nov 2010 08

PRECISAMOS DE POLÍTICA4

Escrito por Isaque Criscuolo | Postado em Política | Tags: , ,

por Isaque Criscuolo

politica@blogdacomunicacao.com.br

Meu pensamento de hoje é breve.

Estava pensando em política e no quanto este assunto é considerado chato entre os jovens que, em sua maioria, estão mais preocupados com a roupa da estação ou novo hit da Lady Gaga do que com o futuro do país. Não que eu não me interesse por assuntos da indústria do entretenimento, pelo contrário. Sou um consumidor assíduo de conteúdos culturais. O que quero dizer é que nossa juventude ignora os assuntos importantes por os acharem chatos, repetitivos ou qualquer outra coisa que o valha.

Em partes, concordo. O jornalismo atual é chato, engessado e padronizado, principalmente quando o assunto é política. E isso afasta os jovens que deveriam se envolver nos assuntos políticos do país, afinal, somos o futuro desta nação.

Não dá para esquecer que somos seres políticos por natureza, como bem disse Aristóteles. Somos políticos o tempo inteiro. Seja na escola, na faculdade, no trabalho, com a família. Portanto, porque achar os assuntos da macro-política chatos?

O que precisamos é de uma mudança no discurso das mídias. Não uma bestialização ou simplificação absurda como tem feito a Folha de São Paulo em seus textos, transformando-os em sentenças cada vez mais curtas e sem conteúdo. Precisamos de uma reforma na maneira de noticiar não só os assuntos da política, mas os assuntos em geral. Precisamos mostrar à nossa juventude que a política é um assunto necessário e de fácil entendimento, não um monstro de múltiplas cabeças surgido do Mundo Inferior.

Vamos repensar.

nov 2010 05

Por Leandro Lopes
politica@blogdacomunicacao.com.br

Estivemos envoltos num processo eleitoral desgastante. A campanha política foi repleta de ataques e debates norteados pelo senso comum da esquiva e da mesmice. Dias depois do término da campanha estão de volta dois assuntos que assombram o Brasil: CPMF e educação.

Em todos os discursos eleitorais, todos os candidatos, sem nenhuma exceção, defendiam a diminuição da carga tributária que no Brasil alcança níveis astronômicos. Agora no poder, quatorze dos governadores que tomarão posse no próximo ano levantam a bandeira de um novo tributo para a saúde, e a presidente eleita admite conversar a respeito. No mínimo um desrespeito com o eleitor.

Quando tivemos a chance de discutir e ouvir propostas a cerca de temas importantes e polêmicos como esse, fomos obrigados a ouvir trocas de acusações e o eterno debate sobre privatizações. Até opiniões sobre o aborto apareceram dessa vez.

Explode também a mais nova pesquisa sobre o Índice de Desenvolvimento Humano – o IDH –, e o Brasil ostenta a honrosa 73º colocação. O maior problema tupiniquim, segundo o estudo, é a educação de baixa qualidade.

Se todos os jovens brasileiros estão na sala de aula, estão recebendo uma educação ruim. Se forem criadas novas salas de aula, é preciso que, além disso, se invista na melhoria do ensino que será empregado.

Em matéria publicada no portal G1, o economista do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Flávio Comim, declarou: “Não basta mais colocar as crianças e os jovens na escola. Agora, eles têm que estar na série adequada, na série que se espera que eles estejam para que você consiga dar a eles uma oportunidade igual.”

Fala-se da educação como questão de números. Números de estudantes na escola, número de bolsistas do PROUNI, número de alunos do ensino superior, matemática demais para resolver o problema.

Não interessa ao povo brasileiro a construção pura e simples de novas escolas, não nos interessa o aumento de salários de professores sem uma justificativa ou um objetivo efetivo. O que precisamos é de um plano nacional de educação.

Enquanto o Brasil não se unir de fato para avaliar problemas como carga tributária e educação, continuaremos sofrendo e sendo enganados nos belos discursos dos candidatos. Não importa em quem você votou, deve-se cobrar o vencedor. Dá-se a impressão que o voto é descartável, vale apenas durante a apuração dos resultados, depois disso, as decisões podem até ser desconexas com o que defendiam em campanha.

Algumas coisas nunca morrem.

Fato é que mal termina a eleição e a CPMF está perto de voltar e a educação continua a assustar os brasileiros, talvez mais do que Jason Voorhees.

Leandro Lopes
@falecomleandro

nov 2010 03

Por Leandro Lopes
politica@blogdacomunicacao.com.br

Idiota – Diz-se de quem diz ou faz tolice; de que sugere ou constitui idiotice.

Dias depois de divulgado o resultado da eleição presidencial que elegeu Dilma Rousseff a futura presidente do Brasil, fica notório o desrespeito e a falta de civilidade de alguns “cidadãos” brasileiros.

