ago 2008 26

Reprodução

Por Marcello Ghigonetto

marcello@blogdacomunicacao.com.br

 

Localizado em Campinas o museu busca a inversão de papeis e incentiva ao público que enxerga estimular outros sentidos e conhecer o mundo dos que apresentam a deficiência

 

Imagine você chegar a um museu e aprender dicas de como manusear uma bengala para própria locomoção. Em seguida um pequeno grupo de no máximo 8 pessoas se dirige para uma sala totalmente escura e conhece um orientador com deficiência visual que será o seu guia durante o trajeto de 500m2 proposto pela mostra.

 

Pode parecer estranho, mas é assim que funciona no Museu do diálogo. O local que é a primeira mostra permanente deste tipo no país é uma criação de um filósofo jornalista alemão Andréas Heinecke que, após conviver com um jovem cego, resolveu montar um ambiente que funcionasse como aprendizado para aqueles que não possuem tal deficiência e repensar tal estereótipo, estabelecendo um diálogo entre as diferenças.

 

Para quem enxerga em um primeiro momento certa fobia aliado a desespero. Sons de pássaros e água corrente estimulam a audição. Pelo trajeto, totalmente no escuro os visitantes pisam em pedras, grama e atravessam folhagens ao som da cocheira. Há também uma seção aonde os visitantes visitam um bar, onde podem pedir, tomar e pagar um café expresso, aonde o cheiro é o guia para a continuação, tudo para que as pessoas possam sentir na pele como é o cotidiano de uma pessoa que vive as cegas.

 

O Projeto

O Museu do Diálogo de Campinas é o primeiro em caráter permanente. O local emprega vinte pessoas com deficiência visual e sete pessoas com outras deficiências, devendo chegar a empregar um total de quarenta funcionários nos próximos meses. Cerca de 90% deles terá alguma deficiência. A área total do Museu possui 1.310 m2, sendo que o Diálogo no Escuro funciona em um local de 500m2.

O Museu do Diálogo fica no piso térreo do Shopping Galeria, na Rodovia D. Pedro I, km 1315, Campinas (SP).

 

Mais informações no www.museudodialogo.com.br

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Marcello Ghigonetto

é paulistano de coração e corinthiano de formação. Esse pode ser um pequeno resumo de Tché, apelido pelo qual Marcello gosta de ser chamado. Com 26 anos de idade, é Relações Públicas e Jornalista. Atualmente trabalha com Assessoria de Imprensa. Nas horas livres adora tocar cavaquinho, instrumento pelo qual dedica horas e horas da semana e correr, mas correr pelas ruas. Em seus textos o que prevalece é sempre o humor, seja na saúde, na doença, na alegria ou na tristeza, mas de uma forma inteligente sem exageros e não saindo do tema central. “Com a reestruturação do blog, tenho certeza que vamos desenvolver um excelente trabalho, são novas idéias, nova equipe. O resultado depende da contribuição de cada um. Seja bem vindo” finaliza Marcello “Tché” Ghigonetto.

4 comentários

  1. Daiane Torres disse:

    Já tinha ouvido falar desse museu, realmente é fantastico. Acho que todas as pessoas deveriam passar por essa experiência e sensação!

    bjos

  2. Danilo disse:

    Nossa gostei muito da dica.
    Interessante, não?

    Abraço

  3. Guilherme disse:

    Uma idéia muito legal e interessante que fazem com que nós, que não temos essa deficiência, sentirmos na pele o que os deficientes visuais sofrem e encaram diaramente. Um museu que vale a pena ser divulgado e visitado. Boa Tché.

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