ago 2011 22

Por Renata de Tullio Monteiro

tecnologia@blogdacomunicacao.com.br

Enquanto milhões de pessoas trabalham e investem honestamente o seu dinheiro em pequenos luxos, como um DVD original de seu artista preferido, outros milhões vivem e sobrevivem da falsificação desses mesmos produtos.

De um lado, o lucro impiedoso da indústria fonográfica, que certamente poderia cobrar preços mais justos e democráticos. De outro, a poderosa máfia da falsificação e pirataria, cujos ganhos são igualmente suntuosos, mas trazem de arrasto famílias inteiras que se submetem a condições de trabalho subumanas, em troca de um salário de subsistência.

O nosso sistema capitalista é um dos grandes responsáveis pela convivência mútua dessas realidades, pois dá espaço para que os dois tipos de negócio tenham pleno êxito na sociedade. Assim como o contrabando e o tráfico de drogas, penso que a pirataria é um crime porque, por trás de suas cortinas falsificadas, existe um universo de pessoas prejudicadas. Ora pela desvalorização do trabalho digno de artistas, ora pela exploração indevida de trabalhadores que, por falta de melhores opções, acabam por colaborar com o crescimento indômito desse mercado negro.

Pirataria: de quem é a culpa? Crédito: divulgação

Cerceados por uma cultura de alto custo, os consumidores ficam com opiniões divididas sobre o assunto e, na verdade, dançam conforme a música. Se lhes sobra algum dinheiro no bolso ou a consciência fala mais alto, não hesitam em comprar CDs e DVDs originais. Caso contrário, contentam-se em recorrer ao comércio pirata mais próximo de suas casas. Mas nem por isso devem ser considerados os culpados.

Embora ainda seja alvo de polêmicas, penso que a Internet pode ser um bálsamo para esse cenário. O ambiente democrático da web abre portas para que artistas revelem seus talentos e ganhem dinheiro com isso, beneficiando diretamente o público, que tem acesso livre à música e à cultura, sem precisar gastar muito dinheiro, nem colaborar com o injusto crescimento da pirataria.

jul 2011 26

por Victor Oliveira

comportamento@blogdacomunicacao.com.br

Não, caros amigos, não irei escrever aqui sobre prostituição ou algo do gênero. Também não vou falar de loucuras que alguns fazem em vender partes do próprio corpo. A conversa aqui vai girar em torno de como maltratamos nossos corpinhos, como não damos valor a uma máquina tão complexa. Atitudes diárias que dão prazer, mas que serão cobradas em determinado momento.

Cada ação gera uma reação, já diria Newton. Com o corpo isso também ocorre. Uma alimentação desequilibrada aqui, umas gordurinhas ali, um excesso de álcool, uma cirrose, alguns cigarros, problemas no pulmão, e por aí vai. Pequenos prazeres que vão, pouco a pouco, deteriorando o organismo. Mas e aí, até que ponto é possível e viável pagar este preço em prol de um prazer, em virtude de uma causa? É aí que Amy entra na história.

Amy, pelo o que ficamos sabendo ao longo dos anos através da mídia, viveu uma fase de sua vida entrelaçada às drogas e ao álcool.  Buscou neles refúgio, conforto, amparo, esquecimento. Conseguiu ter realmente o que buscava? É impossível saber, somente ela poderia responder. O que a gente tem certeza é que eles foram fatores importantes em sua vida, foram decisivos em diversos momentos de sua curta carreira. Amy, assim como muitos outros artistas inovadores e de expressão, trocou a sanidade por uma loucura temporária inspiradora. Ganhamos em arte, mas o corpo de Amy, aquele corpo franzino mostrado exaustivamente por aí, cobrou seu preço, neste caso o preço maior, o preço da vida.

É justa esta troca? Quem estaria disposto a encarar o desafio? Quase ninguém, é a resposta. Amy, assim como contemporâneos seus que morreram de forma semelhante, faz parte de um seleto grupo de pessoas que pisaram neste planeta para inovar, expressar uma arte, renovar conceitos. Talvez a genialidade destas pessoas não fosse exposta caso elas optassem por viver como a maior parte das pessoas. O desvio da normalidade, seja ele obtido através do método que cada um encontrou, foi fundamental para que a inspiração e o talento encontrassem perfeita sintonia, sincronizassem com precisão.

