abr 2011 13

Por João Paulo Denófrio

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Os danos causados pelo homem à natureza parecem cada vez mais difíceis de serem revertidos. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou que a camada de ozônio sobre o Ártico sofreu uma redução recorde de 40% no último inverno, entre dezembro e março no hemisférico norte. Mais uma vez as ações humanas são um dos motivos do ”buraco” por onde passam os raios ultravioleta que intensificam o fenômeno do aquecimento global.

De acordo com os cientistas, a presença persistente de agentes químicos industriais que reagem com o ozônio e o frio na estratosfera favoreceu a diminuição da “capa” que reveste o planeta. Se em solo o inverno de 2011 foi um dos mais quentes da história no Ártico, entre 15km e 20km acima da superfície da Terra, as temperaturas despencaram, ficando abaixo do normal. Os cientistas acreditam que não é somente a interferência do homem que tenha causado a redução do ozônio e querem saber quais são os outros fenômenos que estão por trás disso.

Redução da camada de ozônio sobre Ártico bate recorde

Ainda falando sobre regiões frias do planeta, cientistas americanos suspeitam que pinguins jovens estejam morrendo de fome na Antártica. Segundo o estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, os animais mais jovens estão com dificuldades de encontrar alimento porque o derretimento do gelo afasta os peixes menores, que justamente fazem parte do cardápio deles. Somente 10% dos bebês pinguins catalogados estão retornando em dois ou quatro anos para se reproduzirem.

O homem precisa agir de forma mais ampla e eficaz se quiser mesmo frear as mudanças climáticas. Só assim, a natureza conseguirá entrar novamente nos trilhos e tentar recuperar o que foi perdido em anos de descaso e busca desenfreada pelo progresso. Os pólos Norte e Sul são os locais mais sensíveis ao aquecimento e, portanto, podem indicar aos governos o que precisa ser feito com prioridade para ajudar o planeta em que vivemos.

fev 2011 08

Uma harmonia difícil de se alcançar - Imagem: www.forumamazoniasustentavel.org.br

Por Henrique Oliveira

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Nesta segunda-feira o Banco de Desenvolvimento Asiático (BDA) divulgou uma informação importante para o quadro de impactos ambientais no planeta: segundo um relatório produzido pela Instituição, as fortes mudanças climáticas que ocorrem na região da Ásia e do Pacífico estão prestes a causar uma enorme onda migratória nesta que é uma das regiões mais populosas do planeta. Conforme notícia publicada pelo Portal IG (com informações da Agência Reuters), “os governos da região da Ásia-Pacífico correm o risco de ver um número sem precedentes de pessoas se deslocando por conta de enchentes, tempestades e outros impactos da mudança climática[...]. O banco e os climatologistas afirmaram que a região, que abriga 4 bilhões de pessoas, estará entre as mais afetadas pelos impactos da mudança climática, que levará a uma importante migração tanto dentro dos países, como entre as nações, sobrecarregando os recursos”.

Em outras palavras, as mudanças climáticas globais mostram, cada vez mais, a sua força. E não é só na Ásia: não nos esqueçamos que, só no início deste ano, cerca de 30 mil pessoas ficaram desabrigadas por conta das enchentes nas regiões serranas do Rio de janeiro. No ano passado, em Portugal, a turística Ilha da madeira foi completamente destruída pelas enxurradas e as pessoas que lá viviam perderam trabalho, casa, amigos, família…

Imagem de Amostra do You Tube

Diante de uma forte interferência numa dita “relação harmoniosa” entre um animal e o seu meio, nada mais natural do que o aparecimento de fenômenos migratórios de defesa. È uma reação natural, que não se dá apenas com a raça humana. A migração de grupos sociais demonstra um aspecto importante da relação do homem com o seu contexto e, muito mais do que uma questão climática, ela envolve os diversos fatores que compõem o complexo “meio ambiente humano”.

Como bem afirma Pedro Ruivo, da Universidade de Coimbra, os principais fatores do fenômeno migratório refletem, no geral, sinais de uma conjuntura negativa. Dentre esses sinais se destacam, segundo o Ruivo, “o fraco crescimento econômico, a repartição desigual dos rendimentos, o excesso de população (um forte crescimento demográfico), as taxas de desemprego elevadas, os conflitos armados e limpeza étnica, as violações dos direitos do homem e perseguições, as catástrofes naturais (degradação do ambiente em geral), bem como um governo deficiente”.

Os impulsos migratórios que brotam nas relações humanas, podemos dizer, são expressões íntimas da complexidade das nossas inclusões  no meio que nos cerca. Nossas ocupações territoriais e a relações que desenvolvemos dentro dos diferentes aspectos da nossa vida social fazem parte do que chamamos de meio ambiente. A tragédia que está sendo anunciada para o continente asiático, não se enganem, é resultado da nossa colocação em todo um contexto ampliado que vai desde a interferência climática até as complicadíssimas consequências socioeconômicas posteriores.

