jan 2011 02

Após oito anos de governo, o 39º presidente do Brasil Luis Inácio Lula da Silva, passou a faixa presidencial para sua sucessora, Dilma Vana Rousseff. Em quase 3.000 dias no cargo mais importante do país, Lula[bb] acumulou popularidade, prestígio e críticas. Vamos relembrar alguns momentos de A a Z.

Aerolula

O avião foi comprado por Lula logo nos primeiros meses de governo. Com o presidente viajou para diversos cantos do mundo. Após reclamação do presidente, pode ser substituído.

Bolsa Família

A grande plataforma do governo Lula. O projeto social, muito criticado pela classe média, ajudou a contemplar a renda de famílias pobres com um suporte financeiro a famílias.

Casa Civil

Foi o setor que mais deu dor de cabeça para Lula. José Dirceu assumiu em 2003 e caiu com o mensalão. Dilma ficou até a disputa da eleição e Erecine assumiu, caindo em seguida após novo escândalo.

Dilma Rousseff
A ministra da Casa Civil foi indicada por Lula para ser sua sucessora. Após uma árdua disputa eleitoral venceu José Serra e tornou-se a primeira mulher presidente do Brasil.

Economia

Em seu governo a economia do Brasil[bb] cresceu como nunca e tornou-se a oitava do mundo. O país foi um dos poucos não afetados seriamente pela crise econômica de 2008.

Lula fez de Dilma sua sucessora – Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom

Fome Zero

Carro chefe do governo Lula no primeiro mandato, o projeto que visava erradicar a fome no país, acabou fracassando ao longo dos anos e perdeu espaço para o Bolsa Família.

G20

Durante o governo Lula o Brasil tornou-se um candidato a potência mundial e entrou de vez para o grupo dos países influentes. No G20, que reúne as maiores economias, o Brasil teve destaque.

Henrique Meirelles

O economista presidiu o Banco Central do Brasil durante todo o governo Lula. Foi um dos grandes responsáveis pelo avanço da economia brasileira nos últimos oito anos.

Imprensa

Manteve uma relação de amor e ódio com o presidente. Bateu forte quando foi preciso, mas muitas vezes exagerou em críticas. Foram raras as vezes que Lula elogiou a mídia.

José Dirceu

Homem de confiança de Lula no primeiro mandato se queimou após o escândalo do Mensalão[bb]. Potencial candidato a sucessor de Lula, acabou tendo seu mandato de deputado cassado.

Prestígio: Lula ao lado da Rainha Elizabeth em reunião do G20 – Crédito: Divulgação

Liderança

Durante seu governo o Brasil tornou-se líder absoluto da América Latina, sendo reconhecido como tal pelos vizinhos. O país também se tornou líder entre as nações emergentes.

Mensalão

Pior momento do governo Lula, quando a denúncia de corrupção e caixa dois foi feita pelo deputado Roberto Jefferson. Lula disse não saber de nada e balançou no cargo.

Nunca antes na história deste país

O bordão mais famoso do presidente que ficou famoso por suas metáforas e frases de efeito. O nunca antes na história deste país é utilizado para enaltecer obras inéditas de seu governo.

Olimpíadas

Com o apoio e engajamento político de Lula, o Rio de Janeiro conquistou o direito de sediar os Jogos Olímpicos[bb] de 2016, após bater cidades mais desenvolvidas como Chicago, Tóquio e Madri.

Pérolas

Foram muitas ao longo de oito anos. Mestre em se comunicar com a base popular da população, Lula proferiu algumas expressões inapropriadas e até engraçadas ao longo de seu governo.

Lula discursa durante cerimônia de esolha da sede olímpica de 2016 – Crédito: Divulgação

Quase perfeito

O presidente deixou o cargo com 83% de aprovação, um recorde históricos entre mandatários brasileiros. Com a popularidade em alta, Lula tornou-se um dos maiores presidentes do país.

Redução da Pobreza

Ao longo do governo Lula, a taxa de pobreza no país caiu e mais pessoas subiram para as classes C e D. O poder de compra também aumentou.

