jul 2010 31

por Graziela Barros *
blog@blogdacomunicacao.com.br

Muitas pessoas ou algumas delas não saibam o verdadeiro sentido de uma amizade. Você já parou para pensar que aquela pessoa só esta na sua vida por que você deixou que ela entrasse, por que você abriu o seu coração? Porque você deixou que ela compartilhasse de momentos que antes eram só compartilhados com sua família. Às vezes deixamos de contar algo para nossos pais para serem ditas para um amigo (a), talvez pela idade ou porque seja mais fácil o entendimento ou pela descontração de contar.

O fato é que as diferenças são enormes em uma amizade, o gênio talvez seja o principal deles, mas é duro quando não há compreensão e o que era amizade vira algo chamado magoa. Algo como um cristal quebrado que uma vez partido difícil reconstruir. Os passos são sólidos para a construção de uma amizade cheia de alegria e companheirismo, talvez comparada ao matrimônio, poderia ser mesmo um exagero, mas aquelas palavras que são ditas na maioria dos casamentos entram muito no significado de uma amizade ou algo que se espera dela: na alegria e na tristeza na saúde e na doença em todos os dias de minha vida.

Amizade, um dos sentimentos mais belos que existem – Crédito: Reprodução

Parece loucura pensar assim comparar um afeto de uma amizade a um casamento, mas não o casamento propriamente dito, falo do amor, do carinho exagerado, da compreensão da tolerância que o casamento e uma amizade proporcionam. Amigo é alguém que você escolheu para compartilhar momentos alegres, tristes, fazer aquela viagem que só pode ser feita na companhia de um amigo, contar algo extraordinário, rir muito, chorar tudo na mesma intensidade. É alguém que você pode contar a qualquer hora do dia ou da noite, ou talvez ele não te ligue no meio da madrugada para te contar o que o deixou triste, porque ficou com dó de você porque no outro dia você iria acordar cedo pra ir ao trabalho.

Amigo é aquele “irmão” torto que a gente insiste que ele faça parte da família, é conselheiro, briga com você e por você é alguém que mesmo estando a quilômetros de distancia não te esquece e quando te reencontra depois de anos, te dá aquele abraço e um sorriso que parece que foi ontem a ultima vez que se viram. Como dizia nosso saudoso Machado de Assis “Abençoados os que possuem amigos, os que os tem sem pedir. Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende. Amigo a gente sente”. E você já parou pra pensar no verdadeiro valor de uma amizade? Qual o sentido de uma amizade em sua vida, porque ela existe? Pensei nisso.

* Graziela Barros é jornalista e colaboradora do Blog da Comunicação.

jul 2010 30

Todas as sextas-feiras é dia de indicar excelentes blogs aqui no Blog da Comunicação. Esta semana indicamos o blog Dois ponto Um, produzido pela estudante de jornalismo Luiza Terpins. Ela tem experiência na blogosfera, afinal bloga desde os 13 anos. Hoje aos 20 anos, já escreveu para o caderno Folhateen, da Folha de S. Paulo, após ser personagem de uma matéria sobre jovens e internet pelo jornal. “Decidi que faria jornalismo aos 12 anos, mas foi com 13 que descobri os blogs. Isso foi em 2003 e os blogs não eram tão populares como são hoje, é claro, então criei o meu com o único objetivo de treinar para a minha futura profissão. Lembro que falava pra todo mundo que aquilo era um treino pra mim. Meu primeiro blog se chamava “Colunas da Lú” e eu escrevia sobre os assuntos que mais curtia, tipo cinema, moda, música, cotidiano e etc, sempre evitando fazer dele um diário. Conforme ia escrevendo, algumas pessoas começaram a acessá-lo e a comentar nos posts. Foi aí que eu conheci a parte legal de escrever na web: a de ter retorno de gente que eu nem conhecia. Acho que uma vez que você tem um blog, não dá mais pra desencanar disso”, diz.

