ago 2010 24

por Júnior Batista
economia@blogdacomunicacao.com.br

A Petrobras, é reconhecida nacional e internacionalmente por ser uma das maiores empresas do mundo, entretanto vem registrando queda em suas ações na Bolsa. Ela é uma empresa de capital aberto, ou seja, é mantida não por um dono específico, e sim por várias ações. Ontem, o valor da Bolsa da Petrobras caiu US$ 56,2 bilhões (28,2%). O valor de mercado da estatal passou de US$ 199,3 bilhões para US$ 143,1 bilhões – o valor de mercado representa o quanto a empresa está “valendo” naquele momento, e não o seu preço real, no caso da estatal, representa o valor que um investidor pagaria caso fosse possível comprar todas as suas ações.

Logo da Petrobras – Crédito: Reprodução

Além disso, a Petrobras aparece como a segunda empresa mundial com maiores perdas de valor de mercado. E adivinha quem é a primeira com maiores perdas? A Microsoft de Bill Gates, acredite se quiser. Ela viu sua empresa perder US$ 60,5 bilhões do seu valor de mercado ao longo deste ano.

Veja a tabela disponibilizada no UOL, clicando aqui. Até o dia 30 de Setembro, deve ser realizada a capitalização da Petrobras, que vai definir a quanto os Barris de Petróleo devem ser vendidos. Segundo o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, o prazo será cumprido.

mai 2010 19

Apesar de todos os discursos o pré-sal ainda parece um grande desafio. A Petrobras e o Brasil Aguentam? Imagem: www.conecval.com.br

Por Henrique Oliveira
meioambiente@blogdacomunicacao.com

O mundo vem acompanhando com assombro o crescimento da mancha de poluição que está tomando conta do Golfo do México há cerca de três semanas (veja mais aqui) . O desastre ambiental –  fruto de um enorme vazamento de óleo provocado por uma explosão numa plataforma petrolífera estadunidense – além da sua incomensurável devastação traz muitos outros questionamentos. E um deles está diretamente ligado nós, brasileiros: será mesmo que as tecnologias petrolíferas estão aptas a descer tão altas profundidades em busca do famoso “ouro negro”? Não estaríamos nos precipitando e buscando uma riqueza que, ainda, não estamos preparados para conter em caso de uma situação crítica?

Para o geógrafo e consultor técnico na área de exploração de petróleo, gás e minério do fundo oceânico, Jules Soto, é notável que o Brasil não está preparado para conter um desastre nas plataformas de petróleo que surgirão para explorar a zona pré-sal. E o argumento do pesquisador é bem aceitável. Para ele as Bacias de Campos e de Santos têm suas unidades de produção muito próximas da costa e essa proximidade, em caso de acidente, não permitiria que se tivesse um tempo hábil para a organização de medidas eficazes de contenção para uma possível mancha de poluição, como a do golfo do México.

Soto continua a polêmica afirmando que a Petrobras precisa reformular sua “política” de exploração: “ela [a Petrobras] utiliza os mesmos parâmetros de segurança das demais petroleiras, que são visivelmente deficientes e muito longe do ideal. É muito parecida com a tecnologia da espacial ou mesmo de “fórmula 1”, explorando os limites incessantemente e com isso carregando muitas indústrias na esteira. Quando aprendemos a explorar com segurança a uma determinada faixa, automaticamente passamos para outra. Na década de 1970 a Petrobrás explorava no limite o que hoje é “feijão com arroz”. O pré-sal é um salto macro, onde é necessário enterrar os parâmetros de segurança que até então foram estabelecidos” (Fonte: Oeco).

Em outras palavras, é preciso que o governo brasileiro se municie ao máximo contra possíveis desastres naturais que ameaçarão suas novas investidas na área da exploração marítima de petróleo. É claro que não devemos esquecer-nos da importância econômica e política da exploração do pré-sal, porém as perdas ambientais seriam incomensuráveis em caso de um acidente grave. No caso do exemplo do acidente no Golfo do México, é bem possível que estejamos assistindo ao pior desastre natural da história dos Estados Unidos, e isso é muito preocupante.

