nov 2010 15

por Sônia Mesquita

saude@blogdacomunicacao.com.br

Laptop no colo masculino pode causar infertilidade.

Provavelmente poderemos ver, daqui a alguns anos, as caixas de laptop com a seguinte inscrição: “o Ministério da Saúde adverte: Laptop no colo masculino pode causar infertilidade.” Tudo isso por conta de publicação na revista Fetility and Sterility sobre jovens que usam muito este instrumento apoiado no colo e em pesquisas apresentaram infertilidade.

Segundo os estudos de Yelim Sheyn, urologista da State University of New York, em Stony Brook, o aparelho provoca aquecimento rápido dos escrotos.

O uso do aparelho durante 10 ou 15 minutos no colo, faz com que a temperatura do local suba 2,5 graus em média e isto está acima do que é considerado seguro pelos médicos. O superaquecimento leva à infertilidade, porque os testículos precisam estar mais frios do que o restante do corpo para produção de esperma.

Um modo  prático de evitar o problema é apoiar o laptop sobre uma mesa. Como lap em inglês significa colo talvez seja preferível então mudar a palavra para tabletop.

Agora algumas dicas para evitar infertilidade masculina, de acordo com a professora do departamento de obstetrícia e ginecologia da Universidade Loyola, de Chicago, Estados Unidos, Suzanne Kavic:

  • Evitar fumar
  • Evitar o uso de drogas e álcool
  • Minimizar a exposição a toxinas
  • Reduzir o stress
  • Evite o uso de banheiras
  • Use cuecas samba-canção
  • Evitar a ejaculação frequente – a recomendação é que se faça sexo apenas durante os dias de ovulação
  • Praticar exercícios físicos moderadamente
  • Evitar exercícios que possam causar calor ou trauma na região genital
  • Tomar multivitamínicos
  • Dormir oito horas por noite
  • Restringir o consumo de café – no máximo duas xícaras por dia, e tomar bastante água
set 2010 14

por Sonia Mesquita

politica@blogdacomunicacao.com.br

Nestas eleições temos diversas iniciativas, através da internet, que certamente ajudarão o eleitorado a se definir por seu candidato. Mais uma opção para contribuir no processo democrático de escolha consciente.

Veja abaixo uma lista de ferramentas para ajudá-lo na busca por informações sobre os políticos.

Voto Consciente acompanha o desempenho dos parlamentares na Assembléia Legislativa de São Paulo e nas câmaras municipais do Estado.

Votenaweb traduz projetos de lei para uma linguagem simples e permite aos usuários que votem a favor ou contra cada um deles, comparando suas posições com as dos candidatos.

Eleitor 2010 recebe denúncias de cidadãos do país inteiro sobre irregularidades no processo eleitoral. As informações são reunidas em um mapa interativo.

Campanha Ficha Limpa, criada pelo Movimento de Combate à Corrupção, tem um site que monitora se os candidatos estão seguindo a Lei do Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos condenados em segunda instância.

Projeto Excelências, da ONG Transparência Brasil, traz informações sobre mais de 2 mil parlamentares, cruzando dados extraídos de fontes do poder público e do noticiário.

Eleições Brasil 2010, plataforma criada pelo Google com mapas interativos sobre a movimentação dos candidatos pelo país e resultados de eleições passadas.

Canal do YouTube, recebe perguntas dos cidadãos – as melhores são selecionadas pelos usuários e respondidas pelos candidatos na televisão.

Congresso Aberto, oferece um panorama sobre os políticos e as eleições – incluindo dados sobre votos dos parlamentares, presença e falta nas sessões, projetos de lei propostos e informações sobre os partidos políticos.

Cidade Democrática, é um espaço para os cidadãos se posicionarem sobre questões importantes envolvendo as cidades.

Adote um Vereador, faz com que os cidadãos acompanhem um vereador em suas atividades parlamentares, com informações postadas em um blog.

Eu Lembro10 Perguntas Quanto vale seu candidato?Voto Certo.

“Esperamos que as ferramentas tecnológicas ajudem o Brasil a eleger políticos melhores e criar bases de dados que contribuam para o monitoramento e a responsabilidade por suas ações no governo”, Manuella Ribeiro no Global Voices Online.

Fonte: http://knightcenter.utexas.edu

set 2010 13

por Sonia Mesquita

mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

A Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP promoveu no dia 11 a palestra Filmes que Colam, com o objetivo de discutir o cinema nacional. O evento faz parte do seminário aberto para alunos e público e oferece, no dia 23 de outubro, a palestra Caso de Sucesso ¨Tropa de Elite”. Interessados podem participar do concurso de ideias que vai eleger as dez melhores para integrar oficinas de roteiro e produção.

Para Newton Cannito  é impossível prever o sucesso de um filme porque não dá para simplificar o sentimento humano.

