fev 2010 11

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Por Henrique Oliveira

mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br  

Não podemos negar: uma das grandes revoluções trazidas pela nossa era digital é a agilidade no processo de comunicação. Hoje, como bem sabemos, podemos nos comunicar com extrema rapidez e eficiência. Barreiras de espaço e tempo são a todo momento subvertidas e, do nosso PC, parecemos abraçar o mundo. Na verdade, criamos um novo mundo; um mundo com uma linguagem mais “resumida” e adaptada á realidade de rapidez com a qual temos que conviver. Com diz o pesquisador José Manuel Teixeira da Silva do Instituto Politécnico da Guarda de Portugal em seu artigo entitulado “A reprodução social e cultural na era digital”, “ Há um novo domínio totalmente gerado por computador que cai no âmbito de um espaço público usado permanentemente. Há uma vintena de anos atrás nada disto acontecia. A estranheza maior é que se trata de um lugar sem fronteiras nem atributos físicos. Para o homem habituado às sólidas coordenadas geográficas de latitude e longitude dos sítios, ficar assim de repente sem pé, desterritorializado, pode ser uma visão arrepiante. No ciberespaço, um conceito ainda a entrar no vocabulário do quotidiano, tudo se passa, e todas as actividades decorrem, numa matriz preenchida pelas telecomunicações electrónicas e as redes de computadores – a Internet”.

Em outras palavras, estamos vivendo a era da vertiginosidade. Hoje, os conteúdos multimídia e suas respectivas formas de produção estão muito mais acessíveis através da rede (as plataformas de blogs são, inclusive, um exemplo claro disso).

Ora, essa realidade deveria ser positiva. Afinal, estamos numa era de total reformulação comunicativa. A produção de conteúdos que se dava há algumas décadas atrás se modificou intensamente. O leitor passou de um papel eminentemente passivo, para atuar diretamente na produção e publicação de ideias. E isso foi uma grande mudança. O problema é que, junto com toda essa liberdade, a internet criou uma característica muito peculiar: ao invés de potencializar nossa acapacidade criativa, a lingugem da Internet, conhecido como “internetês”, causou uma deformidade cada vez mais visivel na qualidade do que se encontra por aí na Web. De acordo com um estudo da University College de Londres publicado recentenmente, a cultura da internet vem mediocrizando os textos de muitos jovens usuários, e isso é cada vez mais flagrante. “ David Nicholas, o acadêmico responsável pelo trabalho, chegou à conclusão que os adolescentes estão perdendo a capacidade de ler e escrever textos longos, já que a grande rede faz com que as mentes desse grupo populacional funcionem de um modo diferente do cérebro de gerações anteriores. [..]Durante o estudo, 100 pessoas foram convidadas a responder perguntas que exigiam um pouco de pesquisa. Os mais jovens (de 12 a 18 anos) escreveram suas respostas após consultar metade dos sites visitados por um grupo de pessoas mais velhas instruído a fazer o mesmo. Também foi constatado que as respostas dos mais novos eram mais incompletas” (Fonte: Portal Terra).

Estaríamos, então, usando a velocidade da rede de uma forma negativa? Ou, mesmo, transformando-a em “fonte” para uma superficialidade de conteúdo? Será que a “geração internet”, ao invés de adentrar no mar de conhecimento possibilitado pela Web, está se conformando com o primeiro resultado que aparece no Google? A nossa experiência com algumas das muitas produções na Internet nos indica que sim. Não são poucos os sites que se rendem ao plágio, á cópia pura e simples ou á mera reprodução de fórmulas prontas. Parece que a facilidade em se obter conteúdos está causando uma verdadeira repulsa áquilo que necessita de maior concentração e esforço. Nossas novas gerações têm (e terão) sim uma ferramenta de pesquisa cada vez mais poderosa nas mãos. Porém, esperamos que o mar mar de frivolidades não possa superar a vontade saber…

jan 2010 12

por Júnior Batista
economia@blogdacomunicacao.com.br

Primeiramente, gostaria de agradecer ao Guilherme e ao James pelo convite. Agradeço também ao meu amigo, Isaque Criscuolo, por ter me apresentando o blog no ano passado. Vou me empenhar no blog! E como diria Abramo, “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter!”.

