MUITO ALÉM DOS “RONALDINHOS”2
Escrito por Henrique Oliveira | Postado em Esportes | Tags: 2011, categorias de base, especulações, esporte, futebol, negócios
Depois de leilões e muita especulação, os times da elite do futebol brasileiro finalmente retornaram para fazer o que, de fato, importa: jogar bola. Com o início dos campeonatos estaduais, os ditos grandes times nacionais e alguns de seus badalados reforços começaram a mostrar um pouco daquilo que teremos nesse primeiro semestre “futebolístico” no país. Times como Corinthians e São Paulo estrearam bem nesse final de semana e demonstram ter elencos fortes para o decorrer do ano.
No Rio de Janeiro o Botafogo fez festa para apresentar suas contratações e o Flamengo, ainda sem Ronaldinho, afirma total confiança no retorno positivo para os investimentos feitos em 2011 (que não foram poucos). Em outras palavras as vitrines do mercado nacional da bola finalmente se abriram para esse ano.
Porém, diante a tantas contratações, uma velha pergunta volta com força: dinheiro e jogadores de “peso” garantem sucesso no “planeta do futebol”? O time milionário do Barcelona que vem atropelando um adversário após o outro e conta com, nada mais, nada menos que os três melhores jogadores do mundo (Messi, Iniesta e Xavi), parece responder com um sonoro sim à nossa pergunta. Boas contratações, desde que bem pensadas e estruturadas, podem sim trazer um retorno muito positivo aos clubes de futebol.
Mas, é claro que só isso não basta. È preciso que o futebol mundial viva com mais do que meras especulações e negociatas sobre jogadores consagrados. Em 2011, como sempre, as categorias de base ainda serão partes cruciais no mundo da bola. Países como Brasil e Argentina alimentam com craques cada vez mais jovens o mercado mundial / europeu de futebol, e isso é o que garante rotatividade nos elencos e, pelo menos, um pouco de imprevisibilidade nos campeonatos. Afinal, num país continental como o nosso, sempre surirão novos craques. A seleção brasileira sub-20, com Neymar e companhia, mostra que os gramados viverão muito além dos “Ronaldinhos” e que o futuro, apesar da “certeza” do dinheiro, é mais imprevisível do que parece…
O rio do futebol é caudaloso, mas sempre começa no nascedouro.



















