fev 2009 06

Mas preliminares regionais foram divulgadas nesta quinta-feira

Por Daiane Torres
daiane@blogdacomunicacao.com.br

Os resultados oficiais das eleições provinciais no Iraque, só serão conhecidos dentro de três semanas.

Cerca de 15 milhões de iraquianos foram às urnas para eleger os conselhos de 14 das 18 províncias do país.

A população ficou desiludida com a demora. Antes das eleições diziam que os resultados seriam conhecidos ao fim de três dias. Agora, falam em três semanas. “Para quê tanto tempo? Na América não foram precisos tantos dias para conhecer o vencedor das eleições”, diz um dos candidatos. (BBC Brasil)

As preliminares indicam uma vitória esmagadora do bloco xiita liderado pelo atual premiê do país, Nouri Maliki. Conquistaram a maioria dos votos, em Bagdá e Basra e nas províncias de maioria xiita no sul do país.

Entre as províncias sunitas, os partidos tradicionais conquistaram apenas meio ponto percentual a mais de votos do que a principal coalizão tribal.

Os partidos e líderes tribais, haviam ameaçado pegar em armas se as agremiações tradicionais fossem vitoriosas. Foi decretado um toque de recolher na província sunita de Anbar.

No norte do país, a comunidade sunita, que havia boicotado as últimas eleições em 2005, conquistou a maioria dos votos na cidade de Mosul, uma das maiores do Iraque. A comunidade curda ficou em segundo lugar, restaurando o balanço político onde os sunitas são maioria.

jan 2009 31
Por Daiane Torres
Os iraquianos vão às urnas neste sábado para eleger 440 vereadores em 14 das 18 províncias do país.
 
Os colégios eleitorais iraquianos abriram nesta quarta-feira suas urnas para que policiais, pacientes internados e presos votassem.
 
Trata-se da primeira eleição no país desde 2005, quando as forças iraquianas estavam em plena reestruturação. 
 
Nestas eleições, a atual composição política do país, marcada pela divisão étnica e religiosa, enfrenta novos partidos e personalidades, mais caracterizados por laicismo e nacionalismo, segundo analistas. 
 
Cerca de um milhão de soldados e policiais iraquianos fazem a segurança e o governo estabeleceu extremas medidas para evitar ataques suicidas de opositores às eleições. 
 
Fecharam aeroportos, fronteiras provinciais e internacionais até a manhã de domingo. O porte de armas também foi proibido, mesmo para civis autorizados. Nenhum veículo pode circular sem uma autorização especial. 
 
A votação ocorre sem a ajuda dos norte-americanos.