out 2010 18

Ontem foi realizado mais um debate do segundo turno, realizado pela Rede TV! e o jornal Folha de SP. Os candidatos, agora com a disputa fervilhando, trocaram mais farpas. Foram abordados os mais variados temas: escândalos do PSDB e PT, acusações de problemas de gestão, saúde, educação, drogas (que até então eu não tinha ouvido) e privatizações.

O que esperar deste segundo turno? Será que o eleitor está prestando atenção realmente ao que os candidatos estão dizendo, ou estão só vendo os ataques. Em disputas eleitorais, as brigas diretas são normais, mas o que interessa mesmo, é o que o candidato fez e foi, e o que planeja para o futuro. Essas brigas desnecessárias só visam uma única coisa: ganhar o voto para sentar feliz na cadeira de governante, ganhar dinheiro e favorecer os seus.

Enquanto Serra ataca Dilma sobre o caso “Erenice”, Dilma rebate falando do caso “Paulo Preto”, e as propostas, vão ficando de lado… Mostrar o que o outro não fez ou apontar números negativos do opositor é uma maneira fácil de conseguir votos. Entendo que uma eleição é realizada para mostrar as melhores propostas  e fazer o cidadão decidir pelo o que o candidato apresenta, e fez, e não para ficar simplesmente atacando um ao outro. As eleições deste apontam uma tendência agressiva, em outras eleições atacava-se o candidato de maneira indireta (a exemplo das propagandas eleitorais) hoje, cada vez mais, os candidatos se atacam entre si, perdendo, muitas vezes, metade de seu tempo para defender suas idéias, somente atacando um ao outro a apontando defeitos. As regras de ética e moral estão sumindo? A disputa pela presidência está regredindo e se tornando cada vez mais um campo de guerra e não um espaço para defender idéias? Eu sou a favor da união, e não da briga exacerbada, com fundo de ódio, que parecem demonstrar os candidatos. A eleição é feita para escolher as melhores candidaturas, não é uma guerra em que ganha o mais poderoso. Afinal de contas, alguém me corrija se eu estiver errado, o eleitor é o mais interessado. As pessoas que vão ao poder são nossos representantes, representantes esses dos nossos direitos, não chefes de guerra.

Eu não quis escrever mais um post apontando erros e acertos dos presidenciáveis, estou tão abismado com os rumos que essa eleição tomou, que acho importante que o eleitor entenda nosso processo de democracia, entenda que não estamos em guerra entre partidos, somos uma nação, precisamos de união e não de brigas. A nossa meta na eleição, é fazer o nosso país melhorar, e o nosso país é feito de pessoas, e para as pessoas. O sentimento de raiva é ruim, precisamos entender isso. A união faz a força e a guerra, destrói e trás dor. Pensem.

mai 2010 09

ELEIÇÕES NA GRÃ-BRETANHA1

Escrito por Isabela Fonseca | Postado em Política | Tags: , , ,

Por Isabela Fonseca

politica@blogdacomunicacao.com.br

Pela primeira vez em 36 anos, a Grã-Bretanha sai de uma eleição sem escolher o partido que irá governar pelos próximos anos.

Os conservadores, liderados por David Cameron chegaram à marca de 298 cadeiras, os trabalhistas, liderados pelo Primeiro Ministro Gordon Brown 253, e os liberais-democratas, por Nick Clegg, 54.

Poderíamos deduzir pelos números que os conservadores saíram vencedores das eleições, mas não foi bem isso que aconteceu, vamos entender como funcionam as eleições na Grã – Bretanha

 Quando as eleições gerais terminam com um Parlamento sem a maioria clara (o número de cadeiras disputadas é de 650, e para eleger-se, um partido precisa de 326 assentos), ou seja, sem a maioria absoluta, acontece o chamado: hung parliament: quando não se obtém metade dos parlamentares na câmara dos comuns.

 O Partido Conservador obteve o maior número de assentos no Parlamento nas eleições gerais, mas não conseguiu a maioria absoluta de 326 cadeiras. O líder conservador, David Cameron acredita que para ganhar, é preciso formar aliança com os liberais-democratas, onde ele visualiza áreas em comum nas propostas de ambos os partidos.

