ago 2010 26

por William Paolieri *
Especial para o Blog da Comunicação
esportes@blogdacomunicacao.com.br

Antes de me perguntarem, não, não faz muito tempo. Tenho 23 anos, portanto tive a idade de Neymar há cinco anos. Já estava na faculdade, cursando a graduação em Jornalismo. Lembro-me de entrar na sala com muita timidez, sentar numa das cadeiras colocadas em formato de círculo e começar a me apresentar para turma. Quando revelei minha idade o professor Walter Lima soltou duas observações. A primeira foi quanto a minha aparência: “Nossa, com essa idade e barbudo desse jeito”. Não sou nem nunca fui cuidadoso com a aparência, nunca me liguei muito nisso e a barba lá estava pelo simples motivo de ser muito preguiçoso. Não posso ser considerado um Toni Ramos, mas com uma miniatura dele posso ser comparado, portanto eu faço a barba ela cresce novamente, muito mais ágil e com vontade de ficar. Pelo menos na minha primeira aula de faculdade ela ficou. Já a outra observação que meu caro professor fez para o aluno caçula da turma, no caso eu, foi: “Esse ai não tem nem o cérebro formado por completo”. Claro que fiquei fulo da vida, mas ele era meu professor, o que eu podia fazer? Depois fui saber que essa tal parte nula em meu cérebro era simplesmente a responsável pela minha opinião e por minhas decisões. Realmente não sou especialista para saber se isso está certo ou errado, foi apenas uma curiosidade que ocorreu nos meus 18 anos.

O craque do Santos, Neymar – Crédito: Nike Football

Relembrando meus tempos de “Neymar” dou risadas, fico preocupado e me espanto muitas vezes. Obviamente que uma das minhas atividades preferidas era (e sempre vai ser) o futebol. Mas tive que conciliá-lo com algo inédito até então, as famosas baladas. Confesso que a bebida veio antes. Péssimo exemplo eu sei, mas tive curiosidade. E gostei. Agora, junta isso com essa nova descoberta, lugares onde eu poderia ir mostrando meu RG, sem ter hora para chegar em casa. Simplesmente sensacional. Nesse momento o futebol perdia espaço na minha vida. Foi quando tive a brilhante idéia de juntar ambos. Como? Virando a noite e indo direto pro fut da manhã. Péssima idéia. Se você já passou por isso sabe como é. Imagine quando vem aquele lançamento lindo do seu amigo, cruzando a quadra de society (aqui vale um parênteses, as quadras de futsal são menores, mas você está o tempo inteiro no jogo, cansa mais. Campo você descansa mais, aliás, você só descansa, praticamente toca na bola por uns dois minutos no total. O melhor mesmo para os amadores, como eu, é o society, onde a quadra é do tamanho ideal pra você não estar em jogo o tempo todo, mas também tem que ficar atento para a qualquer momento participar dele. É um misto de cansa, descansa, cansa, descansa). Eu sei, você se perdeu, mas eu não. Estou olhando a bola vindo em minha direção, naquele magnífico cruzamento do meu amigo, cruzando a quadra inteira, lembra? Como se esquecer da pífia participação na jogada? Méritos total para a vodka do dia anterior. Eu só precisava de um pique a mais, a bola passou ao meu lado. Onde está minha força? Minha velocidade ficou onde? Realmente, não dá certo essa mistura balada/bebida/futebol. Não dá liga, mas é gostoso. É saudável viver a idade, é divertido curtir com os amigos.

Se eu aprendi com o erro? Claro, aprendi que quem fará o lançamento da próxima vez serei eu ou pelo menos tentarei. Já que toquei no assunto de balada nem preciso dizer como eram meus finais de semana, né? Final de semana inclusive que teve acréscimo de dois dias, quinta e segunda. Sim, saiamos de quinta a segunda. Aliás, segue uma boa dica para os que moram em São Paulo, a segunda-feira é, com certeza, o melhor dia para curtir uma balada com os amigos. Não tenha dúvidas. Mas, olha que o que fiz de molecagem não está escrito. Vai estar nas próximas linhas.

Já ouviu falar da palavra esquenta? Um ritual de comemorar a balada antes de adentrar ao loval. Uma reunião, que na maioria das vezes, acontece no estacionamento da própria balada. O único motivo é consumir muito antes de entrar no local para, lá dentro, consumir o mínimo possível, pagando assim, o mínimo possível. Não é inteligente? Sim, isso tudo sai da cabeça de adolescentes, como eu fui. Lá dentro nada de muito anormal acontece, ninguém ouve nada, pois o barulho é ensurdecedor, ninguém enxerga nada e todos saem alegres, mais alegres do que entraram.

