ago 2011 11

por Guilherme Freitas
esportes@blogdacomunicacao.com.br

Após mais um tropeço, a seleção brasileira[bb] de Mano Menezes precisa mudar. E urgentemente! A derrota por 3 a 2 para a Alemanha parece que foi estopim para que o técnico faça uma reformulação no time que não está jogando absolutamente nada. Nomes como Alexandre Pato, Ramires, Daniel Alves e principalmente André Santos deveriam ser descartados e tomar um gelo nas próximas convocações. Contra os alemães o Brasil mostrou que não tem um time e ainda está muito longe de ter. Além disso, porque Mano deixou Ganso e Lucas no banco e saiu jogando com Fernandinho? Só pode ser para agradar empresário, não tem outra razão.

É preciso haver mudanças. Mano Menezes teve um desentendimento com o melhor lateral esquerdo do país: Marcelo do Real Madrid. Após a chegada de Mourinho ao time espanhol ele começou a jogar bem, mas parece que a rusga com Mano ainda não foi superada e seu retorno ao time é difícil. Assim como Hernanes, que após uma jogada digna do Rei Leonidas de 300 no amistoso contra a França, perdeu espaço no time para jogadores como Elias, Jadson e Luiz Gustavo. Outro que parece não voltar mais é Anderson, que segue como titular absoluto no vitorioso Manchester United.

O meia Willian merecia uma chance na seleção – Crédito: Assessoria de Imprensa do jogador

Mas tem um jovem jogador muito talentoso que sempre foi ignorado por Dunga[bb] e agora é por Mano na seleção. Lembram-se de Willian, meia revelado pelo Corinthians em 2006? Ele deixou o Timão no início do Brasileirão de 2007 e sua saída ajudou a levar o time para a Série B. Assim como Jadson e Fernandinho ele atua no Shakhtar Donestk. Foi eleito o melhor jogador do campeonato ucraniano e liderou o time até as quartas na última UEFA Champions League. É um meia habilidoso e que sabe passar muito bem a bola, mas curiosamente nunca teve chance na seleção? Teria ele um empresário com trânsito ruim na CBF?

Este é um jogador que pode ser uma alternativa a Ganso, assim como Lucas. Ambos são jovens e podem crescer até 2014. Além dele há nomes que poderiam ter uma chance, como os gêmeos do Manchester Rafael e Fábio, Phillipe Coutinho, Hulk e até Ronaldinho Gaúcho que vem jogando bem. O Brasil está carente de jogadores ofensivos e criativos. Não produzimos mais gênios como antigamente. E pensar que na década de 1990 tínhamos muitos craques na Europa e aqui também. Como desaprendemos a jogar? Gostaria que Ricardo Teixeira, presidente da CBF naquela época, me respondesse.

Veja abaixo um vídeo com gols de Willian no Shakhtar Donestk:
Imagem de Amostra do You Tube

jul 2011 23
O Uruguai de Suárez e Forlán é favorito para vencer a Copa América – Crédito: Divulgação

A 32ª edição do Comunicast, o Podcast do Blog da Comunicação está no ar! A atração tem apresentação de Guilherme Freitas, com comentários dos colunistas Leandro Lopes e Henrique Torres. Neste programa eles conversam e analisam o fiasco da seleção brasileira na Copa América, quando a equipe perdeu todos os pênaltis na disputa por uma vaga na semifinal, além de darem seus palpites para a final entre o favorito Uruguai[bb] de Forlán e Suárez, e o Paraguai. Galvão Bueno e muito bom humor recheiam este podcast.

Confira a 32ª edição do Podcast BGC. Tempo total de 26min53s:

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jul 2011 15
Será que agora a seleção vai? – Crédito: Omar Torres/AFP

A 31ª edição do Comunicast, o Podcast do Blog da Comunicação está no ar! A atração tem apresentação de Guilherme Freitas, com comentários dos colunistas Leandro Lopes e Henrique Torres. Neste programa eles conversam e analisam a seleção brasileira que está disputando a Copa América na Argentina. Críticas, sugestões, comentários e muito bom humor recheiam este novo podcast.

