AFINAL, SÃO ELEIÇÕES, OU É UMA GUERRA?2
Escrito por Júnior Batista | Postado em Política | Tags: Brasil, eleições, guerra, Júnior Batista, Política
Ontem foi realizado mais um debate do segundo turno, realizado pela Rede TV! e o jornal Folha de SP. Os candidatos, agora com a disputa fervilhando, trocaram mais farpas. Foram abordados os mais variados temas: escândalos do PSDB e PT, acusações de problemas de gestão, saúde, educação, drogas (que até então eu não tinha ouvido) e privatizações.
O que esperar deste segundo turno? Será que o eleitor está prestando atenção realmente ao que os candidatos estão dizendo, ou estão só vendo os ataques. Em disputas eleitorais, as brigas diretas são normais, mas o que interessa mesmo, é o que o candidato fez e foi, e o que planeja para o futuro. Essas brigas desnecessárias só visam uma única coisa: ganhar o voto para sentar feliz na cadeira de governante, ganhar dinheiro e favorecer os seus.
Enquanto Serra ataca Dilma sobre o caso “Erenice”, Dilma rebate falando do caso “Paulo Preto”, e as propostas, vão ficando de lado… Mostrar o que o outro não fez ou apontar números negativos do opositor é uma maneira fácil de conseguir votos. Entendo que uma eleição é realizada para mostrar as melhores propostas e fazer o cidadão decidir pelo o que o candidato apresenta, e fez, e não para ficar simplesmente atacando um ao outro. As eleições deste apontam uma tendência agressiva, em outras eleições atacava-se o candidato de maneira indireta (a exemplo das propagandas eleitorais) hoje, cada vez mais, os candidatos se atacam entre si, perdendo, muitas vezes, metade de seu tempo para defender suas idéias, somente atacando um ao outro a apontando defeitos. As regras de ética e moral estão sumindo? A disputa pela presidência está regredindo e se tornando cada vez mais um campo de guerra e não um espaço para defender idéias? Eu sou a favor da união, e não da briga exacerbada, com fundo de ódio, que parecem demonstrar os candidatos. A eleição é feita para escolher as melhores candidaturas, não é uma guerra em que ganha o mais poderoso. Afinal de contas, alguém me corrija se eu estiver errado, o eleitor é o mais interessado. As pessoas que vão ao poder são nossos representantes, representantes esses dos nossos direitos, não chefes de guerra.
Eu não quis escrever mais um post apontando erros e acertos dos presidenciáveis, estou tão abismado com os rumos que essa eleição tomou, que acho importante que o eleitor entenda nosso processo de democracia, entenda que não estamos em guerra entre partidos, somos uma nação, precisamos de união e não de brigas. A nossa meta na eleição, é fazer o nosso país melhorar, e o nosso país é feito de pessoas, e para as pessoas. O sentimento de raiva é ruim, precisamos entender isso. A união faz a força e a guerra, destrói e trás dor. Pensem.

















