jan 2012 01

QUE VENHA 2012!2

Escrito por Editores | Postado em Editorial | Tags: , , , ,

Os editoriais serão publicados regularmente e estarão disponíveis na homepage do site e depois na aba “Editorial”, localizado no cabeçalho do blog. O editorial representa as ideias e opiniões dos editores e idealizadores do Blog da Comunicação: James Freitas e Guilherme Freitas. Boa leitura!

Iniciamos mais um ano. 2012 já chegou e 2011 fica para trás, para a história. Antes de falar de 2012, gostaríamos de relembrar este ano que terminou há horas atrás. Mais um ano memorável para o Blog da Comunicação. Um ano onde continuamos a levar em frente nosso projeto. Um ano onde voltamos a ser considerados um dos melhores blogs do país. Um ano que firmamos mais parcerias e amizades nessa curta vida do BGC.

Em 2011 conseguimos fazer muita coisa do que tínhamos em mente. Tivemos muitas edições do Comunicast, o nosso podcast, com muita gente participando e debatendo sobre vários assuntos. Fizemos um especial de aniversário sobre o conflito entre Israel e Palestina, que rendeu comentários, elogios, criticas e reproduções até em Israel, através das redes sociais. Firmamos parcerias com novos amigos, como a Brazucah Produções, a HotCourses Brasil, Cengage Learning, Pearson Brasil, EducaEdu Brasil, Threadless e Digipronto, que estarão conosco ano que vem. Isso sem falar em vocês leitores, sempre presentes através dos comentários, e-mails, Facebook, Dihitt e Twitter.

Mais uma vez estivemos na final do Prêmio Top Blog. Ficamos de novo na segunda colocação do júri acadêmico pelo terceiro ano seguido. Mas temos paciência e sabemos que o título virá um dia. Mas ficamos felizes pela medalinha de prata, afinal o prêmio cresceu e blogs com muito mais estrutura e poderio estavam no páreo. E mesmo assim nós estávamos lá, entre os melhores. Estamos no caminho certo.

Em 2012 continuaremos no mesmo ritmo. Vem ai um novo layout , desenvolvido pelo nosso competente webmaster Luan Damasceno. Novas cores, um novo logo, novos assuntos, novos colunistas. Enfim, como diz o velho ditado, “o show não pode parar”. Não pode mesmo, e se depender de nós, não vai parar. Que 2012 venha com tudo.

James Freitas e Guilherme Freitas
Editores e Idealizadores do Blog da Comunicação
blog@blogdacomunicacao.com.br
www.blogdacomunicacao.com.br

dez 2011 11

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A bandeira do Pará - Crédito: Reprodução

Hoje os paraenses vão as urnas votar o plebiscito sobre o futuro do seu estado. Eles vão decidir se continuam unidos em um só estado ou se irão se separar em três. Após meses de campanha chegou a hora de saber se o Pará permanecerá unido como um só estado ou se irá se dividir em três, criando mais dois estados: Tapajós e Carajás. Nós, do Blog da Comunicação esperamos que os paraenses optem pela primeira opção. Somos contra a divisão do estado em três.

Somos contrários a divisão do Pará[bb] por que não vemos a necessidade em haver outro estado. As propostas apresentadas pelo sim (a favor da criação de Tapajós e Carajás) não nos convencem. Batem na tecla de que as regiões que se tornaram novos estados receberão mais saúde, justiça e educação e isso não é verdade. A situação vai continuar a mesma. Como exemplo, citamos o estado do Tocantins que se separou de Goiás em 1988 e continua sendo um estado coadjuvante e com pouco investimento. A criação de mais dois novos estados não vão beneficiar o povo. Beneficiarão apenas os partidos políticos.

Com mais dois novos estados haverá mais seis senadores (três para cada estado), mais 16 deputados federais (no mínimo), mais dois governadores e dezenas de deputados estaduais. Será mais verba pública gasta para remunerar todo esse pessoal acima e também seus assessores e membros de gabinete. Na prática gera emprego, mas para pouca gente. Muito pouca gente. Agora nos respondam: quem é que vai lucrar com toda essa operação de criar dois novos territórios? Se você respondeu os partidos políticos acertou em cheio. Serão eles e não o povo do Pará que irá lucrar com essa manobra.