O corpo cobra cada centavo pelo o que é exigido. Algumas pessoas têm pleno conhecimento disso e ainda assim arriscam. São atletas que se dopam, cirurgias complicadas para alterar padrões estéticos, substâncias que alteram o poder decisório. Tudo isso em prol de uma busca por um resultado que satisfaça, em primeiro lugar, o ego da própria pessoa, mas que, em alguns casos, respigam em nós em forma de arte, cultura, beleza. Obrigado, Amy, pelo sacrifício.

É isso.

fev 2010 19
Por Henrique Oliveira
entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

Tem coisas queElton John - Parede são impressionantes mesmo. Quando pensamos que os grandes astros da cultura pop estão bem acessorados; preparados para “gerir” suas declarações,  eles nos saem com coisas inimagináveis. Nesta semana foi o cantor Elton John que tentou roubar a cena, mas de uma maneira, no mínimo, questionável: em entrevista à revista norte-americana “Parade” o cantor de 62 anos deu uma declaração que mexeu com muita gente e que ganhou destaque no tablóide The Sun: ele declarou que Jesus era gay! Isso mesmo: para o cantor britânico, Jesus era um gay muito inteligente e sensível.

“Acho que Jesus tinha muita compaixão, era um homem gay superinteligente, que entendeu os problemas da humanidade. [..] Jesus queria que nós amássemos e perdoássemos. Não sei o que faz as pessoas serem tão cruéis. Tente ser uma lésbica no Oriente Médio – é melhor estar morto”, disse o cantor na polêmica entrevista (Fonte: Folha Online).

Mais uma vez nós percebemos que alguns artistas, no afã de romper com alguns tabus e preconceitos sociais, ou, mesmo, para simplesmente atacarem o que consideram “errado”, acabam por atingir muitas pessoas que nutrem algumas crenças que lhes são caras. Ao fazer tal declaração, o cantor Elton John, com certeza, atingiu a muita gente. Optando por essa forma meio “estabanada” de protestar contra a  homofobia e os preconceitos oriundos de religiosidades exarcebdas, ele nada mais fez do que gerar uma polêmica gratuita que não é nada boa. O mesmo protesto ou manifestação poderia ter sido feita de maneira mais respeitosa e menos agressiva.

É um caso parecido com aquele que vimos aqui no Blog da Comunicação, em que um artista neozelandês retratou a Virgem Maria na cama com José (veja o post aqui). Ou seja, è o mesmo tipo de manifestação que deveria ser evitada, justamente porque muitas pessoas têm em sua religiosidade algo muito mais importante do que a nossa vontade subjetiva de protestar ou nos manifestar. Numa sociedade que se quer plural, um dos passos primordiais é o respeito. E, como pode haver respeito se, sequer, conseguimos policiar o que dizemos publicamente?

Creio que essa declaração do Eltom John tenha sido muito mais infeliz do que produtiva. E espero que ele possa refletir um pouco mais antes de protestar…

E você, caro leitor, o que acha?

jan 2010 08

Por João Paulo Denófrio

blog@blogdacomunicacao.com.br

Está comprovado, definitivamente, que a morte de Michael Jackson ajudou a pagar as dívidas que o cantor deixou para a família. De acordo com dados da Nielsen SoundScan, empresa referência em números da indústria fonográfica dos Estados Unidos, o rei do pop teve mais de 8,2 milhões de discos vendidos no ano passado. Por muito pouco não dobrou as vendas diante da segunda colocada, Taylor Swift, de 20 anos. O fato é que mitos nunca morrem. Podem ficar adormecidos, que foi o que aconteceu com Michael Jackson.

Explosão de vendas de discos após a morte de Michael Jackson

Todas as cifras e dados que circundam o cantor americano mostram que ele teria muita chance de dar uma impulsionada na carreira, caso virasse realidade a turnê de shows em Londres, que ocorreria no mês seguinte à morte dele, em junho de 2009. Assessores revelaram que este era o verdadeiro desejo de Michael: voltar a ver a multidão de fãs gritando o nome dele. Nas três semanas depois da morte, foram vendidos mais de 2 milhões de discos de Michael Jackson. Até mesmo quem não era fã do rei do pop, como eu, teve que se render ao potencial de comércio que ainda existe em torno de Michael.

