VOCÊ É CORRUPTO?

por Henrique Beirangê
mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

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O brasileiro médio é corrupto? Platão dizia que o caráter dos políticos de uma república é reflexo da moral média de seus cidadãos. Será? Ser correto nos dias de hoje, pelo que parece, causa mais estranheza que a desonestidade. Tem se tornado comum a espetacularização de pessoas que ao devolverem algo que não os pertence, ser manchete de jornais em todo o país e objeto de reportagens de telejornais em horário nobre. Passam a aparentar semideuses da moral.

Em entrevista ao diário de Natal o juiz federal Francisco Glauber Pessoa Alves, quando questionado se o Brasil é complacente com a improbidade administrativa, questão penal sobre a qual diariamente se debruça, disparou: “O brasileiro médio tem um senso de moral trôpego ou uma ‘‘meia-moral’’. O outro não pode se beneficiar do que é moralmente e/ou legalmente discutível, mas ele sim! Há sempre uma justificativa. Por exemplo, todos concordam que o concurso é a forma menos sujeita a erros para ingresso no serviço público e todos discordam do nepotismo, mas muita gente busca e exerce cargo público sem concurso, beneficiando-se de parentesco e conhecimento muito mais do que mérito”.

Outras evidências apontam para uma suposta endemia de distorção de conduta. Uma pesquisa recente do Ibope mostra que o eleitor brasileiro é tolerante com a corrupção. Os dados mostram que nada menos do que 69% dos eleitores admitem cometer pelo menos um tipo de ato ilícito entre 13 ilegalidades do cotidiano listadas pelo pesquisador. Pior, se tivessem oportunidade, 75% dos eleitores dizem que cometeriam ao menos um ato de corrupção entre os apresentados pelo instituto aos entrevistados. Já 40% dos eleitores brasileiros disseram que, se fossem eleitos, escolheriam familiares ou pessoas conhecidas para cargos de confiança, 18% mudariam de partido em troca de dinheiro ou cargos, 18% contratariam sem licitação empresas de parentes para prestar serviços públicos e 31% aproveitariam viagens oficiais para lazer próprio ou de familiares.

E para tristeza e fato motivador dessa pensata, divulguemos mais um episódio que não só escandaliza, mas leva a reflexões. Agaciel Maia, ex diretor geral do senado, afastado por não declarar um imóvel de R$5 milhões, foi ovacionado, por servidores do Senado que aos gritos pediam “Volta Agaciel, volta”, que segundo jornalistas presentes, enquanto era beijado e abraçado pelos manifestantes, erguia os braços em agradecimento aos “queridos amigos servidores”. Grave e preocupante.

E você caro colega internauta, é corrupto? Faça aqui o teste do UOL para saber se você é corrupto ou não.

*** Revisado por Ane Patrícia Flora

PARAISÓPOLIS: VOCÊ PODE FAZER A DIFERENÇA!

Crédito: Último Segundo

Crédito: Último Segundo

por James Freitas

james@blogdacomunicacao.com.br

Díficil alguém não ficar assustado ao ver cenas como as vistas em Paraisópolis na última segunda-feira, 2 de fevereiro, quando ouve confronto entre “manifestantes” e policiais militares formando-se uma verdadeira “Guerra urbana” que lembrou e muito os confrontos entre polícia e traficantes em morros do Rio de Janeiro. Vendo a comunidade repleta de carros, sacos de lixo e pneus incendiados a tropa de choque foi chamada para intervir no caso. A versão oficial divulgada pelos veículos de comunicação até então dão conta de que o protesto dos moradores deu-se em razão da morte de um foragido da justiça pela polícia no último domingo, 1 de fevereiro, numa fiscalização onde o morador morreu após trocar tiros com a polícia. Extra-oficialmente há quem diga que a ordem do motim partiu de dentro das penitenciárias do Estado porém até agora nada foi provado.

Se para o blogueiro que vos fala a situação é assustadora não tenho palavras para descrever os momentos de terror que homens, mulheres e crianças de bem foram submetidos na última segunda-feira. Assim sendo, procuramos o órgão que representa a sociedade da comunidade entrevistamos rapidamente Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores de Paraisópolis responsável direto por diversas melhorias e investimentos que a região teve nos últimos anos para saber as consequências que este incidente pode causar para a população de Paraisópolis, confira:

James Freitas: Qual a sua posição sobre a ocupação da comunidade de Paraisópolis pela polícia militar?
Gilson Rodrigues: Não somos contra que a polícia cumpra o papel dela. Se ela avaliou que isso mantém a segurança dos moradores nós apoiamos. Só não queremos violência na comunidade, vinda de onde vier (polícia ou bandido). Esse conceito de segurança imediatista de ocupação não resolve o problema. Dá apenas uma sensação de segurança. Daqui alguns dias a polícia vai embora. Ficamos aqui.

JF: Como a união dos moradores de Paraisópolis pretende agir para evitar novos episódios como os de segunda?
GR: Vamos cobrar do governo ações concretas voltadas a prevenção deste tipo de ação a curto, médio e longo prazo. Isso se dá através de projetos de prevenção, educação e empregabilidade. A medida em que os jovens tem oportunidades não se envolvem com coisas erradas.

JF: Em qual momento a união dos moradores tomou ciência das dimensões do que estava acontecendo no local?
GR: Foi uma surpresa, a comunidade não esperava que isso pudesse acontecer. Nunca aconteceu algo parecido. Ficamos sabendo na hora quando já estava acontecendo.JF: Acredita que esse episódio pode denegrir a imagem da comunidade afastando investimentos tanto públicos quanto privados na região? Acredita que a sociedade mudará sua visão sobre a comunidade de Paraisópolis?
GR: Não. Acho que prejudicou a comunidade mas as pessoas que já atuam na comunidade sabe que essa não é uma ação caracteristica da comunidade. Costumamos nos organizar sim para buscar solucionar os nossos problemas, mas não com violência. Sinto, principalmente do poder público e principalmente pela repercussão e a pressão da comunidade o poder público tende a investir mais. Se não o fizer vamos buscar e lutar para que isso aconteça. Com relação a pessoas e empresas privadas estamos buscando envolver toda a sociedade para resolver o problema. Não adianta ficar apontando, reclamando de braços cruzados e dizer “para isso que pago meus impostos”. Pague os impostos, mas ajude. Você pode fazer a diferença.

 

E você caro internauta? O que achou das cenas vistas na última segunda? Vocês acreditam que a imagem da comunidade será arranhada com este episódio? Vocês acreditam que a sociedade pode fazer a diferença?

Opine, sugira, critique…e o mais importante: PARTICIPE!  O espaço agora é de vocês….

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