A divisão do Pará não é algo apenas importante para a população local. É algo de suma importância para todos nós brasileiros. Esperamos que os paraenses mantenham-se unidos e votem contra a divisão do estado.

James Freitas e Guilherme Freitas
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out 2011 23

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O ex-ditador da Líbia Muammar Gaddafi - Crédito: Alessandro Bianchi/Reuters

As manifestações por liberdade na Líbia derrubaram um dos maiores ditadores da história. Após 42 anos de governo, Muammar Gaddafi foi derrotado pelos rebeldes do CNT, o Conselho Nacional de Transição. Um conflito que teve início em fevereiro, pegando carona nas revoluções de Egito e Tunísia, envolveu todo o país e até tropas da Otan, que bombarderam bases aliadas do tirano. Após meses de perseguição, finalmente os rebeldes acharam Gaddafi. Porém, ao contrário do que prega a democracia, assassinaram o ex-ditador e não lhe deram chances de defesa.

Gaddafi foi um dos mais sanguinários ditadores contemporâneos. Chegou ao poder através de um golpe de estado e instaurou uma ditadura onde ele era soberano. Mandou prender, matar, estuprar e torturar opositores. Financiou atentados terroristas em vários países do mundo e sempre desafiou as principais potências econômicas do planeta. Ao mesmo tempo em que tinha um lado demoníaco, tinha um lado justo. Em seu “reinado” conseguiu deixar a Líbia com melhor IDH do continente africano e investiu em saúde e educação muito graças ao petróleo em abundância. Mas ficou mais famoso por seus crimes e pelo bizarro guarda-roupa.

O ex-ditador afirmou que não deixaria o país e que morreria lutando. Cumpriu sua promessa, porém não morreu em combate. Conforme vários relatos e vídeos na internet ele foi simplesmente assassinado. Não teve um julgamento e punição como a democracia prevê. Os líbios não conseguiram suportar os anos de repressão e eliminaram o ex-ditador junto com um de seus filhos. O ato é condenável, mesmo Gaddafi tendo sido um tirano. Merecia um mínimo de respeito. Agora seu corpo está em um frigorífico, onde a população pode vê-lo e fotografá-lo.

O futuro da Líbia é incerto. O controverso Gaddafi uniu através da força um país dividido em tribos. Especialistas falam que uma democracia nos moldes da Turquia, uma nação islâmica e secular, é o melhor para a Líbia no momento. Mas será que os líbios querem este tipo de governo? Em notícia divulgada pela BBC, o líder do CNT, Mustafa Abdel Jalil, afirmou que a Líbia deverá adotar a sharia, a famosa lei islâmica. Trata-se de um problema. Um grande problema, afinal a história e os fatos já mostraram que política e religião devem andar em vias separadas.

Esperamos e torcemos para que os líbios consigam se reerguer e montar uma nova sociedade política. Democrática, justa e laica. Qualquer coisa que for feita não vai conseguir apagar a cruel execução de Gaddafi. O ex-ditador não era digno de pena por tudo que fez, mas deveria pagar pelos seus crimes dentro das leis locais de uma forma mais humana. Já chega de sangue derramado no Oriente Médio.