Neymar e seu parceiro inseparável Paulo Henrique Ganso – Crédito: Divulgação

Até o carro tudo acontece. Primeiro porque ninguém lembra onde raios foi parar o carro, qual dos cinco estacionamentos da região o carro está. Até chegarmos numa conclusão já foi um xixizinho no portão de uma casa, um cochilo abraçado com o poste, uma ligação para aquele amigo que não compareceu, fazendo-o acordar em plena madrugada. Molecagens. Algo normal para a idade.

Calma, não desisti do curso de jornalismo. Continuo “estudando”. Sim, já peguei uma DP, mas a professora não gostava de mim. Mas, se ponha no meu lugar. Com todo esse mundo para você desbravar, com aquele papo que a vida é uma só e os 18 anos de uma pessoa também, assim como os 21, 22, 33, 45. Poxa, não posso tentar ser um garoto normal, que age de acordo com a idade? Se você já errou muito na vida e aprendeu com os erros, parabéns, agora é minha vez. Sim, eu sei que você está já me apontando o caminho certo, mas quero aprender por si só, não quero olhar para trás e me arrepender do que não fiz, dizer que tinha muita coisa para descobrir e não pude, pois estão me aconselhando a tomar outros rumos. Já sei o que é certo e errado, não vou fazer nenhuma besteira, mas quero errar um pouco, quero rir dos erros e aprender. Assim me tornarei um adulto maduro, como você. Você mesmo que está lendo esse texto. Não preciso de conselhos metralhados para me tornar um adulto frustrado.

Voltando ao ano de 2004, aos meus 18 anos. Foi ano de eleição, aliás, meu primeiro ano como eleitor. Passou batido. Confesso, não estudei sobre os candidatos, não me informei muito, um pouco sim, mas não o suficiente para confiar no escolhido. Escolhi por puro impulso de seguir meu pai, assim como fiz na escolha do meu time de futebol. Essa sim, uma escolha importante em minha vida. A da política? Nada mais que um domingo para acordar cedo e passear com meu pai até a escola eleitoral. Eu sei, eu sei, você deve estar me achando um idiota. Onde já se viu um iniciante de jornalista, o futuro da sociedade não se preocupar com política? Onde já se viu? Mas para você é fácil falar, é fácil bater no peito e dizer que com a minha idade, aliás, com 18 anos, com a idade do Neymar, você era totalmente politizado, sabia de como tal partido agia e como o outro se manifestava. Claro, você vivia numa ditadura. Não era fácil combater, mas era simples escolher um lado, era algo óbvio demais. Se tivesse nascido na sua época seria seu companheiro de luta contra a ditadura. Mas e hoje? Preciso estudar muito sobre os partidos? Preciso ser uma pessoa mais ligada na política para saber que tudo gira em torno de interesses pessoais? Contra quem vou lutar? Você se espelhou em lutar contra a ditadura, talvez os líderes políticos atuais estivessem ao seu lado nessas manifestações contra aquele regime, mas e hoje? Vou lutar contra o partido X, Y, vou bater no peito e dizer que confio em fulano e votei nele, para depois de cinco meses no cargo eu receber uma notícia de que ele desviou dinheiro, para que farei isso? Eu quero mais é jogar meu vídeo game, afinal tenho 18 anos, tenho muito que aproveitar. Um dia sei que serei mais presente na política, mas por enquanto quero aproveitar minha idade, sem ter com o que me preocupar.

Aos 18 anos, Neymar vestiu a camisa da seleção pela primeira vez – Crédito: Nike Football

Na verdade eu menti para você leitor. Me preocupo muito sim. Quero mais é saber quando que vou conseguir um dinheiro para ajudar meus pais. Não vejo a hora de comprar uma casa na praia, assim eles aproveitarão melhor os finais de semana. E carro? Meu sonho é uma Ferrari, um porsche ou quem sabe uma lamborghini. Não que eu saiba diferenciá-los quando passam na rua. Nem mesmo se estiverem ao meu lado ou até comigo dirigindo, mas quem não sonha em ter esses carros? Talvez não pelos carros, mas pelo que representam. Tudo bem, você vai me dizer que andar com um carro desses em São Paulo é besteira, mas se eu tivesse 18 anos e grana para isso, compraria. Sendo besteira ou não, talvez um pouco mais velho não comprasse mesmo, mas com a idade do Neymar teria feito sim senhor.

