abr 2011 13

por Leandro Lopes
autosemotos@blogdacomunicacao.com.br

Quando os gregos mobilizaram mil navios para a expedição que rumava a Troia com o único objetivo de resgatar Helena, os deuses já planejavam o desfecho da empreitada. A guerra entre gregos e troianos perdurou por anos e segundo a mitologia, a batalha foi alterada por vontades divinas.

Atravessar São Paulo parece ser missão Hercúlea (para citar outro mito grego).

Não é preciso ter espirito de repórter, nem ao menos é necessário curiosidade para encontrar histórias de pessoas que enfrentam epopeias para chegar ao trabalho ou faculdade.

Com um trânsito digno de poemas de Homero, São Paulo se torna não só uma cidade selva – de pedra é claro –, como também um emaranhado de carros, em número muito maior que os supostos mil navios dos gregos.

A solução obvia é investimento em transporte público. Corredores de ônibus que facilitem a locomoção das pessoas com o mínimo de conforto possível. Com a experiência de quem entrevistou usuários de ônibus no melhor estilo Gonzo de questionar, o transporte público de São Paulo passa longe de ser minimamente confortável.

E o cavalo de madeira em forma de aumento de tarifa dos ônibus em São Paulo, não refletirá a conquista de nada, diferente de como fora nos tempos de Ulisses e Aquiles. Os atuais três reais cobrados para os usuários de ônibus na cidade não parecem refletidos em melhorias substanciais.

Estima-se que sejam gastos R$ 23 bilhões de reais em obras de melhoria e infraestrutura do país para que estejamos prontos para a realização da Copa do Mundo. Em um raciocínio rápido encontramos outras prioridades. Saúde, educação, transporte público, violência… Onde quer que sejam investidos esses – por enquanto – R$ 23 bilhões, eles estão sendo mal investidos.

O problema de quem luta nessa guerra troiana por condições melhores há anos, é que valores e soluções são esquecidos no momento em que Tétis aparece com seu filho banhado no rio Estige. O calcanhar é a memória. Memória que falha para cobrar promessas e conferir valores.

O trânsito em São Paulo é como uma grande dança. Pela manhã, todos marcham rumo a um mesmo destino, em carros parecidos, no mesmo metrô, nos mesmos ônibus… É um perfil fácil de traçar. Fones no ouvido, expressões cansadas, olheiras cravadas na pele como sapos de macumba.

Helena não estava tão triste em Troia. Nem todos os troianos queriam resgatá-la. Assim como os paulistanos, que não estão tão a fim de se mover ou de chegar ao destino confortavelmente. Reclamar sentado no sofá ou dentro de um cavalo de madeira é fácil demais.

Gabrielle Rodrigues de 20 anos trabalha em São Bernardo, estuda em Santo André e mora em São Paulo. Faz essa rota todos os dias. Ainda que não atravesse mares como os gregos, de tempos em tempos a estudante faria bom uso deles, já que essa região, onde passa a maior parte de seus dias, sofre com o problema das enchentes.

Sobre o aumento na tarifa dos ônibus, a usuária diz que: “Quando comparada ao salário mínimo essa tarifa é absurda! Mesmo para quem paga metade do valor! Muitos estudantes não trabalham e o valor é no mínimo abusivo!”.

O aumento da tarifa é justificado se o valor é investido em melhorias. Gabrielle não está otimista quanto a elas: “Quais melhorias??!”

A insatisfação da população é conhecida. Tão clássica quanto os poemas de Homero. O que falta ser dito para que as pessoas que comandam esse país entendam que a população não é mais o rebanho do voto de cabresto? Como na Ilíada temos mocinhos e vilões, depende é claro, do ponto de vista.

Leandro Lopes
@falecomleandro

abr 2011 04

Por Leandro Lopes
política@blogdacomunicacao.com.br

É de uma tristeza sem tamanho que sejamos obrigados a testemunhar (de aparentes mãos atadas) exemplos vivos de ignorância em nosso país. Ignorância e preconceito no Brasil das mil etnias.

E ainda pior, tenhamos que conviver com discursos sem sentido.

O deputado Jair Bolsonaro (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jair_Bolsonaro) mostra-se um desses. A quem se enoja escutar. A ignorância de suas declarações é clara. É grave. Baixa. De dar pena. Problemática para o Brasil como um todo.

Não me interessa o que ele pensa e nem tampouco porquê. Mesmo com linhas de pensamento tão pobres, refuto acreditar que é capaz de implantar alguma delas de forma substancialmente importante. Que altere a vida do cidadão. Seja para o bem, seja para o mal. Parece-me peixe pequeno (e essa impressão me amedronta).

A questão principal é o tamanho da influência que exerce e quantas opiniões o digníssimo deputado é capaz de formar.