No microblog Twitter, usuários ofenderam deliberadamente habitantes do Nordeste do país por causa da grande maioria de votos da candidata petista naquele lugar. Ofensas gratuitas sem o menor escrúpulo. Coisa de gente idiota.

Posição política, seja ela de situação ou oposição, é altamente aceitável, inclusive necessária, para que um país democrático siga seu curso.

Minha mensagem de despedida neste momento não é um adeus. É um até logo. A luta continua.” - foram essas as palavras do ex candidato à Presidência da República, José Serra, ao botar um ponto final no pleito de 2010. Nessa frase Serra expõe seu sentimento cívico e, deixa claro que continuará batalhando pelo bem do país.

Não foi o que fez a estudante do curso de Direito, Mayara Petruso, e muitos outros brasileiros.

Em um discurso bastante eufemista pode-se dizer que quem transmite frases xenofóbicas como essa não tem a menor capacidade de viver em sociedade. É extremamente lamentável que no ano de 2010 tenhamos de conviver com indivíduos como Mayara, que usam a liberdade de expressão para ofender, acusar e difamar pessoas. Não se preocupam com consequências, com prováveis malefícios. Abrem a boca para proliferar um bocado de bobagens.

O jovem processo eleitoral brasileiro é democrático graças à lutas e movimentos de pessoas que sucumbiram para que Mayara e todos os outros habitantes deste país pudessem votar sem se preocupar com represálias ou conflitos.

Outros usuários também digitaram canalhices em 140 caracteres. Veja aqui alguns destes tristes (e revoltantes) exemplos.

A forma como foram proferidas essas frases é baixa, nojenta, de gente que não tem condição de argumentar civilizadamente. Como uma futura profissional de Direito poderia atuar no mercado com pensamento tão mesquinho? Qual nação estamos formando para o futuro?

Ao passo que esse pequeno escândalo mental caia no esquecimento de usuários de redes sociais e da mídia em geral, a esperança é que Mayara e seus colegas difamadores reflitam sobre a barbárie cometida. Esperar punição é quase como esperar um pedido formal de desculpas.

Os perfis de Mayara Petruso no twitter e no facebook foram excluídos. A autora das frases acima, neste momento, prefere o silêncio.

Leandro Lopes
@falecomleandro

out 2010 28

Por Leandro Lopes
política@blogdacomunicacao.com.br

O brasileiro deve por direito obrigatório participar do processo eleitoral que será realizado no próximo dia 31 a fim de escolher quem será o futuro presidente do Brasil. O escolhido terá que conviver com a imagem de Lula. Seja a favor, seja contra.

Caso vença a candidata do PT Dilma Rousseff, o atual presidente terá participação efetiva e – ao menos – auxiliará nas decisões do governo, já que, como prega a campanha, a presidenciável representa a seqüência do trabalho feito pelo presidente.

Caso o candidato do PSDB, José Serra, tenha êxito nas urnas, terá em Lula, um adversário atento, um observador de erros e acertos.

A popularidade de Lula dá ao presidente um poder que poucos conseguem. Neste país não concordar com Lula é não concordar com o povo. Combinação perigosa.

Em geral o brasileiro não é ligado a partidos ou ideais, embora seja ligado a pessoas. Questiono-me qual símbolo é mais forte: Lula ou PT? Acredito não ser nenhuma ousadia apostar no primeiro.

A discussão política que assistimos nesse segundo turno é longe de ser política de fato. Recentemente a campanha petista divulgou Os 13 compromissos programáticos de Dilma, textos que não explanam os planos de governo da candidata, apenas ratificam compromissos de obrigação cívica.

O que me preocupa, porém, é a declaração de Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência, publicada hoje no Estado de São Paulo – A3, À moda do PT -, a respeito da falta de profundidade do documento:

“Fizemos uma opção muito clara por um documento sintético. Se você faz um documento muito longo os únicos que vão ler são vocês (sic), jornalistas, para tentar descobrir um probleminha aqui, outro ali. Se vocês quiserem outra coisa, criem um partido e façam diferente.”

Se Marco Aurélio Garcia tem razão (como acredito que tenha) o povo brasileiro pouco – ou não – se importa com discussões sobre o futuro político do país, embora aprove o modelo utilizado por Lula.

Na opinião de Garcia, o documento sintético desperta maior interesse e é aceito de maneira mais fácil – o que não é nenhuma novidade haja vista o interesse do brasileiro pela leitura (problema educacional).

Reitero que concordo com o assessor especial da presidência. Mais do que concordar, chego a me perguntar: Onde está o interesse do brasileiro?

