jul 2011 08

por Isaque Criscuolo

entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

O mundo pop é conhecido por ser superficial e efêmero. Inúmeras cantoras e cantores passam pelo grande palco desse mundo para desaparecer repentinamente, assim como surgiram. Enquanto isso, outros se habilitam a entrar para história desse mundo de memória falha, como Madonna, e conseguem conquistar o seu espaço. Stefani Germanotta nasceu para o mundo pop em 2008, quando seu primeiro álbum, The Fame, tomou as paradas de sucesso e as atenções do universo da música. Desde então, a cantora vem conquistando espaço e provando que nasceu para fazer o que faz. Sim, ela nasceu assim. Você provavelmente a conhece, mas por outro nome. O emblemático: Lady Gaga.

Se existem tantas figuras no mundo pop, todas buscando seus minutinhos de fama, por qual motivo Lady Gaga chama tanta atenção? Como será que a recente estrela do pop consegue se manter em alta, ganhar as manchetes dos tablóides e ainda ter uma legião de fãs? São perguntas que tem inúmeras respostas. Talvez eu consiga respondê-las, mas o objetivo aqui é entender a figura por trás da personagem Lady Gaga, suas inspirações, dores, euforias, família, medos… Se possível.

Comparado ao início de sua carreira, Lady Gaga ganha a cada dia mais autonomia em sua obra. Músicas mais autorais, mais ousadas, menos comerciais do que em seu primeiro álbum. Talvez ter consolidado no mercado uma imagem e uma legião de fãs dê mais liberdade na hora de produzir trabalhos inéditos. O sucesso e as vendas estão garantidos, afinal.

Nesses tempos em que esteve em alta, Lady Gaga consolidou seu estilo peculiar de se vestir, provocou polêmicas com a Igreja Católica e tem experimentado à exaustão ‘novos’ formatos audiovisuais e performances.  Mostra que possui uma habilidade única de trabalhar duro para se manter na pauta do mundo do entretenimento. Prova disso são as recentes apresentações em programas de TV, para divulgar seu novo álbum, Born This Way, que em nenhum caso as roupas se repetiram ou as danças ou muito menos a playlist. Lady Gaga é uma artista pop que trabalha árduamente para se manter na mídia, não importa o que falem ou o que precise fazer. Artisticamente falando, claro.

Requisitos para ser uma estrela pop a nova iorquina tem. Ousadia, garra, talento musical e teatralidade. Esta sendo a mais importante de todas as suas qualidades. Essa teatralidade é o que permite à Lady Gaga usar um vestido feito de carne bovina e desfilar orgulhosa da aberração fashionista que criou. É o que permite afrontas e referências constantes à religião em seus trabalhos. É o que permite também a ela, personagem de si mesma, criar outros personagens, infinitos e contraditórios.  Diante dessa ideia, onde está Stefani? A garota que sofria bullying na escola, era considerada feia, esquisita, sem brilho, sem espaço? Stefani esconde-se atrás da própria personagem Gaga, com suas caras, bocas, estilos e crenças peculiares.

Confiança, certamente, não falta à cantora. Antes de lançar o primeiro single de seu novo álbum, faixa que dá título ao CD (Born This Way), Lady Gaga afirmou que a canção se tornaria o novo hino homossexual, cheio de aceitação e orgulho. Talvez seja pretensão afirmar que a própria obra será um marco, mas não dá para dispensar a importância que essa nova fase da carreira da cantora representa para ela mesma. Uma fase que leva aos fãs, predominantemente gays, mensagens de amor próprio, superação e perseverança. Mensagens pautadas nas próprias vivências de Gaga, agora envolvida com seus little monsters, sua turnê e sua nada mole vida.

Dito tudo isto, ainda não consigo entender quem é Lady Gaga. Ativista, performática, agitadora da boa vontade. Uma figura que possui um unicórnio de brinquedo ao qual batizou Gagacorn. Uma figura que costuma usar as roupas e acessórios, produzidos por fãs devotados, entregues desesperadamente durante os shows. Uma figura pública, mas que é atormentada pela própria solidão, como todos nós.

