fev 2010 02

Por onde andam as moedas de um centavo? O valor é baixo, mas pode ajudar a economia brasileira.

por Guilherme Freitas
economia@blogdacomunicacao.com.br

Essa foi uma pergunta que ficou martelando na minha cabeça recentemente. Fazia muito tempo que não via uma dessas. Parecia uma relíquia, afinal quem hoje em dia comercializa essas moedas[bb]? Ainda há moedas circulando por ai e elas estão válidas para serem utilizadas. O Banco Central parou de produzir a moeda em 2004 afirmando que era muito caro e inútil, pois a população não utilizava a mesma. Considero isso um erro do governo, que deveria incentivar e informar o povo.

E pensar que no exterior elas são muito valiosas para qualquer cidadão. Em 2008 estive na Inglaterra e recebia a rodo trocos com moedinhas de um centavo de libra esterlina. Era até engraçado, pois se você tentava facilitar o troco, o comerciante se ofendia, pois ele deve se virar para arrumar o troco. Te devolver em bala ou dizer “estou sem troco”, nem pensar. Voltei com várias delas para casa, porque as casas de câmbio só aceitam trocar notas, e hoje vejo com elas podem ser útil a sociedade[bb].

Uma peça rara de se ver hoje em dia – Crédito: Reprodução

Essa é uma mentalidade que não se resume aos ingleses, mas aos países mais ricos e desenvolvidos. Comercializar moedas desse valor podem ajudar a facilitar o troco e ajuda a combater o arredondamento de preço de produtos para cima. Recentemente o governo federal brasileiro lançou uma campanha pedindo para a população utilizar com mais frequência as moedas. Creio que muita gente o fez, mas a pequenina moeda de um centavo foi esquecida.

Comercializar as moedas de um centavo será benéfico à sociedade. Não haverá mais a desculpa do “não tenho troco para uma compra que custa R$ 49,99” e vamos parar de receber balinhas ao invés de dinheiro[bb]. É um direito do cidadão brasileiro se informar e saber porque não há apoio a moeda de um centavo. Se primeiro mundo ela funciona tão bem, porque aqui tem que ser diferente?

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Guilherme Freitas

Nasceu em São Paulo, no dia 5 de fevereiro de 1986, é jornalista formado pela UniFIAMFAAM, pós-graduado em Globalização e Cultura pela FESPSP e vegetariano desde os quatro anos. É correspondente de imprensa da FINA (Federação Internacional de Natação) no Brasil e jornalista responsável pela revista Swim Channel. Também já trabalhou no LANCE! e no Diário de São Paulo. Em 2006, iniciou com seu amigo e também jornalista James Freitas na época da faculdade o BLOG DA COMUNICAÇÃO, que cresceu e ganhou ares de profissionalização. Em abril de 2010 fez um estágio na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York e planeja fazer um mestrado em Relações Internacionais, tendo a África como foco de estudo.

2 comentários

  1. Douglas disse:

    Pelo menos neste quesito somos mais práticos, não vejo necessidade de copiarmos um comportamento meio robótico como este.

  2. Jonatan disse:

    Esta atitude de não dar o troco de um centavo traz o incentivo deixa para La, não faz falta incentiva a desonestidade porque então coloca placa de preço de R$ 99,99 se não faz falta estas moedas então coloque os preços arredondados R$ 100,00

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