mai 2011 30

por Maísa Capobiango
blog@blogdacomunicacao.com.br

Uma capa histórica do jornal The Palestine Post - Crédito: Reprodução

Era fevereiro de 1947 quando a Grã-Bretanha, um império em declínio, passou o controle da Palestina à Organização das Nações Unidas (ONU). O aumento dos conflitos entre judeus, ingleses e árabes forçou a reunião da Assembleia Geral da ONU, realizada em 29 de novembro de 1947, presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha e que decidiu pela divisão da Palestina Britânica em dois estados, um judeu e outro árabe, que deveriam formar uma união econômica e aduaneira. Em 14 de maio de 1948, David Ben-Gurion, primeiro de Israel, assinou a Declaração de Independência do Estado de Israel. A partir daí, começa a era de conflitos no país.

GUERRA DE INDEPENDÊNCIA
A Primeira Guerra Árabe-Israelense irrompeu logo após a independência, quando o Egito, Transjordânia, Iraque, Síria e Líbano mandaram suas tropas para invadir o estado nascente. O projeto de partilha da Palestina aprovado pela ONU previa o estabelecimento de dois estados, um árabe e outro judeu. Os árabes da Palestina não aceitaram a partilha e, com o apoio dos cinco países vizinhos, iniciaram o conflito, atacando bairros e cidades judias.

A guerra durou de 1948 a 1949 e culminou na fuga de cerca de 800 mil árabes palestinos e na invasão da Faixa de Gaza pelo Egito e da Cisjordânia pela Transjordânia gerando, assim, a Jordânia. Israel também conquista cerca de 75% do território que seria destinado aos palestinos e a parte ocidental da cidade de Jerusalém.

O mapa original que criaria os dois estados. De vermelho o árabe e de verde o judeu – Crédito: Arquivo das Nações Unidas (ONU)

A GUERRA DE SUEZ
Em 26 de julho de 1956, o líder do Egito Gamal Abdel Nasser ocupa, nacionaliza e bloqueia o Canal de Suez impedindo o acesso de navios israelenses. Em resposta, Israel se alia à França e ao Reino Unido e integra uma força militar que invade o Egito em 29 de outubro. Israel penetra na Península do Sinai, mas é obrigado a recuar pela pressão dos Estados Unidos e da União Soviética. A ONU envia uma força de paz internacional a Suez.

A GUERRA DOS SEIS DIAS
Em 1964 é fundada no Cairo a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Ao longo das duas décadas anteriores, houve ataques terroristas esparsos contra Israel apoiados por países vizinhos. Com o acirramento das hostilidades e ante a iminência de um ataque militar conjunto árabe, Israel ataca Egito, Síria e Jordânia. Em 5 de junho de 1967, ao amanhecer, a força aérea israelense (FAI), fez um ataque coordenado às principais bases aéreas do Egito, destruindo todos os seus aviões no solo e inutilizando as pistas, marcando o início da Guerra dos Seis Dias.

Tanque de guerra israelense ocupa as colinas de Golã na Guerra dos Seis Dias Crédito: Assaf Kutin/The State of Israel Government Press Office

No período da guerra, a FAI, destruiu 350 aviões árabes e perdeu 31. O exército egípcio tinha sete divisões e cerca de 950 carros de combate. O exército israelense montou a Operação Lençol Vermelho, fazendo um ataque-relâmpago.

Em 8 de junho, os israelenses fizeram uma armadilha, destruindo 60 tanques, 100 caminhões e 300 veículos. Para reabrir o estreito de Tiran, foi enviado um grupo de combate para o sul da península, a fim de encontrar com as forças pára-quedistas que saltavam em Sharma-el-Sheikh, não teve luta porque a guarnição egípcia havia se retirado.

Dificilmente na história militar, ocorreu uma vitória tão ampla e que foi conquistada em tão pouco tempo. Foram apenas quatro dias para derrotar um grande exército com sete divisões. A partir daí, a tensão só cresceu na Terra Santa.

Amanhã tem a segunda parte, aguardem!

jan 2011 18

A 17ª edição do Comunicast, o Podcast do Blog da Comunicação está no ar! E o primeiro programa de 2011 tem apresentação de Guilherme Freitas, com comentários de Leandro Lopes e Maísa Capobiango. O trio conversa e debate sobre as chuvas que devastaram a região serrana do Rio e provocaram mais de 600 mortes. Críticas ao poder público, a população e uma comparação com as chuvas na Austrália são as atrações do programa.

