jan 2012 29

Na semana passada passou a vigorar na cidade de São Paulo[bb] uma nova lei para os supermercados: deixar de fornecer sacolinhas de plástico para os consumidores. A mudança teve prós e contra. Muitos apoiam a iniciativa que diminuíra o consumo de plástico na cidade e que conscientizará a população. Quem é contra não quer pagar alguns centavos para adquirir sacolinhas biodegradáveis e quer receber estas sacolas de graça. E você leitor, o que acha disso tudo? É a favor ou contra o fim das sacolinhas plásticas nos supermercados? Vote na nova enquete do Blog da Comunicação, localizada na barra lateral a direita do seu monitor.

Um modelos de sacola ecológica - Crédito: Reprodução

RESULTADO - A última enquete do Blog da Comunicação pegou carona no desabafo do jornalista Carlos Nascimento no jornal SBT Brasil. Perguntamos aos leitores se os brasileiros já foram mais inteligentes como disse o jornalista. Para 77% dos leitores, nós brasileiros já fomos mais inteligentes. Os demais 23% discordam da opinião de Nascimento.

out 2011 04

por Guilherme Freitas
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

O artigo de hoje será três por um. Energia[bb] ao cubo. Primeiro será sobre uma torre que armazena energia para 25 mil casas. Segundo sobre uma folha artificial que transforma luz solar em combustível. E por fim, uma política ecológica que está sendo executada na França onde carros elétricos são disponibilizados para empréstimo. Como podemos ver trata-se da preocupação humana e economizar energia.

Vamos começar com a torre geradora energia. Ela será inaugurada semana que vem na cidade espanhola Fuentes de Andalucía, próxima a Sevilha, e é um gerador de última geração que fornece energia por concentração. Trata-se do primeiro sistema de geração de energia do país. A potência deste equipamento é bem potente: pode produzir eletricidade por até 24 horas e abastece para até 25 mil casas. A geringonça funciona deste jeito: a torre principal recebe e armazena luzes solares que são captadas por um instrumento que projeta os raios do sol para um ponto fixo.

Carro elétrico disponível para ser alugado em Paris - Crédito: Thomas Samson/France Presse

Deixando a Espanha de lado, é hora de falar sobre a tal folha artificial que transforma luz solar em combustível. E foi nos Estados Unidos que cientistas conseguiram realizar esta proeza. De acordo com a revista “Science” esta folha é capaz de armazenar quantidades de combustível para ser reutilizado. Quando se coloca a folha em um contêiner com água, a célula solar produz bolhas de oxigênio e de hidrogênio que são coletadas e separadas. Esses gases então alimentam uma célula combustível, que transforma o líquido em combustível segundo os cientistas americanos.

Por fim voltamos a Europa, mais precisamente a Paris[bb]. Agora na capital francesa é possível alugar carros elétricos para se locomover. São os “Bluecar”, os pequeninos automóveis azuis. Ao todo são 60 carros que podem ser retirados e devolvidos em dez pontos da cidade, assim como acontece com as bicicletas. A intenção da proposta é incentivar os parisienses a deixar seus carros na garagem e utilizar veículos menores e que não poluem. Os “Bluecars” ainda estão em período de testes e devem começar pra valer apenas em 2012.

Como vocês podem ver, é o mundo preocupado com o meio ambiente e qualidade de vida. A natureza agradece.

ago 2011 02

Crédito - Site Ciclo Vivo

por Marcello Ghigonetto

blogdacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

Como muitos não sabem, por anos se discutiu no Congresso Brasileiro a lei que instituía uma Política Nacional de Resíduos Sólidos, sendo um pouco mais claro, foram 20 anos de debate, lobby, quebras de interesses e uma sanção que passou a ser um marco regulatório na área de resíduos no Brasil.