Leandro Lopes
@falecomleandro

out 2010 18

Ontem foi realizado mais um debate do segundo turno, realizado pela Rede TV! e o jornal Folha de SP. Os candidatos, agora com a disputa fervilhando, trocaram mais farpas. Foram abordados os mais variados temas: escândalos do PSDB e PT, acusações de problemas de gestão, saúde, educação, drogas (que até então eu não tinha ouvido) e privatizações.

O que esperar deste segundo turno? Será que o eleitor está prestando atenção realmente ao que os candidatos estão dizendo, ou estão só vendo os ataques. Em disputas eleitorais, as brigas diretas são normais, mas o que interessa mesmo, é o que o candidato fez e foi, e o que planeja para o futuro. Essas brigas desnecessárias só visam uma única coisa: ganhar o voto para sentar feliz na cadeira de governante, ganhar dinheiro e favorecer os seus.

Enquanto Serra ataca Dilma sobre o caso “Erenice”, Dilma rebate falando do caso “Paulo Preto”, e as propostas, vão ficando de lado… Mostrar o que o outro não fez ou apontar números negativos do opositor é uma maneira fácil de conseguir votos. Entendo que uma eleição é realizada para mostrar as melhores propostas  e fazer o cidadão decidir pelo o que o candidato apresenta, e fez, e não para ficar simplesmente atacando um ao outro. As eleições deste apontam uma tendência agressiva, em outras eleições atacava-se o candidato de maneira indireta (a exemplo das propagandas eleitorais) hoje, cada vez mais, os candidatos se atacam entre si, perdendo, muitas vezes, metade de seu tempo para defender suas idéias, somente atacando um ao outro a apontando defeitos. As regras de ética e moral estão sumindo? A disputa pela presidência está regredindo e se tornando cada vez mais um campo de guerra e não um espaço para defender idéias? Eu sou a favor da união, e não da briga exacerbada, com fundo de ódio, que parecem demonstrar os candidatos. A eleição é feita para escolher as melhores candidaturas, não é uma guerra em que ganha o mais poderoso. Afinal de contas, alguém me corrija se eu estiver errado, o eleitor é o mais interessado. As pessoas que vão ao poder são nossos representantes, representantes esses dos nossos direitos, não chefes de guerra.

Eu não quis escrever mais um post apontando erros e acertos dos presidenciáveis, estou tão abismado com os rumos que essa eleição tomou, que acho importante que o eleitor entenda nosso processo de democracia, entenda que não estamos em guerra entre partidos, somos uma nação, precisamos de união e não de brigas. A nossa meta na eleição, é fazer o nosso país melhorar, e o nosso país é feito de pessoas, e para as pessoas. O sentimento de raiva é ruim, precisamos entender isso. A união faz a força e a guerra, destrói e trás dor. Pensem.

out 2010 01

Por Maísa Capobiango
politica@blogdacomunicacao.com.br

Será, mesmo, que dá azar cantar vitória antes da hora? Parece que no caso de Sérgio Cabral o ditado popular não assusta. O governador, candidato à reeleição, conseguiu se manter na frente com larga vantagem sobre Fernando Gabeira, durante toda a campanha.

Embora tenha caído dois pontos percentuais, o governador do Rio, Sérgio Cabral, ainda seria reeleito no primeiro turno, se a eleição fosse hoje. Segundo o Datafolha, Cabral tem 58% das intenções de voto. Gabeira subiu um ponto e tem 18%.

Imagem: REprodução/O Dia

Olhando esses dados, é inevitável questionar: ‘Mas, será que Cabral é tão bom assim?’; ‘Ou o Gabeira é que é ruim?’. Em se tratando de campanha, em utilização correta das estratégias de marketing, resposta positiva para as duas perguntas. É possível que Gabeira conseguisse fazer um ótimo trabalho pelo Rio, mas, ao invés de tentar mostrar isso aos candidatos, passou a campanha atacando o adversário. Chegou até a ser punido, perdendo uma parte de seu tempo de propaganda na TV, por mostrar um vídeo em que o governador Sérgio Cabral xingava um jovem de otário. Não seria muito mais proveitoso se ele tivesse utilizado esse tempo para fazer a própria promoção, ao invés de tentar atingir Cabral?

Uma nota publicada no site do jornal O Dia, nesta sexta-feira (1), conta que, “enquanto o governador Sérgio Cabral prometia ampliar a capacidade de tratamento de esgoto, seu adversário ao governo do estado, Fernando Gabeira, mantinha os ataques contra o rival. Gabeira criticou Cabral por ter declarado que a onda de arrastões que ocorreu nos últimos dias é tentativa de desestabilizar as eleições”.

É aquela história: cada um usa o seu espaço da maneira que achar melhor. Se Gabeira e sua equipe acreditam que atacando vão se dar bem, fazer o quê? Mas, vamos combinar que, neste caso, que está levando a melhor – e muito – é Sérgio Cabral.

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