mai 2011 19

Por Isabela Fonseca

entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

Desde pequena adorava os desenhos da Disney e queria ser a Cinderela ou a Branca de Neve. Para mim, elas eram o modelo de perfeição. Belas heroínas tão puras e encantadas…

Eu me via nos castelos e sonhava com aqueles vestidos rodados e cheios de babados. Achava que um príncipe realmente iria aparecer na porta da minha casa – na calçada de concreto, em plena cidade grande – no seu cavalo branco (eu sempre quis que fosse em um unicórnio pra ser bem sincera).

Essa era a beleza de ser uma criança inocente e sem maldade.

Eu adorava a Sessão da Tarde. Foi sentada no sofá, esperando as tardes ensolaradas irem embora, que eu assisti aos filmes mais incríveis e marcantes da minha vida.

Quando assisti Goonies pela primeira vez, tive aquela sensação de que eu podia fazer tudo que quisesse, e que qualquer problema por menor que fosse, poderia desaparecer.

Ator Jeff Cohen, o eterno Chunk dos Goonies

A inocência me fazia ir onde eu imaginasse. E se eu encontrasse um tesouro embaixo da minha casa? Quem disse que não é possível? Quem ousaria me dizer que era uma mentira?

Como falar do filme Elvira a Rainha das Trevas? Com toda sua excentricidade, ela se tornou minha musa! O enredo da história é mais ou menos assim: Elvira é anfitriã de um programa de baixo orçamento, que herda uma fortuna da sua tia e tem que se mudar  para uma cidadezinha pequena e lidar com pessoas conservadoras (que acreditam que ela deve ser a encarnação do diabo em uma forma sedutora) e um tio querendo roubar um ‘‘livro de receitas” que dará a ele imensos poderes para fazer diversos tipos de bruxarias.

Definitivamente é uma história única, e somada ao figurino, roupas e atuações trashs tornou – se um clássico!

Cassandra Peterson como Elvira a Rainha das trevas

Esses são alguns (poucos) filmes que fizeram da minha infância um momento único e que eu sinto falta até hoje. Não quero ser Peter Pan, só lembrar que mesmo com toda a insanidade, maldade, arrogância, egoísmo, estupidez e MUITA cara de pau por aí, ser uma criança e ter esses momentos fazem toda a diferença.

Parece que a nova geração esqueceu-se da fantasia, do ‘’faz- de – conta’’, de se aventurar nas ruas brincando de ‘’roba bandeira’’, do ‘’pique esconde’’, do ‘’pega ladrão’’ e definitivamente eles sentirão falta desses momentos ao entrarem na vida adulta, onde a maturidade, responsabilidade, contas a pagar e muita coisa errada fazem parte do cotidiano.

dez 2010 29

da Redação
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Um ano cheio de surpresas, lançamentos e datas comemorativas. Na tecnologia o ano foi da Apple, que lançou dos novos assessórios e que venderam bem no mundo todo: o Iphone 4 e o Ipad. No cenário da cultura e entretenimento destaque para o bilionário Avatar e o sucesso nacional Tropa de Elite 2 e dois aniversários: A Turma da Mônica completando 50 anos e Sílvio Santos chegando aos 80. Em São Paulo, Paul McCartney fez o show do ano. Clique na imagem para ver o mural no tamanho original.

1- REVOLUÇÃO 3D. Avatar não ganhou o Oscar de melhor filme, porém foi o longa mais assistido no mundo em 2010. O filme, totalmente em 3D, foi sucesso de público nos cinemas e chegou para a cerimônia do Oscar como franco favorito. A produção de James Cameron contava a história de ficção sobre uma guerra entre humanos e Na`vis pelo controle dos recursos naturais do planeta, com forte apelo ecológico. Faturou mais de US$ 2 bilhões só em bilheteria. (Crédito da imagem: Divulgação).

Imagem de Amostra do You Tube

2- O APARELHO MAIS DISPUTADO. A grande novidade da Apple[bb] para 2010 foi lançada no dia 27 de na janeiro em San Francisco. Meses depois começou a ser distribuído em vários países, inclusive no Brasil. Com um preço de mais de R$ 1.000 no Brasil, o tablet da Apple promete ser um dos acessórios eletrônicos mais consumidos nos próximos anos. Ele é praticamente um computador de mão, classificado como entre o Iphone e Mac. (Crédito da imagem: Reprodução).