Após 12 meses muitos pontos determinados ainda geram certa desconfiança na população em geral e também ficam a dever quanto sua resolução, afinal empresas se tornam responsáveis pelos produtos ao longo de sua vida útil, ou chamada logística reversa, que se constituiu em um conjunto de ações que facilitem o retorno dos resíduos a seus geradores (empresas), para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos. Desta forma, a responsabilidade passa a ser compartilhada bem como a logística reversa e a institucionalização das obrigatoriedades nos geradores de resíduos. Já o poder público passa a ter um papel ainda mais importante como viabilizador dos setores, na previsão dos impactos sociais, econômicos e ambientais, buscando um desenvolvimento sustentável ao país.

O governo, prometeu investir algo perto de R$ 1,5 bilhões em projetos de tratamentos de resíduos sólidos, substituições de lixões e implementação de coleta seletiva, além da melhoria na qualidade de trabalho nos chamados catadores.

Talvez a única discordância da lei esta na diversidade regional do país. Para muitos, alguns municípios, pela natureza de sua localização geográfica e modais de transporte, jamais se adequariam as orientações da Política Nacional de Recursos Sólidos, o que mostra que a lei necessitaria de uma certa flexibilização pelo Governo Federal, algo muito pouco explorado até o momento.

Entre seus objetivos, a lei prevê:

–>  Não geração, redução, reutilização e tratamento de resíduos sólidos;

–>  Destinação final ambientalmente adequada dos rejeitos;

–>  Diminuição do uso dos recursos naturais como água e energia, no processo de produção de novos produtos;

–>  Intensificação de ações de educação ambiental;

–>  Aumento da reciclagem no país;

–>  Promoção da inclusão social e geração de emprego e renda para catadores de materiais recicláveis.

Para ser algo tangível de se buscar estabeleceram-se princípios para a elaboração dos Planos Nacional, Estadual, Regional e Municipal de Resíduos Sólidos. “Os municípios teriam como prazo até Agosto de 2012 para que apresentem seus planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos ao Ministério das Cidades”, segundo a Lei 12.305.

Pelo que me consta, pouco se fez para mudar este infeliz quadro, afinal ainda se tem muito trabalho para reverter. Atualmente temos quase mil lixões em aterros sanitários pelos quatro cantos do país, e dois dos principais eventos mundiais a ser realizados por aqui em até 5 anos. Os olhos do mundo estão voltados para o Brasil. É o crescimento a serviço do desenvolvimento sustentável. Mais uma vez, uma política agressiva mas que se torna passiva na concretização de suas medidas.

jul 2011 07

por Guilherme Freitas
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Essa história mescla tecnologia e ciência com o meio ambiente. A capital e maior cidade da Dinamarca[bb] não tem mais para aonde crescer. A solução encontrada pelo governo para não sobrecarregar Copenhague foi construir um puxadinho de casas e estabelecimentos comerciais no meio do Mar da Noruega. Isso mesmo, no meio do mar. Será uma extensão do bairro portuário Nordhavnen, uma área de cerca de 200 estádios de futebol sob o mar e que será habitada por futuros moradores.

Os trechos que serão habitados serão cortados por canais e pontes, que o ligarão com o resto da cidade. Tudo isso em nome do planejamento. “Não podemos reduzir as áreas verdes para construir mais casas e precisaremos de mais moradia nos próximos anos. Não podemos negar os possíveis efeitos das mudanças climáticas para o país. Já estamos fazendo projetos para lidar com o aumento do nível da água”, diz Jørgen Abildgaard, coordenador de assuntos climáticos da prefeitura de Copenhague.

Esquema de como ficará parte do bairro de Nordhavnen sob o mar – Crédito: Reprodução/Ilustração

As obras devem começar até o final do ano, mas vai levar muito tempo até os dinamarqueses habitarem o mar. A primeira parte da empreitada será concluída em 2025 e o resultado final está previsto para 2050! Ou seja, serão quase 40 anos de obras até o ousado projeto estiver concluído. O custo da obra será dividido entre o governo e a iniciativa privada.