Confira a 31ª edição do Podcast BGC. Tempo total de 29min19s:

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jul 2011 06

por André Ítalo

esporte@blogdacomunicacao.com.br

Mesmo arrogante, chato, sem a Copa de 2010 e, às vezes, “incoerente”, Dunga trazia resultados. Com ele, a Seleção não dava espetáculo, mas jogava bem, ganhava seus jogos e era campeã de tudo. E agora com o Mano Menezes, o que mudou? Os jogadores, a postura, o esquema tático? Por que não ganhamos mais da Argentina e de outras seleções tradicionais? Tentarei responder a estas perguntas tomando como base o jogo de estreia do Brasil na Copa América, contra a já não tão ingênua Venezuela.

Que fase, hein, Mano!

Na escalação do time titular, Mano parece fazer tudo certinho. Júlio César, o melhor goleiro brasileiro em atividade e experiente em Copas do Mundo, é o dono da camisa 1. Na zaga, temos o capitão Lúcio e o rápido, técnico e inteligente Thiago Silva, considerado um dos melhores da atualidade. Protegendo a defesa e apoiando o meio-campo, temos dois volantes jovens e técnicos, Lucas Leiva, mais marcador, e Ramires, mais apoiador. Vestindo a 10 e fechando o meio, a esperança de todos: Paulo Henrique Ganso. E no ataque: Robinho, Neymar e Pato.

Deixei as laterais por último, pois é aí que mora o maior problema da Seleção. Na direita, temos Daniel Alves, um jogador em decadência técnica, que não tem a marcação entre suas principais qualidades e tem apoiado com pouca eficiência. Contra a Venezuela, deixou a desejar. Errou muitos passes e cruzamentos. Ia pouco à linha de fundo e não mostrou quase nenhum perigo à defesa venezuelana. A solução é Maicon, dono da posição na Era Dunga.

O lateral da Inter, além de ter um porte físico excelente, é um ótimo marcador e sempre chega com perigo ao ataque. Não tem a mesma habilidade que um dia Daniel Alves já teve, mas poucos o seguram quando corre em direção à linha de fundo e cruza, ou tenta o passe rasteiro para a pequena área.

Do outro lado, temos André Santos, o cara mais sortudo daquele elenco. Não consigo engolir que hoje esse jogador é titular absoluto da melhor seleção do mundo. Ele simplesmente não acrescenta em nada ao time. Faz só o feijão com arroz, e faz mal. Para jogar no Brasil, precisa mostrar mais. Vocês irão dizer: “mas não é culpa do Mano, André Santos é o melhorzinho”. Pode até ser. Mas só teremos certeza disso quando outros laterais forem testados na posição. Porque Adriano do Baça, Fábio Aurélio do Liverpool e Fábio do Manchester United não jogam? São bons jogadores e podem nos surpreender. Só não cito o Marcelo do Real Madrid porque não sei o que realmente se passou entre ele e o técnico da Seleção.

Sempre nos destacamos pelos ótimos laterais e pela nossa força em atacar pelos lados. Sem isto, perdemos muito da nossa identidade dentro de campo. Não adianta achar que só o toque de bola rápido de Ganso e Neymar resolverá tudo. Isso já inclui o próximo assunto.

Que cara de sorte!

Para concluir, vamos discutir o ataque. Os jogadores são excelentes, habilidosos e criativos. Então por que fazemos poucos gols? Porque não se chuta. Tem que chutar para fazer gol. Parece óbvio, né? Não para Neymar, Pato, Robinho e Ganso. Contra a Venezuela, várias vezes o quarteto chegou com perigo ao ataque e preferiu dar mais um toque bonito na bola a chutar contra o goleiro venezuelano. O grande problema é que não temos um grande chutador. O melhor de todos chama-se Elano, e este tá no banco. Precisamos de chutadores, bons batedores de falta e também bons cabeceadores, coisa que Pato não é, mas Luís Fabiano, da época de Dunga, e Hulk são. Convoca o Hulk, Mano!!

