VOCÊ AINDA LÊ JORNAL? SERÁ O FIM DA MIDIA IMPRESSA?9
Escrito por Marcello Ghigonetto | Postado em Tecnologia & Utilidade Pública | Tags: Aeroporto de Congonhas, Aeroporto Salgado Filho, jornal, jornalístico, mídia, TAM
Por Marcello Ghigonetto
marcello@blogdacomunicacao.com.br
Quem nunca esteve nesta seguinte rotina. Ao despertar pela manhã, ir até a banca mais próxima ou mesmo na porta de casa buscar o jornal de sua escolha. Que atire a primeira pedra quem nunca fez isso. Porém o tempo foi passando e nos dias atuais a rapidez com que a informação ou mensagem chega às pessoas fez com que esta velha rotina se tornasse uma ação de um passado, ta certo que não tão distante.
Se fizermos uma pequena cronologia dos fatos vamos perceber a importância que este tipo de mídia, no caso o jornal, apresentou e ainda apresenta tanto para a vida pública como a privada. Por ele soubemos do inicio de grandes guerras, mas também da queda de ditaduras em maior riqueza de detalhes, eleição de novos papas, cobertura internacional de eventos esportivos, resultados de vestibular, etc. Mas na minha particular opinião o mais importante foi ser marco na relação jornalismo e publicidade no que diz respeito a conteúdo jornalístico com inserção de anúncios publicitários dentro do jornal.
Porém, com o passar dos anos novas formas de mídia foram surgindo com o passar dos anos e hoje o que prevalece é a rapidez com que a informação chega ao destinatário nos caso os leitores. Seja por site, e-mail, blog ou até mesmo televisão, a impressão que se tem é que a noticia nos dias de hoje apresenta um prazo de validade aonde o que prevalece é quem será o felizardo que dará o furo.
Vou utilizar um caso real para demonstrar o que estou dizendo. No caso do acidente da TAM no Aeroporto de Congonhas no vôo JJ3054. Em termos de cobertura de mídia, nós o público interessado tivemos um show de informação. Em questão de 1 hora após o acidente, já se encontrava na Internet o histórico de acidente da empresa TAM, depoimentos de possíveis testemunhas que estavam passando pelo local além de um pequeno perfil dos pilotos que estavam a bordo do avião no momento do acidente. Algumas horas depois, precisamente 4 horas depois estava disponibilizado na Internet um vídeo no qual mostra cenas do avião um dia antes no Aeroporto Salgado Filho – Porto Alegre –RS.
E a mídia escrita no dia seguinte? Parecia ultrapassada. A noticia que para os jornais estava fresca, para os leitores já se encontrava ultrapassada e talvez desatualizada. É a comunicação na era digital. O que prevalece sempre é a rapidez com que essa informação deve chegar. As pessoas têm fome e sede de informação e os jornais parecem não conseguir acompanhar a rapidez com que esse cenário se transforma. Porém o cenário começou a mudar. No caso do Estado de S.Paulo, um dos jornais mais tradicionais do país. Além de seu conteúdo impresso e virtual, apresenta outras empresas como o Portal ZAP.COM.BR e o novo LIMAO.COM.BR, nova febre entre os internautas. É a mídia encontrando novas formas de tecnologia para chegar na mais absoluta precisão para o seu leitor.
Não consigo me imaginar sem a leitura dos jornais. Porém admito que necessitamos de uma reforma no modo como eles apresentam as informações para nós leitores. Com a influência da internet, buscamos noticias mais curtas mas que sejam informativas. O formato do Jornal Destak me agrada e muito. Mas a tecnologia andam em passos digitais e creio que seja um desafio tanto para os grandes veículos que buscam encontrar formas de informar seu público de interesse como a nós que temos necessidade pela informação.
É uma briga boa, mas tenho certeza que quem ganha com isso somos nós mesmos. Tanto no que diz respeito a mercado de trabalho quanto ao consumo, mas consumo de conteúdo inteligente.
E para você, é o fim da mídia escrita?