 Nick Clegg é o líder do partido liberal-democrata e está estudando negociar com Cameron, do Partido Conservador. O acordo consiste em ambas as partes cederem: os liberais enfrentarão a oposição em seu partido se aceitarem a aliança, e Cameron terá problemas ao tentar incluir os liberais-democratas em seu gabinete.

 Analisando esse quadro, tentamos entender quais os interesses por trás disso tudo, quais as vantagens para os liberais e conservadores se aceitarem uma aliança, e como toda a nação da Grã-Bretanha irá se beneficiar com ela.

 Os Conservadores tem como prioridade combater o déficit econômico e estabelecer um governo ‘’ forte e estável’’. Os liberais-democratas não deixam de lado a preocupação com o meio-ambiente, com campanhas de ‘’ economia de baixo carbono’’.  As propostas, como em toda boa campanha são muitas: melhorar a economia, controle do fluxo imigratório no país, decisão quanto ao futuro do arsenal nuclear, mudanças nos impostos e etc.

Conservadores, liberais e trabalhistas… Todos tem um único objetivo e precisam aguardar nesse impasse pelo menos até dia 25 de maio, uma vez que as eleições não foram definidas nesse dia 06. Aguardamos ansiosos os resultados dessa disputa, e esperamos para ver o destino político da Grã-Bretanha.

abr 2010 27

Por Leandro Lopes

economia@blogdacomunicacao.com.br

Estamos nos preparando para uma grande eleição que já bate em nossa porta. Após oito anos de um governo tucano liderado por Fernando Henrique Cardoso e mais oito anos de um governo petista liderado por Luis Inácio Lula da Silva, aproxima-se a hora de uma nação escolher entre os “discípulos” destes importantes nomes políticos.

Obviamente que a população brasileira terá mais opções de escolha para avaliação de voto, mas o embate entre Serra e Dilma é com certeza o mais provável e o mais aguardado pela chamada opinião pública.

O fato é que não só a economia, mas o país como um todo avançou e ocupa hoje uma posição mais sólida frente ao mundo. A evolução brasileira e a mudança na qualidade de vida de sua população será núcleo de debate durante todo o período eleitoral. Seja decorrente da visão futura de Fernando Henrique e sua base econômica sólida, ou do trabalho e projetos de Luis Inácio o Brasil parece um lugar melhor para se viver do que fora anos atrás.

A luta será ferrenha.

Há também a teoria de que a globalização foi determinante para nosso crescimento e essa sem dúvida é uma hipótese da qual não devemos levantar suspeitas, já que como sabemos o capital que faz da globalização o que ela é, faz também com que nações se movimentem e economias se aqueçam.

A grande questão é que na próxima eleição o eleitorado brasileiro (diga-se de passagem, obrigatório) será responsável pela escolha entre duas visões de governo que perduraram durante oito anos em nosso país. A diferença entre essas visões é justamente o ponto que pretendo explorar: o povo brasileiro não se prende a visões ou bandeiras!

Para o eleitor (ou a grande maioria dele) pouco importa se o partido é de esquerda ou de direita, pouco importa se existe ou não uma esquerda ou uma oposição, o povo está ligado somente a nomes. Lula foi eleito como símbolo de esperança em uma mudança, repare que Lula foi eleito e não o PT. A guerra política que já se faz presente nos meios de comunicação é uma guerra de imagens públicas. Idoneidade, caráter e “ficha limpa” farão grade diferença na hora de confirmação do voto.

Sem bandeiras e sem rosto... e isso não é necessariamente ruim.

Sem se prender a bandeiras, ou a grandes causas políticas, o brasileiro fica exposto ao duelo de popularidade e ao duelo de influencias políticas no qual será “atirado” nos próximos meses. A imensa popularidade de Lula será suficiente para eleger Dilma presidente? A corrupção que se fez vista no atual governo será descontada da conta petista ao ponto de colocar Serra no poder? Há espaço para uma eventual surpresa no pleito?

Diferentemente do que acontece nos Estados Unidos, por exemplo, com uma clara divisão entre republicanos e democratas, o Brasil é um país de eleitores obrigatórios tão somente.