Mesmo na faculdade meu antigo sonho de se tornar jogador de futebol não cessou. Era com muita tristeza que eu via o tempo passando, não que eu estivesse tentando me tornar um craque da bola, mas sonhava que algum dia cairia do céu uma oportunidade. Para quem sempre sonhou meu saldo é bem abaixo do esperado já que fui apenas a uma peneira em toda minha existência. E cheguei atrasado. Para ser mais exato uma hora atrasado. Nem preciso dizer que não deixaram sequer pisar no terrão (grama naquele local era luxo). O sonho acabou. Quando? Não me lembro. Pelo menos abracei a carreira de jornalista esportivo. Como viram o amor pelo futebol não acabou e, certamente, não cessará.

É por isso que peço pra deixarem Neymar livre. Ele é só um menino com sonhos bem parecidos com os dos que já passaram por essa idade. Como eu. Como você. Criticá-lo por não se interessar por política, por querer sair do Santos, por deixar a Pátria e até mesmo pelas molecagens que fez, faz e irá fazer é algo que beira o egoísmo. Você viveu essa idade, teve seus erros, agora o bastão está nas mãos dele. É a vez dele viver os próprios erros. Para terminar gostaria de lembrar que não estou defendendo Neymar, estou me defendendo das minhas próprias acusações, pois antes eu era igual a ele e hoje sou igual a você que me critica pela adolescência que tive. Normal, é da idade.

* William Paolieri é jornalista da Rádio Eldorado/ESPN e colaborador do Blog da Comunicação.

ago 2010 26

Qual receita para se obter novos campeões nas mais diversas modalidades olímpicas e paraolímpicas e como gerar sustentabilidade na renovação destas modalidades?

Pois bem, a pergunta pode em primeiro plano se parecer muito complexa, mas pergunte a qualquer esportista se a vida de atleta olímpico no Brasil é fácil. O patrocínio é escasso, e na maioria das vezes voltado para áreas que tiverem destaque em uma ou outra competição.

Buscando formar novas potências olímpicas o BOLSA ATLETA, programa do Ministério do Esporte em parceira com as federações esportivas, vem ajudando aqueles que não possuem aporte financeiro, buscando dar condições para que se dediquem ao treinamento esportivo e participação em competições visando o desenvolvimento pleno, objetivando formar, manter e renovar atletas com potencial para representar o Brasil em Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. No total são 4 categorias e estas condicionadas aos recursos destinados ao programas e também aos critérios técnicos individuais.

1º – Categoria Estudantil – Para se obter uma ajuda de R$ 300,00 deve-se ter mais de 12 anos e estar regularmente matriculado em uma instituição de ensino. Não deve possuir qualquer tipo de patrocínio entendido como eventual ou permanente resultante em propaganda, nem receber salário pela prática esportiva. Ser classificado de 1º a 3º nos Jogos organizados pelo Ministério do Esporte e estar entre os 24 melhores selecionados entre nos esportes coletivos.

2º – Categoria Nacional – Ajuda no valor de R$ 750,00. Deve-se ter mais de 14 anos, estar veiculado a um clube e ter filiação a entidade de administração de sua modalidade, tanto Federativa (Estadual)  como de Confederação(Nacional), além de ter obtido de 1º a 3 º no evento máximo nacional organizado por sua federação representativa ou esta entre  1º e 3º no ranking nacional por ela organizado.

3º – Categoria Internacional – Ajuda mensal de R$ 1500,00, além das categorias descritas acima, não deve receber salário pela prática esportiva e ter obtido de 1º a 3º lugar em campeonatos mundiais de sua modalidade ou jogos  e campeonatos Pan-americanos e Parapan-americanos ou Sul-americanos.

4º – Categoria Olímpica e Paraolímpica – Dispor de todas especificações acima e ter integrado na qualidade de atleta a delegação brasileira na ultima edição dos Jogos Olimpicos o Paraolímpicos.

O programa em si como iniciativa acho válido, mas vejo ele voltado a atletas com grande desempenho. O cenário esportivo nacional terá grandes oportunidades nos próximos anos. Seremos sede das principais competições internacionais. Talvez devessemos tirar a China como exemploque desenvolveu uma série de programas esportivos com crianças na escola que gerassem frutos para as Olimpíadas realizadas em Pequim em 2008. O resultado deste fruto foi a melhor participação do pais em competições de esporte coletivo. Vale a dica !

ago 2010 25

por Leandro Pereira
entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

O disco “Nós Vamos Invadir tua Praia” lançou em 1985 a banda Ultraje a Rigor e abriu portas para outras bandas de São Paulo que estavam distantes da grande mídia, concentrada no Rio de Janeiro onde estavam situadas a Rede Globo e as gravadoras. O álbum foi de grande sucesso na época e praticamente as onze faixas do disco tocaram no rádio. Roger, vocalista da banda, se consagrou como talentoso músico e compositor. É também possuidor de uma inteligência acima da média. Ele aprendeu a ler aos três anos de idade e aos oito começou a tocar violão. A música criada por Roger no Ultraje é de um humor inteligente e melodia que envolve. O problema é que se por um lado o cantor esbanja talento e conquista prestígio como artista, pelo outro é um arrogante intelectual e suas declarações comprometem seriamente sua carreira.