é paulistano de coração e corinthiano de formação. Esse pode ser um pequeno resumo de Tché, apelido pelo qual Marcello gosta de ser chamado. Com 26 anos de idade, é Relações Públicas e Jornalista. Atualmente trabalha com Assessoria de Imprensa. Nas horas livres adora tocar cavaquinho, instrumento pelo qual dedica horas e horas da semana e correr, mas correr pelas ruas. Em seus textos o que prevalece é sempre o humor, seja na saúde, na doença, na alegria ou na tristeza, mas de uma forma inteligente sem exageros e não saindo do tema central. “Com a reestruturação do blog, tenho certeza que vamos desenvolver um excelente trabalho, são novas idéias, nova equipe. O resultado depende da contribuição de cada um. Seja bem vindo” finaliza Marcello “Tché” Ghigonetto.












De maneira alguma!
O ano passado em evento organizado aqui na UFMS, Semana de Jornalismo, o assunto tratado foi justamente esse: Novas tecnolgias e fluxos de informação. E tivemos muitos excelentes profissionais da área falando sobre o assunto. Dizer que por causa da internet a mídia impressa vai acabar é o mesmo que disseram sobre o rádio com o advento da TV. Nâo aconteceu, e para os próximos 50 anos, também não vai acontecer.
É fato que as empresas jornalísticas, os conglomerados midiatícos, precisam “reformar” a forma de trabalhar a informação, e isso vem sendo feito constantemente pelas maiores potências do setor: Grupo Folha, Grupo Estado, Globo…Mas daí a achar que a internet vai acabar com o impresso, não!
É futurologia e, em geral, não dá certo!
Muito boa a sacada de tratar desse assunto, Marcello!
Uma vez entrevistei um jornalista da Folha de S. Paulo e ele me disse: “O dia que o papel do mundo acabar, os jornais vão inventar algo para substituí-lo”. Concordo com ele. Muita gente, incluindo eu, têm o hábito de ler jornais diariamente. Por isso acredito que a mídia impressa é insubstituível. Por mais tecnologia que os veículos digitais tiverem, els não conseguiram sepultar a mídia impressa.
Acho que o fim da mídia escrita ainda está longe…. Todo dia de manhã eu leio jornal… é lá que eu me atualizo com as noticias da minha cidade. É rotina.
flw!
vai demorar um pouco
Acho que vai demorar e muito..
tem coisas que por mais que se modernize, mas o “velho” continua com o seu espaço.
concordo com o cara que falou isso:
“O dia que o papel do mundo acabar, os jornais vão inventar algo para substituí-lo”
abç..
Não consigo me imaginar sem a leitura dos jornais. Porém admito que necessitamos de uma reforma no modo como eles apresentam as informações para nós leitores.[2]
Acho que por em quanto não será o fim.
Talvez um dia quem sabe.
MAAS acho que mesmo que a internet sendo mais avançada que o impresso,eles não vão acabar com uma coisa tão “popular” digamos assim,e que todas as pessoas já estão “acostumadas”
;*
Creio que jornais como JT, Diario de S. Paulo e Agora podem ter seus dias contados, sim! Agora jornais como Folha de S. Paulo e Estado, nunca!
Creio que a pessoa que busca ler Estado e Folha acaba colhendo informações mais embasadas. Creio que a forma como os dois jornais abordam determinado assunto é totalmente diferente dos jornais que citei acima. Neles parece que a informação é “cuspida”… por isso creio que eles podem estar com seus dias contados…
Graças a deus o texto de jornais bons como o Estado e Folha vem parecendo mais com texto de revista garantindo assim uma vida nova ao jornal
Quanto ao DESTAK, creio que é bem usado mesmo na hora do trânsito..nele vc tem idéia do que acontece, semelhante ao JT e outros, mas não sabe do assunto afundo…e isso gera margem de erros de interpretação que podem ser perigosos ao meu ver…
Bom texto, tché….
Abs
Olá Marcelo,
não acredito que a mídia impressa será totalmente substituída pela virtual. Entretanto, é bem provável que ocorram mudanças na própria estrutura dos jornais impressos, a fim de adequá-los aos “novos tempos”. Eu utilizo a internet para estar “por dentro” das notícias do momento, mas não dispenso a leitura de jornais e revistas impressos.
Abraços.
[...] foi convidado pela produção do programa para debater sobre a situação do jornalismo impresso, após escrever sobre o assunto neste site. O tema do debate de hoje será: “A mídia impressa vai [...]