Se nosso representante tivesse tido a oportunidade de ler sobre “recentes” descobertas da UFMG (http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL43530-5603,00.html) estaria mais bem informado e provavelmente (jamais duvidarei da capacidade do ser humano de dizer e fazer idiotices) não teria posição tão grotesca.

Se Daiane dos Santos tem em seu DNA 40,8% de raízes européias, Bolsonaro será enganado em seu “juízo de valor racial”.

O deputado já defendeu o fuzilamento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a utilização da tortura e é reconhecido pela luta contra o homossexualismo.

Luta contra o pensamento contemporâneo.

É por isso que por diversas vezes o discurso pró-educação é proferido aos sete cantos. Faltou educação ao deputado. Não necessariamente a de pai e mãe. Faltou educação suficiente para aprender que biologia e caráter não se misturam.

@falecomleandro
Leandro Lopes

mar 2011 11

Por Leandro Lopes
politica@blogdacomunicacao.com.br

No Brasil as pessoas comemoravam o carnaval. Na Líbia comemoravam a “vitória” do ditador Kadafi.

Domingo, 06, habitantes de Trípoli foram acordados por um tiroteio e pela notícia de que a Líbia (todo seu território) estava de novo sob o comando do ditador. Para comemorar a suposta vitória, moradores pró-Kadafi foram às ruas, na Praça Verde, festejar a notícia falsa.

Chaplin também foi (por um filme) um grande ditador.

Eram cerca de 2 mil pessoas no local – segundo reportagem do The New York Times.

É preciso que se diga que quem noticiou a vitória de Kadafi foi a TV estatal ainda sob o comando do governante.

A notícia como arma de guerra.¹

Uma mentira sem escrúpulos. Uma mentira que o mundo todo sabe. Menos aqueles a quem se mentiu. Claro que o se faz na Líbia não é jornalismo. E é justamente por isso que jornalistas de verdade são essenciais para a manutenção da paz.

É óbvio que em todos os sistemas totalitaristas ou autoritários, manipular a notícia e consequentemente seus receptores é das formas mais eficazes de se manter o controle e até por isso, a atitude da TV de Kadafi não é nenhuma novidade para esse tipo de sistema.

O que faz de Kadafi alguém ainda mais além do cidadão Kane, é que na Líbia, os noticiários oficiais fazem o possível para não mencionar o nome de nenhuma outra “autoridade” do país. É como se o ditador fosse a única imagem pública da Líbia.

“Ouvi as melhores notícias de toda minha vida. Nós tomamos de volta todo o país.” – Noura al-Said, 17 anos, estudante líbia.

Uma jovem estudante não consegue enxergar o mal que lhe fazem a todo momento. O regime  ditatorial está bem sustentado nos pilares bélico e da informação.

Na Líbia nem mesmo os jogadores de futebol são chamados pelo nome. Eles são conhecidos pelo número das camisas com que jogam. Tamanha a loucura/brilhantismo do mal de seu comandante.

Tudo isso para afastar do povo uma imagem que não a de seu ditador.

A guerra líbia, se serve para alguma coisa, devia servir de exemplo para que saibamos aproveitar um pouco melhor nossa suposta liberdade de expressão. Viver em um país em que – ao menos teoricamente – você pode expor seu ponto de vista e sua visão política, é fundamental para a criação de líderes que queiram liderar e não somente mandar executar.

As armas que Kadafi ainda tem sob seu comando e a imprensa oficial com seu poder de manipular fazem dele o ditador que é. Cada vez mais se percebe que o ser humano deve ter direito à informação livre, independente de seu Estado.

O levante no Oriente Médio deve ser estudado. Assim como a imprensa de lá. Talvez assim, por meio de um paralelo entre as duas coisas, sejamos um dia capazes de entender por que esse conflito explodiu realmente e, melhor ainda, sejamos capazes de evitar futuros problemas.

Leandro Lopes
@falecomleandro

¹ - título da coluna do professor Eugênio Bucci, no Estado de São Paulo de ontem. Texto que inspirou esse outro.

mar 2011 10

Por Isabela Fonseca

politica@blogdacomunicacao.com.br

Queridos políticos Crédito: Divulgação

Mesmo após o anúncio dos cortes orçamentários nas emendas parlamentares, os deputados continuam de folga, voltando à ativa apenas semana que vem.

A história foi mais ou menos assim: Decidiram cortar a mesada e esses cortes atingiram emendas de 381 parlamentares, onde aliados e oposição foram afetados.

Os senadores e deputados podiam apresentar para esse ano até 25 emendas totalizando R$ 13 milhões.

Os 10 estados governados pela oposição foram os mais atingidos: juntos perderam cerca de R$ 739,6 milhões e as 17 unidades da federação restantes perderam cerca de R$ 1 bilhão.

