set 2011 11

Os editoriais serão publicados regularmente e estarão disponíveis na homepage do site e depois na aba “Editorial”, localizado no cabeçalho do blog. O editorial representa as ideias e opiniões dos editores e idealizadores do Blog da Comunicação: James Freitas e Guilherme Freitas. Boa leitura!

Um dia que jamais iremos esquecer - Crédito: Denise Gould/USAF

Há exatos dez anos um ato de extrema barbárie mudava o mundo para sempre. Quatro aviões haviam sido sequestrados por terroristas islâmicos em pleno Estados Unidos da América. Um deles caiu na Pensilvânia. O outro chocou-se contra o Pentágono, o coração do departamento de segurança dos americanos, em Washington. Mas foi o destino dos outros dois Boeings que chocou a humanidade. Eles foram arremessados contra as duas torres do World Trade Center, complexo comercial e financeiro que estavam localizadas no coração financeiro da cidade de Nova York. O trágico 11 de setembro de 2001 deixou quase 3 mil inocentes mortos e alterou o curso da história mundial.

Nestes dez anos muita coisa aconteceu. O mundo ficou mais sério com a questão da segurança. Viajar de avião hoje em dia requer muita paciência com os novos procedimentos, além da desconfiança das autoridades. O medo de ser atacado por terroristas deixou muita gente paranóica e estressada. Duas guerras foram travadas pelos americanos, no Afeganistão e Iraque, decorrentes do 11/09 e parte da filosofia bélica da doutrina Bush. Bin Laden foi cassado e morto, mas o ato não acabou com o terrorismo. A intolerância contra imigrantes continua gerando muitos atos de xenofobia em várias partes do mundo. E a islamofobia só aumentou, graças a má reputação dos terroristas.

Não sabemos o que irá acontecer daqui a dez anos, quando os atentados completarão vinte anos de aniversário. Em uma década o curso da história foi alterado e hoje o planeta está a beira de uma nova crise econômica, que começou com os gastos excessivos na “Guerra ao Terror”. Pode ser que daqui a uma dezena de anos o mundo esteja melhor e em maior harmonia. É o que queremos e torcemos. Quem esteve em Nova York após os atentados terroristas e foi ao Ground Zero sabe o que queremos dizer. O espaço ocupado pelas torres era enorme e nem mesmo os novos edifícios irão cicatrizar esta cruel ferida.

Em frente onde estavam as torres do WTC, há uma pequena capela que sobreviveu aos atentados e permanece firme e forte no sul da ilha de Manhattan. Imagens, faixas e recordações daquele dia e das vítimas fatais preenchem os espaços do local. Ao entrar na igrejinha pede-se que o visitante faça silêncio. Deixamos aqui nosso minuto de silêncio, em homenagem as vítimas e esperando para que brutalidades como essa nunca mais voltem a acontecer.

James Freitas e Guilherme Freitas
Editores e Idealizadores do Blog da Comunicação
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ago 2011 11

por James Freitas
cidades@blogdacomunicacao.com.br

Buzina, filas intermináveis, trânsito lento, impaciência, acidentes. Eis o retrato do trânsito nas principais capitais brasileiras. Tudo isso é culpa do estado? Também. Digo isso pois é evidente a falta de planejamento que os antigos governantes tiveram em não pensar o futuro da cidade. Agora lutam contra a falta de planejamento e o crescimento desordenado. Impulsionados também pelos eventos esportivos que teremos em solo tupiniquim em 2014 e 2016 o poder público se mobiliza para a “toque de caixa” arrumar as cidades para receber os eventos de relevância mundial.

Nem todo trânsito que vemos nas ruas é culpa do governo. Digo isso após uma visão analítica do trânsito na cidade onde moro, São Paulo. Aqui vejo que muitos motoristas não compareceram ou desaprenderam a regra que potencializa o uso da SETA. Sim, parece que a SETA é apenas um acessório inexpressível nos carros. As pessoas entram e saem de grandes avenidas, passam de uma faixa para outra sem utilizar as SETAS.