A Petrobras, porém, se diz muito preparada para a exploração do Pré-sal. Tanto que, em seu site, a empresa afirma “estar direcionando grande parte de seus esforços para a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico que garantirão, nos próximos anos, a produção dessa nova fronteira exploratória. [...] Além de desenvolver tecnologia própria, a empresa trabalha em sintonia com uma rede de universidades que contribuem para a formação de um sólido portfólio tecnológico nacional”, diz o site em seu texto.

A grande questão agora é saber quem está com razão. A Petrobras está mesmo preparada para o desafio do pré-sal? Ou o país estaria arriscando nosso meio ambiente em nome de ganhos mais “rápidos”? Admito que as duas possibilidades sejam cabíveis…

dez 2009 09

por Isaque Criscuolo

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Não é incomum ouvirmos falar de empresas preocupadas com o meio ambiente e com a tal da sustentabilidade. Este é, inclusive, um bom sinal de que ainda existem pessoas preocupadas com o futuro do planeta.

Bons exemplos de empresas que promovem e apóiam causas ambientais são o Grupo Pão de Açucar e a Petrobrás, apesar de poluir o ambiente de forma absurda.

Um outro exemplo maravilhoso é o da Tang, que em sua atual campanha publicitária incentiva medidas ecológicas. Você deve estar se perguntando o que ela fez de original, não? Ok. Explico.

A Tang produziu essa campanha voltada ao público infantil, que, tecnicamente, consome mais seus produtos. Mas, seria uma ideia estúpida falar de meio ambiente e reciclagem para crianças, correto? Pelo contrário, essa iniciativa da Tang é extremamente inteligente e consciente.

Campanha Tang

Campanha Tang

Nada mais coerente do que conquistar as crianças com uma música dançante e ao mesmo tempo vender seu produto, sem esquecer de ajudar o meio ambiente. É conquistando as crianças de hoje, que se terá um futuro melhor, afinal elas serão o futuro da humanidade. Concordam?

“Vamos cuidar do planeta, vamos reciclar. Se cada um fizer direito o mundo fica melhor.” diz um trecho da música composta para a campanha, que se chama ‘Preparou, bebeu, faz”.

No site da campanha, é possível assistir o vídeo produzido com crianças cantando e se divertindo; fazer o download da música;  acompanhar a letra e enviar seu próprio vídeo falando o que você faria por um planeta melhor.

Longe de ser um merchandising, este post  parabeniza a iniciativa da Tang, que consegue de forma maestral conquistar as crianças e ainda contribuir na luta de preservação do meio ambiente.

Para tirar suas próprias conclusões, assista:

Imagem de Amostra do You Tube

É como diz a músiquinha: “Se cada um fizer direito o mundo fica melhor.”

jul 2009 07

por Sônia Mesquita
economia@blogdacomunicacao.com.br

Após um ano e meio da entrada em vigor da obrigatoriedade da mistura de biodiesel no diesel produzido no país, o Brasil aponta no cenário mundial como um dos maiores produtores e consumidores dessa fonte de energia alternativa, o que constata nossa tendência à produção de combustíveis sem sujeira e convenientes para a saúde do planeta.

A partir do dia 1º de julho houve um aumento de 1% nesta mistura obrigatória. O chamado B4 agora deve ter 4%, contra os 3% anteriores. No portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA-02 de julho de 2009), Arnaldo de Campos, coordenador do programa de Biodiesel do MDA,disse que tem aumentado a renda dos produtores de biodiesel com a participação no Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNDB).

A produção de oleaginosas para biodiesel garantiu a média de R$ 5.274 por família em 2008. O coordenador informou que a produção de mamona no estado do Piauí teve um crescimento de 72%. Para Campos este programa dará um impulso maior para as empresas que produzem biodiesel com o Selo Combustível Social, bem como o crescimento da renda dos agricultores familiares e assentados que participam do Programa Nacional de Biodiesel.