Economia, cidade, globalização… Todas essas palavras ficaram na minha cabeça dias e dias para eu saber sobre o que escrever aqui no blog desde que li meu primeiro tema da minha primeira postagem: Economia. Procurei no Google a definição de economia e em uma das páginas que visitei havia esta frase de Lionel C. Robbins, um economista inglês que deu o ponta pé inicial na definição desta ciência que engloba quase tudo que nos rodeia.

“A economia é a ciência que estuda as formas de comportamento humano resultantes da relação existente entre as ilimitadas necessidades a satisfazer e os recursos que, embora escassos, se prestam a usos alternativos”, Lionel Charles Robbins, 1932.

Envolvidos nesse processo de estudar o comportamento humano e tentando satisfazê-lo, existe o consumismo e a publicidade, que alimenta as empresas e gera lucro. E foi neste lucro que uma empresa do grupo Wertt, de São Paulo, criou o serviço Freakom, no qual clientes que possuam celulares pré-pagos poderão realizar chamadas mesmo sem créditos. Bastará digitar um código de acesso dado pela operadora, ouvir a propaganda e depois terá um minuto para falar sem custos de ligação. Primeiramente, o serviço está disponível pela Sercomtel, em Londrina no Paraná, de celulares pré-pagos para celulares pré-pagos, informou Jean Marc Schiffler, presidente do grupo Wertt.

Essa notícia me fez lembrar uma certa aula de Sociologia e Antropologia… Nela, o professor Laerte falava da influência que a publicidade tem sob os consumistas, e como as indústrias se adaptaram a isso. Cada vez mais temos telefones celulares descartáveis, que são baratos, porém seu concerto é quase impossível, ou difícil demais de ser realizado. Será esse  futuro das ligações telefônicas? Será que se tornará um serviço barato e de baixa qualidade enquanto serviços de comunicação pela internet serão padrões? Tomara que funcione, porque basta um “apagão”, ou uma pane no Speedy que boa parte das empresas brasileiras para de funcionar, não é?

Créditos: O Dia Online

Crédito da imagem: Arte O Dia

nov 2009 06

por João Paulo Denófrio
mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

O acesso à internet de vários lugares e aparelhos[bb] é uma prática cada vez mais comum nos dias de hoje. O mais impressionante é essa pesquisa da mobileSQUARE que aponta que mais pessoas terão acesso à rede móvel do que à fixa em 2011, no Reino Unido. Claro que essa realidade pode ser aplicada ao Brasil, quinto maior mercado mundial em celular e internet.

Internet móvel deve conquistar usuários nos próximos anos

Internet móvel deve conquistar usuários nos próximos anos

No território britânico, o número de pessoas com acesso à rede móvel deverá ser de 42,7 milhões, contra 42,5 milhões de usuários da internet[bb] fixa. Segundo o analista da mobileSQUARE, Nick Lane, as conexões móveis vão funcionar como um acesso primário à comunicação. “Os dispositivos móveis estão sempre ligados, e um usuário médio carrega os dispositivos por cerca de 16 horas por dia”, afirma ele. O uso empresarial da internet móvel também tem crescido no setor empresarial, variando de 1% a 10% do total de tráfego de web em uma companhia.

Apesar destes avanços, o uso intenso da internet ainda é maioria nas conexões fixas. Segundo especialistas, este cenário só deverá mudar a partir de 2014, e à medida em que as tecnologias se aperfeiçoam. Até parece contradição, mas muitas pessoas reclamam das limitações ainda impostas pela internet móvel.

out 2009 21

Por João Paulo Denófrio

tecnologia@blogdacomunicacao.com.br

Esta com certeza é uma novidade para empresários e outras pessoas que viajam muito. O Google se prepara para oferecer acesso gratuito à internet sem fio em voos. Só que o serviço estará disponível, por enquanto, nos Estados Unidos. Em um post publicado no blog oficial do site de buscas, foi informado que o acesso funcionará por um período de dois meses – entre 10 de novembro de 2009 e 15 de janeiro de 2010. O projeto do Google é em parceria com a companhia aérea Virgin America.

Serviço de Wi-Fi será gratuito em aviões por 2 meses
Serviço de Wi-Fi será gratuito em aviões por 2 meses

O alvo do gigante de buscas é o período de festas de fim de ano. Isto poderia facilitar, de alguma forma, a comunicação e as vendas no Natal e Ano Novo. Outro foco é promover o serviço entre os usuários. A Virgin oferece voos para 10 destinos nos Estados Unidos: Boston, Fort Lauderdale, Las Vegas, Los Angeles, Nova York[bb], Orange County, San Diego, San Francisco, Seattle e Washington. 

