fev 2010 20

Oficialmente o PT lançou seu candidato a presidência da República e a sucessão de Lula. Ou melhor, sua candidata. Sem surpresas, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff foi confirmada como pré-candidata ao Planalto. Além de Dilma, a ex-ministra de Lula, Marina Silva (PV) também é pré-candidata a eleição de outubro. Resta saber se Ciro Gomes (PSB) continua na disputa e quando José Serra (PSDB) vai oficializar sua candidatura. E você leitor, acredita que Dilma pode chegar ao Planalto? Vote na nova enquete do Blog da Comunicação, localizada na barra lateral a direita do seu monitor.

Dilma e Lula durante o anúncio da pré-candidatura da ministra – Crédito: G1/Globo.com

RESULTADO - Na enquete anterior abordamos o caso José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal ainda preso. A maioria dos leitores, 57%, acha que Arruda deve ser condenado a prisão e perder o mandato. Para 37%, o governador deve ser banido para sempre da política nacional. Outros 3% disseram que Arruda não deve continuar na cadeia, mas precisa entregar o cargo imediatamente. Também outros 3% afirmam que após a prisão, o governador deve voltar a exercer seu mandato como se nada tivesse acontecido.

fev 2010 13

A semana do Carnaval teve uma notícia que balançou a política nacional. O governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, foi preso após os escândalos de corrupção em seu governo e ainda está confinado no prédio da Polícia Federal na capital do país. Mesmo preso, Arruda ainda esta no cargo de governador e agora aguarda seu futuro que deve ser definido após o Carnaval. Mas o que você acha que tem que acontecer com Arruda? Deixe seu voto na nova enquete do Blog da Comunicação, localizada na barra lateral a direita do seu monitor.

RESULTADO – A maior torcida do Brasil deu as caras no Blog da Comunicação e está confiante no time do Flamengo nesta edição da Libertadores. Para 32% dos leitores, o rubro-negro é o brasileiro com mais chances de vencer a competição sul-americana. O São Paulo, que estreou com vitória sobre o Monterrey, foi citado por 23% e o Corinthians, que busca seu primeiro título, teve 21% dos votos. O Cruzeiro, que começou com derrota, teve 15% dos votos e o Internacional apenas 9%.

dez 2009 11

por Kika Cirra
politica@blogdacomunicacao.com.br

Um grupo de aproximadamente 100 manifestantes[bb] voltou as ruas de Brasilia na tarde de ontem para protestar contra a permanência do governador José Roberto Arruda (DEM-DF) no cargo, mesmo um dia depois da manifestação que foi contida por um forte aparato policial, com a ação da Tropa de Choque e da Cavalaria da Polícia Militar.

O grupo saiu em passeata gritando palavras de ordem, em uma das faixas carregadas pelos manifestantes lia-se: “Panetone não pode virar pizza[bb]“. Os manifestantes se concentraram na Praça Zumbi dos Palmares, localizada na parte frontal de um centro comercial.

Manifestantes e policiais se confrontram em Brasília - Crédito: Agência Estado
Manifestantes e policiais se confrontram em Brasília – Crédito: Agência Estado

Após, os manifestantes seguiram escoltados por um pelotão da Polícia Militar, diretamente para a Esplanada dos Ministérios e, fizeram um desenho humano com a palavra FORA em seguida se dispersaram caminhando em direção a rodoviária de Brasília.

Para os integrantes do movimento que organizou o protesto contra Arruda, a série de imagens da cavalaria avançando contra 2,5 mil manifestantes na manhã de ontem, é contabilizada como vitória.

O governador José Roberto Arruda - Crédito: Divulgação
O governador José Roberto Arruda – Crédito: Divulgação

O públicitário Thiago Ávila, 23 anos, revelou que a imagem assustou seus pais, que vivem em um bairro nobre de Brasília e que são funcionários públicos.de acordo com Thiago, esta cena deixa bem clara a “truculência” da Polícia do atual governador, e complementou: “Todos viram que a Polícia não respeita o Estado democrático de direito e a liberdade das pessoas de protestar, a indignação das pessoas nas ruas deve e vai resultar no impeachment[bb] de Arruda”.

Fonte: Yahoo Notícias e Agência Estado.

dez 2009 10

por Henrique Beirangê
politica@blogdacomunicacao.com.br

A cena parecia surrealista. Dezenas de manifestantes se reuniram em frente à Assembléia Legislativa do Distrito Federal para defender o Governador José Arruda (DEM-DF), flagrado recebendo dinheiro[bb] vivo em um esquema de corrupção.

