fev 2010 09

por Mel Fulli Frias *
politica@blogdacomunicacao.com.br

Estamos ou não estamos num país democrático ou será que isto não passa de um blábláblá? Tive a ousadia de escrever este texto, porque nem deveremos chamá-lo de artigo, pois não darei nenhuma informação extraordinária e nem meia-boca, considerando que meu conhecimento da política é baixo, porém não sou burra e é exatamente esta palavra que eu vou usar não sou BURRA não, e nem tola o suficiente para não perceber as notícias que não param de chegar de Brasília e de todo canto do Brasil.

São tantos os absurdos, absurdos mesmo com todo o peso da palavra eu repito de boca cheia e em voz alta, ABSURDOS! A começar com algo que me deixa mais indignada e não consigo encontrar palavras que expressem o tamanho dela e por isso vou dizer como as crianças dizem: Ela é maior do que o infinito cem mil vezes. Desde 2009 estamos presenciando o que eu chamo de boicote à democracia. Nosso querido Presidente, Luís Inácio Lula da Silva (com todo o deboche que você pode imaginar), não pára de desfilar por aí com sua aliada política a ministra Dilma Rousseff, com a clara intenção de fazer dela sua sucessora.

Nos palanques onde Lula se apresenta, lá está ela oferecendo aos eleitores discursos lindos e maravilhosos que proporcionariam um Brasil de primeiro mundo. Uau! Mas isso não me comove mais e acredito que muitos dos eleitores também não, já ouvimos tantas promessas nesses mais de quinhentos anos que eu não acredito nem mesmo no verbo de ligação que eles usam numa oração e outra e agora estou me referindo a todos os políticos.

A ministra Dilma Rousseff e o Presidente Lula – Crédito: Reprodução

Os demais partidos já tentaram impedir que Dilma iniciasse sua campanha antes do período devido de eleição, mas agora é tarde. Vou contar uma passagem que ocorreu durante minhas férias e que me fez refletir sobre tudo isso e por este motivo estou aqui falando deste assunto.

Pela manhã, lia um jornal na recepção do hotel em que me hospedei em Ipojuca (PE), cerca de sessenta quilômetros de Recife e a notícia da capa dizia: “Presidente Lula é internado com crise de hipertensão”. Por mais que eu avalie o governo atual deste líder como regular para baixo, fiquei surpresa e comentei em voz alta e a recepcionista logo se manifestou dizendo: “Meu querido presidente, ele vai melhorar, estou orando por ele, ele é ótimo, maravilhoso…” – Descreveu inúmeros adjetivos bons e nenhum deles se dirigia a forma dele governar e sim ao carisma natural e inegável de Lula e ela continuou: “Gosto dele desde quando eu tinha 13 anos, adorava ver a barba dele na televisão e desde quando pude votar meus votos sempre foram dele”. Então não resisti e perguntei: “Mas o que você aprecia nele? Os métodos de governo? As idéias?” e ela me respondeu: “Simplesmente gosto dele”.

Ou seja, esta moça que não deve passar dos trinta anos, dá o seu voto por simpatia sem mesmo estudar e avaliar as propostas de um político, sem conhecer seu passado e sem ter idéia do seu caráter, mas gostaria de ressaltar que isto acontece com grande parte do país, aliás, uma enorme parte dos eleitores ativos não reflete a importância da escolha do seu candidato seja para qual cargo for, porém minha conversa com a recepcionista não terminou aí e mais uma vez fiz uma pergunta já imaginado a resposta: “E nas próximas eleições, sua candidata é a Dilma?” e com um imenso sorriso no rosto ela disse: “Claro! Por que não seria? Lula fez uma excelente administração!”. Pela primeira vez a ouvi comentar sobre os oito anos de “Lula lá” e preferi não dar continuidade a prosa, pois já diz o ditado? “Futebol, religião e política não se discute”.

