fev 2010 08

por Leandro Lopes

concursos@blogdacomunicacao.com.br

Marco Bianchi é VJ da MTV. Apresentador do Rockgol e nos deu o imenso prazer de conversar um pouco sobre esporte e claro com boa pitada de humor. Confira!

Blog da Comunicação: Marco é um prazer conversar com você e um prazer maior ainda poder transmitir esse bate papo para os leitores do site. Muito obrigado por isso.

Marco Bianchi: De nádegas, o prazer é todo seu! (risos)

BGC: Hoje o Rockgol é um programa visto por um público cada vez maior e você e o Paulo Bonfá se tornaram conhecidos principalmente do público jovem. Você pode nos falar sobre o começo de tudo isso, o início de sua carreira?

Bianchi: Nosso início foi no rádio, fazendo humorísticos como o programa “Sobrinhos do Ataíde”, que ficou bastante conhecido, em especial em São Paulo. Mas isso foi em 1995 e de 1991 a 1995 já estávamos na Rádio USP, onde fazíamos programas (no bom sentido) em troca de comida (também no bom sentido).

BGC: Faço essa pergunta a todos os jornalistas que encontro. Estudantes de jornalismo escutam que o mercado é saturado e a disputa por um espaço é cada vez maior. Como profissional da área, o que você pensa a respeito?

Bianchi: Jornalista bom vai sempre ter espaço. A não ser que – como eu – seja formado na Foderj, Faculdades Odair Ernesto Júnior.

BGC: Todos sabem que você é jornalista formado pela Foderj. Recentemente o STF eliminou a obrigatoriedade do diploma acadêmico para jornalistas. Qual sua posição a respeito?

Bianchi: Eu diria que não ter diploma é muito mais edificante do que se formar na Foderj!

BGC: Os telespectadores sempre participaram do Rockgol, fosse por e-mail, por telefonema e agora por twitter. Como usar a internet a favor do trabalho jornalístico?

Bianchi: O importante, penso eu, é explorar da melhor forma possível a interação com o público proporcionada pela internet. Essa proximidade permite uma maior troca de pescotapas e passadas de mão na bunda.

BGC: Qual a maior dificuldade de aliar humor e futebol? Qual o maior desafio para manter o Rockgol no caminho do “jornalismo sério que atravessa os anos”?

Bianchi: Não vejo maiores dificuldades. O futebol, bem como a política e a religião, são pratos cheios para se fazer humor e, de quebra, alavancar o jornalismo sério que atravessa os anos (ânus)!

Paulo Bonfá (esquerda) ao lado de seu companheiro Marco Bianchi! - Crédito: MTV/Divulgação

BGC: A parceria existente entre você e o Paulo vem desde os tempos do grupo “Os sobrinhos do Ataíde”. Vê-se que a sintonia é muito grande. Vocês ainda conversam sobre o enredo do programa? Piadas, bordões e jornalismo ainda precisam ser “ensaiados” depois de tantos anos?

Bianchi: É claro que preparamos nossos programas, mas minha intimidade com o Paulo permite que quase tudo flua naturalmente. Às vezes sei o que ele está pensando só de olhar a cara do cara!

BGC: Vamos falar de futebol. Hoje os maiores clubes fazem grandes contratos de marketing, grandes craques voltam para reencontrar o bom futebol, você acha que nossos clubes são bem administrados?

Binchi: Aaaaahhhhhh! O senhor já tentou a carreira de humorista?

BGC: E a CBD? Exemplo de administração e boa preparação para a Copa? Vide os jogos desafiadores para a seleção canarinho como contra Omã e similares?

Bianchi: A CBD não é uma entidade privada e nem pública, ou seja, é uma privada pública!

BGC: Por falar em Copa do Mundo este é o ano do hexa?

Bianchi: Creio que sim. Se não for desta vez, será por ruindade, não por salto-alto.

BGC: Vamos unir os dois últimos assuntos. A CBD está pronta para organizar uma Copa? O Brasil está (estará) pronto em 2014?

Bianchi: Acho que o Brasil estará pronto. Apesar da CBD e dos paspalhões de uma ova que planejam gastar 10 e depois gastam 100. Do nosso dinheiro, o que é pior.

BGC: Sou um estudante de jornalismo que se esforça para sempre melhorar na profissão. Assim como você?

Bianchi: Rs! Tai um sujeito gozado…

BGC: Muito obrigado pela atenção que você nos deu. O Blog da Comunicação agradece e o convida para sempre visitar nosso site ok?