Quem leu, por exemplo, a entrevista que Roger concedeu ao jornal Estado de Minas no domingo retrasado, dia 15 de agosto, conduzida pela jornalista Thaís Pacheco, sabe exatamente do que estou falando. Thaís estava brilhante, as perguntas bem elaboradas davam ao leitor uma visão panorâmica do cenário musical na década de 1980. O cantor é que com falas impertinentes e preconceituosas dava para a entrevista um aspecto desagradável e indigesto. Entre uma fala e outra ele declarava “Quando eu digo a gente somos inútil (sic) somos eu e você. Hoje não posso falar de nós por que seria nós quem? Eu e o público somos diferentes”. E pior: “Tem gente que começou a curtir o Ultraje depois do acústico, mas meu público, de quando eu comecei está com a minha idade. Eles já não querem ir a show de rock. A gente se sente meio deslocado com essa diferença de idade”.

Roger, o vocalista do Ultraje a Rigor – Crédito: Divulgação

Fico pensando no quanto é lamentável ver um líder de uma geração se expressar com tanta desconsideração e desdém para com aqueles jovens que lotam seus shows e compram seus discos. Pior ainda é ver esse mesmo líder fechando as portas para uma interação maior com novas gerações que podem fazer com que sua música continue viva e atual sendo referência para o surgimento de novas bandas e novos compositores. Se as coisas continuarem nesse no rumo em que elas estão talvez esse seja o ocaso do Ultraje a Rigor[bb]. Um artista que se sente deslocado com a platéia não faz shows, em tempos de pirataria é pouco provável que a banda sobreviva apenas com direitos autorais.

Esse não é o desejo de nós que amamos aquela música debochada, inteligente, irreverente. Esperamos, sim, que Roger se retrate ampliando seus horizontes e conquistando novos espaços.

ago 2010 25

por Priscilla Aloi
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Olá leitores do Blog da Comunicação segue aqui uma informação sobre a edição 2010 do Prêmio EcoPET. Vale a pena se inscrever! Caso não tenha tempo hábil para participar neste ano, fica a dica para 2011! Confira abaixo o release da WN&P Comunicação.

Logo do Prêmio Ecopet 2010 – Crédito: Site da Abipet/Reprodução

Nova categoria “Arte e Moda” contribui para ampliar a abrangência dos trabalhos inscritos

Em sua 11.ª edição, o Prêmio EcoPET, realizado todos os anos pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), está com as inscrições abertas até o dia 30 de agosto. O objetivo do evento é estimular a divulgação e o desenvolvimento de estudos, sistemas, processos inovadores e novas utilizações para o PET reciclado obtido a partir de embalagens pós-consumo.

Para este ano, a grande novidade é a categoria Arte e Moda, que substitui a de Artesanato. Com essa alteração, aumenta o alcance dos trabalhos inscritos. Além dos itens produzidos por artesões e artistas plásticos com as embalagens, também concorrerão artigos de confecção que tenham como base e estrutura fios e fibras feitos a partir do PET reciclado.

As demais categorias – Educação Ambiental, Pesquisas e Processos, Coleta e Separação, Ação de Empresa e Reportagem Ambiental – permanecem inalteradas. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site da Abipet (www.abipet.org.br). Os trabalhos podem ser entregues pessoalmente na Secretaria da Abipet, ou enviados por correio ou e-mail. Em todos os casos, devem estar acompanhados pela ficha de inscrição específica de cada categoria, que tem preenchimento obrigatório.

O material de apoio – textos, vídeos, fotos, publicações, equipamentos, entre outros itens que contribuam para o melhor entendimento do trabalho – podem ser entregues até 30 de setembro. Os vencedores do Prêmio EcoPET 2010 receberão até R$ 5 mil em prêmios, em cerimônia que será realizada na cidade de São Paulo. A exemplo dos anos anteriores, os finalistas nas categorias Coleta e Separação, Educação Ambiental e Pesquisas e Processos serão escolhidos por um corpo de jurados e pelos integrantes da platéia, que têm direito a voto.