Meu candidato? O voto é secreto, mas de qualquer forma eu digo que ainda não sei estou tentando buscar o máximo de informações sobre os possíveis candidatos que estarão na concorrência para ocupar a Presidência, mas vou votar no candidato que merecer, seja ele de qual partido for, mas confesso que desde que alguns membros do PT se enfiaram no maior escândalo da história política brasileira, tomei certa antipatia pelos petistas e não me esquecerei jamais do Mensalão, que merece até letra maiúscula devido a tamanha cara de pau dos participantes do ocorrido de 2005 e 2006 e por a caso foi durante o governo Lula, o presidente que declara nunca saber de nada sobre a baderna de corrupção que acontece bem debaixo do seu nariz.

No sentido antihorário: Genoíno, Dirceu, Marcos Valério e Roberto Jefferson, protagonistas do mensalão do PT – Crédito: Divulgação

Eu nunca me senti tão traída quanto naquele período e por algum instante eu quase tive vergonha de compactuar indiretamente com estes acontecimentos, porque aproveito para me julgar também, nunca fiz parte de nenhum movimento, nunca me filiei a nenhum partido, nunca assinei um abaixo assinado para retificar alguma coisa da política, eu só voto.

Se quem ler este desabafo, que é como se fosse a página 3 de fevereiro de 2010 do meu diário e não for uma pessoa partidária, acho que conseguirá compreender o que realmente estou tentando dizer, eu vou ficando por aqui, pois já me estendi demais e quanto mais se fala, mais incompreensível nos tornamos.

* Mel Fulli Frias é jornalista e colaboradora do Blog da Comunicação.

dez 2009 19

Por Mel Fulli Frias
entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

Quem nunca se entregou ao remelexo do samba-rock? Quem não se jogou na dança que mistura a nossa história com a do som mais conhecido no mundo, o rock? Realmente parece ser e mistura perfeita e para muitos é mesmo. O estilo é único e há quem diz que samba-rock é um estado de espírito e o seu ponto forte é a maneira de dançar, repleto de piruetas, cabelos para um lado e para outro, muito charme e os rodopios que são originais do Twist (americano).

Não existem muitos registros contando a história do Samba-rock, o que se sabe é que ele se originou da música mecânica nos anos 50, quando a baixa sociedade[bb] se reunia em bailes, já que não tinham como comparecer nos teatros para apreciarem a música clássica com as grandes orquestras que circulavam pelo mundo. Nos anos 60, depois da consagração da bossa-nova outros ritmos foram surgindo e dentre eles o som que nem nome tinha, o samba com a levada de violão foi batizado por Jackson do Pandeiro, na canção “Chiclete com Banana”.

E no final desta década surgiram os grandes personagens Tim Maia e Jorge Ben, apesar dele nunca ter dito que sua música pode se chamar de samba-rock, outra figura marcante que deixou sua marca, foi Erasmo Carlos com as clássicas “Mané João” e “Coqueiro Verde”, mesmo com estes artistas trabalhando ativamente em cima do gingado, este estilo não obteve muito sucesso na mídia e ficou esquecido na década de 80 e nos anos 90 estourou nas vozes de Tim Maia cantando “Só Quero Amar” e Jorge Ben com “W Brasil”.

samba-rock
Ah, o samba – Crédito: Reprodução

Em 2000 as baladas alternativas aderiram totalmente ao ritmo e provocando o maior frisson entre o público e agora até em locais de mais requinte encontramos o som explodindo nas pistas de dança. Em São Paulo[bb] é uma febre e as bandas “Os Opalas” e “Clube do Balanço” fazem o maior sucesso e lotam as casas noturnas com seu agito animador. O maio novo nome do samba-rock é Seu Jorge com sua voz poderosa e seu swing contagiante e único, outros artistas não param de chegar e vão enriquecendo ainda mais o samba-rock.