Sarney

O ex-presidente do Brasil foi uma pedra no sapato de Lula. Após escândalos de corrupção e nepotismo, a opinião pública pediu seu afastamento. Lula, porém, sempre o defendeu.

Terceiro mandato

Uma base do PT pressionou para que Lula buscasse um terceiro mandato como presidente. Ele negou e afirmou que isso daria espaço para se iniciar uma “ditadurazinha”.

Universidades

Ao longo de oito anos o presidente construiu muitas Universidades[bb] Federais, além do ProUni, programa que beneficiou alunos de baixa renda e escolas públicas.

Lula foi o presidente que mais soube se comunicar com o povão – Crédito: Divulgação

Viagens

Em seu mandato Lula viajou para todos os continentes e foi o presidente que mais tempo passou fora do país. Fez viagens polêmicas como ao Irã[bb] e outras exóticas como para Antártica.

Xingamentos

Ao longo de seu governo o presidente foi alvo de xingamentos e preconceitos de parcelas da população (principalmente da classe média) e da oposição.

Zelaya

O golpe em Honduras ao presidente Manuel Zelaya em 2009 foi uma dor de cabeça ao presidente Lula, que viu Zelaya ocupar a embaixada brasileira em Tegucigalpa durante dias com seus simpatizantes.

Veja abaixo cenas da posse de Lula em 2003, quando ele foi eleito pela primeira vez ao posto:

 Imagem de Amostra do You Tube

ago 2010 28

As eleições estão se aproximando. Para entrar no clima do pleito do dia 3 de outubro, a enquete desta semana é sobre os ex-presidentes do Brasil. Quem teve o melhor mandato após o fim da ditadura militar? Vote na nova enquete do Blog da Comunicação, localizada na barra lateral a direita do seu monitor.

RESULTADO – A maioria dos leitores do Blog da Comunicação, 27% acredita que o governo Lula deve ser classificado como ótimo. Para 22% o governo é bom, mesmo número que o considera péssimo. Outros 19% acham que é regular e os demais 10% ruim.

ago 2010 22

O governo Lula está chegando ao fim após oito anos e o presidente mais popular dos últimos tempos vai ter que passar a faixa e voltar para casa. Mas como você avalia o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que começou em 1º de janeiro de 2003 e termina no dia 1º e janeiro de 2011? Vote na nova enquete do Blog da Comunicação, localizada na barra lateral a direita do seu monitor.

RESULTADO - A enquete anterior, questionou os leitores sobre a eleição presidencial. Ao contrário das famosas pesquisas (Datafolha, Ipobe e Vox Poppuli), esta foi marcada pelo equilíbrio. O candidato do PSDB, José Serra, teve 39% contra 33% de sua adversária, Dilma Rousseff, do PT. Marina Silva veio na terceira colocação com 22% e Plínio de Arruda Sampaio apareceu em quarto com 2%. Votos brancos e nulos somaram 4%. Os demais candidatos (José Eymael, Rui Costa Pimenta, Levy Fidélix, Zé Maria e Ivan Pinheiro) não pontuaram.

fev 2010 09

por Mel Fulli Frias *
politica@blogdacomunicacao.com.br

Estamos ou não estamos num país democrático ou será que isto não passa de um blábláblá? Tive a ousadia de escrever este texto, porque nem deveremos chamá-lo de artigo, pois não darei nenhuma informação extraordinária e nem meia-boca, considerando que meu conhecimento da política é baixo, porém não sou burra e é exatamente esta palavra que eu vou usar não sou BURRA não, e nem tola o suficiente para não perceber as notícias que não param de chegar de Brasília e de todo canto do Brasil.

São tantos os absurdos, absurdos mesmo com todo o peso da palavra eu repito de boca cheia e em voz alta, ABSURDOS! A começar com algo que me deixa mais indignada e não consigo encontrar palavras que expressem o tamanho dela e por isso vou dizer como as crianças dizem: Ela é maior do que o infinito cem mil vezes. Desde 2009 estamos presenciando o que eu chamo de boicote à democracia. Nosso querido Presidente, Luís Inácio Lula da Silva (com todo o deboche que você pode imaginar), não pára de desfilar por aí com sua aliada política a ministra Dilma Rousseff, com a clara intenção de fazer dela sua sucessora.

