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O poder da internet é quase infinito - Crédito: Royalty-Free/Corbis
A semana passada foi realmente agitada na internet, principalmente nas redes sociais. Primeiro o caso de um possível estupro no reality show Big Brother Brasil 12, da TV Globo rendeu comentários e críticas a emissora. Um dos participantes teria abusado de uma jovem que estaria bêbada “por debaixo do edredom”. Depois uma simples frase que virou hit, no comercial da Luiza que estava no Canadá. Alçada ao posto de celebridade a jovem Luiza voltou do Canadá direto para as câmeras de TV e holofotes da mídia. E por fim, a guerra declarada do governo americano contra sites. O saldo foi a prisão do dono e o banimento site MegaUploads. Como respostas o grupo hacker Annonymous invadiu vários sites, entre eles o do FBI.
Mas o que estes três casos distintos são tão parecidos? Em apenas uma coisa: a força das internet. No caso do BBB 12, o participante só foi expulso da casa devido as pressões via redes sociais. No Twitter hashtags contra o modelo Daniel Echaniz pipocaram horas depois da suposta cena de estupro. E no Facebook muita gente deu sua opinião sobre o tema cobrando uma posição da TV Globo. O estrago no reality show estava feito e a emissora não tinha mais como omitir o caso.
Na história da Luiza, tudo começou quando em um comercial sobre um imóvel. Seu pai disse que comprou imóvel para toda a família, menos a Luiza que estava no Canadá. Pronto, uma fala simples e sem nenhum sentido virou hit. A estudante Luiza, que já retornou do Canadá, virou de celebridade do dia para a noite, conheceu a TV Globo em São Paulo e está cotada para estrelar novos comerciais. Foi uma grande campanha de marketing, sem dúvida, porém, vazia e sem sentido algum. A agência teve sorte do caso cair nas graças de alguns internautas para tornar-se hit.
E por fim, o caso do PIPA e do SOPA, projetos de leis nos Estados Unidos que visam combater a pirataria, mas atingem as regras da liberdade de expressão. Em protesto contra a decisão, diversos sites como Wikipedia e WordPress saíram do ar por 24 horas para protestar. Outros como Facebook e Google aderiram as críticas. Em via a pressão popular, os senadores americanos decidiram não votar no projeto e até o presidente Obama foi obrigado a se manifestar sobre o tema, dizendo ser totalmente contra a lei, mas a favor do combate a pirataria. A guerra continua com o grupo Annonymous invadindo sites e estúdios de Hollywood afirmando que não irã apoiar financeiramente a campanha de Obama a reeleição este ano.
Como podemos ver foram três casos totalmente diferentes que ganharam as páginas de sites, jornais e revistas e espaço nas Tvs e rádios. E tudo graças a força da internet. Em pleno século 21, é impossível negar a força que esta ferramenta tem. Muita coisa postada na web ganha dimensões mundiais em poucos minutos, seja para o bem ou para o mal. Seja para criticar as regras de um programa de TV, para divulgar incansavelmente um meme ou para lutar contra a opressão de um sistema. Vida longa a web!
James Freitas e Guilherme Freitas
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