Cannito acredita que é preciso ter um diálogo com o público mas também surpreendê-lo. ” É preciso prender a atenção e ficar um pouco à frente do que ele espera”. Deixa como principal dica de sucesso a capacidade de manipular a emoção das pessoas.

O segundo palestrante, Rodrigo Saturnino Braga ,  deixa claro que é difícil controlar o resultado de um filme porque são muitas as variáveis. Para superar expectativas é necessário apostar várias fichas, não jogar todas em um só projeto. “o segredo da indústria cinematográfica é trabalhar com volume”. Citou o caso do filme Portais do Paraíso que quebrou a United porque apostou tudo em um único filme.

Braga acredita que definição do público é um ponto importante para a busca do sucesso, como fez Sam Mendes, diretor do filme Foi Apenas um Sonho. Mendes colocou Dicaprio para atrair adolescentes femininas, explosões para atrair adolescentes masculinos, a mulher mais velha para atrair mulheres maduras. Segundo ele, as mulheres vão mais ao cinema e levam seus companheiros, então, é preciso atraí-las.

Braga aponta o filme espírita como um grande chamariz para o público brasileiro. “Não sei porque demoramos tanto para entender que o filme espírita faz sucesso no Brasil. É só analisar a grande bilheteria que tiveram filmes como Ghost, Sexto Sentido, Amor Além da Vida, Campos dos Sonhos, Dr Bezerra de Menezes, Chico Xavier, Dona Flor e Seus Dois Maridos”.

Para mais  informações sobre o seminário,  concurso e oficina aberta de cinema acesse www.ideiascinematicas.com.br[bb]

ago 2010 19

por Sônia Mesquita

politica@blogdacomunicacao.com.br

A corrupção é um dos grandes entraves ao desenvolvimento de um país e contribui para a má distribuição de renda. Políticos corruptos carregam nas costas a miséria instalada pela verba não repassada para a educação, saúde, saneamento básico, infraestrutura ou pelo favorecimento de determinados grupos em detrimento de decisões que favorecem o povo para o qual trabalham. O I Congresso do Patrimônio Público e Social do Ministério Público do Estado de São Paulo discutiu meios para combater com este mal em nossa sociedade.

Adam Kaufmann, membro do ministério público de Nova York, um dos convidados do evento,  diz que odeia a corrupção e poderosos que vendem sua influência e acabam com a confiança pública. Declara que está motivado para combater a corrupção.

Adam Kuafmann assinala que vazamento de informações para a mídia é altamente prejudicial para as investigações. “O cidadão acaba perdendo a credibilidade sobre um sistema que não funciona, onde só o pobre fica na cadeia. Isso acaba com a democracia”.  Kaufmann diz que é preciso buscar maior credibilidade com o sistema criminal.

As investigações, segundo Kaufmann, devem seguir também um sistema não linear. “Em matéria de corrupção é necessário uma abordagem não linear, seguir o sistema de deslocamento de dinheiro, ver para onde as provas nos levam”. Citou o caso do Farol da Colina, uma investigação que teve sucesso porque pensaram no aspecto não linear.

“Em muitos casos de lavagem de dinheiro não há movimentação física do dinheiro e por isso o rastreamento é difícil e a única forma é ter duas investigações em ambos os países, caso contrário nunca descobriremos.  É preciso pensar como o criminoso agiria para fazer com que o governo não pegue seu dinheiro.”

Outro fator sugerido por kaufmann para o combate à corrupção é a cooperação. “A movimentação de dinheiro internacional requer ajuda e ninguém consegue fazer isso sozinho”.

Daniel R Alonso, Chefe Assistente do Ministério Público de Nova York/EUA, palestrante do congresso,  diz que o sistema norte americano adota acordo entre a promotoria e o réu a fim de evitar julgamentos que são longos, complicados e caros. Alonso alega que a transação penal não funciona a não ser que o réu acredite que possa ir a julgamento.

Uma das formas utilizadas pelo governo americano contra a corrupção é negociar a colaboração de presos, fazendo-os infiltrados, gravando informações confidenciais, identificando ativos, documentos, contas offshore. “Isso não é permitido no Brasil, é uma pena, pois é ferramenta valiosa. O uso de informante seria forma excelente de combater corrupção pública”.

O professor de história, Sérgio Augusto, mostra-se no entanto pessimista quanto ao assunto. “Não acredito que possamos resolver o problema da corrupção porque ela é inerente ao ser humano. A história nos mostra que sempre houve e sempre haverá este mal em nossa sociedade.”

Wilson Miglionrini, 80 anos, aposentado, diz que é preciso mudar as leis.  ”Estão fracas e ultrapassadas. Os ‘caras’  - referindo a homens de colarinho branco – fazem e desfazem e ninguém pode com eles. É preciso mais gente competente. É muito ladrão, e viram que é fácil vender droga e traficar. O que eles tiram em um dia, nós não tiramos em um ano, então não querem trabalhar sério.”