Bianchi: Maravilha, Albertô! Qualquer dia desses eu dou uma pintada aí!

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Ele é um brincalhão!

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De olho neles.

Abraço,

Leandro Lopes.

set 2008 05

por James Freitas

james@blogdacomunicacao.com.br

Minha paixão pelos livros é no mínimo tardia, comecei a ter fascínio pela leitura em 2005 após ler o memorável: “Rota 66” de Caco Barcellos, repórter da TV GLOBO. Creio que um dia terei a oportunidade de agradecê-lo por ter escrito este livro e assim, ter despertado em mim o habito da leitura.

Recentemente li o livro “Abusado” mais um título de autoria de Caco Barcellos, e mais uma vez me surpreendi, me senti vacinado e motivado para continuar a ler mais. Em suma, o livro conta a história de um dos traficantes mais “abusados” do Rio de Janeiro, me refiro ao traficante Marcinho VP ou como é tratado no livro, Juliano VP, do morro da Favela da Santa Marta, localizada próxima ao bairro de Botafogo no Rio de Janeiro. O autor descreve minuciosamente como era a vida de um “dono” de morro. Para definir o livro vou usar uma expressão do professor e repórter investigativo Claudio Júlio Tognolli: “É simplesmente uma faculdade de jornalismo investigativo”.

Após a leitura de Rota 66, Abusado, Carandiru e CV_PCC a irmandade do crime, creio que hoje tenho uma idéia mais sólida da realidade e das obscuridades que acontecem no nosso país. Entendi, graças a relatos detalhados, o making off das ações políticas tomadas por nossos governantes e também o quanto o sistema carcerário no Brasil é sujo e repleto de falhas.

Agora entendo e dou razão às propagandas da MTV que são veiculadas diariamente com o tema: “Desligue a TV e vá ler um livro”. Creio que a TV é um veículo de massa importante, mas se a população brasileira deixasse de assistir tanto a televisão, creio que nossa sociedade seria muito mais ativa e consciente dos seus direitos e deveres como cidadão. Seria o ponto de partida para combater as inúmeras injustiças sociais que infelizmente existem hoje no nosso querido e estimado país.

Título: Abusado – O Dono do Morro Dona Marta

Editora: RECORD

Pág: 588

Preço sugerido:

*Saraiva Megastore – R$57,60

**Livraria Cultura – R$ 58,00

 

Título: ROTA 66 - A História da polícia que mata

Editora: RECORD

Pág: 352

Preço sugerido:

*Saraiva Megastore – R$34,30

**Livraria Cultura – R$43,00

  

 

Título: CV_PCC – A irmandade do crime

Autor: Carlos Amorim

Editora: RECORD

Pág:492

Preço sugerido:

*Saraiva Megastore – R$51,00

**Livraria Cultura – R$ 51,00

 

 

Título: Estação Carandiru

Autor: Drauzio Varella

Editora: Companhia das Letras

Pág: 302

Preço sugerido:

*Saraiva Megastore – R$46,50

**Livraria Cultura – R$46,50

* e ** – Livros consultados em 05/09/08 no site das duas livrarias

jul 2008 25
Por Luciane Carnevali Miyata

luciane@blogdacomunicacao.com.br

É isso mesmo! São apenas 15 minutos de programa e o suficiente para o humorista carioca Marcelo Adnet cair nas graças da garotada. No ar desde março, o 15 Minutos, da MTV, têm apresentado ótimos resultados e é a nova sensação dos internautas. Exibido diariamente, de segunda a quinta, às 21h45, o programa reproduz um quarto bagunçado e um Adnet de camiseta, short e chinelos que fala besteira e faz inúmeras imitações ao lado de seu companheiro, o mascarado Kiabbo.

Totalmente interativo e com um formato de curta duração, o programa foi pensado para funcionar tanto na TV quanto na Internet. E é claro bombou no mundo virtual, pois atrai jovens fissurados na interatividade e pouco apegados aos horários da programação estipulados pela emissora.

As imitações e palhaçadas de Marcelo Adnet viraram hits no YouTube e seus vídeos também estão disponíveis no site da MTV. Aos 26 anos, o jornalista e apresentador do programa já fez pequenas participações em novelas e seriados da Globo e já encarou o teatro e o cinema. Versátil, o carioca fala sobre vários assuntos durante seus 15 minutos, mas suas imitações representam o melhor de seu humor e garantem a audiência que só vem aumentando entre a moçada.