Partidário do governador do DF Arruda em ato na capital federal - Crédito: Divulgação
Partidário do governador do DF Arruda em ato na capital federal – Crédito: Divulgação

Toda aquela gente levantando bandeiras e gritando palavras de ordem em defesa de Arruda chega a ser repugnante. Tamanha patifaria nos indigna e nos faz questionar a que ponto a falta de auto respeito e de dignidade pode um ser humano se dispor. Trazidos em ônibus fretados, a maioria dos manifestantes eram compostos por cabos eleitorais de Arruda, muitos dos quais ocupam cargos públicos em sua “administração”. Segundo jornalistas presentes no local, eles disseram que foram liberados do “trabalho” para apoiarem o governador.

A cena causa perplexidade e infelizmente não é um caso isolado. Há alguns meses atrás, Agaciel Maia, ex-diretor do Senado acusado de presidir o escândalo dos atos secretos naquela casa, fora aplaudido de pé pelos “funcionários” do Senado quando de sua saída.

Estima-se que haja em torno de 600 mil cargos públicos no Brasil ocupados por não concursados, entre cargos de confiança e terceirizados. Para se ter uma idéia do tamanho da excrescência, países como Alemanha e França não possuem mais do que 500 pessoas em todo o país exercendo atividades deste tipo. Na Inglaterra não passa de 300. Nos Estados Unidos, que possuem uma máquina administrativa muito maior que a brasileira, são cerca de 9 mil.

Manifestantes contrários ao governador do DF protestam em Brasília - Crédito: Divulgação
Manifestantes contrários ao governador do DF protestam em Brasília – Crédito: Divulgação

Cargos comissionados no Brasil[bb] são sinônimos de moeda de troca em barganhas políticas de toda natureza. Aqui, a estrutura de Estado se fundou em caracteres patrimonialistas que impedem e dificultam a separação do público e privado. Em nossas terras o mérito, a dedicação, a capacidade intelectual e técnica, muitas vezes são sobrepostas por relações de compadrio e clientelistas. O famoso QI (Quem indica) é a demonstração cabal de que as relações de afeto no Brasil, facilmente se tornam incestuosas quando se trata da coisa pública.

O professor José Matias Pereira, do curso de Administração da UNB, em entrevista ao Jornal Gazeta do Povo, entende que — à exceção dos agentes políticos (ministros, secretários estaduais e municipais), que são necessários — os cargos de confiança geram distorções no funcionamento do Poder Público. Segundo Pereira, a livre contratação traz ineficiência para a administração pública, além de aumentar as chances de corrupção[bb]. “Eles não têm compromisso com a máquina pública, diferente do que ocorre com os concursados.”

Ou se acaba com os cargos comissionados e ocupações desta natureza, ou esse parasitismo dentro do Estado acaba com o Brasil.

dez 2009 07

por Guilherme Freitas
politica@blogdacomunicacao.com.br

A política brasileira está em crise. O escândalo[bb] mais recente foi o “mensalão do DEM”, como cita Henrique Oliveira aqui neste blog, liderado pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (que já tinha um currículo famoso na política nacional). Os partidos políticos que estão em uma situação muito delicada. Pioram a cada ano. O DEM é o melhor exemplo disso, perdendo cargos a cada eleição. E ano que vem corre o risco de ser o fiasco, vendo seu único governador não sendo reeleito.

Um exemplo é o PT. Lula é muito maior do que a sigla, que chegou ao poder em 2003. Depois do escândalo do mensalão em 2005 e outros envolvimentos em casos de corrupção, vários nomes do PT “se queimaram”, como José Dirceu e José Genoino, que poderiam ser os sucessores de Lula. Outros deixaram a sigla por não se identificarem mais com o partido que mudou seus ideais ao longo dos anos. Como exemplos cito Heloísa Helena, Cristovam Buarque e mais recentemente Marina Silva.

Montagem com as siglas de partidos políticos - Crédito: João Arruda
Montagem com as siglas de partidos políticos – Crédito: João Arruda

Outro partido que está em crise é o PSDB. O partido tem dois grandes figurões nacionais: José Serra e Aécio Neves, ambos presidenciáveis e governadores de estados importantes do país. Além deles, há Geraldo Alckmin e outros líderes regionais como Tasso Jereissati. Após o mandato de FHC, o PSDB não conseguiu fazer uma oposição ao governo Lula e foi ficando menor a cada ano. Alguns de seus principais nomes se meteram em confusões, como a governadora Yeda Crusius no Rio Grande do Sul. Se perder a eleição de 2010 corre o risco de ver seus políticos migrando para siglas rivais e se tornar no futuro um partido nanico.

Além dos três partidos citados no texto, há o PMDB. Um partido que reúne políticos como José Sarney, Michel Temer e Renan Calheiros. Um partido que sai governo, entra governo está sempre no poder. Um partido que não quer ser protagonista. Um partido que quer apenas o poder e age por puro interesse próprio.