O mecânico de autos, Antônio Valença de Souza, de 58 anos, aponta que é preciso procurar homens mais honestos e severos para administrar o país, bater de frente e não deixarem eles (os de colarinhos branco) fazerem o que querem. “O Brasil é o melhor país do mundo e vive numa condição dessas, nosso dinheiro não pode estar nas mãos desses homens.”

E você, o que pensa? Tem solução?

jun 2010 21

Nova Zelândia volta a Copa depois de 28 anos, mas por lá quem manda é o rugby e a típica dança maori

por Sônia Mesquita
blog@blogdacomunicacao.com.br

Neste país o futebol não é tão festejado quanto no Brasil. Alguns até dizem que este é um jogo para maricas, pois o esporte mais aclamado e seguido pelos neozelandeses é o rugby, um jogo parecido com o futebol americano, mas sem nenhuma proteção. Apelidados de All Blacks, o país é uma potência no esporte e seus atletas sempre executam a dança maori[bb] haka antes dos jogos para intimidar adversários.

E ainda por cima, a 7ª edição Copa do Mundo de Rugby será realizada na Nova Zelândia, no ano que vem. Ela ocorre entre os dias 24 de setembro e 5 de novembro, com a provável participação de 20 países. Por isso, as agências de propaganda e turismo estão se mobilizando mais para atender a este desejo nacional, e também de muitos países onde este jogo é tão popular, quanto a Copa do Mundo.

O futebol e o rugby[bb] foram, durante algum tempo, o mesmo esporte. Mas quando a Associação de Futebol retirou duas regras do esporte (sendo uma dessas regras carregar a bola com as mãos), começaram então as discordâncias. Então, em uma reunião entre vários dirigentes em Londres, no dia 26 de janeiro de 1871, com representantes de 21 times da Inglaterra, foi fundada a Rugby Football Union.

Os All Blacks intimidam os adversários com o haka – Crédito: Divulgação

Idolatrado pelos neozelandeses, este esporte conta com 22 jogadores, assim como no futebol. A bola é oval e pode ser de couro ou material sintético. As equipes formam-se normalmente com oito homens no ataque, dois no meio e mais cinco na defesa, totalizando 15 titulares. A posição dos jogadores em campo geralmente é composta em linha paralela, sendo que os jogadores não podem se posicionar à frente da bola em jogo.

Neste esporte os atletas só podem passar a bola para trás ou para o lado, e avanços ficam por conta de quem corre com a bola em mãos, e os passes para frente são com pontapés. Somente jogadores que estiverem em linha ou atrás do mesmo no momento do pontapé podem perseguir a bola.

No entanto, por ser um país jovem (conquistou sua independência em 1947) e com uma alta taxa de imigração, muitos bares em dias de jogo da Copa do Mundo de futebol, estarão lotados com torcedores, de várias partes do planeta, vibrando por sua seleção. Na África do Sul, a Nova Zelândia, os All Whites, disputa o segundo Mundial de sua história.

jun 2010 15

Goleiro da Eslováquia

por Sônia Mesquita

esportes@blogdacomunicacao.com.br

Quando o Guilherme Freitas passou um e-mail pedindo para escrevermos sobre um país participante da copa, logo pensei na Nova Zelândia. Afinal este era o país para o qual queria “fugir” durante minha adolescência. Um país desenvolvido, com clima parecido com o Brasil e idioma inglês.

Mesmo sabendo que era candidata a ser a pior seleção da Copa, poderia contar sobre todas as maravilhas deste país. E acreditava que ninguém iria querer falar sobre ela, por ter que se arriscar a assistir jogos sem expressão.

Claro, coloquei-me diante da TV para tentar analisar a partida desta terça-feira, entre Eslováquia e Nova Zelândia no estádio Royal Bafokeng, em Rustenburgo. Sobre meu ponto de vista, até que achei o primeiro tempo equilibrado. Percebi que os eslovenos estava dominando com a bola no chão.

A atuação do goleiro da Eslováquia me fez lembrar de um antigo refrão “a bola conhece Pelé” e também Vicelich Mucha, não lhe dando trabalho nas defesas.

Aos cinco minutos do segundo tempo, Vittek  acendeu o placar em um a zero para Eslováquia, oferecendo a chance de uma vitória.

E para quem apostou nisto, viu-se desapontado aos 47 minutos, quando Reid empatou de cabeça e fez história para a Nova Zelândia, que alcançou o primeiro ponto em um Mundial. Pode até ser que este gol tenha sido em posição não muito clara mas o resultado valeu.

Agora a Nova Zelândia precisa de pouco esforço para se classificar para as eliminatórias e, como tudo pode acontecer, quem sabe vá mais adiante?

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