mar 2010 09

por Henrique Beirangê
economia@blogdacomunicacao.com.br

Brasil tem a maior expectativa de contratações das Américas no segundo trimestre de 2010. A informação é de uma pesquisa da empresa de recursos humanos ManPower. A Expectativa Líquida de Emprego é de 38% no país. De acordo com o estudo, os empregadores do setor de Finanças/Seguros e Imobiliário são os mais otimistas quanto ao aumento de postos de trabalho no Brasil, com uma Expectativa Líquida de Emprego de 49%, seis pontos percentuais acima do primeiro trimestre do ano. Os empregadores do setor de Administração Pública/Educação também apontaram um ritmo acelerado de contratações, com uma intenção de 48% contra 19% no último período. O setor da construção, o mais otimista nos primeiros três meses do ano, permaneceu estável, em 45%.

“No Brasil, a pesquisa indica um excelente ano para o emprego, com a geração de novas vagas em todos os setores pesquisados. Os dados refletem a estimativa para 2010 do ministro do trabalho, Carlos Lupi, que espera a criação de mais de dois milhões de empregos formais, o melhor ano do governo Lula para a geração de postos de trabalho”, aponta Pedro Guimarães, diretor comercial da Manpower no Brasil. “A expectativa é de expansão do mercado de trabalho brasileiro, com aumento dos investimentos privados e o lançamento da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, pelo Governo Federal em março. Essas são notícias excelentes para quem está procurando emprego”, afirma.

Crédito da imagem: Reprodução

A pesquisa, que abrange 36 países e territórios, mostra que o Brasil só fica atrás da Índia. A amostra avaliou a intenção de contratação de mais de 61 mil empresas em todo o mundo para o segundo trimestre de 2010. No Brasil, quase mil empregadores foram entrevistados.

Sobre a Expectativa Líquida de Emprego
A expectativa líquida de emprego é resultado da diferença entre as porcentagens positiva e negativa presentes nas respostas dos entrevistados quanto à expectativa de crescimento da empregabilidade no mercado de trabalho para o próximo trimestre. No caso do Brasil, 43% acreditam que aumentarão sua força de trabalho, e 5% prevê reduzir a mão de obra. Logo, a Expectativa Líquida de Emprego no Brasil é de 38%.

mar 2010 04

por Henrique Beirangê
economia@blogdacomunicacao.com.br

O recente avanço na taxa de depósitos compulsórios dos bancos indica que o Banco Central (BC) começa a se preocupar com um possível excesso de liquidez no mercado. “De fato, há mais liquidez no sistema do que é necessário neste momento. Mas o BC também sinalizou uma direção de política monetária, em um momento de alta das expectativas de inflação.” afirmou em nota o Itaú Unibanco.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, se limitou a dizer que a decisão “foi uma medida acertada” e que não vê razões para que os bancos aumentem as taxas de juros e os spreads. Já o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, fez questão de ressaltar que o uso do depósito compulsório é uma alternativa de política monetária contra o aumento dos preços. “O BC dá um sinal claro de que, além do simples manuseio da taxa de juros, pode usar outros instrumentos para controlar a inflação”.

O último relatório do boletim Focus (levantamento semanal do Banco Central junto a economistas) prevê alta da Selic a partir de abril, fechando o ano em 11,25%. Atualmente a taxa se encontra em 8,75%.

A sede do Banco Central – Crédito: Divulgação

Tragédia Grega ameaça unidade do Euro
A crise fiscal que se abate sobre Grécia tem levantado boatos sobre a possibilidade de exclusão do país da zona do Euro. O diretor da agência alemã de administração da dívida, Karl Heinz Daube afirmou que a crise na Grécia ameaça toda a zona do Euro “Acredito que se um dos 16 membros tornar-se inadimplente, isso trará um colapso de todo o sistema”.

No Brasil tudo bem…
A agência de classificação de risco Moody’s afirmou, em relatório, que se a política econômica no Brasil mantiver sob a administração do próximo presidente, os avanços dos anos anteriores poderá elevar a classificação do Brasil. Grandes fundos de pensão mundial orientam seus investimentos segundo a nota que agências de risco dão a países de todo o mundo.

fev 2010 08

por Henrique Beirangê
política@blogdacomunicacao.com.br

* Trabalho apresentado ao Curso de Especialização em Ciências Humanas: Brasil – Estado e Sociedade, à disciplina de Sociologia Contemporânea, ministrada pelo professor Gilberto Salgado, para obtenção de nota final. UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA. INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS. Por: Henrique Estevão Passos Novais Beirangê e Josiane Danielle Gomes de Barros, Juiz de Fora, 2010.