Luiza sempre gostou de escrever e não descarta no futuro publicar um livro, que teria menções sobre o blog. “Olha, escrever um livro é algo que eu adoraria e que pretendo fazer no futuro. Não sei se seria relacionado ao blog, mas com certeza ele teria uma participação no projeto, já que é nele que eu pratico com mais frequência a minha escrita, e é nele que eu publico assuntos diversos e que um dia poderiam me inspirar a escrever um livro. Quem sabe”, diz a jovem jornalista.

Homepage do blog Dois Ponto Um – Crédito: Reprodução

A autora do Dois ponto Um revela que curte a forma de ser dos blogs, onde é possível emitir opiniões e se sentir livre. “Como é um espaço pessoal, eu busco escrever sobre assuntos que me interessam e, assim, atrair pessoas que possuam gostos parecidos com o meu. Gosto de escrever sobre situações que aconteceram comigo no dia-a-dia (do filme que estragou no meio da sessão no cinema, da saga que foi encontrar um livro que eu queria comprar, de algo que vi na rua, de uma conversa que presenciei, e etc). Gosto de dar minhas opiniões sobre assuntos em evidência que me interessam ou que tenham me chamado atenção, curto escrever sobre filmes e livros que assisti/li e gostei, sobre músicas que estou ouvindo e que tenham um significado pra mim, enfim, gosto de escrever sobre coisas que me acontecem, que me interessam”, revela Luiza, que gosta das coisas novas que a blogosfera dispõe. “Acho que uma das qualidades dos blogs em geral é a de poder ler textos leves, descobrir coisas novas e acompanhar estilos de escrita e opiniões de pessoas que vivem do outro lado do país ou até do mundo de forma fácil e rápida. É isso mais ou menos que procuro nos blogs que leio e é isso que eu busco fazer no meu também”, finaliza.

O Blog da Comunicação indica esta semana o blog Dois ponto Um (http://2ponto1.blogspot.com/). Semana que vem tem mais. Boa leitura!

Se você quiser indicar seu blog ou site para o Blog da Comunicação envie sua dica para blog@blogdacomunicacao.com.br ou deixe o link na comunidade oficial do BGC no Orkut, clicando aqui, ou no nosso twitter: www.twitter.com/blogcomunicacao. Também temos uma página no Facebook. Curta a gente lá também!

jul 2010 30

por Serg Smigg
comportamento@blogdacomunicacao.com.br

A sociedade brasileira está alerta. A chamada Lei da Palmada promove reflexão importante que vai muito além do campo da psicologia – incluindo-se neste a infantil –, sociologia e antropologia, arranhando até conceitos filosóficos. Observando-se a quantidade de notícias sobre abuso e violência contra a infância – que a atual tecnologia da informação apenas escancarou, porquanto sempre existiram –, a ótica demonstra que a Lei é necessária. E urgente. Entretanto, há que nortear bem o conceito de violência contra a criança.

É impossível desenhar os meandros da mente humana. Em determinado momento, um duro olhar paterno – e a constância de duros olhares – pode marcar eternamente a personalidade de uma criança e torná-la um futuro ser inseguro, sujeito à depressão e comportamento reprovável; por outro lado, um tapa na mão ou uma palmada no traseiro pode determinar limites e demonstrar à criança que transgressões requerem conseqüências. Tudo depende da postura dos pais no momento da reprimenda.

E é aí que o barco certamente entorna porque, por sua vez, o comportamento do adulto sofre interferência do dia a dia, especialmente em uma civilização na qual valores estejam tão invertidos, como é a atual. As pressões sociais do cotidiano – desemprego, incapacidade de melhoria de vida, assaltos, corrupção etc. – levam para dentro do consciente humano notícias de um mundo estranho. Lentamente, essas notícias se chocam com os valores pessoais criados ou reconhecidos ao longo da vida e vão reverberando na cabeça de cada um de nós.

Então, no supermercado, a criança lança mão de sua arma mais potente, a birra, para conseguir o brinquedo que viu na prateleira. Chora, faz escândalo, se agacha. Se você não tiver controle sobre aquele choque interno de valores, certamente será vítima de compreensível perda de paciência. (“Neste caso”, diriam alguns, “basta educar os filhos para que não façam birra”. Este é argumento típico de quem jamais teve filhos. Uma criança pode ser educada para não fazer birra, mas isso leva tempo. Até lá, vai fazer, certamente. Não fazer birra é sintoma de algum problema de comportamento infantil porque a birra é normal na criança. E necessária. Mas isso é outro assunto.)