O MDA, o Incra, a Cooperação Técnica Alemã (GTZ), Petrobras Biocombustíveis e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Piauí (Emater-PI) realizarão em agosto um planejamento estratégico para a safra 2009-2010 para dar suporte a 1,5mil assentados que têm interesse no cultivo das oleaginosas.

Fonte: Site do Ministério do Desenvolvimento Agrário

jun 2009 20

Na última quarta-feira, o STF (Supremo Tribunal Federal) julgou a favor de 8 a 1 o fim da obrigatoriedade do diploma profissional de jornalista, que vigorava há 40 anos. Com isso, as empresas estão liberadas a contratar profissionais de comunicação sem diploma. O assunto é polêmico, já que entidades sindicais e faculdades eram a favor da obrigatoriedade. Grandes empresas de comunicação queriam o fim a lei. Segundo o presidente do STF, Gilmar Mendes, outras profissões podem ser desregularizadas. E você caro leitor, o que acha de tudo isso? Acredita que o diploma de jornalista deve ser obrigatório para o exercício da profissão? Deixe seu voto na enquete do Blog da Comunicação, localizada na barra lateral a direita do seu monitor.

Banner da campanha pela regularização do diploma de jornalista - Crédito: site da FENAJ
Banner da campanha pela regularização do diploma de jornalista – Crédito: site da FENAJ

RESULTADO - A enquete anterior tratou do polêmico blog Fatos e Dados, da Petrobrás. A empresa está disponibilizando no site as perguntas enviadas pela imprensa, antes mesmo das publicações das matérias. A atitude foi criticada por diversos jornalistas e veículos de comunicação. Nossos leitores também opinaram sobre o tema e 60% deles afirmaram não ver problemas nas divulgações das perguntas no blog da Petrobrás. Os demais 40% não concordam com a atitude da companhia.

PS: Em breve o Blog da Comunicação irá publicar um editorial sobre o tema. Aguardem.

set 2008 15

por Mônica Albiero Costa

monica@blogdacomunicacao.com.br

… Devemos nos preocupar, também.

Pelo menos quando diz respeito a países vizinhos, como a Bolívia.

Vocês estão acompanhando as notícias sobre a crise boliviana, não estão? Alguns departamentos (Estados) do país estão protestando contra o presidente Evo Morales, entre outras coisas, por causa do aumento da pensão dos idosos com a redução das verbas do imposto do gás natural, o IDH.

A redução das verbas do imposto vai beneficiar os idosos, com o aumento da pensão, mas os departamentos dizem que eles já recebem verba além do necessário. 

Todos estes protestos ocorrem porque as decisões do presidente boliviano não agradam a estes setores da sociedade e, consequentemente, têm decisões antidemocráticas como forma de protesto.

As ações dos opositores ao governo já mataram quase trinta pessoas e, segundo o presidente venezuelano Hugo Chávez “é preciso agir a tempo, antes que a Bolívia tenha cinco ou dez mil mortos pela crise e antes que tenham derrubado Morales”.

O que está prestes a acontecer (ou já está acontecendo) na Bolívia é um golpe de Estado, assim como o que aconteceu no Chile, com o presidente Salvador Allende, que foi assassinado pela junta militar do país, sob a liderança do ditador Augusto Pinochet- com a diferença de que no Chile, o golpe fora militar.

O presidente Evo Morales foi eleito pelo povo, assim como Allende, e é da mesma maneira que deve ser retirado do poder, caso seja da vontade da população.

A crise afeta o Brasil por causa da redução no envio de gás. Metade de todo o consumo de gás no país vem da Bolívia e abastece, principalmente, o estado de São Paulo.

Agora, independentemente da discussão sobre se o Brasil deveria ou não depender tanto do gás natural da Bolívia, apesar do bom preço, o país precisa de uma solução para a falta dele. No caso de o corte ser muito grande, a Petrobrás disse que terá de racionar o gás. Por enquanto, o corte chega a 10%.

O Brasil, também, não pode apoiar as medidas que vem sendo adotadas no país vizinho, mas, sim, ajudar para que a crise seja solucionada e evitar que mais pessoas sejam mortas.