fev 2010 08

por Henrique Beirangê
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* Trabalho apresentado ao Curso de Especialização em Ciências Humanas: Brasil – Estado e Sociedade, à disciplina de Sociologia Contemporânea, ministrada pelo professor Gilberto Salgado, para obtenção de nota final. UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA. INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS. Por: Henrique Estevão Passos Novais Beirangê e Josiane Danielle Gomes de Barros, Juiz de Fora, 2010.

Confira abaixo a introdução da tese:

A proposta deste trabalho é realizar uma análise de conjuntura política e econômica do Governo Lula. Procuraremos diagnosticar o período compreendido entre os anos de 2003 e 2009 e as perspectivas do ano final de seu segundo mandato, 2010. A pesquisa fará uso dos textos disponibilizados pelo professor Gilberto Salgado ao curso de Pós Graduação Brasil, Estado e Sociedade da Universidade Federal de Juiz de Fora, além de outros estudos sobre o assunto.

Luiz Werneck Vianna lembra que a conjuntura não é, está. Procuraremos realizar tal empreendimento partindo do princípio de que o analista que interpreta a conjuntura sabe que não pode agir em nome próprio. Tal como o percebe, o processo de longa duração em que está envolvido não pode ser resolvido sem o protagonismo de um outro.

Ator, ação, interesse e tempo consistem nas dimensões analíticas da conjuntura, momento e circunstância em que os homens fazem história, às vezes sabendo, noutras, sequer desconfiando disto, frequentemente, fazendo-a em sentido oposto à sua intenção (Vianna). Elaborar uma análise de conjuntura com um mínimo de imparcialidade requer o exercício da honestidade intelectual. Reunir dados e estatísticas e contextualizá-los com o sistema político vigente, sua engenharia institucional, suas limitações e o momento histórico em que os personagens se situam. A velha máxima de que os números falam por si só é por demais temerária. Maquinações ardilosas podem conduzir a enganos e tornar um estudo aparentemente acadêmico em mera ferramenta de difusão ideológica.

O presidente Lula sauda simpatizantes – Crédito: Divulgação

Os autores deste trabalho tentarão se esforçar em mitigar seus personalismos para que a imparcialidade seja tida como meta, embora sabedores que o mito da neutralidade absoluta é uma expectativa fantasiosa, haja vista diversos estudos na área de comunicação social sobre o tema, tendo como expoentes entre outros Edgar Morin e Guy Debord.

Nosso trabalho apostará na análise através da perspectiva histórica de ascenção de Lula como líder operário à Presidente da República e seus resultados quantitativos e qualitativos , já como governante, em perspectiva comparada a governos anteriores, sobremaneira a seu antecessor imediato, Fernando Henrique Cardoso.

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