Falando de regiões, para o Sudeste cancelaram R$ 413 milhões, Norte R$ 405,2, Centro-Oeste R$ 271, Sul R$ 134,5, e o mais atingido – Nordeste – ficou sem R$ 533,5 milhões.

 

A explicação do governo para esses cortes é bem direta: Eles tem como objetivo forçar a eficiência dos gastos (investir onde realmente é necessário e trazer o resultado esperado); manter e preservar os programas sociais (como a medida provisória que criou o crédito voltado para o Ministério da Educação, que irá custear o programa de alimentação escolar em todo o país), e garantir a expansão dos investimentos.

Todos querem ver resultados, saber que seu dinheiro foi investido em algo que teve um retorno para suas famílias e sua comunidade. Investimentos desnecessários fazem com que as pessoas sintam vergonha do seu governo, seus políticos e representantes…

Se o governo está buscando melhorias, que elas realmente aconteçam.

jan 2011 10

Por Júnior Batista

politica@blogdacomunicacao.com.br

A primeira mulher presidente da República Federativa do Brasil já chegou fazendo mudanças. A começar pelo seu Ministério, que é o mais feminino da história. Em seu discurso de posse, prometeu erradicar a extrema pobreza e melhorar a educação. Espero que isso realmente aconteça. Não só como jornalista que tem o compromisso com a sociedade de imparcialidade, isenção e verdade, espero também como cidadão brasileiro que também precisa do estudo e quer uma educação digna para um país tão bonito, grande e híbrido como é o Brasil.

O que me deixou desconfortado, foi o fato da presidentA (como quer ser chamada) ter deixado Antônio Palocci na Casa Civil, que é um dos cargos mais importantes do Poder Legislativo.  Palocci não tem um histórico dos melhores, pois, quando ocupava o cargo de Ministro da Fazenda do governo ex-presidente Lula, se envolveu no escândalo da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo. Ou talvez apenas a descoberta do maior esquema de propina já visto no Brasil, posto que ele sempre existiu, convenhamos.

Dilma Rousseff dando entrevista ao SBT, em Brasília/DF, 02/11/2010 - Foto: Roberto Stuckert Filho. Fonte: www.dilma.com.br

Dilma Rousseff dando entrevista ao SBT, em Brasília/DF, 02/11/2010 - Foto: Roberto Stuckert Filho. Fonte: www.dilma.com.br

No Ministério das Comunicações, e este muito nos interessa, o cargo ficou por conta de Helena Chagas, que é jornalista formada pela UNB na década de 80, vem prometendo liberdade de imprensa, e tomara que cumpra mesmo e que consiga tomar uma posição sobre as medidas de regulação de conteúdo que estão vindo por aí, para que não nos prejudique, principalmente os webjornalistas. Há uma série de discussões sobre o assunto; precisamos sim, de uma regulamentação que garanta a informação séria, isenta e verdadeira à população, para que erros que frequentemente acontecem porque pseudo-jornalistas publicaram uma notícia sem a devida apuração prejudicam, e muito, as pessoas, que são nosso foco de trabalho. Isso mesmo, trabalhamos com e para pessoas, e é para elas têm-se que pensar regras que mostrem o direito de resposta imediato a um erro e não uma pequena passagem no jornal, como é visto diariamente. Uma pequena nota de desculpas não disfaz o escândalo, por exemplo, de alguma publicação com sensacionalismo, vista por grande parte da sociedade. Nosso compromisso é com a verdade, e essa discussão é necessária ao jornalismo.

Voltando ao discurso de educação, como fez a presidente no Palácio do Planalto, e até se emocionou ao fazê-lo, espero que a nossa educação possa melhorar realmente, porque somos envergonhadamente atrasados em relação ao estudo nos outros países com mesmo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que o nosso. Aqui, ela ainda é carente e a diferença entre as escolas particulares e estaduais é gritante.

Enfim, presidenta, espero que a senhora possa realmente dar uma mudada nesse panorama da educação no país. Peço não só como jornalista que quer publicar uma boa notícia a esses milhões de brasileiros, desejo também como ativista que deseja o melhor para o Brasil. Torne-o um lugar melhor, tome cuidado com a economia – esta que também muito me preocupa, nunca gostei muito do liberalismo, acho que o Estado precisa intervir e não “deixar tudo rolar” como acontece na maioria das vezes. Boa sorte a presidentA Dilma. E com você, leitor, o meu, o nosso compromisso é informar com isenção, qualidade, verdade. Farei o meu papel de cobrar com o jornalista e como pessoa, façam mesmo.

Abraço

O momento que Lula passa a faixa a Dilma e o discurso no Palácio do Planalto, para quem não viu.