E você, concorda com a lei das palmadas? – Crédito: Reprodução

Um relacionamento se constrói com o tempo. Os instrumentos de construção são elementos pessoais que ninguém pode entender consideravelmente sem correr riscos de juízo de valor inconsequentes. Ouço Felipe Scolari, técnico de futebol, falar das palmadas que recebeu do pai com o carinho do filho que reconhece a autoridade daquele. Seus olhos deixaram as lágrimas da saudade mostrarem a falta que sente do velho porque o velho me tornou um homem de bem também com o peso da sua mão. Marília Gabriela chegou ao ponto de agradecer à mãe pelas cintadas corretivas nos momentos certos.

Por outro lado, o pai que jamais deu um beliscão no filho e oferece cerveja ele, que encoberta seus pequenos delitos, que contrata advogados para defendê-lo na justiça depois que ter este ateado fogo em mendigos na rua, que suborna policiais para alterarem cenário de atropelamento, que tipo de espaço vai ocupar na lembrança dos filhos daqui a alguns anos?

No exato momento em que escrevo este artigo, a notícia de espancamento de uma criança de três meses por parte do padrasto lateja em minha cabeça; a lembrança do explorado Caso Nardoni também; o da americana que afogou os três filhos em um lago porque seu namorado não gostava deles me mostra que a violência contra crianças não tem fronteiras nem nacionalidade; e outros casos mais. Contudo, também chocam outros tipos de violência contra a criança. Vejam-se os programas semanais de calouros nos quais pais ineptos expõem seus filhos a ridículos em nome de famigerada egolatria. Crianças de cinco, seis, dez, treze anos, com timbres inseguros de vozes ardentes cantam horrivelmente e disputam vagas como se disputassem vidas. Choram as que não vencem; tornam-se pedantes as que “vencem”, – e “vencem” segundo critérios imbecis de adultos medíocres em busca de ibope.

Vejam-se festas de aniversários infantis, nas quais os pais colocam no aparelho de CD arremedos sonoros que a hediondez humana insiste em chamar de música. Menininhas sem a mínima noção do que fazem rebolam seus pequenos quadris numa imitação sórdida de sensualidade horrível. Vejam-se pais que levam seus filhos a tira-colo nos estádios de futebol em finais de campeonatos. Gritam seus palavrões, vociferam contra o time adversário, brandam rojões em direção ao goleiro frangueiro, assoviam para as marias-chuteiras ao lado, corrompem e são corrompidos por cambistas às vistas do filho.

Vejam-se políticos que, em campanha, apanham no colo crianças desconhecidas e posam para fotógrafos contratados para construir suas imagens hipócritas. Acariciam seus rostos e, depois de eleitos, arrocham o salário de seus pais e desrespeitam as leis da nação. Big Brother, Gugu, Meu Pai é Melhor que seu Pai, Pânico, Horário Eleitoral etc. deveriam estar incluídos como objeto da Lei da Palmada. E os Ratinhos que agitam seu cassetete todas as tardes, que mostram mães – e, por extensão, seus filhos – brigando na TV para provar quem é o pai, que diz claramente que assaltante tem de ser morto mesmo, esse tipo de agressão contra a criança deveria estar enquadrada em que tipo de lei?

Uma bela frase tem circulado na internet e nos parece bastante concernente a este tema: “estamos tão preocupados com o tipo de Planeta que vamos deixar para nossos filhos que nos esquecemos de nos preocupar com o tipo de filhos que vamos deixar nosso Planeta”.

Com toda certeza, a Lei da Palma não está preocupada com planeta algum.

jul 2010 29

por Guilherme Freitas
mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

O caso Bruno deu uma esfriada, mas não podemos deixar de comentar aqui a influência da mídia desde quando o caso veio à tona. A história começou a ser ventilada na imprensa durante a Copa do Mundo[bb], em junho, e teve seu ápice após a prisão do atleta no mês seguinte. O goleiro do Flamengo é acusado de ser o mandante de um possível assassinato da ex-amante, Eliza Samudio. Junto com um amigo, um menor de idade e um ex-policial civil, Bruno foi preso e permanece atrás das grades em um presídio em Belo Horizonte.