Trânsito no horário de pico na Avenida Paulista – Crédito: Divulgação

Outro fator importante que influencia e muito no trânsito, são os chamados “espertos do trânsito” aqueles que costumam “costurar” nas ruas e avenidas de São Paulo e que acham que vão conseguir chegar mais rápido ao destino e abusam das freadas bruscas e finas em outros carros. Para você ter idéia é quando um “ser humano” aposta na estratégia todos que estão atrás dele são obrigados a frearem bruscamente, se alguém tiver desatento o final da história acredito que é previsível saber…

Atenção! Ou a falta dela, eis um grave problema que temos por aqui. Ao andar pelas ruas tornou se corriqueiro flagrar pessoas falando ao celular[bb] enquanto conduz o carro. Além da grande chance de receber uma multa as pessoas acabam ficando distraídas levando o trânsito a ficar mais lento. Além disso, inúmeras vezes presenciamos o semáforo indicar o sinal verde e alguns condutores demorarem “séculos” para engatar a primeira marcha e sair.

Acredito piamente que se todos os motoristas tomassem mais cuidados com sua atenção, em ver e ser visto pelos outros condutores o trânsito diminuiria drasticamente, respeito ao motorista que dirige ao seu lado é essencial e lição de cidadania. Com respeito ao trânsito e a ação do poder público podemos diminuir a quantidade de congestionamentos nas cidades e assim, poder passar mais tempo com nossas famílias.

jul 2011 25

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A presidente Dilma Rousseff não repetiu a omissão durante a crise com o ex-ministro da Casa Civil, Antônio Palocci – Crédito: Divulgação

A crise no Ministério dos Transportes parece estar longe de ter um fim. Após o escândalo de corrupção, que culminou com a queda do ex-ministro Alfredo Nascimento, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a faxina no ministério vai continuar. “Sairão todos os integrantes do Dnit e da Vale”, disse a presidente durante uma conversa com jornalistas em Brasília. Dilma está decidida a “limpar” a pasta após os sucessivos problemas que o PR vem causando ao seu governo. Até o momento, dezenas pessoas já foram demitidas.

Tudo começou após vir a tona casos de corrupção dentro do ministério, no Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes) e na Valec (estatal de ferrovias). Aliado do governo federal o PR, que controla a pasta desde o governo Lula, se viu no olho do furacão após casos de propina e corrupção. O ministro Nascimento não resistiu e foi demitido. Voltou para o Senado[bb], onde ocupará uma cadeira do estado do Amazonas. Outros três diretores do Dnit e mais dois da Valec também acabaram perdendo seus empregos.

Ao contrário de Lula, que procurava sempre resolver as coisas na base da conversa, Dilma mostra que tem um gênio forte. A presidente não gostou dos escândalos e não quer ver sua popularidade cair após mais uma crise ministerial (já teve problemas com Antonio Palocci que resultou na demissão do petista). Dilma, ao contrário de Lula, tem uma personalidade forte. Ministros revelaram a imprensa que as reuniões com ela são sempre duras. Como gestora, Dilma não quer ver nenhum erro durante seu governo a frente do país.

Acreditamos que a presidente esta certíssima nessa decisão de limpar de seu governo e banir políticos desonestos no Planalto. O PR há anos vem enfrentando denúncias de corrupção, tendo como carro-chefe o deputado Valdemar Costa Neto, que também é réu no processo do Mensalão. O partido tem força no Senado e na Câmara dos Deputados e vai usar sua influência para pressionar Dilma. O partido não quer perder suas mordomias e não duvidamos que use de chantagem para tal.

Dilma precisa agora mostrar a coragem que Lula[bb] não teve quando presidente: enfrentar de frente esses espectros da política nacional. Se ela vai conseguir só o tempo dirá, mas já será um grande passo barrar de uma vez por todos parlamentares que utilizam a política como um trampolim pessoal para negócios próprios. Confiamos e torcemos para que Dilma continue com essa faxina, varrendo essa sujeira para bem longe do Planalto.