Julgue você se isso é bom ou não.

Há também de se salientar que o duelo político será divulgado como um duelo de idéias e praticas que na teoria serviriam para a melhoria do país; saúde, moradia, saneamento básico, segurança, política externa, educação e outros, porém, deve-se dizer que as propostas e o plano trilhado para os próximos anos é um imenso jogo de palavras e nós eleitores estamos sujeitos a cair em um deles.

Ouso dizer que quaisquer planos seguem linhas positivistas de raciocino para nosso país e que pouco diferem umas das outras.

O jogo político já começou. Façam suas apostas. O páreo promete ser cabeça a cabeça e os jóqueis já estão prontos.

De olho (bem aberto) neles.

Abraços,

Leandro Lopes.

@falecomleandro

abr 2010 26

COM A PALAVRA, O “PROFESSOR”4

Escrito por Henrique Oliveira | Postado em Política | Tags: , , , , ,

Crédito: www.bemparana.com.b

Por Henrique Oliveira
politica@blogdacomunicacao.com.br

Lula, sem sombra de dúvidas, é um fenômeno de aprovação e popularidade no país. As pesquisas e mais pesquisas, geralmente encomendadas pelos próprios atores da cena eleitoral, certificam que retórica lulista e seu jogo de marketing dão, e muito, certo.

Em termos de construção de imagem que gere votos, Lula é professor. E se porta como tal. Hoje, o presidente resolveu intervir diretamente na campanha de Dilma. Segundo texto de Valdo Cruz, da Folha de São Paulo de hoje, Lula pediu para dilma viajar menos e se preparar melhor para as intermináveis entrevistas que, inevitavelmente, terá que enfrentar.

“Lula reclamou que a pré-candidata do PT está sendo muito “técnica”, precisa ser “direta e simples” nas entrevistas para a TV e falar frases mais sintéticas, evitando deixar raciocínios sem conclusão. […] Dois dias antes, Dilma havia participado do “Brasil Urgente”, na TV Bandeirantes. Lula não viu o programa, mas foi informado que Dilma estava muito nervosa e, em vários momentos, deu respostas longas, sem concluir seu raciocínio. Em sua avaliação, nada grave nessa fase, mas um tipo de erro que não pode se repetir durante a campanha, principalmente nos debates eleitorais” (Citação: Folha de São Paulo, 26/04/2010).

Quem acompanha a política recente do nosso país sabe que o Lula é mestre em conduzir esses debates e entrevistas. Depois de ter sido “manipulado” por um jogo retórico de Collor e pela esparrela das edições tendenciosa dos vídeos dos telejornais da Rede Globo, nos debates para as eleições de 1989 (vejam o vídeo), o presidente simplesmente se tornou “impecável” em suas aparições eleitoreiras.

Imagem de Amostra do You Tube

Misturando seguraça, esperteza e um tom de simplicidade, o presidente foi conquistando um “público” fiel, que, até hoje, segue suas opiniões cegamente… Não é à toa que seu governo segue batendo recordes de aprovação. Uma aprovação que, em muito, é oriunda da própria habilidade retórica e marketeira de Lula e sua equipe.

Seria, então, mehor para Dilma ouvir as regras do professor. Porque, em termos de eleição, poucos se especializaram tanto quanto o velho “lulinha paz e amor”…

abr 2010 07

por Leandro Lopes

cidades@blogdacomunicacao.com.br

Inspirado pelo post da colega Isabela Fonseca, encontrado AQUI, tento humildemente acrescentar alguns pontos de vista. Para uma sociedade melhor é necessário que:

  • A segurança seja ampliada em todos os locais públicos, principalmente em lugares potencialmente perigosos;
  • Se combata o tráfico de drogas e de armas;
  • Se melhore o funcionamento do transporte público;
  • O investimento na saúde seja intensificado;
  • A educação seja foco de interesse em todos os meios sociais e que seja vista como solução de problemas baseada na máxima que diz: “é melhor educar os meninos do que punir os homens”;
  • O desenvolvimento seja amplo e a modernização de vias públicas seja altamente sustentável, obviamente caminhando em conjunto com o plano de urbanização de ruas e bairros;
  • Saneamento básico e pavimentação são de extrema importância para que uma cidade funcione bem;
  • O trânsito também deve ser ponto de análise, com obras intensas e “inteligentes”, a ampliação deve ser feita sem causar transtorno a outras vias que já estejam em uso no momento;