James Freitas e Guilherme Freitas
Editores e Idealizadores do Blog da Comunicação
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ENQUETE
Aproveitando o assunto, gostaríamos de saber a opinião de vocês caros leitores sobre a morte de Gaddafi. Respondam a nova enquete localizada na barra lateral a direita do seu monitor: A morte do ex-ditador líbio Muammar Gaddafi foi justa? Na última enquete perguntamos aos leitores se as punições aos motoristas que causam acidentes deveriam ser mais rígidas. A maioria, 90%, quer que as leis sejam mais duras contra apenas 10% que dizem na haver necessidade para mudar a mesma. No Facebook o placar foi mesmo.

out 2011 09

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Steve Jobs. 1955-2011 - Crédito: Jonathan Mak

Faleceu na última quarta-feira, dia 5 de outubro de 2011, um dos maiores gênios contemporâneos: Steve Jobs[bb]. Nascido em San Francisco, Jobs perdeu a luta contra o câncer no pâncreas após ser diagnosticado com a doença em 2003. Com seu vestuário registrado – calça jeans e camisa preta com gola rolê – Jobs revolucionou a indústria da tecnologia e informática. Primeiro com os computadores Macintosh, que vieram para rivalizar com os PC’s da Windows de Bill Gates. Depois com a geração do i: iPod, iPhone e iPad. Conhecido pelo seu gênio forte e perfil perfeccionista, Jobs fundou a Apple juntamente com Steve Wozniak em 1976. Depois de uma ausência de 12 anos da empresa, quando ajudou a transformar a Pixar numa gigante da animação, Jobs retornou em grande estilo e colocou a Apple de volta aos trilhos. Hoje a empresa é uma das mais valiosas do mundo. Afastado desde janeiro de 2011 para se tratar da doença que veio a lhe matar, Jobs continuava trabalhando e pensando em novas ferramentas para sua empresa.

De fato um cara a frente de seu tempo. De acordo com o jornal Daily Mail, ele trabalhava com planos para as próximas gerações dos produtos da Apple. Visionário, ele deixou planos para pelo menos quatro novas gerações de iPads, iPhones, iPods e Macbooks. Mesmo doente, Jobs estava pensando no futuro da sua empresa. Estava com a cabeça na construção da nova sede da Apple na Califórnia. E perdoem o trocadilho, mas ele estava também com a cabeça nas nuvens supervisionando o desenvolvimento do iCloud, um sistema de armazenamento online da empresa.

Jobs revolucionou a indústria da informática e mudou a forma das pessoas se comunicarem. Os produtos da Apple mudaram a área musical com os iPods, o campo da telefonia celular com os iPhones[bb] e o mundo da informática com os Macintoshs, Macbooks e Ipads. Isso sem falar dos aplicativos que podem ser utilizados nestes aparelhos. Agora veremos como a criatura (Apple) irá sobreviver sem seu criador (Jobs). A maçã tem apenas uma mordida e esperamos que permaneça desta forma. Seria um desastre ver algum bichinho da maçã estragar esta fruta que nos últimos anos tornou-se uma marca aliada ao sucesso. Descanse em paz Steve.

PS: A idéia do estudante Jonathan Mak, autor da ilustração desse post, dispensa comentários.

James Freitas e Guilherme Freitas
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set 2011 11

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Um dia que jamais iremos esquecer - Crédito: Denise Gould/USAF

Há exatos dez anos um ato de extrema barbárie mudava o mundo para sempre. Quatro aviões haviam sido sequestrados por terroristas islâmicos em pleno Estados Unidos da América. Um deles caiu na Pensilvânia. O outro chocou-se contra o Pentágono, o coração do departamento de segurança dos americanos, em Washington. Mas foi o destino dos outros dois Boeings que chocou a humanidade. Eles foram arremessados contra as duas torres do World Trade Center, complexo comercial e financeiro que estavam localizadas no coração financeiro da cidade de Nova York. O trágico 11 de setembro de 2001 deixou quase 3 mil inocentes mortos e alterou o curso da história mundial.

Nestes dez anos muita coisa aconteceu. O mundo ficou mais sério com a questão da segurança. Viajar de avião hoje em dia requer muita paciência com os novos procedimentos, além da desconfiança das autoridades. O medo de ser atacado por terroristas deixou muita gente paranóica e estressada. Duas guerras foram travadas pelos americanos, no Afeganistão e Iraque, decorrentes do 11/09 e parte da filosofia bélica da doutrina Bush. Bin Laden foi cassado e morto, mas o ato não acabou com o terrorismo. A intolerância contra imigrantes continua gerando muitos atos de xenofobia em várias partes do mundo. E a islamofobia só aumentou, graças a má reputação dos terroristas.

