lula elogiou a mídia.

José Dirceu

Homem de confiança de Lula no primeiro mandato se queimou após o escândalo do Mensalão[bb]. Potencial candidato a sucessor de Lula, acabou tendo seu mandato de deputado cassado.

Prestígio: Lula ao lado da Rainha Elizabeth em reunião do G20 – Crédito: Divulgação

Liderança

Durante seu governo o Brasil tornou-se líder absoluto da América Latina, sendo reconhecido como tal pelos vizinhos. O país também se tornou líder entre as nações emergentes.

Mensalão

Pior momento do governo Lula, quando a denúncia de corrupção e caixa dois foi feita pelo deputado Roberto Jefferson. Lula disse não saber de nada e balançou no cargo.

Nunca antes na história deste país

O bordão mais famoso do presidente que ficou famoso por suas metáforas e frases de efeito. O nunca antes na história deste país é utilizado para enaltecer obras inéditas de seu governo.

Olimpíadas

Com o apoio e engajamento político de Lula, o Rio de Janeiro conquistou o direito de sediar os Jogos Olímpicos[bb] de 2016, após bater cidades mais desenvolvidas como Chicago, Tóquio e Madri.

Pérolas

Foram muitas ao longo de oito anos. Mestre em se comunicar com a base popular da população, Lula proferiu algumas expressões inapropriadas e até engraçadas ao longo de seu governo.

Lula discursa durante cerimônia de esolha da sede olímpica de 2016 – Crédito: Divulgação

Quase perfeito

O presidente deixou o cargo com 83% de aprovação, um recorde históricos entre mandatários brasileiros. Com a popularidade em alta, Lula tornou-se um dos maiores presidentes do país.

Redução da Pobreza

Ao longo do governo Lula, a taxa de pobreza no país caiu e mais pessoas subiram para as classes C e D. O poder de compra também aumentou.

Sarney

O ex-presidente do Brasil foi uma pedra no sapato de Lula. Após escândalos de corrupção e nepotismo, a opinião pública pediu seu afastamento. Lula, porém, sempre o defendeu.

Terceiro mandato

Uma base do PT pressionou para que Lula buscasse um terceiro mandato como presidente. Ele negou e afirmou que isso daria espaço para se iniciar uma “ditadurazinha”.

Universidades

Ao longo de oito anos o presidente construiu muitas Universidades[bb] Federais, além do ProUni, programa que beneficiou alunos de baixa renda e escolas públicas.

Lula foi o presidente que mais soube se comunicar com o povão – Crédito: Divulgação

Viagens

Em seu mandato Lula viajou para todos os continentes e foi o presidente que mais tempo passou fora do país. Fez viagens polêmicas como ao Irã[bb] e outras exóticas como para Antártica.

Xingamentos

Ao longo de seu governo o presidente foi alvo de xingamentos e preconceitos de parcelas da população (principalmente da classe média) e da oposição.

Zelaya

O golpe em Honduras ao presidente Manuel Zelaya em 2009 foi uma dor de cabeça ao presidente Lula, que viu Zelaya ocupar a embaixada brasileira em Tegucigalpa durante dias com seus simpatizantes.

Veja abaixo cenas da posse de Lula em 2003, quando ele foi eleito pela primeira vez ao posto:

 Imagem de Amostra do You Tube

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