BREVE ANÁLISE SOBRE A INDÚSTRIA FONOGRÁFICA, A PIRATARIA E A INTERNET1
Escrito por Renata Monteiro | Postado em Tecnologia & Utilidade Pública | Tags: Análises, arte, consumidor, cultura, Economia, economia bandida, falsificação, indústria fonográfica, internet, mercado negro, música, Pirataria, web
Por Renata de Tullio Monteiro
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Enquanto milhões de pessoas trabalham e investem honestamente o seu dinheiro em pequenos luxos, como um DVD original de seu artista preferido, outros milhões vivem e sobrevivem da falsificação desses mesmos produtos.
De um lado, o lucro impiedoso da indústria fonográfica, que certamente poderia cobrar preços mais justos e democráticos. De outro, a poderosa máfia da falsificação e pirataria, cujos ganhos são igualmente suntuosos, mas trazem de arrasto famílias inteiras que se submetem a condições de trabalho subumanas, em troca de um salário de subsistência.
O nosso sistema capitalista é um dos grandes responsáveis pela convivência mútua dessas realidades, pois dá espaço para que os dois tipos de negócio tenham pleno êxito na sociedade. Assim como o contrabando e o tráfico de drogas, penso que a pirataria é um crime porque, por trás de suas cortinas falsificadas, existe um universo de pessoas prejudicadas. Ora pela desvalorização do trabalho digno de artistas, ora pela exploração indevida de trabalhadores que, por falta de melhores opções, acabam por colaborar com o crescimento indômito desse mercado negro.
Cerceados por uma cultura de alto custo, os consumidores ficam com opiniões divididas sobre o assunto e, na verdade, dançam conforme a música. Se lhes sobra algum dinheiro no bolso ou a consciência fala mais alto, não hesitam em comprar CDs e DVDs originais. Caso contrário, contentam-se em recorrer ao comércio pirata mais próximo de suas casas. Mas nem por isso devem ser considerados os culpados.
Embora ainda seja alvo de polêmicas, penso que a Internet pode ser um bálsamo para esse cenário. O ambiente democrático da web abre portas para que artistas revelem seus talentos e ganhem dinheiro com isso, beneficiando diretamente o público, que tem acesso livre à música e à cultura, sem precisar gastar muito dinheiro, nem colaborar com o injusto crescimento da pirataria.