3- A NOVA GERAÇÃO. Lançado no dia 24 de junho em vários países, a quarta geração do Iphone é mais completa que seus antecessores. O smartphone da Apple tem uma memória muito maior e conta com ferramentas como chamadas de vídeo, consumo de mídias, jogos, música e acesso a web e e-mails. O Iphone 4 conta com o sistema operacional IOS da Apple. No dia do lançamento do Brasil, muita gente fez fila para adquirir um aparelho. (Crédito da imagem: Reprodução).

4- O SHOW DO ANO. Um dos maiores gênios da música mundial aportou no Brasil para shows exclusivos em Porto Alegre e em São Paulo. Na capital paulista a apresentação do ex-beatle Paul McCartney[bb] foi considerada por muitos como o melhor show do ano. Cantando seus maiores sucessos da carreira solo e de quando integrava o quarteto dos garotos de Liverpool, Paul sacudiu o Morumbi e mesmo com uma chuva conquistou a multidão. (Crédito da imagem: Ethan Miller/Getty Images).

5- O PATRÃO QUEBROU. O homem do Baú teve um ano conturbado. Primeiro viu sua emissora sucumbir de vez e perder a vice-liderança na audiência para a Record. Depois o Banco Panamericano, um dos negócios de Silvio, teve um rombo financeiro enorme e ainda este em situação delicada, com futuro incerto. Por fim, Senor Abravanel completou 80 anos e recebeu inúmeras homenagens. (Crédito da imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil).

6- A TURMINHA FAZ ANOS. Um dos quadrinhos mais famosos e queridos do Brasil completou 50 anos de vida. Criados por Maurício de Souza entre 1959 e 1960, a turma de Mônica e Cebolinha começou a ser desenhada em quadrinhos de jornal e tornou-se um dos gibis mais lidos do país, sucesso de adultos e crianças. Posteriormente saíram desenhos animados, filmes, brinquedos e o Parque da Mônica. (Crédito da imagem: Reprodução).

7- PEDE PRA SAIR. O grande filme do ano no Brasil foi de longe Tropa de Elite 2. A continuação do sucesso de 2007 foi vista por mais de 10 milhões de pessoas, batendo o recorde do clássico “Dona Flor e seus dois Maridos”. Agora Coronel do Bope, Nascimento assume um cargo na Segurança Pública e passa a bater contra o Sistema, políticos e as milícias que contribuem para a impunidade no Rio. Um filme imperdível. (Crédito da imagem: Divulgação).

Imagem de Amostra do You Tube

Amanhã: a última parte da retrospectiva. Quem disse adeus em 2010.

out 2010 17

Por Isabela Fonseca

entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

Capa do álbum Abbey Road de 1969 Crédito: Divulgação

Banda formada em Liverpool Inglaterra na década de 60, com os quatro jovens que se tornaram ídolos de uma geração, chegando na marca de 1,5 bilhão de álbuns vendidos em todo o mundo!

 Com o figurino, cabelo estilo mop top e uma consciência social, o  Fab Four – quarteto fabuloso – como eram chamados, alcançaram números incríveis de álbuns vendidos e vinte músicas que chegarem ao topo das paradas só nos Estados Unidos.

Em 1964, os cinco primeiros lugares no topo das paradas eram deles, um recorde imbatível até hoje.

 O disco dos Beatles que ficou mais tempo em primeiro lugar foi “Please Please Me” de 1963, com 30 semanas. Já Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band de 67, é o álbum do quarteto que permaneceu mais tempo na lista de discos mais vendidos, 149 semanas.

Mesmo após aquele 10 de abril de 1970, quando Paul McCartney anunciou o fim da banda, os números não pararam de crescer: quatro, dos quinze discos que alcançaram o topo, foram lançados após o fim da banda; The Beatles At The Hollywood Bowl” (1977), “Live at the BBC” (1994), “Anthology 2” (1996) e “1” (2000).

 O álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, considerado pela revista Rolling Stones americana em 2003 como o melhor álbum de todos os tempos, é popular pela sua capa, com diversos figuras importantes, algumas muito polêmicas, como Aleister Crowley.

A idéia inicial surgiu com Paul McCartney, que desenhou uma multidão em uma praça para assistir os Beatles tocarem Sgt. Pepper, onde eles receberiam  um troféu. Então sua idéia chegou a um dos fundadores do movimento Pop Art, Peter Blake, que aprimorou sua idéia.