Vivian Carmelo adora as baladas que tocam samba-rock “São locais com a decoração bem alternativa e criativa, normalmente simples, mas bem aconchegante e sensual” – Diz a estudante de marketing de 27 anos. E para quem gosta ou quiser conhecer veja abaixo os sites dos bares onde encontrará o aconchego que a Vivian está se referindo:

Samba Rock

Teatro Mars

Diquinta

Grazie a Dio

Aldeia Turiassu

* Mel Fulli Frias é jornalista e colaboradora do Blog da Comunicação

out 2009 24

por Mel Fulli Frias *
blog@blogdacomunicacao.com.br

Madonna a diva dos anos 80 - Crédito: Reprodução
Madonna a diva dos anos 80 – Crédito: Reprodução

A década de 80 foi realmente marcante e fascinante em todos os aspectos e quem passou por ela com idade suficiente para guardar recordações se honra por ter presenciado o BOOM da pós-revolução dos anos 70.

Os anos 80 foram a transição de um país que saia do mundo da industrialização e partia para a geração da comunicação, o setor da moda se destacou neste período por sua ousadia no visual que tomou conta das ruas no mundo inteiro, com penteados exóticos, roupas coloridas e abusivas na sensualidade, que deixaram sua marca no vestuário das pessoas até hoje.

Grandes bandas se consagraram nessa divertida fase, o cinema capturava ajudou muito através de suas trilhas sonoras, que mexiam com toda a geração. As canções ainda fazem bastante sucesso nas rádios e discotecas e são e se tornaram clássicos dos anos 80, como por exemplo; Cyndi Lauper – “Girls Just wanna have fun”; New Order – “Bizarre love triangle”; The Super Dragons – “I’m free”; New Order – “Blue Monday”; A-ha – “You are the one”; Madonna[bb] – “Material girl”; Duran Duran – “Notorious”; Pet Shop Boys – “Domino Dancing” etc.

E aqui no Brasil também tivemos artistas que se lançaram com no meio musical por sua irreverência como; Gretchen, Tony Tornado, Sidney Magal, Ultraje a Rigor e outros deixaram sua marca por utilizar letras provocantes à situação política da época, como os Titãs, Legião Urbana e Barão Vermelho dentre outras figuras e grupos.

Não foram apenas as músicas que fizeram história, os desenhos animados[bb]estão na memória desta geração e quando ouvem falar dos Mupptes Babies, o som do querido sapinho Caco, vem logo na lembrança “Auaca, auaca, auaca”. Mas também podemos invadir o mundo dos jovens de Caverna do Dragão, que nunca teve um fim e não sabemos se o Mestre dos Magos era do bem ou do mal, além dos grandes heróis a She-Ha e o He-Man com seu grito poderoso “Eu tenho a força!”. Os jogos para adolescente eram tão animados que toda família se reunia para brincar de “Joga da Vida”, “Detetive” e claro, “Banco Imobiliário” e o grande lançamento da época foi sem dúvida o vídeo-game “Atari”.

E para quem quer quiser reviver ou conhecer as matérias-primas desta geração pra lá de animada, na capital paulista existem verdadeiras discotecas com direito a decoração de acordo com o tema que sempre trazem artistas da época para acabar com a nostalgia dessa turma que deixou saudade.

Trash 80’s – Rua Julio Diniz, 176 – Vila Olímpia
Dj Club – Alameda Franca, 241 – Jardins

* Mel Fulli Frias é jornalista e colaboradora do Blog da Comunicação

out 2009 08

por Mel Fulli Frias *
blog@blogdacomunicacao.com.br

No Paraná a Lapa é uma cidade. Em São Paulo é um distrito. Em Campo de Goytacazes, Salvador e Rio de Janeiro é um bairro, que na capital carioca tem um charme e uma vida noturna extremamente agitada todos os dias da semana, um reduto boêmio da cidade maravilhosa, berço dos malandros e do chopp na esquina desde 1950, quando intelectuais, políticos, músicos e outros artistas começaram a frequentar o local, atraídos por sua riqueza na arquitetura.