Confira abaixo a introdução da tese:

A proposta deste trabalho é realizar uma análise de conjuntura política e econômica do Governo Lula. Procuraremos diagnosticar o período compreendido entre os anos de 2003 e 2009 e as perspectivas do ano final de seu segundo mandato, 2010. A pesquisa fará uso dos textos disponibilizados pelo professor Gilberto Salgado ao curso de Pós Graduação Brasil, Estado e Sociedade da Universidade Federal de Juiz de Fora, além de outros estudos sobre o assunto.

Luiz Werneck Vianna lembra que a conjuntura não é, está. Procuraremos realizar tal empreendimento partindo do princípio de que o analista que interpreta a conjuntura sabe que não pode agir em nome próprio. Tal como o percebe, o processo de longa duração em que está envolvido não pode ser resolvido sem o protagonismo de um outro.

Ator, ação, interesse e tempo consistem nas dimensões analíticas da conjuntura, momento e circunstância em que os homens fazem história, às vezes sabendo, noutras, sequer desconfiando disto, frequentemente, fazendo-a em sentido oposto à sua intenção (Vianna). Elaborar uma análise de conjuntura com um mínimo de imparcialidade requer o exercício da honestidade intelectual. Reunir dados e estatísticas e contextualizá-los com o sistema político vigente, sua engenharia institucional, suas limitações e o momento histórico em que os personagens se situam. A velha máxima de que os números falam por si só é por demais temerária. Maquinações ardilosas podem conduzir a enganos e tornar um estudo aparentemente acadêmico em mera ferramenta de difusão ideológica.

O presidente Lula sauda simpatizantes – Crédito: Divulgação

Os autores deste trabalho tentarão se esforçar em mitigar seus personalismos para que a imparcialidade seja tida como meta, embora sabedores que o mito da neutralidade absoluta é uma expectativa fantasiosa, haja vista diversos estudos na área de comunicação social sobre o tema, tendo como expoentes entre outros Edgar Morin e Guy Debord.

Nosso trabalho apostará na análise através da perspectiva histórica de ascenção de Lula como líder operário à Presidente da República e seus resultados quantitativos e qualitativos , já como governante, em perspectiva comparada a governos anteriores, sobremaneira a seu antecessor imediato, Fernando Henrique Cardoso.

Clique aqui, para ler todo o artigo “Análise de Conjuntura do Governo Lula“.

jan 2010 02

por Henrique Beirangê
mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

Imagem de Amostra do You Tube

“Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho rsrsrs” A frase é do âncora do “Jornal da Band”, boris casoy (com letras minúsculas mesmo) e acompanhada de risadas por seus colegas de bancada. Dois Garis (agora com letras maiúsculas), muito simples e simpáticos por sinal, desejavam felicitações sinceras aos telespectadores do jornal no último dia de 2009. O deslize foi ao ar por um provável descuído de um operador de áudio durante a chamada para o intervalo, que tomara não seja punido por isso…

O incidente não demorou muito e já estava na rede. Milhares de pessoas já acessaram o vídeo e a condenação foi praticamente unânime. O apresentador conhecido pelo famoso bordão “Isso é uma vergonha!” caiu nas próprias teias do que agora se revela como um falso moralista. Na edição do dia seguinte, ao vivo, pediu “profundas desculpas” aos Garis e em entrevista a Folha Online disse “errei feio”.

Boris Casoy não errou, claro que não.

Ele mentiu quando disse que errou. “A boca fala daquilo que o coração está cheio”, lembra a velha máxima popular. Seu preconceito de classe exalou de sua alma e para sua infelicidade foi capturada ao vivo. Sua infelicidade e felicidade da verdade. Ele apenas expôs aquilo que os demagogos e hipócritas insistem em camuflar e escamotear, se travestem de probos quando na verdade seus vícios transbordam por todos os lados. A imprensa está cheio desses tipos…

O caso não é apenas uma gafe, fruto de uma galhofa em um momento inoportuno. Este incidente é extremamente revelador. Mostra com todos os contornos caricaturais, o esqueleto do pensamento dominante de muitas pessoas nas altas esferas do poder. Evidencia de maneira indefensável e insofismável, as feições verdadeiras que a demagogia tanto procura esconder.

Diante desse acontecimento só possuo mais uma coisa a dizer: Obrigado, boris!

dez 2009 10

por Henrique Beirangê
politica@blogdacomunicacao.com.br

A cena parecia surrealista. Dezenas de manifestantes se reuniram em frente à Assembléia Legislativa do Distrito Federal para defender o Governador José Arruda (DEM-DF), flagrado recebendo dinheiro[bb] vivo em um esquema de corrupção.