James Freitas e Guilherme Freitas
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jul 2011 04

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Esta é a vergonhosa situação das escolas do Brasil – Crédito: Divulgação

Em março a Unesco, braço da ONU para a cultura e educação, divulgou seu ranking anual de educação contando o ano de 2010. Alguns países subiram na avaliação e outros caíram. Ao todo foram listados 127 nações de todos os continentes. O Brasil permaneceu no mesmo lugar de 2009: a 88ª colocação. Isso mesmo caro leitor, 88º posto de 127, que correspondente ao nível médio. Mas bem que poderia ser nível medíocre.

Maior país da América do Sul, o Brasil[bb] fica atrás de todos os seus vizinhos como Uruguai (36º), Argentina (38º), Chile (49º), Colômbia (71º), Peru (72º), Venezuela (74º), Paraguai (77º), Bolívia (78º) e Equador (80º). Ou seja, somos os piores do nosso continente em educação. Uma vergonha. Nos países de língua portuguesa não podemos comemorar muito. Só superamos Moçambique e Cabo Verde. Países de pouca expressão mundial como Moldávia, Belize e Namíbia estão a nossa frente.

Mas como isso é possível? Como o país que detém o oitavo maior PIB do mundo e é considerado um aspirante a potência no futuro é apenas 88º no ranking de educação? Simplesmente porque os nossos governos desde que Cabral aportou por aqui nunca ligaram para a educação. Não há investimentos e quando há, são abandonados ou pouco explorados. Tivemos melhoras nas últimas décadas com mais alunos chegando ao ensino superior e um combate mais rígido contra o analfabetismo.

Mas de que adianta combater o analfabetismo e ensinar um cidadão apenas a conseguir assinar o seu nome numa folha de papel? Quem manda no Brasil atualmente tem medo de uma palavra que está na nossa bandeira: progresso. Com educação você adquire conhecimento e progride. É um passaporte para uma vida melhor.

Se tivéssemos a educação e politização de uma Suécia ou Estados Unidos, por exemplo, acabaria a mamata da classe política, dos bancos sanguessugas, da mídia manipuladora e dos empresários bilionários que lucram com a ignorância do povo. E para eles, quando mais burro melhor. Com pessoas mais educadas haveria mais competitividade no mercado de trabalho, mais vaga para pesquisas em universidades[bb] e o país todo evoluiria. Mas isso parece mais um sonho distante, uma utopia.

É duro ver escolas como na imagem à cima, sem estrutura decente para uma prática tão importante da nossa vida. Isso que existem escolas em condições muito piores nos rincões do Brasil. Pior é ver político fazendo festa ao receber alunos que ganham medalhas em Olimpíadas Internacionais como se fossemos uma Noruega da vida. É preciso uma revolução na educação urgentemente, caso contrário iremos nos igualar ao Níger, 127ª colocado na lista da Unesco e lanterninha do ranking da educação.

Veja o ranking completo da Unesco, clicando aqui.

James Freitas e Guilherme Freitas
Editores e Idealizadores do Blog da Comunicação
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jun 2011 03

por Guilherme Freitas e James Freitas
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Caros leitores, chega ao fim a cobertura do especial de aniversário de três anos do Blog da Comunicação. Durante cinco dias abordamos o conflito entre Israel e Palestina, dois irmãos que não conseguem se entender e chegar a um acordo. Abrimos a série com um editorial explicando os motivos que nos levaram a escolher este assunto. Logo em seguida, contamos um pouco sobre a história do Estado de Israel e apresentamos um perfil de personagens chaves. Sobre o drama palestino, Leandro Lopes escreveu um belo artigo e a pesquisadora Baby Siqueira Abrão abordou a luta pela liberdade deste determinado povo.

O terceiro dia foi simbólico. Foi em um dia 1º de junho que nasceu o Blog da Comunicação e é neste dia que é comemorado o Dia da Imprensa. Por isso apresentamos uma entrevista com a jornalista e correspondente em Israel Nathalia Watkins e artigos sobre a mídia na Terra Santa, autoria de Kika Cirra. Também reservamos espaços para o futebol, o esporte mais amado do planeta e que não conseguiu uma trégua entre os dois rivais.