No bairro encontramos os famosos “Arcos da Lapa” com contados 84 semicírculos, construídos no início do século XVIII no período de Brasil Colônia, com objetivo de conduzir água, pois nesta época o Rio de Janeiro sofria dificuldades no abastecimento de água, que até então eram os escravos que traziam do Rio Carioca. Hoje o aqueduto funciona como via para os bondinhos com destino a Santa Teresa, outro bairro histórico da cidade.

Os belos arcos da Lapa, de dia e a noite - Crédito: Divulgação

Os belos arcos da Lapa, de manhã e de noite - Crédito: Divulgação

A Lapa é um misto de ritmos e pessoas, onde todos convivem em literalmente plena harmonia. Reúne um imenso aglomerado de bares, restaurantes e grandes casas de show como o Circo Voador, localizada no antigo Largo das Pracinhas e atualmente mantida pela prefeitura e traz milhares de pessoas em seus espetáculos culturais. “Energia e multiplicidade é assim que eu resumo a Lapa”, diz Rafael Oliveira, estudante de Cinema e frequentador assíduo. “Cada dia estou num bar diferente, ouvindo um som diferente com bandas diferentes”.

Um lugar especial para moradores e visitantes do Rio de Janeiro, quem passar por lá presenciará história, arte, música e muito lazer, para chegar à Lapa é fácil, está localizada na região central, lá certamente cada um encontra um cantinho que completa o seu estilo e faz da sua noite um verdadeiro deleite.

* Mel Fulli Frias é jornalista e colaboradora do Blog da Comunicação

set 2009 25

por Mel Fulli Frias *
blog@blogdacomunicacao.com.br

O ritmo forte de cavacos e pandeiros é a marca registrada da música brasileira, estou falando claro, do samba. Sua origem é africana trazida pelos escravos que desembarcavam no pelourinho e ficavam por lá a espera de compradores e depois eram levados paras as plantações de cana-de-açúcar, assim com a magia do lugar o samba recebeu o tempero que só a Bahia tem e foi perdendo com o passar dos muitos anos a força ritualista de quem o criou.

Porém aqui na nossa terrinha de tupiniquins tomou proporções inimagináveis e tornou-se a identidade nacional, pois foi na metade do século XIX que o Rio de Janeiro recebeu escravos vindos da Bahia para servirem a capital do Império. O Estado é considerado o berço do samba, porque foi lá que mesclaram o compasso africano, com o maxixe, a polca e o xote dentre outros ritmos, assim nasceu então o Samba tipicamente brasileiro, que saiu das senzalas e levou ao mundo inteiro o seu fascínio aparecendo nas festas anuais, o Carnaval, maior símbolo da cultura brasileira que traz milhares de turistas de todos os cantos do planeta, afinal, eles também querem sentir a energia nascente da mistura do tamborim com surdo, pandeiro com cavaquinho, violão com trompete, tantã e cuíca com seu som inconfundível que levanta e anima.

Este gênero musical transcendeu e tomou novas formas e jeitos diferentes de se fazer samba, surgiram novos estilos e cada um deles possui características e peculiaridades específicas como pagode, samba-enredo, samba-chulado, samba do breque, samba corrido e por aí vai…

Samba: uma pérola da cultura brasileira - Crédito: Reprodução
Samba: uma pérola da cultura brasileira – Crédito: Reprodução

Os compositores desse som contagiante criam letras com refrões harmônicos que se tornam verdadeiros hinos, muitas vezes contam de forma alegre as tristezas da vida, falam das rotinas do povo brasileiro e dão notas as dores e realizações do amor. O samba não tem preconceito e sacode o corpo até quem não sabe dançar, o balanço é quente, sensual, extravagante e muito mais. Remelexo que balança todas as classes sociais, trazendo a união e um clima de total harmonia.

E para quem quiser curtir um samba de arrepiar aqui na capital paulista, no bairro da Casa Verde existe uma vila muito especial que leva o nome de “Vila do Samba”, onde as pessoas dançam sem medo de errar e para arrasar! Maiores informações acesse o site: www.viladosamba.com.br.

* Mel Fulli Frias é jornalista e colaboradora do Blog da Comunicação.