Em entrevista à Rolling Stone, Gaga afirma ter medo de ir ao psicanalista para explorar a si mesma. O medo de se aprofundar nas questões pessoais, por mais que sobre sensibilidade, amor e tantos outros sentimentos comuns à qualquer outro ser humano. A cantora sempre sonhou com o estrelato, com as implicações em ser do pop, com as inspirações em ídolos deste mesmo mundo e é, volta e meia, acusada de plágio, cópia e coisas do gênero.  Lady Gaga deixa muito claras suas influências culturais e musicais. Seja em entrevistas ou performances. Os mais sensíveis podem notar facilmente essas influências em suas músicas. Portanto, não dá para questionar a capacidade artística da cantora, principalmente no meio em que escolheu produzir sua música: o mundo pop. O que podemos questionar é esse personagem performático que se mostra na mídia, tão dúbio, tão contraditório e sinistro. Um personagem que ri da própria miséria e a exalta para o mundo ver, transformando-a em lição de vida para mentes jovens e sem guia definida. “O que vou dizer é que, quando não estou no palco, eu me sinto morta, e quando estou no palco eu me sinto viva”, disse Gaga à Rolling Stone.

Por fim, dá para concluir que Lady Gaga é sua música, seus fãs, sua mensagem, sua obra, sua superficialidade. Ou talvez, como uma de suas novas músicas diz: ‘I Am My Hair!’. Resta saber se existe espaço para Stefani reinar. Ou talvez não haja mesmo tanta profundidade a ser discutida e analisada.

jun 2011 30
A série Game of Thrones é assunto do Comunicast – Crédito: Reprodução

A 30ª edição do Comunicast, o Podcast do Blog da Comunicação está no ar! A atração tem apresentação de Guilherme Freitas, com comentários dos colunistas Douglas de Castro e Isaque Criscuolo, além da participação especial da jornalista Aline Diniz, do site Omelete e colunista do blog Seriemaníacos. Neste programa eles conversam sobre seriados americanos, analisando, comentando e apontando prós e contras nas séries, além de indicarem bons seriados aos ouvintes ao fim do podcast.

Confira a 30ª edição do Podcast BGC. Tempo total de 35min15s:

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jun 2011 09

O QUE ESTÁ POR VIR…2

Escrito por Isaque Criscuolo | Postado em Mundo da Comunicação | Tags:

por Isaque Criscuolo

mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

É difícil falar sobre novas ideias, principalmente aquelas que ainda não estão bem definidas ou talvez precisem de tempo para crescer e gerar frutos. No entanto, tentativas são necessárias e estou aqui para tentar.

Como alguns devem ter percebido, o esquema de postagem mudou. Agora a equipe do BGC está organizada em editorias, para melhor aprimorar  e abordar os assuntos. Cada colunista está na área de seu interesse, fazendo o melhor trabalho possível para que você, leitor do site, tenha acesso a um conteúdo cada vez mais rico em informações. Pensando nisso e em como posso aproveitar devidamente o espaço das quintas e sextas que tenho por aqui, decidi fazer desse meu espaço uma espécie de coluna.

Nas quintas-feiras comentarei alguns dos fatos mais importantes da semana, com foco nos veículos de comunicação e como cada um deles abordou determinado assunto. Nas sextas-feiras, textos mais lúdicos para comentar o mundo do entretenimento e cultura, sempre com uma boa dose de profundidade de argumentos e novos pontos de vista.

Para anunciar estas mudanças, nada mais justo do que uma postagem dedicada a isso. Sintam-se à vontade para comentar, sugerir pautas e criticar.  Espero que as próximas semanas tragam boas surpresas. Até a próxima!

jun 2011 03

por Isaque Criscuolo
blog@blogdacomunicacao.com.br

Iniciando este último dia de especial de aniversário do Blog da Comunicação, vamos conferir no infográfico abaixo alguns dados, fatos e curiosidades sobre a situação atual de israelenses e palestinos.

abr 2011 20
Redes e mais redes sociais – Crédito: Divulgação

A 25ª edição do Comunicast, o Podcast do Blog da Comunicação está no ar! A atração tem apresentação de Guilherme Freitas, com comentários de Isaque Criscuolo e Douglas de Castro. Eles debatem sobre a influência das redes sociais no mundo atual e analisam diferenças, qualidades e problemas que cada uma delas apresenta. O editor do blog World of Bit, Renato Tarantelli, participa do programa como breves comentários sobre as mídias.

Confira a 25ª edição do Podcast BGC. Tempo total de 31min02s:

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abr 2011 06
A cantora Katy Perry, sucesso da música pop – Crédito: Divulgação

A 24ª edição do Comunicast, o Podcast do Blog da Comunicação está no ar! A atração tem apresentação de Guilherme Freitas, com comentários de Isaque Criscuolo e Douglas de Castro. Eles debatem as novas tendências da música pop e do rock, comentam sobre o Rock in Rio e deixam algumas sugestões para os ouvintes, como Kasabian, Arcade Fire, Oceana, My Chemical Romance, Panic at the Disco, Matanza, etc. Confira mais dicas de músicas neste programa.

Confira a 24ª edição do Podcast BGC. Tempo total de 24min08s:

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