out 2009 09

Por Henrique Oliveira

entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

Voz forte, talento e muita polêmica. Esses elementos sempre rondaram a carreira da cantora britânica Amy Winehouse. Aos 26 anos de idade, a artista, nascida no subúrbio de Londres e influenciada fortemente pelo jazz, acaba de roubar a cena mais uma vez: numa eleição divulgada recentemente pelo jornal britânico “The Telegraph” a canção “Rehab” do disco “Black to Black” (2006) de Amy, acaba de ser escolhida a música mais influente da década. Isso mesmo! Segundo o jornal inglês, nenhuma outra música no planeta teve tanta repercussão quanto a afamada composição da cantora. Vejam:

Imagem de Amostra do You Tube

No entanto, apesar dos “aplausos” de muitos, com a eleição do “The Telegraph” o que pudemos ver foi o que eu costumo chamar de uma “premiação metalingüística”: um jornal, britânico premia bandas e cantores britânicos (ou de língua inglesa), esquecem de toda a produção cultural do resto do planeta e, assim, transformam os seus artistas e a sua indústria cultural numa espécie de nirvana inatingível. Dizer que a canção da Amy Winehouse (que é ótima por sinal) foi a mais influente de toda uma década é, sem dúvida, uma generalização meio irresponsável. Talvez ela tenha sido a mais influente nos países aculturados pelo americanismo ou pelo eurocentrismo. Provavelmente ela foi a mais influente nos quintais das grandes e decadentes indústrias fonográficas. Mas, não podemos esquecer que as diferentes culturas e formas de expressão espalhadas pelo mundo, passam longe da sonoridade e dos discos da Amy.

Na verdade, boa parte do planeta sequer conhece os rumos da indústria do entretenimento e, muito menos são influenciados por Amys, Beyoncés e Jacksons… No fundo, todas estas premiações são eventos de autopromoção – “falo bem de mim para que me comprem”. Uma estratégia recorrente na indústria cultural que, às vezes, exagera em muitos pontos. Por isso, nessa hora é preciso que separemos os “alhos dos bugalhos”: quem realmente foi influenciado pela Winehouse?

out 2009 03

GUERRA PELO AC/DC3

Escrito por Henrique Oliveira | Postado em Entretenimento & Cultura | Tags: , , , ,

Por Henrique Oliveira

entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

É um verdadeiro furor. A confirmação da chegada da banda australiana AC/DC ao Brasil está provocando uma verdadeira batalha por ingressos. Conhecida como uma das maiores bandas de Rock da história o AC/DC tem uma legião de fãs espalhados pelo mundo inteiro. No Brasil não é diferente: desde a  última quinta feira uma multidão de admiradores se digladia para comprar os ingressos postos a venda e garantir seu lugar no concorrido show que a banda fará no dia 27 de novembro no estádio do Morumbi, em São Paulo. A euforia se explica. Desde a década de 1970 a banda é considerada uma das principais influências do Heavy Metal e Hard Rock. Composta atualmente por Brian Johnson (vocal), Angus Young (guitarra), Malcolm Young (guitarra), Cliff Willians (baixo) e Phil Rudd (bateria), a banda ainda é um “furacão” no palco. Vejam :

http://www.dailymotion.com/videox431db 

Dentre os muitos êxitos da banda, com certeza podemos citar o álbum “Black  in Black”  (1980),  até hoje uma dos discos mais vendidos da história e visto por muitos como um dos mais influentes do rock. Toda essa fama, entretanto, não nasceu facilmente. Ela foi conseguida à base de muitos hits e puro rock’ n’roll.  Dentre estes hits podemos citar, por exemplo, as marcantes “Hell Bells”, “You Shook Me All Night Long” e “Back in Black”, todas do álbum citado acima.

Esse será o terceiro show do grupo no país. “A primeira vez foi no Rock in Rio de 1985. A banda fez duas apresentações, nos dias 15 e 19 de janeiro [...].A segunda vinda foi durante a turnê do álbum Ballbreaker em 1996. Inicialmente os shows estavam marcados para o Rio de Janeiro (Maracanã) e em São paulo (Pacaembú), mas devido a problemas em torno da liberação do maracanã pela prefeitura da cidade o show foi transferido para Curitiba” (citação: http://mediahouse.com.br/acdc).

Neste ano, porém, a aparição será mesmo em São Paulo e  será composta por uma única apresentação. Por isso, fãs e roqueiros do país, preparem-se!

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