Normalmente, a companhia aérea cobraria 6 dólares[bb]para o uso de Wi-Fi em voos de no máximo 90 minutos, e 13 dólares com três horas de duração ou mais. 
out 2009 19
Fonte: www.gearfuse.com

Fonte: www.gearfuse.com

Por Henrique Oliveira

mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br  

O mundo da comunicação na era da internet realmente surpreende. Nos últimos dias entrou no ar o Mystery Google, um site de buscas que é diferente de tudo o que você já viu: ele funciona como um buscador que não atende ao pedido de quem o usa. Isso mesmo. O site não realiza as buscas especificadas pelo internauta, mas sim outras totalmente diferentes. Ele funciona como um motor de pesquisa meio “atrasado”. Quando se procura por um assunto, o que aparece é a pesquisa imediatamente anterior. Em outras palavras, quando usamos o Mystery Google, somos redirecionados para os assuntos procurados por outra pessoa – a pessoa que usou o site exatamente antes de nós.

Mas, qual o sentido disso? Se vamos a um site de busca é porque estamos querendo os resultados corretos, não é? È. Realmente a coisa parece meio esdrúxula e sem nexo, mas o fato é que o buscador “misterioso”, que carrega a marca e o peso da poderosa Google, nos permite realizar ao menos uma reflexão: a internet é extremamente flexível. Ela brinca com os formatos, ultrapassa o comum e se reinventa de todas as formas, chegando a beirar o absurdo. Em nenhuma outra ferramenta comunicativa nos seria dada essa liberdade de experimentação.

Mesmo sem sentido, o Mystery Google prova que é possível se fazer uma nova comunicação. Uma comunicação desmembrada, sem localização física e sem autoria determinada. Isso, inclusive, marca a forma de pensar que nasce com as novas tecnologias da informação. O sujeito não é mais passivo comunicativamente. Ele age! E age das maneiras mais diversas maneiras que se pode imaginar. A internet traz um momento de desconstrução do que se entendia por “lógica comunicativa”. Não há mais linearidade, não há mais determinismos entre produtores e receptores de mensagens. Todos nós estamos misturados a esse novo universo informacional e a ele teremos que nos adaptar.

Então, o Mystery Google pode até ser uma brincadeira (“especula-se se o buscador é alguma brincadeira na onda do Dia das Bruxas [o Halloween, comemorado no dia 31 de outubro] do próprio Google, mas a empresa não se pronunciou a respeito.” – Fonte: http://tecnologia.terra.com.br). Porém ele mostra mais do que uma mera confusão…   

out 2009 05

Mais de 40 milhões de brasileiros acessam a Internet para ficarem antenados com os acontecimentos ao redor do mundo. Visando orientar e ajudar estas pessoas, foi lançado recentemente o livro “A Internet”, de Maria Ercília e Antônio Graeff.

Maria Ercília atuou como jornalista da Folha de São Paulo entre 1994 e 2000, cobrindo assuntos da Internet. Antônio Graeff foi gerente de tecnologia e operações da Folha Online. Ambos acompanharam de perto o nascimento da Internet comercial no país.

A obra dos dois traz explicações cheias de detalhes sobre como usufruir as diversas maneiras de se comunicar através da web. Ensina a usar a Internet em bate-papos, como enviar e-mails, como baixar músicas e filmes, como criar um blog etc.

O livro conta ainda a história da Internet, desde o surgimento da idéia em centros militares nos Estados Unidos na década de 1960, até os dias atuais. Ele traz uma cronologia dos fatos marcantes como o primeiro “verme”, a febre dos anos 90, o surgimento do iPod, do Google, do YouTube e muito mais. Além disso, “A Internet” fala dos primeiros acessos à rede no Brasil, em 1988, dos primeiros sites criados no país e provedores comerciais, o surgimento da Internet grátis, os hackers e mais uma gama de informações interessantes.

Vale a pena ter este exemplar!

“A Internet”
Autor: Maria Ercilila e Antonio Graeff
Editora: Publifolha
Páginas:128
Quanto: R$ 18,90
Onde comprar: Nas principais livrarias ou pelo telefone 0800-140090

Fonte: Folha Online

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