Talvez o que nos esteja faltando perceber é que o meio ambiente não se restringe ás matas ou florestas. Não é algo além de nós. Não é algo que tenhamos que socorrer lá fora. O meio está em nós e nós somos partes ativas desse meio… Talvez se passássemos a entender isso; se passássemos a enxergar nossos contextos de maneira mais transversal, pudéssemos evitar que uma intempérie climática, literalmente, abalasse meio mundo. Ou melhor: se entendêssemos melhor a relação que nutrimos com o meio, muitas dessas intempéries sequer existiriam…

Nada é estanque:

Imagem de Amostra do You Tube

mar 2010 17

Erro na previsão de derretimento de geleira causa a polêmica: o aquecimento global existe mesmo? -- Imagem: www.apolo11.com

Por Henrique Oliveira
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Parecia unanimidade. Mas, não é que, de uns tempos para cá, tem gente questionando a veracidade do “famigerado” aquecimento global. É isso mesmo. Depois de algumas informações desencontradas, alguns “céticos” arregaçaram as mangas e partiram para imprensa mundial: aquecimento global é uma balela – vociraram eles, comemorando. Mas, será  que eles têm razão?

Para quem ainda não sabe, o termo “aquecimento global” serve para designar  um fenômeno climático de larga extensão caracterizado por aumentos na temperatura média da superfície do  nosso globo, e que vem se intensificando nos últimos 150 anos. Por incrível que pareça, o fenômeno ainda não tem suas origens bem delineadas. Mas, acredita-se que a causa primeira deste aumento na temperatura do globo seja causada pela soma, nem sempre equilibrada, de fatores naturais e antropogênicos (provocados pelo homem).

A grande maioria dos cientistas que estuda com profundidade o clima do planeta é veemente em dizer que o aumento descontrolado da concentração de poluentes na atmosfera terrestre, atualmente, é causa principal da intensificação do aquecimento global.

“A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações metereológicas em todo o globo desde 1860. Os dados com a correção dos efeitos de “ilhas urbanas” mostra que o aumento médio da temperatura foi de 0.6+-0.2 C durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000. (fonte IPCC). […] Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas, do aumento do nível global dos mares, do aumento das precipitações, da cobertura de nuvens, do El Niño e outros eventos extremos de mau tempo durante o século XX. […] Por exemplo, dados de satélite mostram uma diminuição de 10% na área que é coberta por neve desde os anos 60. A área da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15% desde 1950 e houve retração das montanhas geladas em regiões não polares durante todo o século XX”.(Fonte: IPCC–Encontrado no site: www.jornaldomeioambiente.com.br)

O problema é que a principal fonte organizadora de todas essas evidências de uma “presença” do aquecimento global foi colocada em xeque por um erro, digamos, bastante polêmico: no início desse ano, alguns cientistas declararam uma verdadeira guerra ao IPCC  (Painel Intergovernamental de Especialistas sobre Mudanças Climáticas da ONU) por causa da inclusão, no relatório de 2007 da instituição, de uma declaração que, segundo os críticos, sem bases científicas, dava como certo o derretimento das geleiras do Himalaia nas próximas décadas.

O suposto erro foi descoberto depois que uma entrevista por e-mail veio a público, indicando que as informações sobre o derretimento da geleira eram “equivocados”. Uma reportagem da respeitada revista britânica New Scientist publicou um comentário do glaciologista indiano Syed Hasnain, da Universidade Jawaharlal Nehru em Nova Deli, que disse, na tal entrevista por e-mail, que todas as geleiras no Himalaia central e oriental poderiam desaparecer até 2035.

O problema é que Hasnain, que era então presidente grupo de trabalho sobre glaciologia do Himalaia, nunca fez essa previsão em um artigo científico e, muito menos, publicou-a em um periódico revisado por outros cientistas. Para piorar, logo depois, o mesmo pesquisador veio a público comentando novamente o assunto: a pedido da revista, ele agora diz que o comentário foi “especulativo”.

Para muitos pesquisadores integrantes do IPCC, o erro estaria sendo supervalorizado por conta de uma uma questão meramente política. Para Carlos Nobre, cientista brasileiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e membro do IPCC, por exemplo:

“Esses acontecimentos servem de impulso para os céticos porque eles não conseguem trazer qualquer fato científico novo, surpreendente, que coloque realmente em dúvida a ciência robusta e sólida do aquecimento global. Assim, se apegam a qualquer coisa […] para contestar o aquecimento do planeta. Como não têm condições de debater no nível da ciência, por isso querem jogar o debate em um nível político. Existem aí enormes interesses econômicos afetados pela mudança do paradigma da geração de energia, pela troca de todo o sistema de produção que a partir do qual construímos o bem estar moderno” (Fonte:IHU-Online).