Imagem de Amostra do You Tube

dez 2010 27

da Redação
blog@blogdacomunicacao.com.br

Em ano de eleição muita coisa acontece no Brasil. Lula conseguiu fazer sua sucessora e Dilma Rousseff assume o posto de presidente no próximo sábado. Junto com ela tomam posse novos governadores, senadores e deputados, entre eles Tiririca que com 1,3 milhão de votos foi o mais votado do país. A oposição rachou com o embate Serra x Aécio e o governador Arruda foi parar na cadeia. E por falar em crime, o goleiro do Flamengo Bruno foi preso acusado de assassinato e o caso Mércia segue sem solução. Clique no mural acima para visualização completa.

1- PIOR DO QUE TÁ NÃO FICA. Com 1,3 milhão de votos o palhaço Tiririca (PR) foi o mais votado nas eleições de todo o Brasil. Com uma campanha cômica, o humorista conseguiu reunir carisma e simpatia dos eleitores. Seu bordão “Pior do que tá não fica” foi um sucesso de marketing na propaganda eleitoral gratuita e bombou no Youtube. Acusado de ser analfabeto, Tiririca fez um prova para provar que sabia ler e escrever, sendo aprovado e podendo tomar posse como Deputado Federal. (Crédito da imagem: Divulgação).

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2- CRIME AINDA SEM SOLUÇÃO. No primeiro semestre do ano, um assassinato brutal em São Paulo chamou a atenção da mídia e do povo. A advogada Mércia Nakashima foi sequestrada e morta com um tiro na cabeça. Seu corpo foi encontrado em uma represa dentro de seu carro dias depois do crime. O principal acusado é o ex-namorado, o advogado e ex-policial Mizael dos Santos, que nega e ainda permanece em liberdade. (Crédito da imagem: Reprodução).

3- OS NÚMEROS DO BRASIL. Foi realizado mais uma vez pelo IBGE o Censo, que tem como função descobrir estatísticas do Brasil. A pesquisa de 2010 conseguiu ouvir quase toda a população brasileira, porém encontrou dificuldades em alguns locais como favelas e condomínios de luxo. Segundo o Censo, a população do Brasil[bb] se estabilizou e se concentra cada vez mais nos grandes centros urbanos. (Crédito da imagem: Divulgação).

4- DO GOVERNO PARA O XADREZ. Raramente no Brasil político corrupto vai para a cadeia. Este fato tão raro ocorreu em 2010 e com um parlamentar importante. O governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, foi preso após denúncias de corrupção. Vídeos do político e sua equipe recebendo maços de dinheiro caíram na rede e chocaram a opinião pública. Arruda já foi libertado, porém sua carreira política acabou. Será mesmo? (Crédito da imagem: Ricardo Stuckert).

5- O CASO QUE CHOCOU O PAÍS. Durante a Copa do Mundo[bb] veio à tona uma história chocante envolvendo assassinato, sequestro e um jogador de futebol famoso. O goleiro Bruno do Flamengo foi acusado de ter sido o mandante da morte da ex-amante Eliza Samúdio, que desapareceu após um encontro com o goleiro. O crime ainda não se concluiu e ninguém achou os restos mortais de Eliza. Bruno permanece preso. (Crédito da imagem: José Patrício/Agência Estado).

6- VITÓRIA CONTRA O TRÁFICO. Após violentos protestos de traficantes nas ruas do Rio, o Governo decidiu agir com força total. Policiais Civis, Federais e Militares, juntamente com o Exército, Marinha e o Bope subiram o morro para expulsar o tráfico do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro. Apoiados pela população, os militares tomaram o local em poucos dias e prometem revitalizar a região. (Crédito da imagem: Wilton Junior/Agência Estado).

7- DERROTA AMARGA. Trapalhadas a parte, o PSDB foi um fiasco na campanha eleitoral. Começou com a dúvida entre lançar Serra ou Aécio. O paulista levou a melhor e saiu como candidato, porém fez uma campanha muito fraca – divulgando até imagens ao lado de Lula em sua propaganda eleitoral. Aécio pouco fez para ajudá-lo e o fato rachou o partido que terminou 2010 buscando renovação. (Crédito da imagem: Wellington Pedro/Imprensa MG).

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8- A SUCESSORA. Presidente com maior popularidade desde o Regime Militar, Lula conseguiu emplacar sua sucessora na Presidência. Após uma dura campanha, Dilma Rousseff tornou-se a 40ª presidente da história do Brasil e a primeira mulher a ocupar o cargo. A figura de Lula[bb] foi fundamental para a petista deslanchar e conseguir angariar votos de partidários do presidente. Dilma assume a presidência no próximo dia 1. (Crédito da imagem: Divulgação).

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Amanhã: Retrospectiva dos assuntos mundiais.

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