 Alguns nomes escolhidos por John Lennon para a capa de Sgt Pepper foram Mahatma Gandhi, Adolf Hitler, Jesus Cristo; Paul McCartney: Albert Einstein, Fred Astaire entre muitos outros. George Harrison na sua fase ‘’zen’’ inclui apenas gurus indianos, como Sri Mahavatara Babaji (entre William Burroughs e Stan Laurel), Sri Yukteswar Giri (ao lado de Aleister Crowley), Sri Lahiri Mahasaya (entre Albert Stubbins e Lewis Carroll), e Paramahansa Yogananda (ao lado de H.G. Wells).

A polêmica capa do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band de 1967 Crédito: Divulgação

 Até hoje, os fãs tentam entender por que a banda acabou, afinal, eles estavam no auge da fama, os números não paravam de crescer, e as pessoas viravam Beatlemaníacos.

Na obra de Peter Doggett, ‘’ You Never Give me your Money: The Beatles after the Breakup”, o autor conta que a culpa não foi da ‘’vilâ’’ (como muitos a viam) Yoko Ono, e atribui o fim a um erro de gestão.

 Após a morte do empresário Brian Epstein, em 1967, o seu substituto (considerado um canalha e o responsável por batalhas épicas entre os integrantes da banda), Allen Klein articulou uma aliança de John, Ringo Starr e George Harrison contra Paul, porque ele preferia que o pai de sua noiva, o empresário Lee Eastman, cuidasse dos negócios do grupo. A partir daí, criou-se uma grande distância entre Paul e o resto do grupo.

 Isso acabou causando a batalha de egos e de interesses entre o grupo, que colocou de lado  o talento individual de cada um, os números, os beatlemaniacos, o dinheiro e todo o resto, e enfim, acabaram com a maior banda de todos os tempos!

 Muitos se perguntam até hoje como isso foi acontecer, são muitas especulações, suposições sobre a real história por trás do fim da banda, mas apesar de tudo isso, uma coisa não podemos negar: Beatles representa, até hoje, uma história de sucesso e sonho alcançado. Quatro jovens simples, mas extremamente talentosos, inteligentes  criaram não só uma banda, mas um movimento, uma história, que para muitos, ainda não teve seu fim. Mentes brilhantes não morrem, apenas adormecem em sono profundo esperando o momento de ”acordar” novamente.

set 2010 24

Filme é acusado de se valer de critérios políticos para ganhar disputa ao Oscar com outros filmes brasileiros.

Por Henrique Oliveira
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Está dando o que falar. A escolha do filme Lula: O filho do Brasil, do diretor Fábio Barreto, para ser o representante brasileiro a uma vaga na disputa do Oscar não desceu muito  suavemente na garganta de boa parte da crítica especializada e dos cineastas tupiniquins.

Vários foram os argumentos que afirmaram veementemente que o filme não tem qualidade para representar a cinematografia nacional na festa do cinema estadunidense (parece até paradoxo, mas não é: nosso maior prêmio de cinema é estadunidense). O realizador Fernando Meirelles numa matéria publicada pela Folha de São Paulo, por exemplo, afirmou que “o personagem retratado pode ter pesado na decisão, principalmente para os votantes americanos que não estão acompanhando este patético final de carreira do presidente”. Vale lembrar que Fernando é um crítico assumido do governo Lula e um partidário da campanha de Marina silva (PV).

Outros diretores, como Sandra Werneck, acreditam que o peso político da imagem de Lula tenha influído, sim, na escolha do Júri. Porém, Roberto Farias, presidente da Academia Brasileira de Cinema, discorda: “Um corpo de jurados tão diverso chegou à mesma conclusão por unanimidade. Isso mostra que a comissão buscou o interesse do cinema brasileiro, independente de críticas políticas ou cinematográficas. A comissão é muito mais especializada para indicar um filme do que o povo em geral, que se deixa levar pelo filme que acabou de ver, por gostos específicos, pela repercussão na mídia. Lula é uma figura internacional. Talvez seja o nosso maior astro. Não tem nenhum ator tão conhecido quanto ele. (Fonte: Folha.com)”

Se há ou não lastros políticos na escolha dos jurados da “academia brasileira de cinema” é uma questão que fica um pouco nebulosa e, por isso, difícil de afirmar.  O fato, porém, é que a premiação do Oscar é tendenciosa. Trata-se de uma festa “partidária”, que elege seus astros em um nicho de interesses bem específicos e os promovem, muitas vezes, sem critério algum. O cinema brasileiro deveria não dar essa importância toda a uma festa que ele não criou. Afinal, se estamos lutando para criar uma estética cinematográfica própria, sem amarras colonialistas (pelo eu espero que estejamos), é preciso que nos libertemos daquilo que nos ensinaram, empurrando goela a baixo, a entender como o certo, o bonito, o bom…