Criado em 1999, o Prêmio EcoPET acumula, ao longo de sua história, mais de 70 trabalhos premiado, entre mais 300 que foram inscritos. O Prêmio EcoPET é uma das principais ações do calendário anual da entidade, que incentivam e destacam a importância da preservação do meio ambiente por meio da reciclagem do PET. As campanhas educativas e iniciativas da entidade têm sido decisivas para posicionar o Brasil entre os maiores recicladores mundiais do material.

Fundada em 1995, a Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet) é uma entidade sem fins lucrativos que reúne a cadeia produtiva do setor de PET do Brasil. A Associação é a maior representante do segmento em toda a América Latina e congrega fabricantes da resina, transformadores, sopradores e recicladores de todo o mercado brasileiro.

O 5.º Censo da Reciclagem do PET no Brasil, realizado pela Abipet, mostrou que foram recicladas 54,8% das novas embalagens produzidas no País. Como resultado, o País consolida a sua posição como um dos líderes na atividade, à frente de Estados Unidos e União Européia. São mais de 500 empresas em todo o Brasil, que geram um faturamento de mais de R$ 1 bilhão.

Para mais informações entre em contato com os jornalistas Itacir Figueiredo ou Tereza Anunziata.

ago 2010 24

Média de livros lidos por ano sobre 150% em uma década. Mesmo assim, resultado é baixo comparado com países desenvolvidos.

por Guilherme Freitas
educacao@blogdacomunicacao.com.br

Há algumas semanas, o Ministério da Cultura divulgou uma notícia afirmando que o índice de leitura no Brasil aumentou 150% nos últimos dez anos. De 1,8 livro por ano, a média nacional atingiu 4,7. Ou seja, o leitor brasileiro lê um livro a cada três meses, mais ou menos. É uma média muito baixa. Apenas para comparação, na França[bb] a média nacional é de 11 livros por ano, quase um por mês. O que também aumentou neste período, foram as vendas de livros segundo o comunicado. Mas além das vendas, há uma outra forma de melhorar a educação e aumentar o número de leitores: a doação.

Um das mostras de que possível fazer os brasileiros aprenderem a gostar de ler, ocorreu na Bienal do Livro, encerrada no último final de semana em São Paulo. O Instituto Pró-Livro, que ajuda e batalha para aumentar o índice de leitura no Brasil, encerrou sua campanha chamada “Mãe Lê Pra Mim?” na feira do Anhembi. Foram distribuídos pela instituição 4 mil livros (doados pelas editoras associadas ao Instituto Pró-Livro), na missão de estimular crianças a desenvolver o hábito de leitura.

Leitura é algo que deve vir do berço – Crédito: Divulgação

A campanha tem este nome porque 73% das crianças têm nas mães, a maior influência para começar a ler. Os kits, distribuídos para mães e filhos, ajudarão as famílias a criar jovens leitores Um grande reforço para fazer com que o índice de leitura no país continue crescendo. A iniciativa do “Mãe, lê pra mim?” também teve o apoio do Plano Nacional do Livro e Leitura e do próprio Ministério da Cultura.

Para mais detalhes sobre os projetos do Instituto Pró-Livro, acesse o site do instituto,  clicando aqui.

ago 2010 24

por Júnior Batista
economia@blogdacomunicacao.com.br

A Petrobras, é reconhecida nacional e internacionalmente por ser uma das maiores empresas do mundo, entretanto vem registrando queda em suas ações na Bolsa. Ela é uma empresa de capital aberto, ou seja, é mantida não por um dono específico, e sim por várias ações. Ontem, o valor da Bolsa da Petrobras caiu US$ 56,2 bilhões (28,2%). O valor de mercado da estatal passou de US$ 199,3 bilhões para US$ 143,1 bilhões – o valor de mercado representa o quanto a empresa está “valendo” naquele momento, e não o seu preço real, no caso da estatal, representa o valor que um investidor pagaria caso fosse possível comprar todas as suas ações.

Logo da Petrobras – Crédito: Reprodução

Além disso, a Petrobras aparece como a segunda empresa mundial com maiores perdas de valor de mercado. E adivinha quem é a primeira com maiores perdas? A Microsoft de Bill Gates, acredite se quiser. Ela viu sua empresa perder US$ 60,5 bilhões do seu valor de mercado ao longo deste ano.

Veja a tabela disponibilizada no UOL, clicando aqui. Até o dia 30 de Setembro, deve ser realizada a capitalização da Petrobras, que vai definir a quanto os Barris de Petróleo devem ser vendidos. Segundo o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, o prazo será cumprido.

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