Não sabemos o que irá acontecer daqui a dez anos, quando os atentados completarão vinte anos de aniversário. Em uma década o curso da história foi alterado e hoje o planeta está a beira de uma nova crise econômica, que começou com os gastos excessivos na “Guerra ao Terror”. Pode ser que daqui a uma dezena de anos o mundo esteja melhor e em maior harmonia. É o que queremos e torcemos. Quem esteve em Nova York após os atentados terroristas e foi ao Ground Zero sabe o que queremos dizer. O espaço ocupado pelas torres era enorme e nem mesmo os novos edifícios irão cicatrizar esta cruel ferida.

Em frente onde estavam as torres do WTC, há uma pequena capela que sobreviveu aos atentados e permanece firme e forte no sul da ilha de Manhattan. Imagens, faixas e recordações daquele dia e das vítimas fatais preenchem os espaços do local. Ao entrar na igrejinha pede-se que o visitante faça silêncio. Deixamos aqui nosso minuto de silêncio, em homenagem as vítimas e esperando para que brutalidades como essa nunca mais voltem a acontecer.

James Freitas e Guilherme Freitas
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jul 2011 25

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A presidente Dilma Rousseff não repetiu a omissão durante a crise com o ex-ministro da Casa Civil, Antônio Palocci – Crédito: Divulgação

A crise no Ministério dos Transportes parece estar longe de ter um fim. Após o escândalo de corrupção, que culminou com a queda do ex-ministro Alfredo Nascimento, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a faxina no ministério vai continuar. “Sairão todos os integrantes do Dnit e da Vale”, disse a presidente durante uma conversa com jornalistas em Brasília. Dilma está decidida a “limpar” a pasta após os sucessivos problemas que o PR vem causando ao seu governo. Até o momento, dezenas pessoas já foram demitidas.

Tudo começou após vir a tona casos de corrupção dentro do ministério, no Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes) e na Valec (estatal de ferrovias). Aliado do governo federal o PR, que controla a pasta desde o governo Lula, se viu no olho do furacão após casos de propina e corrupção. O ministro Nascimento não resistiu e foi demitido. Voltou para o Senado[bb], onde ocupará uma cadeira do estado do Amazonas. Outros três diretores do Dnit e mais dois da Valec também acabaram perdendo seus empregos.

Ao contrário de Lula, que procurava sempre resolver as coisas na base da conversa, Dilma mostra que tem um gênio forte. A presidente não gostou dos escândalos e não quer ver sua popularidade cair após mais uma crise ministerial (já teve problemas com Antonio Palocci que resultou na demissão do petista). Dilma, ao contrário de Lula, tem uma personalidade forte. Ministros revelaram a imprensa que as reuniões com ela são sempre duras. Como gestora, Dilma não quer ver nenhum erro durante seu governo a frente do país.

Acreditamos que a presidente esta certíssima nessa decisão de limpar de seu governo e banir políticos desonestos no Planalto. O PR há anos vem enfrentando denúncias de corrupção, tendo como carro-chefe o deputado Valdemar Costa Neto, que também é réu no processo do Mensalão. O partido tem força no Senado e na Câmara dos Deputados e vai usar sua influência para pressionar Dilma. O partido não quer perder suas mordomias e não duvidamos que use de chantagem para tal.

Dilma precisa agora mostrar a coragem que Lula[bb] não teve quando presidente: enfrentar de frente esses espectros da política nacional. Se ela vai conseguir só o tempo dirá, mas já será um grande passo barrar de uma vez por todos parlamentares que utilizam a política como um trampolim pessoal para negócios próprios. Confiamos e torcemos para que Dilma continue com essa faxina, varrendo essa sujeira para bem longe do Planalto.

James Freitas e Guilherme Freitas
Editores e Idealizadores do Blog da Comunicação
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