O problema é que o próprio IPCC cometeu um erro “científico” ao permitir que um dos seus pesquisadores divulgasse informações errôneas. Creio que, sim, exista um nível político bastante forte no debate. Mas, com certeza, muito dessa confusão foi criada pela falta de controle do próprio IPCC. Não nos cabe aqui tomar partido sobre o que estaria certo ou errado na situação. Mas, é nosso papel cobrar mais responsabilidade daqueles que se dizem cientistas…

out 2009 23
Crédito: Site Hotelier News
Crédito: Site Hotelier News

por Marcello Ghigonetto
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

“Agir local, Pensar Global” Muitas vezes deixamos de tomar atitudes, pois achamos que é algo que só nós fazemos e que nada adianta.. ERRADO! O Futuro do Mundo esta em nossas mãos, cabe a cada um fazer sua parte. E você, contribui de que forma?

Nos últimos meses venho me interessando cada vez mais pelo assunto, o que cada pessoa pode fazer para garantir um futuro melhor para a próxima geração, a tão falada Sustentabilidade. O cenário mundial é alarmante, hoje somos 6,8 bilhões de habitantes no mundo e a expectativa para 2040 é ultrapassar a casa dos 8 bilhões. O ritmo de crescimento é fora dos padrões. Por dia nascem cerca 200 mil pessoas. Mas vem cá, como equilibrar estes números, de que forma este crescimento desenfreado pode ser contido?

Hoje vou mudar o sistema. Ao invés de texto corrido vou deixar uma série de perguntas para reflexão e conscientização… Opine, critique, ajude, colabore….. o presente é mitigar os danos do passado para construir um futuro correto.

- Se o pré-sal trará desenvolvimento, riquezas, empregos e investimentos por um lado. Significa também que teremos uma nova política na busca por combustíveis fósseis (petróleo) que poluem e contribuem para o aquecimento global. Afinal, o pré-sal é herói ou vilão? E a política de investimentos para o Bio-combústivel (Cana de Açúcar) que não poluía, foi esquecida? E o GLP (que polui menos e foi incentivado), voltaremos a incentivar a utilização de combustíveis derivados do petróleo?

- No Brasil são produzidas cerca de 15 bilhões de sacolas plásticas por ano. Você sabia que o petróleo é matéria prima para produção e que sua decomposição demora cerca de 50 anos? e o aquecimento global?

- Sabe aquele óleo que utilizamos para fritar pastel, ou guloseimas em nossas residências. Pois é, cada dois litros de óleo despejados pelo ralo poluem certa de 10 mil litros de água de lençol freático.

- Você sabia que o papel tido como reciclado no Brasil, utiliza somente 25% de fibra reciclada, o resto é fibra virgem (papel branco). A ABNT estipula que todo papel que contem 25% de material reciclado já pode ser considerado nesta categoria, poxa vida!!

- Você sabia que em São Paulo existe uma Usina termelétrica de incineração de lixo que gera créditos de carbono, repassadas em forma de pela BM&F? E que o dinheiro arrecado com o dividendo é dividido metade entre a Biogás e a outra da Prefeitura. O compromisso firmado visava investimentos em aterros e melhoria da população residente perto de aterros sanitários. Dos R$ 71 milhões já recolhidos pela Prefeitura, apenas duas praças foram construídas como retorno.

- Para produzir uma garrafa plástica de 500ml são necessários quase 100L de água, você sabia?

- Você sabia que 97% de toda água do mundo é salgada, 3% é doce e destes apenas 0,6% são potáveis para consumo.

- Você sabia que se não diminuirmos o ritmo desenfreado de poluição, a temperatura da terra aumentará em média 8°C até 2050. Isso significa em um aumento de 1,20m dos oceanos. Cidades como Santos, Nova York, Fortaleza e Florianópolis correm sério risco de desaparecer do mapa e a Floresta Amazônica se tornar uma enorme Savana.

- Você sabia que um único navio de contêineres em uma viagem de ida e volta pelo Oceano Pacifico consome cerca de 6 mil toneladas de combustível?

- Você sabia que 27% dos alimentos disponíveis para consumo nos EUA acabam no lixo, e que 20 milhões de pessoas poderiam ser alimentadas por dia se um quarto deste montante fosse aproveitado.

- Você sabia que a cidade de São Paulo não possui aterro sanitário. Todo o lixo é levado para Caieiras, cerca de 15 mil toneladas por dia… Os aterros na capital não suportam mais a quantidade.

- Você sabia que já foram gastos R$ 3 bilhões no projeto de despoluição do Rio Tiête e que 100% do esgoto da cidade de Guarulhos acaba indo para o rio, e mais, semana passada foram aprovados mais R$ 500 milhões para o projeto.

Pois bem, são pequenas atitudes que mudam o nosso mundo. Pare e pense antes de jogar aquele papel ou latinha de refrigerante pela janela. Pode achar que não adianta nada, pois você não faz a diferença, ai que esta. Você faz a diferença. São pequenas atitudes que fazem grandes gestos. Pense nisso…