Confira a 17ª edição do Podcast BGC. Tempo total de 21min27s:

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dez 2010 02

por Maísa Capobiango
cidades@blogdacomunicacao.com.br

Ruas quase desertas, ônibus vazios, helicópteros, policias em toda parte e clima de medo, muito medo. Há exatamente uma semana, o Rio de Janeiro viveu o pior dia do confronto entre policiais e bandidos. Digo pior porque foi essa a impressão que quem estava na cidade, acompanhando um pouco mais de “perto” teve.

Felizmente, aqueles dias de pânico, de ficarmos com receio de sair de casa, já estão ficando para trás. Sei que o assunto já está dando ‘canseira’, mas, preciso registrar a impressão de que tive de tudo isso.

Trabalho na Avenida Brasil, próximo à Pena, ou seja, à Vila Cruzeiro. A quantidade de carros de polícia, armas e helicópteros que vi por aqui, foi impressionante. E, claro, foi impossível conseguir me concentrar para trabalhar nesses dias. Muita dor de cabeça e muitíssimo medo. Era o corpo e, ao mesmo tempo, a mente reagindo aos acontecimentos.

As autoridades pedindo que a população agisse normalmente, dizendo que a mídia estava fazendo “pirotecnia” com a situação. Não concordo. Não foi pirotecnia. Achei que vimos até muito pouco. Acredito que Tropa de Elite 2 não chega aos pés do que realmente acontece entre policiais e bandidos. Pensando assim, acabamos ficando meio descrente de que alguma coisa pode mudar. Mas, mudar como, se é o cara que lá dentro do presídio que comanda o tráfico aqui fora? É uma teia tão bem construída que, não vai ser uma ação para mostrar ao mundo que o Rio de Janeiro pode receber Copa e Olimpíadas, que vai resolver a situação.

É absurdo nos sentirmos reféns da violência, termos medo de ir à padaria, de sair à noite ou mesmo de ir para o trabalho. Amo muito o Rio de Janeiro. É a cidade que escolhi para viver. Justamente por isso, quero pensar que ainda tem jeito, sim, e que quando meus filhos nascerem, não vão ser acordados pela manhã com barulhos de sirenes e de tiros, como eu fui na semana passada.

nov 2010 05

A 11ª edição do Podcast BGC está no ar! Mais uma vez o programa debate as eleições 2010. Desta vez o editor-chefe do Blog da Comunicação e âncora do podcast Guilherme Freitas, conversa com três colunistas do site em três locais diferentes: o também editor-chefe James Freitas em São Paulo e as colunistas Natália Christofari e Maísa Capobiango, em Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Eles analisam o resultado final das eleições que coroou Dilma Rousseff como a 40ª presidente do Brasil. O Comunicast, o Podcast do Blog da Comunicação também disponível no site PodcastOne. Para acompanhá-lo e baixá-lo em mp3, clique aqui.

Confira a 11ª edição do Podcast BGC. Tempo total de 25min35s:

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out 2010 08

A nona edição do Podcast BGC está no ar! Mais uma vez o programa debate as eleições 2010. Desta vez o editor-chefe do Blog da Comunicação e âncora do podcast Guilherme Freitas, conversa com três colunistas do site em três locais diferentes: o também editor-chefe James Freitas em São Paulo e as colunistas Natália Christofari e Maísa Capobiango, em Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Eles analisam o resultado das eleições para Governo e Senado nos três principais colégios eleitorais do país e dão palpites sobre o 2º turno do pleito presidencial. O Comunicast, o Podcast do Blog da Comunicação também disponível no site PodcastOne. Para acompanhá-lo e baixá-lo em mp3, clique aqui.

Confira a nona edição do Podcast BGC. Tempo total de 21min20s:

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ago 2010 11

A quinta edição do Podcast BGC já está disponível na nossa página. O programa, intitulado “Conexão Rio-São Paulo”, tem como âncora o editor-chefe do Blog da Comunicação, James Freitas. Os convidadas são os colunistas Guilherme Freitas e Maísa Capobiango, que discutem sobre a questão da segurança pública nas duas metrópoles. O programa também disponível no site PodcastOne. Para acompanhá-lo e baixá-lo em mp3, clique aqui.

Confira a quinta edição do Podcast BGC. Tempo total de 16min40s:

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