Por fim, apresentamos dados e informações de Israel e uma galeria de fotos do país. Esperamos que tenham gostado deste projeto e já adiantamos que iremos produzir mais especiais ao longo do ano e claro, ano que vem no aniversário de quatro anos mais um super comercial! Fiquem ligados no Blog da Comunicação!

Coordenação: Guilherme Freitas e James Freitas

Textos: Guilherme Freitas, James Freitas, Leandro Lopes, João Paulo Denófrio, Kika Cirra, Maísa Capobiango e Isaque Criscuolo.

Agradecimentos: Baby Siqueira Abrão, Nathalia Watkins e equipe do Blog da Comunicação.

Crédito das imagens: Bill Hackwell, Baby Siqueira Abrão/Parallaksis.blogspot.com, FIFA.com, Ricardo Stuckert, Roberto Stuckert Filho, Anav Silverman/Sderot Media Center, Fady Adwan/Propaimages, EFE, Osama Silwadi/Reuters, Life, Governo de Israel, Ahmed Deeb/WN, White House Photographs Collection, Abid Katib/Getty Images, Arquivo das Nações Unidas (ONU) e Assaf Kutin/The State of Israel Government Press Office.

Fontes consultadas: Central de Inteligência Americana (CIA), Palestinian Centre for Human Right, Governo do Estado de Israel, Forças de Defesa do Estado de Israel, Alto Comissariado das Nações Unidas, Organização das Nações Unidas, TV Al-Jazeera, Baby Siqueira Abrão, FIFA e Beth-Shalom.

mai 2011 30

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Evolução dos mapas de Israel, dos tempos bíblicos até 1967 – Crédito: Ilustração/Reprodução

Há 63 anos nascia no Oriente Médio uma nova nação. Após o fim da II Guerra Mundial e o Holocausto, os judeus afirmaram o desejo de ter uma pátria. A recém-criada Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu então que era hora deste povo criar o seu Estado. A sugestão foi dividir a Palestina, na época território Império Britânico e ocupada em sua maioria por árabes, em dois: um Estado judeu e outro árabe. Desde então, esses irmãos milenares jamais se entenderam. Guerras, atentados terroristas, conflitos religiosos e muros marcaram e marcam a história de Israel.

Nessas seis décadas a Terra Santa já viu muita violência, como guerras entre judeus, árabes e palestinos, atentados terroristas contra inocentes e incursões desproporcionais do exército israelense. Mas ao mesmo tempo já foi testemunha de boas ações, como inúmeras tentativas de se chegar a paz e relações cordiais entre vários cidadãos dos “dois lados”. Interferências estrangeiras (EUA, nações árabes, ONU e outros), além de interesses econômicos e religiosos também colaboram para que a paz seja uma realidade distante.

Recentemente o presidente dos EUA Barack Obama discursou sobre as fronteiras de Israel e a criação do Estado palestino. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, não aceitou a proposta do americano e apresentou a sua versão. Agora quem não aceitou foi o Fatah, partido que governa a Cisjordânia, que classificou a proposta como “uma declaração de guerra”. Como podemos ver essa novela ainda vai se arrastar por muito tempo.

Escolhemos abordar este assunto na comemoração de aniversário do nosso blog por vários motivos. Primeiro pelo fato de ser um tema que é assunto em todo o mundo, onde todos têm a sua opinião. Também pela razão histórica e cultural, afinal a Terra Santa é palco de milhares de histórias. E por fim, o fato jornalístico, afinal estão lá centenas de jornalistas de vários cantos do mundo. E também por muitos outros motivos.

Durante uma semana iremos abordar aqui questões históricas, políticas e culturais. Ouvimos especialistas e envolvidos no assunto, para que além da nossa produção houvesse análises e comentários de pessoas que vivem de fato a questão. Imagens e infográficos complementam esse trabalho que comemora três anos de Blog da Comunicação. Esperamos que vocês leitores gostem desta semana especial sobre Israel e Palestina. Boa leitura!

James Freitas e Guilherme Freitas
Editores e Idealizadores do
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