Acima são listados alguns tópicos aparentemente simples e necessários para que uma cidade ou um estado caminhem bem, aparentemente tarefas de um prefeito, governador ou presidente; aparentemente. Você pode não ser responsável pela limpeza das ruas, mas com certeza é responsável pela sujeira delas; você pode não ser responsável pelo tráfico de drogas, mas possivelmente compra produtos pirateados; você pode não ser um educador, mas você participa das redes sociais ou da escola comunitária do seu bairro?

Alguma vez deixou o carro na garagem e usou o transporte público? Apenas uma vez considerou tomar um caminho alternativo? Você pode não mudar o mundo em que vivemos, mas com certeza pode mudar o mundo em que vive, e consequentemente. Como a colega Isabela disse, mudar o ponto de vista pode melhorar sua impressão sobre o meio em que vive. E 2010 é ano de eleição e você pode mudar alguma coisa. Pense nisso…

Cornete-me ou pergunte-me algo no formspring.me

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De olho neles.

Abraço,

Leandro Lopes.

jan 2010 25

Por Júnior Batista 

politica@blogdacomunicacao.com.br 

Serra e Lula. PSDB e PT se enfrentando novamente.


Foto: Divulgação.
 

Que o PSDB e o PT não são “amiguinhos”, já sabemos. Nesta semana, eles trocaram muitos “elogios” em suas declarações públicas. 

19/01: Dilma Rousseff, pré-candidata de esquerda, petista, disse no discurso de inauguração do
PAC (Programa de Aceleramento do Crescimento) que a oposição acabará com o programa.
Segundo ela, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, afirmou que o PAC não existe, e por isso medidas seriam tomadas.
Aécio Neves, que desistiu da candidatura para a presidência em dezembro, não compareceu ao evento. 

Em nota publicada no mesmo dia, Sérgio Guerra afirmou que Dilma Rousseff não tem experiência
política e que a população sabe que o PAC não passa de slogan publicitário. Os tucanos disseram que o PAC não passa de uma obra sem objetivo e “ficção”, prometendo provar em campanha eleitoral este ano. 

20/01: Sérgio Guerra afirma que Dilma sempre mente e que, aliás, as táticas do PT e seu histórico são repletos de mentiras. Ele disse que o PT é “doutor em terrorismo eleitoral”. 

21/01: O PT publica uma nota dizendo que o governador do estado de São Paulo, José Serra, é hipócrita e usa o presidente do partido, Sérgio Guerra, como “jagunço” (jagunço é um nome dado a individuos que faziam serviços de proteção a políticos usando armas). 

Ainda no dia 21, o secretário nacional do PSDB, deputado Rodrigo de Castro (MG), decidiu entrar na justiça contra Ricardo Berzoini e José Eduardo Dutra (presidente do PT), em resposta à nota divulgada. Os tucanos alegam que a declaração referente a Serra usar Sérgio Guerra como jagunço foi preconceituosa para com os nordestinos. 

Na mesma tarde, em uma reunião ministerial, o presidente Lula chamou Sérgio Guerra de babaca e disse que o PSDB não tem discurso e nem programas de governo. 

O resultado disto? Uma luta entre petistas e tucanos para saber quem vai governar o Brasil. Até lá os ataques não acabarão, tenha certeza disto, caro eleitor. Nós devemos ficar atentos ao que cada um fala e analisar suas artimanhas políticas. Pesar os lados e escolher com responsabilidade.Afinal, são 4 anos! Coloque na balança e vote consciente! 

Para os nossos eleitores, resta apenas pesquisar, investigar e cobrar. Para quem já quer dar o ponta-pé inicial nas buscas, há o site que explica o PAC e também, para quem não conhece, há o site do PSDB

Boa leitura! 

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