A Dinamarca já está se preparando para o futuro e para a superpopulação no continente europeu. Até 2025, o governo estima que Copenhague tenha 60 mil moradores a mais, sejam nativos ou imigrantes. A idéia de se construir no Mar da Noruega se deu após a legislação da cidade proibir prédios com mais de seis andares e com respaldo popular. Para não desmatar os parques e florestas, o governo encontrou uma saída sob as águas. Criatividade e competência!

abr 2011 28

por Priscilla Aloi
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Vivemos uma situação preocupante. Agora não temos espaço para o lixo reciclado tamanho é o volume do que consumimos. Temos que nos conscientizar não no consumo, mas sim nas embalagens e produtos que as empresas estão utilizando. Vejo que iremos retroceder nesse sentido, mas como?

As sacolinhas plásticas já estão sendo substituídas, os refrigerantes em pet com o tempo voltarão a ser em garrafas de vidro e outros produtos que utilizam o plástico para ser armazenado também farão a opção em vidro. Nesse ponto teremos um pouco mais de qualidade para nossa vida e planeta!

Cartaz da Campanha da Fraternidade – Crédito: CNBB
mar 2011 29

Parque Olimpico da Cidade de Londres

Por Marcello Ghigonetto

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Sem falsa modéstia, muito mais que uma palestra, eu classificaria como uma consultoria gratuita ao COB. Seu nome é Dan Epstein. Sua função esta em desenvolver um plano de regeneração urbana sustentável para Londres, cidade sede das Olimpiadas de 2012. O tema um tanto quanto instigante “Grandes Eventos e Cidades Sustentáveis”.

De inicio, sua fala mansa remete a impressão que teríamos um conteúdo manso e morno. Muito pelo contrário, logo de cara a pergunta. “O Rio de Janeiro deve se perguntar o que quer ganhar com os jogos e não levar ele como uma mera oportunidade”. Para ele, o ideal seria a criação de um instituto que pensasse a cidade como um evento e tirar os proveitos desse com o intuito de herdar experiência e deixar um legado para a população.

Em Londres foram muitos os desafios e ainda hoje a “batalha” persiste. Em seu Parque Olímpico, o terreno antes era abrigado por gangues um tanto quanto violentas. A paisagem de nada agradava, tendo índices um tanto quanto curiosos “A expectativa de vida não passava de 50 anos, estamos falando de um bairro e não de uma cidade” afirma. Buscando uma solução para o então desafio, foram definidos 10 objetivos prioritários:

1º – Emissão Zero de Carbono
2º – Produção Zero de Lixo
3º – Transporte Sustentável
4º – Água Limpa
5º – Biodiversidade
6º – Baixo Impacto Ambiental
7º – Apoio as comunidades locais
8º – Acesso: emprego e negócios
9º – Saúde e bem estar
10º – Inclusão Social

Para Dan, todas as metas estão inseridas no conceito de “sustentabilidade”. Como exemplos alguns dos méritos que já deixaram de ser metas. Londres será a primeira olimpíada que não irá dispor de área de estacionamentos para carros. “Todas as áreas envolvidas com esporte terão acesso a transporte urbano limpo e sustentável, fundamentados na idéia de emissão zero e transporte renovável” mesmo principio adotado durante as obras, pela qual 60% do transporte em deslocamento de materiais para construção utilizando ferrovia.

Dan Epstein

Outro ponto de destaque se deu pela área desabrigada. No total foram demolidos 240 prédios. Deste montante, 77% totalmente reciclados para utilização em outras operações. Os rios no entorno do parque foram despoluídos para transporte por hidrovias. E para mim, o mais incrível. Conhecido como a cidade do chá, a cobertura de um dos ginásios recém construídos, é totalmente inusitada e fruto da reciclagem de 14 milhões de xícaras.

Ainda segundo Epstein, o mundo está olhando o Rio e para o governo brasileiro. “Coloquem de lado os problemas e a maneira tradicional de trabalhar. Reúnam todos, coloquem o ego de lado e trabalhem juntos. O prêmio é enorme: 4 bilhões de pessoas estarão olhando para isso”, destacou. “Digam aos políticos que eles passarão a ser amados depois disso”, concluiu Epstein, que foi bastante aplaudido pelo público que participou do primeiro dia do 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade promovido pelo LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) e realizado pela Seminars, no Hotel Tropical, em Manaus (AM).

Página 1 de 1012310...Última »