Não vou perder tempo aqui explicando detalhes sobre caso, que assim como o episódio envolvendo a menina Isabela Nardoni e a jovem Eloá Pimentel, tornou-se assunto nacional e foco total da imprensa e principalmente, dos programas policiais e das tardes da TV brasileira. Os jornalistas, se é que podemos classificá-los assim, não fazem o seu o trabalho como deveriam fazer. Colocam-se como juízes, capazes de condenar e absolver os envolvidos e influenciar a grande massa. O pior é que eles não têm a humildade de se colocar em seu devido lugar. Jornalista deve apenas informar e jamais induzir opiniões do público.

Assim como no caso Bruno, os jornalistas extrapolaram como no caso Isabella – Crédito: Divulgação

A história do goleiro Bruno é um belo exemplo desta falta de ética da nossa imprensa. O jogador foi do céu ao inferno em poucos dias. De ídolo e capitão do Flamengo[bb], para um assassino sem coração. Bruno foi pré-julgado antes das investigações serem concluídas (e elas ainda não acabaram). Foi algemado, levado para uma delegacia, exposto em programas sensacionalistas, taxado de assassino, ameaçado de linchamento e viu o delegado do caso dar entrevistas como se tivesse pegado um peixe grande. Até o momento, o corpo de Eliza ainda não foi encontrado. Detalhes do crime se alteram diariamente e ninguém sabe o que pode acontecer. Não duvido que Bruno deixe a prisão em alguns dias, pois já teve pedido um habeas corpus.

Este tipo de jornalismo popular não me agrada. Ele é muito apelativo. Sabemos que ele é voltado exclusivamente para a classe social mais baixa da sociedade, que consequentemente é menos escolarizada. São pessoas que não têm o hábito de se informar com frequência. Preferem ler ou assistir telejornais apenas sobre casos de seu cotidiano, onde predomina a violência e as tragédias familiares. Acho que a imprensa tem uma parcela de culpa nessa história. Ela precisa mudar, começar a induzir esse cidadão a pensar diferente, a trabalhar seu intelecto. Posso estar sendo radical ou sonhador, mas deve haver um incentivo para mudar este hábito da população mais pobre.

Mas não podemos esquecer também que a maior parcela da culpa é dos governos que deixam a educação de lado. É um problema que vai levar anos para ser solucionado.

jul 2010 29

por Priscilla Aloi
saude@blogdacomunicacao.com.br

Hoje aqui neste espaço do blog vamos refletir um pouco e depois curtir algumas dicas, pode ser? Para estarmos bem precisamos cuidar da nossa saúde mental, fisíca e espiritual. Esse equilíbrio nos faz sentir bem, e assim nos tornamos pessoas mais ativas e produzimos mais e melhor. Cuidar do que comer, do que falamos, do que vestimos, enfim, do nosso todo. Para isto precisamos de recursos, ou seja, consumir certos produtos, não um consumismo desenfreado. Alguns poderão gostar e outros não, e como gosto não se discute…

O livro “O amor em 101 frases inesquecivéis”, é um ótimo presente para quem quer conquistar ou reconquistar àquela pessoa especial.

Capa do livro “O amor em 101 frases inesquecivéis” – Crédito: Reprodução

Para os amantes da culinária um produto bem essencial na cozinha será lançado em breve no mercado, com um preço bem acessível. A novidade são os dois cliques!!!

O novo liquidificador da Arno – Crédito: Reprodução

O sentido do olfato traz a nossa mente várias sensações, por isso a dica de um perfume irresistível não só pela fragância, mas também pelo design.

O novo lançamento da Marc Jacobs, Lola – Crédito: Divulgação

Pés confortáveis em 2010 na moda dos anos 80.

O sapato Dock Sider – Crédito: Reprodução

E para quem está ligado na tecnologia, camisetas com estampa em 3D.