E o que falar das dezenas de siglas nanicas que existem apenas para compor siglas com os gigantes e herdarem cargos em administrações. Assistimos anualmente políticos trocarem de partido e inventarem as mais variadas desculpas, isso quando não são expulsos por escândalos corruptos. E sempre há “ameaças” de novas siglas surgirem. Lamentável. Na política brasileira os partidos não servem absolutamente para nada. É cada político por si.

dez 2009 01

A HORA DA FAXINA3

Escrito por Henrique Oliveira | Postado em Política | Tags: , , , ,

Por Henrique Oliveira

politica@blogdacomunicacao.com.br

Há cinco anos atrás o Brasil se estarrecia com um dos maiores escândalos de corrupção da nossa história recente: o então Ministro da casa Civil, José Dirceu, comandou um esquema de desvio de verbas  que beneficiou algumas dezenas de deputados.  Com verbas desviadas pelo publicitário Marcos Valério através de empresas estatais com as quais a sua empresa tinha contrato, parlamentares ligados ao governo Lula se locupletaram com dinheiro ilegal (dinheiro este que, não esqueçamos, foi escondido e transportado até nas cuecas dos políticos).

Naquela época alguns políticos, ditos defensores da ética, saltaram ferozmente para atacar os colegas envolvidos na maracutaia: José Dirceu perdeu seu cargo e foi execrado pela opinião pública. O presidente Lula e o PT sofreram, talvez, a maior pressão das suas duas presidências, sendo o presidente pressionado até por uma pretensa (mas muito distante) destituição. O “mensalão” de José Dirceu e Cia. foi um prato cheio nas mãos de oportunistas que querem enganar o povo criando uma imagem de honestidade que, simplesmente, não existe. Políticos sem nenhuma idoneidade costumam usar uma verdadeira pele de cordoeiro em busca de votos e de poder. Vejam, por exemplo, este vídeo:

Imagem de Amostra do You Tube

O partido dos Democratas e seus caciques são a prova de que a política brasileira está submersa num rio negro de hipocrisias. Nestes últimos dias o governador do Distrito Federal José Roberto Arruda – que em 2001 já tinha sido envolvido no escândalo da violação do painel eletrônico do Senado -  provou que aqui, corrupção se paga com corrupção: aqui nada se vê e todo mundo é santo. Porque aqui, infelizmente, impera a política do ganho fácil e da cara-de-pau. Quem ontem dizia com eloquência ser integrante do grupo veementemente contra o “mensalão”, hoje protagoniza um esquema idêntico. No chamado “mensalão dos democratas” este mesmo governador, aparentemente tão polido e honesto, aparece em imagens onde também recebe dinheiro ilegal. Vejam:

Imagem de Amostra do You Tube

O escândalo do “mensalão dos democratas” explodiu na última quinta-feira, quando os escritórios e residências do atual governador do DF foram devassados pela Polícia Federal (PF) em busca de mais provas e ou evidencias para a então investigação secreta. Segundo declarações da própria PF, o esquema foi denunciado por Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo de Arruda. “Durval contou à polícia e ao Ministério Público que o esquema teria começado ainda no governo passado, de Joaquim Roriz. Em um vídeo, gravado em agosto de 2006, José Roberto Arruda, então candidato a governador, aparece recebendo R$ 50 mil das mãos de Durval Barbosa. [...] Um outro vídeo, gravado em 2006, mostra o atual presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Leonardo Prudente, dos Democratas, recebendo vários maços de dinheiro. Ele vai enchendo os bolsos um a um. E quando não há mais espaço, coloca uma parte nas meias” (fonte: G1).

Como pudemos então perceber,  José Roberto Arruda, único governador eleito pelos Democratas nas últimas eleições, assim como muito políticos do nosso país, é um demagogo profissional. Na frente das câmeras e nos palanques é o homem mais honesto e correto que existe. Atrás delas, porém, é mais um oportunista que usa da retórica para engabelar o nosso povo. O vídeo que mostra o governador recebendo propina nada mais é do que um retrato do ponto caótico ao qual nossa política está chegando. Depois dos escândalos sucessivos no Congresso nacional, um dos principais governadores do principal partido de “oposição” ao governo é protagonista de uma sórdida trama corrupta. Com tanta sujeira, será que chegamos ao fundo do poço? Será que ainda teremos escolha nestas próximas eleições?

As respostas para as perguntas acima, somente nós, enquanto poder popular, é que poderemos escrever. No entanto, o que claramente dá para perceber é que, mais do que nunca, necessitamos “exorcizar” figuras como essas dos nossos governos. Não dá mais para conviver com escândalos desse porte. O nosso cenário político precisa de uma “faxina geral”, e só o povo a poderá fazer em 2010. Petistas, democratas, peemedebistas e outros grupos políticos vêm nos demonstrando, há muito, que são especialistas em marketing e em confeccionar esquemas. Resta-nos reagir ou vergonhosamente aceitar. E então, o que escolheremos?