Nos palanques onde Lula se apresenta, lá está ela oferecendo aos eleitores discursos lindos e maravilhosos que proporcionariam um Brasil de primeiro mundo. Uau! Mas isso não me comove mais e acredito que muitos dos eleitores também não, já ouvimos tantas promessas nesses mais de quinhentos anos que eu não acredito nem mesmo no verbo de ligação que eles usam numa oração e outra e agora estou me referindo a todos os políticos.

A ministra Dilma Rousseff e o Presidente Lula – Crédito: Reprodução

Os demais partidos já tentaram impedir que Dilma iniciasse sua campanha antes do período devido de eleição, mas agora é tarde. Vou contar uma passagem que ocorreu durante minhas férias e que me fez refletir sobre tudo isso e por este motivo estou aqui falando deste assunto.

Pela manhã, lia um jornal na recepção do hotel em que me hospedei em Ipojuca (PE), cerca de sessenta quilômetros de Recife e a notícia da capa dizia: “Presidente Lula é internado com crise de hipertensão”. Por mais que eu avalie o governo atual deste líder como regular para baixo, fiquei surpresa e comentei em voz alta e a recepcionista logo se manifestou dizendo: “Meu querido presidente, ele vai melhorar, estou orando por ele, ele é ótimo, maravilhoso…” – Descreveu inúmeros adjetivos bons e nenhum deles se dirigia a forma dele governar e sim ao carisma natural e inegável de Lula e ela continuou: “Gosto dele desde quando eu tinha 13 anos, adorava ver a barba dele na televisão e desde quando pude votar meus votos sempre foram dele”. Então não resisti e perguntei: “Mas o que você aprecia nele? Os métodos de governo? As idéias?” e ela me respondeu: “Simplesmente gosto dele”.

Ou seja, esta moça que não deve passar dos trinta anos, dá o seu voto por simpatia sem mesmo estudar e avaliar as propostas de um político, sem conhecer seu passado e sem ter idéia do seu caráter, mas gostaria de ressaltar que isto acontece com grande parte do país, aliás, uma enorme parte dos eleitores ativos não reflete a importância da escolha do seu candidato seja para qual cargo for, porém minha conversa com a recepcionista não terminou aí e mais uma vez fiz uma pergunta já imaginado a resposta: “E nas próximas eleições, sua candidata é a Dilma?” e com um imenso sorriso no rosto ela disse: “Claro! Por que não seria? Lula fez uma excelente administração!”. Pela primeira vez a ouvi comentar sobre os oito anos de “Lula lá” e preferi não dar continuidade a prosa, pois já diz o ditado? “Futebol, religião e política não se discute”.

Meu candidato? O voto é secreto, mas de qualquer forma eu digo que ainda não sei estou tentando buscar o máximo de informações sobre os possíveis candidatos que estarão na concorrência para ocupar a Presidência, mas vou votar no candidato que merecer, seja ele de qual partido for, mas confesso que desde que alguns membros do PT se enfiaram no maior escândalo da história política brasileira, tomei certa antipatia pelos petistas e não me esquecerei jamais do Mensalão, que merece até letra maiúscula devido a tamanha cara de pau dos participantes do ocorrido de 2005 e 2006 e por a caso foi durante o governo Lula, o presidente que declara nunca saber de nada sobre a baderna de corrupção que acontece bem debaixo do seu nariz.

No sentido antihorário: Genoíno, Dirceu, Marcos Valério e Roberto Jefferson, protagonistas do mensalão do PT – Crédito: Divulgação

Eu nunca me senti tão traída quanto naquele período e por algum instante eu quase tive vergonha de compactuar indiretamente com estes acontecimentos, porque aproveito para me julgar também, nunca fiz parte de nenhum movimento, nunca me filiei a nenhum partido, nunca assinei um abaixo assinado para retificar alguma coisa da política, eu só voto.