Um modelo de camiseta com estampa em 3D – Crédito: Reprodução

Já dizia o filósofo: Mente sã, corpo são!

jul 2010 28

Por Henrique Torres

politica@blogdacomunicacao.com.br

As legislações do Brasil e de muitos outros paises são recheadas de incoerências que beiram à hipocrisia (para não dizer burrice). Não cansamos de ver repetidas vezes leis mal feitas que criam inúmeros problemas de aplicação, como é o caso de várias leis referentes ao meio ambiente e à violência contra as mulheres. Num certo sentido, penso que a ilegalidade das drogas faz parte destas leis mal feitas e hipócritas.

É claro que não são mal feitas e hipócritas no mesmo sentido que as leis de meio ambiente, por exemplo. Acredito que o mal destas é muitas vezes o absurdo que implicam as suas aplicações. O caso das drogas é um pouco diferente. Diferente por que penso que a ilegalidade das drogas é uma questão que traz consigo um misto de hipocrisia, arbitrariedade e preconceito. Quanto ao preconceito não é preciso dar longas explicações, já que aos olhos da sociedade o usuário de drogas não passa de um criminoso, um marginal. Não se nota, porém, que os dois conceitos são extremamente arbitrários. E devem sua arbitrariedade na maior parte das vezes à nossa legislação e a nossos tabus.

Contudo, é preciso lembrar a razão da arbitrariedade da lei que proíbe o uso de drogas. Grosso modo, as drogas são proibidas pelo mal que causam aos seus usuários. Talvez seja evidente, mas vale a pena mencionar que o Estado tem o dever de proteger os seus cidadãos, pois são estes que o compõem e que fazem a sua força. Individualmente somos partes do Estado que lhe estão submetidas. Em contrapartida, recebemos o direito à liberdade civil, o direito a fazermos o que bem entendemos (dentro da lei) sem que alguém tente se impor a nós pela força – isso tudo em tese. Fazemos parte do Estado de tal forma que somos posse dele, e dessa forma é “dever” dele impedir nosso prejuízo, mesmo que nós mesmos tentemos causá-lo. Esse é o paradoxo que gira em torno das drogas e de outros assuntos, como o suicídio.

Banner Pró Legalização da Maconha - Crédito: Divulgação

O grande problema aqui, é que o Estado permite o uso de várias coisas que prejudicam seus cidadãos. Qual critério é adotado para permitir o uso de algumas coisas e não outras? Essa é a grande pergunta que me faço. A ponto de na falta de resposta julgar a arbitrariedade da lei que impede o uso de drogas. Arbitrariedade no sentido de que é inegável o fato de que as drogas prejudicam a saúde, contudo, o cigarro, o álcool e muitas outras coisas cotidianas também prejudicam a saúde. Basta que pensemos na quantidade de gente que come nos fast-foods.  E estes números não são pequenos.

Dir-se-á talvez, que drogas viciam ou que são mais prejudiciais. No primeiro caso, é notório que o cigarro, o álcool e até a comida fasf-food vicia. Já no segundo, caso se afirme que as drogas atualmente ilegais no Brasil são mais prejudiciais do que as drogas legais, será preciso dizer de qual parte do nosso corpo precisamos menos para viver. Isto é, precisamos menos do cérebro que é destruído pelas drogas, dos pulmões que são destruídos pelo cigarro ou do fígado que é destruído pelo álcool. Pelo pouco que conheço de medicina, eu diria que todos são necessários para viver. Além disso, no caso de julgarmos as drogas ilegais mais prejudiciais, seria necessário no mínimo uma escala de modo a julgar que prejuizos podem ser aceitos ou não, o significa cair novamente na arbitrariedade.

Em suma, diria que a solução que foge da hipocrisia e da arbitrariedade, seria legalizar todas as drogas. Começar pela maconha já seria um grande passo. Caso contrário, a única outra possibilidade de fugir da arbitrariedade, seria cair no totalitarismo e no caos. Ou seja, proibir o uso de qualquer coisa prejudicial à saúde, restringindo com isso o uso do cigarro, do álcool e das drogas já ilegais, e fechando assim, as portas dos MC Donald’s.

Página 1 de 2641231020...Última »