Quando olhamos para o banco, quem está lá? Fred. Aí não dá, né?! Fred já deu, é passado. O único que salva é o Lucas, que ainda está meio verde para ser o 12º jogador. O banco precisa de opções que sejam capazes de entrar e fazer algo de diferente, como eram Nilmar (ainda em condições de ser convocado) na Era Dunga, Juninho Pernambuco na Era Parreira e Denílson na Era Felipão.

Dificilmente seremos um time de muitos gols e vitórias se os recursos, por incrível que pareça, são limitados. Podemos até vencer mais uma vez a Copa América, mas será por falta de grandes adversários.

@andreitalo

jul 2011 03

Começou o maior torneio de seleções da América do Sul. Na Argentina a Copa América será disputada até o dia 24 de julho. O campeonato começou com o empate dos anfitriões contra a fraca seleção da Bolívia, após uma falha bisonha da zaga hermana. Hoje foi a vez do Brasil entrar em campo e decepcionar. Com todas suas estrelas em campo o time de Mano Menezes não saiu do zero com a limitada Venezuela. Amanhã o Uruguai, outro favorito, estreia. Após estes primeiros jogos o que você acha da Copa América caro leitor? Quem vai levar para casa esse campeonato? Vote na nova enquete do Blog da Comunicação, localizada na barra lateral a direita do seu monitor.

Neymar durante a pífia estreia do Brasil na Copa América – Crédito: Danilo Verpa/Folhapress

RESULTADO - A última enquete do blog tratou sobre a polêmica Marcha da Maconha, após a liberação do evento pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Para 60% dos leitores a marcha não deveria ocorrer. Já demais 40% acretidam que os participantes têm o direito de se manifestar sobre o assunto.

mar 2011 19

por André Ítalo
esportes@blogdacomunicacao.com.br

Desde que Mano Menezes assumiu o comando da seleção, Robinho tem sido o capitão

 Quando Dunga assumiu o comando da seleção brasileira de futebol, em 2006, se viu com a responsabilidade de uma missão importante: definir, com a aposentadoria de Cafú, um novo capitão para a Copa de 2010. Um nome foi dado imediatamente: Lúcio, que exerceu essa função muito bem. Agora, com Mano Menezes como treinador, ainda não temos um dono para a faixa definido, mesmo depois do ex-técnico do Corinthians completar oito meses no cargo. 

A indefinição poderia ser explicada com o fato de que Mano não tem usado o mesmo critério em todas as convocações. Em umas, somente jogadores que atuam no Brasil. Em outras, jogadores mais jovens. Em outras, jogadores que jogam fora do País. Por isso, acaba se tornando difícil escolher um líder para o grupo. Poderia. Mas não foi o que aconteceu. Em todo esse período inicial da Era Mano, Robinho foi o capitão do time. Um capitão que só foi escolhido por ser, dentre os prováveis convocados para 2014, o mais experiente quando o assunto é seleção brasileira. Mas não é só disso que se faz um capitão de um seleção pentacampeã mundial. É necessário liderança dentro de campo. E isso Robinho não tem. 

Na última convocação, Mano chamou Lúcio, o capitão da Copa passada. Apesar do zagueiro ter sido um grande líder, sua convocação não me anima. Ele não tem idade para se manter bem tecnicamente até 2014. É necessário que Mano encontre, urgentemente, um capitão em definitivo. 

Júlio César é o nome mais indicado para assumir a faixa de capitão do Brasil

 

Quais seriam os critérios para essa escolha? Em primeiro lugar, ter idade para jogar 2014. Em segundo lugar, ter qualidade para ser titular absoluto. Em terceiro lugar, ter experiência de Copa do Mundo, como titular. Em quarto, ter espírito de liderança. Na minha opinião, o único jogador que reúne todas essas características é o goleiro Júlio César. Se esse não for o nome de Mano, acho que a faixa de capitão não estará em boas mãos. 

Júlio César jogou a Copa de 2006 como reserva e a de 2010 como titular. Terá 34 anos em 2014. É sem dúvida o melhor goleiro brasileiro em atividade e, portanto, tem qualidade suficiente para ser o dono incontestável da camisa 1 do Brasil. Além disso, é bastante querido pelo grupo, pela torcida, tem espírito de liderança e se entrega dentro de campo. Seu único problema é nunca ter sido capitão nos clubes que defendeu.

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