A escola do “filme de Lula” para a seleção do Oscar pode ter sido política sim. Mas, e daí?

ago 2010 06

Por Isabela Fonseca

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Cenas do filme ''Tudo pode dar certo'' de Woody Allen

Allan Stewart Konigsberg nasceu em 01 de dezembro de 1935, e desde sempre se envolveu no mundo do entretenimento. Aos 15 anos escrevia para colunas de jornais e participava de programas de rádios. Suas obras abordam assuntos envolventes, como relacionamentos e complicações, suas histórias na maioria das vezes são urbanas (filmadas na famosa Big Apple, ou Nova York), utiliza-se de efeitos cômicos que exploram, na maioria das vezes, neuroses de pessoas que podem ser definidas como ‘’problemáticas’’. Alguns dizem que suas obras são simplistas e desinteressantes.

Mas após assistir Whatever Works, dirigido e produzido por ele, Woody Allen, percebe-se que não há nada de simples nas idéias exploradas. O filme baseia-se na história de Boris Yelnikoff, um judeu, hipocondríaco, extremamente pessimista, que vive sozinho (divorciado) e praticamente sem amigos.

Durante o filme, o personagem dirige-se a nós (a platéia) e o filme começa com a frase hilariante: “And just so you know, this is not the feel good movie of the year. So if you’re one of those idiots who needs to feel good, go get yourself a foot massage.” *

Sua vida muda ao encontrar a jovem Melodie Celestine nas escadas de seu apartamento, a típica caipira, sem estudos, e muitos atrativos aos olhos de Boris, mas que precisa de ajuda, e ele, contra sua vontade, aceita a garota em sua casa, ‘’temporariamente’’ Mas eles acabam casando-se e então a trama desenrola-se, com as famosas ‘’tiradas’’ de Allen infiltradas nas frases de Boris.

O filme passa a idéia de que tudo pode dar certo e você precisa viver, sofrer, sorrir e sentir tudo o que for possível. Às vezes, isso pode ser ruim vendo por outra perspectiva, mas precisamos desses momentos. Simplesmente, VIVA sua vida e deixe as coisas seguirem seu percurso, como Allen diz, Whatever Works.

Woody Allen

 Assista ao trailer e vá ao cinema, tenho certeza que você não irá se arrepender.

Whatever Works

 * “E só para você saber, esse não é o melhor filme do ano para fazer você se sentir bem. Então se você é um desses idiotas que precisa sentir-se bem, vá fazer uma massagem nos pés”

mar 2010 13

CARNAVAL E COPA DÁ SAMBA?2

Escrito por Henrique Oliveira | Postado em Entretenimento & Cultura | Tags: , , , ,

Crédito: http://p.playme.com

Por Henrique Oliveira
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A cidade de Salvador, por meio do seu “coordenador executivo da copa”, Leonel Leal, anunciou nesta semana que está planejando um carnaval fora de época para junho de 2014 (ano da  copa no país). Como vai sediar alguns jogos do torneio, a cidade e sua administração atual, decidiram animar um pouco mais os turistas com uma pitada de uma das coisas que a Bahia tem de mais forte em sua cultura: a festa.

A intenção do governo municipal foi anunciada no Rodada nordestina rumo a copa, que, além da inesperada notícia baiana, debateu experiências de outros países, a preparação das cidades para receber os atletas, e as leis de incentivo ao esporte, contando, inclusive, com a presença do assessor especial de futebol do Ministério do Esporte, Alcindo Rocha, do secretário Ney Campello, da Secopa, entre outras autoridades.

A proposta da prefeitura de Salvador, no entanto, “ainda é prematura. Questionado sobre como seria a festa, o coordenador informou que não existe projeto do evento e que o detalhamento deverá ser feito junto ao comitê gestor da Copa, o trade turístico, e principalmente junto à Fifa. “A proposta precisa ser construída do ponto de vista técnico e financeiro para aumentar a visibilidade da cidade durante os jogos.” (Fonte: Portal copa 2014)

Porém, o que mais marca nessa proposta baiana é, justamente, a intenção de ”mesclar” dois dos maiores espetáculos populares da terra: a  copa e o carnaval… Resta saber se tudo isso vai dar certo.  Afinal, organizar só um dos dois já é um trabalho deveras hercúleo…

E você, caro leitor, o que acha da ideia?

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