INIMIGO ÍNTIMO?1
Escrito por Guilherme Freitas | Postado em Política | Tags: Ciro Gomes, eleições-2014, Governo Dilma, Guilherme Freitas, política nacional, PSB, PT
por Guilherme Freitas
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Na semana passada o ex-deputado federal e candidato a presidência da República, Ciro Gomes, concedeu uma boa entrevista para o site UOL e para o jornal Folha de S. Paulo. O político cearense afirmou que o PSB (partido ao qual esta filiado), deveria começar a pensar em vôos solos. Ciro afirma que o partido da base aliada não pode continuar sendo apenas um coadjuvante do PT. “O PSB vem crescendo e vai contrastar, nesse mesmo espaço com a hegemonia do PT”, disse na entrevista. Com já disse certa vez neste blog, a oposição ao governo Dilma e ao Partido dos Trabalhadores pode vir de dentro da base aliada em 2014.
A fala de Ciro soa como um alerta para o PT, no governo do país desde 2003. Para se manter no cargo a sigla manteve sua clássica parceria com o PC do B e PDT, mas fez alianças consideradas contraditórias para sua história, como por exemplo, com o PMDB. Possivelmente fará outra aliança que não agrada a todos dentro do partido: com o recém-fundado PSD nas eleições municipais de 2012. A tática do PT não agrada Ciro. Ele diz que o Partido Socialista Brasileiro será “o próximo partido a ser liquidado pelos petistos caso não busque um caminho próprio”. Em outras palavras, o PSB deveria romper com o PT, tornar-se independente na Câmara e Senado e trabalhar para lançar um candidato em 2014. Mas quem seria este candidato?
“Hoje eu sou o mais forte, mas o Eduardo Campos tem potencial para me superar”. Na visão de Ciro, o PSB tem dois nomes fortes para disputar a presidência em 2014. Ele próprio, que tem visibilidade nacional, experiência e já se candidatou outras duas vezes (1998 e 2002). O outro nome é o governador de Pernambuco, Eduardo Campos que ano passado se reelegeu no estado com quase 80% dos votos, tornou-se um dos grandes políticos do Nordeste e é neto de Miguel Arraes, ex-governador do estado. Lembrando que este ano o PSB escalou Campos para programas eleitoras para todo o país. Além deles ainda há Renato Casagrande e Cid Gomes, que poderiam sonhar com uma candidatura.
Como podemos ver a hegemonia do PT incomoda seus aliados. Nanicos como PC do B e PDT não tem força para forçar uma queda de braço, mas o PSB (em franca ascensão nacional) e o PMDB (um gigante) não aceitaram tudo que o partido de Lula manda. Com uma oposição fraca e muitas vezes banal (PSDB, DEM e PPS), é cada vez mais provável que a nova oposição venha de dentro do governo. Em 2014 Dilma provavelmente buscará a reeleição e terá que se equilibrar para agradar os dois aliados mais poderosos. O PSB não quer ser coadjuvante e alça vôos mais altos. Já o PMDB todos nos conhecemos: governa sempre com quem esta no poder. Um problema a mais para Dilma já ir pensando em resolver nos próximos três anos caso queria estar mais um mandato a frente da República.

