Partidário do governador do DF Arruda em ato na capital federal - Crédito: Divulgação
Partidário do governador do DF Arruda em ato na capital federal – Crédito: Divulgação

Toda aquela gente levantando bandeiras e gritando palavras de ordem em defesa de Arruda chega a ser repugnante. Tamanha patifaria nos indigna e nos faz questionar a que ponto a falta de auto respeito e de dignidade pode um ser humano se dispor. Trazidos em ônibus fretados, a maioria dos manifestantes eram compostos por cabos eleitorais de Arruda, muitos dos quais ocupam cargos públicos em sua “administração”. Segundo jornalistas presentes no local, eles disseram que foram liberados do “trabalho” para apoiarem o governador.

A cena causa perplexidade e infelizmente não é um caso isolado. Há alguns meses atrás, Agaciel Maia, ex-diretor do Senado acusado de presidir o escândalo dos atos secretos naquela casa, fora aplaudido de pé pelos “funcionários” do Senado quando de sua saída.

Estima-se que haja em torno de 600 mil cargos públicos no Brasil ocupados por não concursados, entre cargos de confiança e terceirizados. Para se ter uma idéia do tamanho da excrescência, países como Alemanha e França não possuem mais do que 500 pessoas em todo o país exercendo atividades deste tipo. Na Inglaterra não passa de 300. Nos Estados Unidos, que possuem uma máquina administrativa muito maior que a brasileira, são cerca de 9 mil.

Manifestantes contrários ao governador do DF protestam em Brasília - Crédito: Divulgação
Manifestantes contrários ao governador do DF protestam em Brasília – Crédito: Divulgação

Cargos comissionados no Brasil[bb] são sinônimos de moeda de troca em barganhas políticas de toda natureza. Aqui, a estrutura de Estado se fundou em caracteres patrimonialistas que impedem e dificultam a separação do público e privado. Em nossas terras o mérito, a dedicação, a capacidade intelectual e técnica, muitas vezes são sobrepostas por relações de compadrio e clientelistas. O famoso QI (Quem indica) é a demonstração cabal de que as relações de afeto no Brasil, facilmente se tornam incestuosas quando se trata da coisa pública.

O professor José Matias Pereira, do curso de Administração da UNB, em entrevista ao Jornal Gazeta do Povo, entende que — à exceção dos agentes políticos (ministros, secretários estaduais e municipais), que são necessários — os cargos de confiança geram distorções no funcionamento do Poder Público. Segundo Pereira, a livre contratação traz ineficiência para a administração pública, além de aumentar as chances de corrupção[bb]. “Eles não têm compromisso com a máquina pública, diferente do que ocorre com os concursados.”

Ou se acaba com os cargos comissionados e ocupações desta natureza, ou esse parasitismo dentro do Estado acaba com o Brasil.

nov 2009 24

por Henrique Beirangê
economia@blogdacomunicacao.com.br

A economia brasileira experimentará um período de forte expansão no próximo ano. O mercado interno cresceu no terceiro trimestre deste ano em ritmo chinês. O número oficial do desempenho do PIB do período, medido pelo IBGE, será conhecido em 10 de dezembro, mas várias consultorias independentes projetam um crescimento beirando 9% no penúltimo trimestre do ano.

A indústria iniciará 2010 embalada. Empresários[bb] e economistas projetam dois dígitos de crescimento da produção industrial no primeiro trimestre, período tradicionalmente fraco, marcado por férias coletivas e demissão de temporários. A consultoria MB Associados prevê expansão de 12,1% para a indústria no período. Já a LCA Consultores espera crescimento maior, de 16,5%.

Parte disso será efeito da base de comparação muito baixa. Basta lembrar que a indústria chegou a cair 17,2% no começo deste ano. Em compensação, as empresas estão diminuindo estoques rapidamente e, com a perspectiva de um bom Natal, o setor deverá chegar na virada do ano sem produtos acabados, o que ajudará ainda mais na reação, no começo de 2010.

Os presidentes do Brasil, Lula, e da China, Hu Jintao - Crédito: Xinhua
Os presidentes do Brasil, Lula, e da China, Hu Jintao – Crédito: Xinhua

O crescimento de dragão
A economia brasileira poderá crescer a taxas próximas dos 10% ao ano em um prazo de 10 anos, caso vença alguns obstáculos. Essa é a avaliação de André Lóes, economista-chefe do HSBC Brasil em entrevista ao portal IG. Para tanto, ele aponta, é necessário vencer três desafios centrais.

“O Brasil tornou-se um país estável. Hoje, não temos mais riscos. Temos desafios pela frente” Por fim, Lóes aponta a educação como “o maior e mais importante desafio”. “Um país com mão-de-obra mais bem treinada consegue ser competitivo em produtos de alto valor adicionado. E isso gera maior crescimento do PIB.” Ele aponta que ações em educação surtirão efeito somente em dez anos. Enquanto isso, o País importaria mão-de-obra especializada.

É necessário centramos todos os esforços na educação[bb], e ponto final.

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