Se quem ler este desabafo, que é como se fosse a página 3 de fevereiro de 2010 do meu diário e não for uma pessoa partidária, acho que conseguirá compreender o que realmente estou tentando dizer, eu vou ficando por aqui, pois já me estendi demais e quanto mais se fala, mais incompreensível nos tornamos.

* Mel Fulli Frias é jornalista e colaboradora do Blog da Comunicação.

fev 2010 08

por Henrique Beirangê
política@blogdacomunicacao.com.br

* Trabalho apresentado ao Curso de Especialização em Ciências Humanas: Brasil – Estado e Sociedade, à disciplina de Sociologia Contemporânea, ministrada pelo professor Gilberto Salgado, para obtenção de nota final. UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA. INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS. Por: Henrique Estevão Passos Novais Beirangê e Josiane Danielle Gomes de Barros, Juiz de Fora, 2010.

Confira abaixo a introdução da tese:

A proposta deste trabalho é realizar uma análise de conjuntura política e econômica do Governo Lula. Procuraremos diagnosticar o período compreendido entre os anos de 2003 e 2009 e as perspectivas do ano final de seu segundo mandato, 2010. A pesquisa fará uso dos textos disponibilizados pelo professor Gilberto Salgado ao curso de Pós Graduação Brasil, Estado e Sociedade da Universidade Federal de Juiz de Fora, além de outros estudos sobre o assunto.

Luiz Werneck Vianna lembra que a conjuntura não é, está. Procuraremos realizar tal empreendimento partindo do princípio de que o analista que interpreta a conjuntura sabe que não pode agir em nome próprio. Tal como o percebe, o processo de longa duração em que está envolvido não pode ser resolvido sem o protagonismo de um outro.

Ator, ação, interesse e tempo consistem nas dimensões analíticas da conjuntura, momento e circunstância em que os homens fazem história, às vezes sabendo, noutras, sequer desconfiando disto, frequentemente, fazendo-a em sentido oposto à sua intenção (Vianna). Elaborar uma análise de conjuntura com um mínimo de imparcialidade requer o exercício da honestidade intelectual. Reunir dados e estatísticas e contextualizá-los com o sistema político vigente, sua engenharia institucional, suas limitações e o momento histórico em que os personagens se situam. A velha máxima de que os números falam por si só é por demais temerária. Maquinações ardilosas podem conduzir a enganos e tornar um estudo aparentemente acadêmico em mera ferramenta de difusão ideológica.

O presidente Lula sauda simpatizantes – Crédito: Divulgação

Os autores deste trabalho tentarão se esforçar em mitigar seus personalismos para que a imparcialidade seja tida como meta, embora sabedores que o mito da neutralidade absoluta é uma expectativa fantasiosa, haja vista diversos estudos na área de comunicação social sobre o tema, tendo como expoentes entre outros Edgar Morin e Guy Debord.

Nosso trabalho apostará na análise através da perspectiva histórica de ascenção de Lula como líder operário à Presidente da República e seus resultados quantitativos e qualitativos , já como governante, em perspectiva comparada a governos anteriores, sobremaneira a seu antecessor imediato, Fernando Henrique Cardoso.

Clique aqui, para ler todo o artigo “Análise de Conjuntura do Governo Lula“.

fev 2010 06

Vai começar essa semana a fase de grupos da Copa Libertadores da América 2010. Cinco clubes brasileiros estão na disputa: Flamengo, Corinthians, São Paulo, Internacional e Cruzeiro. Este ano, os argentinos Boca Junior e River Plate estão de fora e as chances brazucas aumentam. Mas o que você acha caro leitor? Qual time brasileiro tem mais chance de conquistar a América? Vote na nova enquete do Blog da Comunicação, localizada na barra lateral a direita do seu monitor.

Logo da Copa Libertadores da América – Reprodução

RESULTADO – A pesquisa anterior tratou de saber como os leitores avaliavam o governo Lula. Mostrando que o presidente está em alta, a grande maioria dos leitores, 39% considera o mandato de Lula ótimo. Outros 20% disseram que o governo é bom e outros 19% consideram péssimo. 16% afirmaram que o governo Lula é regular e os demais 6% ruim.

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